Nem SanSão, nem Guarda Municipal impedem 3 mil no Forró Pé na Areia

Por Lincoln Spada | Foto: Renan Dias

A segunda edição Forró Pé na Areia arrastou um público de três mil pessoas à praia do Embaré, em evento gratuito e aberto ao público, na noite da última quarta-feira (dia 15). Com isso, consolida-se uma nova manifestação artística em Santos, tendo em vista que milhares compareceram no primeiro evento, ainda em clima de pós-Réveillon.

A ação quebra o imaginário popular de que a cidade para em clássicos na Vila Belmiro. Na mesma noite, as torcidas de Santos e São Paulo lotaram o estádio alvinegro. Ao mesmo tempo, tornou-se um atrativo que não foi impedido mesmo com o ruído inicial da Guarda Municipal. Nas redes sociais, havia alguns que consideravam que o evento fosse cancelado, outros que celebraram a festa a continuar à noite.

De acordo com o produtor cultural, Jefferson Fernandes, a Secretaria da Cultura foi comunicada anteriormente sobre o forró praiano. Mesmo assim, a Guarda Municipal compareceu ao local às 18h15 e impediu a realização da atividade até às 21h40, por não ter uma autorização por escrito do evento. Por volta desse horário, a guarda foi notificada da autorização verbal de outros órgãos da Prefeitura.

O ruído se deu em razão do entendimento sobre o Decreto Municipal 6.889/14, que regulariza atividades em espaços públicos. Ele determina que eventos precisam de autorização municipal, para garantir segurança à população, necessitando de solicitação de 45 dias de antecedência, com documentação do proponente e até laudo técnico para montagem de palcos para grande público.

Desde outubro, a Prefeitura abriu os debates em relação ao decreto. O atual Secretário de Turismo, Rafael Leal, pontuou em reunião do Conselho de Cultura: “Foi um erro que o decreto tenha sido feito pelo Gabinete do Prefeito, sem passar antes por nossa discussão”.

O entendimento informal desde então é que em vez de autorizar, a Secretaria da Cultura seja comunicada dos eventos culturais. No entanto, os artistas propõem um debate mais amplo de como assegurar a realização de manifestações culturais pela Cidade.

Sem mais ruídos

Por causa do atraso, o evento atravessou o horário combinado com a Prefeitura. “Esperamos que a Prefeitura de Santos, pelas secretarias tentem se comunicar melhor com a Guarda, para que não aconteça mais esse tipo de ação e, por fim, esperamos que os eventos culturais e os artistas da cidade não sejam oprimidos pela instituição”.

Por sua vez, a Prefeitura informa que “o evento teve autorização da Prefeitura e aconteceu na praia até às 23h30”, e que sobre o ruído com a Guarda, é que ela “está sempre presente nas atividades culturais em espaços públicos”. Ainda, compromete-se com os produtores culturais, afirmando que “está permanentemente em contato [com os artistas], as secretarias municipais trabalham em rede”.

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