‘Ègbé’ mescla teatro e hip hop nesta sexta e sábado no Braz Cubas

Por Platão Capurro Filho | Foto: Rodrigo Montaldi

No aniversário de Santos, dia 26/01, sexta-feira, às 21h, no Teatro Municipal Braz Cubas, o Grupo Teatro Widia estreia ÈGBÉ – Da Escravidão à Cidadania, espetáculo que tem como pesquisa de linguagem a Cultura Hip Hop e o Teatro de rua, ambas com discurso artístico, político e social na ocupação do espaço urbano.

A montagem também foi trabalhada para palco convencional. Os temas pesquisados e que permeiam todo o roteiro começam por Quintino de Lacerda – líder do segundo maior quilombo do país e primeiro vereador negro da cidade de Santos – chegando à atualidade com a formação das favelas, genocídio dos jovens negros, racismo, desigualdade social e abusos contra a mulher negra. O projeto foi contemplado pelo FACULT – Fundo de Assistência à Cultura de Santos.

O que mudou em 100 anos, a cidadania foi respeitada? A abolição da escravatura trouxe aos negros a liberdade, mas pouca coisa mudou. Os negros continuam presos a condições piores que no passado. O preconceito firme e ambulante. Quintino de Lacerda  sonhou com um país livre da escravidão, do preconceito e com igualdade social. Mas, o que vemos hoje em dia?

O Grupo Teatro Widia com um elenco formado por 90% de negros, utiliza o teatro, a música, a poesia, a dança, e a pintura para denunciar o racismo, a falta de oportunidades, a violência contra a mulher negra e a desigualdade social. Um cotidiano vivenciado pelos próprios atores que no processo buscaram revelar as suas lutas e o Quintino que corre em suas veias.

Serviço: Dias 26 e 27/01 | Horario: 21h
Local: Teatro Municipal Braz Cubas
Entrada franca

No Elenco: Blendon Cassio, Bruna Telly, Carol Martins, Christian Malheiros, KidJohn Mad, Alan Mad. Narração: Sander Newton. Convidados: DJ Litta Afrontite e Julio Mad

Figurino: Gilson de Melo Barros
Trilha Sonora: DJ Cuco
Coreografia BBoy: KidJohn Mad e Alan Mad
Preparação de canto:  Theo Cancello
Designer gráfico e fotografia: Rodrigo Montaldi
Painéis Grafite: Vinil Colante
Vídeo: Ferreira Filmes
Costureiras: Gisele Bilotte e Maria Aparecida
Realização: Teatro Widia Prefeitura de Santos

Equipe da primeira fase: Filipe Roseno, Veronica Oliveira, Teyles Martinez, Wilson Caiçara, Arquimedes Machado, KidJohn Mad, Maria Lisboa (Corpo), Mamuth DJ, Rodney Nunes (Preparador vocal e trilha),Vinil Colante (Grafite), Orlando Rodrigues (Produtor).

Apoio: Prefeitura de Santos, Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), Centro de Atividades Integradas de Santos (CAIS Santista), Centro Cultural Cadeia Velha, Vila do Teatro, Projeto Muito Prazer Meu Nome é Hip Hop. FACULT – Fundo de Assistência à Cultura.

Este projeto foi contemplado pelo 5º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos

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