Resistência portuária pauta documentário com sessão especial no Cine Roxy

Por Rede Telma de Souza

A maior mobilização social da Baixada Santista nos últimos 30 anos ganhará as telas de cinema. O documentário ’28 de Fevereiro – A Vitória de Resistência’ será exibido gratuitamente, em sessão especial, nesta terça-feira (26/mar), às 20h, no Cine Roxy 5 (Av. Ana Costa, 443/Santos). Com cerca de 20min, o filme será exibido em sessão com lugares limitados. É necessário confirmar presença no telefone 32191890 ou e-mail telma@camarasantos.sp.gov.br.

A narrativa faz um resgate histórico da greve dos portuários ocorrida em 1991, sendo surpreendida pela demissão arbitrária de 5.372 trabalhadores portuários pelo Governo Collor. Em resposta, houve uma paralisação total na Cidade e portos brasileiros. A resistência do povo santista seguiu até o Governo Federal recuar e readmitir os trabalhadores. A partir da conquista, 28 de fevereiro passou a ser o Dia da Resistência Portuária.

A data também se tornou nome de escola municipal no Saboó, tradicional reduto de trabalhadores portuários. A Greve Geral e a inauguração da unidade escolar ocorreram durante o Governo Telma de Souza (1989-1992). Atualmente, Telma é vereadora (3ª legislatura na Câmara Municipal), após extensa trajetória nos parlamentos estadual e federal. Passados 28 anos da Greve Geral, o documentário foi produzido para fazer o resgate histórico do ato e, também, preservar a memória da luta santista em defesa do direito ao emprego.

Os trabalhadores entraram em greve porque as perdas salariais chegavam a 160%, num período em que a inflação variava entre 450 e 500% anuais. Com 5.372 chefes de família desempregados, estima-se que a medida atingiria, diretamente, mais de 25 mil pessoas de toda Região, com grande concentração no município de Santos. De acordo com Telma de Souza, o impacto social e econômico seria devastador.

Calamidade Pública

Diante do panorama, a então prefeita Telma de Souza decretou calamidade pública. “A Codesp era a maior empregadora da Cidade, com mais de 10 mil profissionais. Com a demissão dos 5.372 trabalhadores, impactando diretamente as vidas de 25 mil pessoas, eu, enquanto prefeita, não podia ficar alheia a toda essa situação. Decretei calamidade pública para refazer a ida de subsídios para as famílias dos trabalhadores”.

Telma liderou a união dos trabalhadores, sindicatos, poderes constituídos e segmentos sociais. Houve um movimento nacional em solidariedade a Santos. A então prefeita esteve com uma comitiva em Brasília para reafirmar que haveria resistência enquanto a situação não fosse revertida. “Quando retornamos de Brasília, o ministro Jarbas Passarinho me telefonou para informar que os trabalhadores estavam readmitidos”.

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