Banda Marcial de Cubatão reúne integrantes na comemoração dos seus 25 anos

Um encontro que seria para comemorar 25 anos da existência de um grupo musical tornou-se uma reunião de velhos e novos amigos. Ex-integrantes da Banda Marcial de Cubatão e os atuais artistas decidiram se juntar para relembrar histórias, com direito a um bolo personalizado com logotipo comemorativo, feito especialmente para a ocasião por Rodrigo Custódio Simões, uma reprodução do primeiro brasão.

Pelo menos 60 pessoas participaram do encontro no Grêmio dos Servidores Municipais de Cubatão. Um dos organizadores, Luiz Américo Santos, conta que tentava reunir o pessoal há alguns e anos e viu na data a oportunidade pra isso. Luiz participou da primeira formação da então Fanfarra Municipal de Cubatão que, depois, tornou-se Banda Marcial.

Ele tocava caixa, um instrumento de percussão. “Eu participei do primeiro ensaio e da primeira apresentação na Avenida Nove de Abril. Tinha apenas 15 anos de idade. Mas o grupo nunca saiu do meu coração. As pessoas não imaginam o que a Marcial representa pra nós”, disse.

02A tarde foi de comemorações e para relembrar muitas histórias. O maestro Alexandre Felipe Gomes, criador da Fanfarra e até hoje regente da Marcial, fez questão de convidar Edna Lemos Moura, diretora de Cultura em 1990, na época da criação do grupo. “A Edna foi peça fundamental para que a equipe saísse do papel”, afirma o maestro.

Além dos comes e bebes, um vídeo repassou antigas e atuais fotos dos desfiles, apresentações e músicos. Alguns faleceram, mas não foram esquecidos na homenagem. “Todos se emocionaram. São amigos que fazem falta”, afirmou um dos ex-integrantes.

A alegria dessas pessoas é grande porque a Marcial surgiu primeiramente como Fanfarra Municipal. Teve apenas dois meses de ensaio para fazer bonito na avenida, naquela época. “Nosso uniforme era bem simples: boné e camiseta azul de mangas compridas, luvas, calça e tênis branco”, lembra, com carinho, Alexandre Gomes.

O maestro conta que o grupo era pequeno, formado por 40 músicos e seis bailarinas da Linha Frente. As atividades aconteciam na Escola Estadual Castelo Branco porque um chefe da Secretaria Municipal de Educação à época achou que o projeto não iria pra frente. Mas foi durante a primeira apresentação, na Avenida Nove de Abril, que a comunidade e o governo se renderam à qualidade da então Fanfarra Municipal. O sucesso foi imediato. A Fanfarra foi campeã diversas vezes em festivais regionais e vice em um campeonato paulista. “Não fomos muito longe (risos). Tocávamos para agradar ao público e não os jurados”, brinca o maestro.

03Em 2001, a Fanfarra Municipal e Linha de Frente foram incorporadas à Administração Municipal, tornando-se Banda Marcial de Cubatão e Corpo Coreográfico. Eram ainda os primeiros passos como Marcial e optou-se por um trabalho que fosse referência na Região, destacando, mais uma vez, o pioneirismo de Cubatão quando o assunto é música.

“Queria que o nosso trabalho fosse de qualidade. Então, criamos uma banda de metais que passou a levar nossa música a teatros, museus, escolas, espaços culturais, parques de toda a Região. Passamos a fazer parcerias com corais adultos e jovens, equipes de dança, cantores regionais. Isso nos proporcionou inúmeros espetáculos e um repertório pra lá de abrangente”, comenta Gomes.

O maestro destaca a importância do trabalho social do grupo, que deu oportunidade a centenas de jovens cubatenses de terem uma vivência artística, alicerce para a formação dos instrumentistas. Exemplo disso é a percussionista Iolanda Moreira da Silva. Aos 34 anos de idade, se alegra em poder honrar o grupo e a tradição familiar, já que seu pai, Seu Madeira, foi um dos fundadores da primeira escola de samba de Cubatão. Iolanda faz parte da Marcial há 18 anos.

01Lisonjeada por fazer parte da história desse um quarto de século, Iolanda brinca que, pra ela, a Banda Marcial é seu segundo lar. “Nessa equipe aprendi a amar e sentir a música, ter disciplina e ser uma artista de verdade. O maestro Alexandre tem papel fundamental nessa formação, assim como o produtor da Banda, o Milton Simões. Através dessa família chamada Banda Marcial tive a oportunidade de conhecer até outros países, como Chile em 2004. Só tenho a que agradecer por integrar essa trajetória”, afirma a musicista.

Muitos músicos que hoje estão em orquestras e bandas sinfônicas Brasil afora começaram na Fanfarra Municipal. Gente que hoje atua na Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Baccarelli, no Teatro Municipal de São Paulo, Banda dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, entre tantas outras. “É gratificante ver o progresso desses artistas que iniciaram ainda adolescentes ao nosso lado”, afirma o maestro Alexandre.

E durante uma apresentação no Jardim Casqueiro, o maestro fez questão de homenagear alguns dos ex-integrantes. Ele entregou uma réplica da primeira camiseta, aquela azul, usada durante a primeiríssima apresentação da Fanfarra na avenida pavimentada. “Fizemos questão dessa homenagem. Uma história tão consistente como a da Banda Marcial é feita por pessoas e por muita música”, completou o maestro.

*Morgana Monteiro

2 comentários em “Banda Marcial de Cubatão reúne integrantes na comemoração dos seus 25 anos”

  1. Sim foi um momento muito especial pra todos nós integrantes da primeira formação da fanfarra. Esse reencontro não para mais, sempre que podermos estamos nos encontrando e vamos continuar por muitos anos! Bonita esta matéria 👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽

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