Fim do 2º ato: Revista Relevo terá novo formato em 2018

Por Lincoln Spada | Foto: Sander Newton

Como pólvora, o ‘eu te amo’ espontâneo e tresloucado dela em uma ligação telefônica de duas horas reacendeu mais uma tentativa de reconquistá-la em julho de 2014. O rastro já se alastrava com minha saída num bom emprego, a busca de um segundo lar e, na mão, um terceiro diploma por uma estabilidade paulistana.

Dos vínculos santistas, tão somente almejava retribuir a gratidão dos artistas que, desde o fim de meu antigo blog, O Palco Santista (1º ato), repercutia até então como repórter de A Tribuna e Expresso Popular. Mas em vez de um blog específico de teatro regional, a abrangência de segmentos já integrou minha passagem nas redações: a ambição seria de fortalecer o cenário de artistas independentes de todo o Estado de São Paulo.

O nascimento 

Nascia assim, em agosto de 2014, a Revista Relevo. No entanto, nem moça ou município me acolheram, e a plataforma virtual se especializou de vez pela Baixada Santista. Mais do que divulgar as agendas dos coletivos, houve também relatórios, estudos e mapeamentos, desdobrados em antigos portais desde registro do teatro santista e de aprovados do Facult. Em vez de testemunhar os palcos, assumir o papel de militar pelas políticas culturais na região.

Reequlibrando a vida no litoral paulista, a gratuidade de atualizar diariamente a revista desde então não me impedia do esforço utópico de difundir preferencialmente os trabalhos dos artistas locais, seja perpassando seminários, seja atravessando madrugadas com publicações. O sentimento platônico em pó ganhou lufadas de um amor pelas causas dos artistas: da Cadeia Velha até as manifestações de rua. Por vezes, o projeto de vida se misturou com o projeto da revista virtual. O mesmo se deu com a Nina Gagli, última parceira profissional da Relevo.

O contexto

E infelizmente as premissas iniciais da Relevo precisam ser atualizadas. Com as redes sociais, os eventos culturais já pipocam sem precisão do blog; as casas de arte independente e local se fecharam nestes anos; a divulgação dos calendários municipais já se profissionalizou; e as políticas públicas necessitam de recursos e disponibilidade maior para serem analisadas, o que já não é possível manter na utopia de um par de jovens.

Confesso que na Baixada Santista, desconhecemos outro formato de blog abrangente em segmentos e políticas culturais que nunca contou com patrocinadores, anúncios em redes sociais, publipost, etc. Assim, agradecemos cada um dos que nos 166 mil visitantes nestes mais de três anos. Graças a vocês, a Revista Relevo contou com 3.845 publicações, 250 mil visualizações, 2,2 mil inscritos nas redes sociais e outros 1,5 mil via e-mails.

A transformação

Com o fim deste segundo ato, agora é hora de equilibrarmos nossos rumos em comum com a Revista Relevo. Evitaremos um adeus. Em novo formato, mesmo com frequência reduzida, a partir de hoje, publicaremos tão somente em momentos oportunos os textos mais analíticos sobre as artes locais e políticas culturais da Região, além dos principais festivais e mostras previstas nos calendário da Baixada Santista. Feliz 2018! Ah, amamos vocês.

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