Sinônimo de resistência e reinvenção, Elza Soares é tema de musical no Sesc Santos

Por Sesc Santos

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira estão em cena no musical ‘Elza’, que se apresenta 20/abr (sábado, às 20h) e 21/abr (domingo, às 18h), no Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136). Ingressos de R$ 9 a R$ 30. Classificação: 14 anos. Duração: 140min.

Larissa Luz, Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim dividem a missão de evocar a intérprete, através do texto de Vinícius Calderoni e da direção de Duda Maia. Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet assinam a direção musical e o maestro Letieres Leite foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora. O projeto foi idealizado por Andrea Alves, da Sarau Agência.

O espetáculo foi desenvolvido ao longo dos últimos meses, no momento em que Elza se encontra no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, ‘A Mulher do Fim do Mundo’ (2015) e ‘Deus é Mulher’ (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e o imenso leque de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.

“São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra”, conta o dramaturgo.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: ‘Ogum’, de Pedro Luís, e ‘Rap da Vila Vintém’, de Larissa Luz. Se a escolha de Pedro para a função foi referendada pela própria Elza – que gravou e escolheu um verso do compositor para nomear seu último disco –, Larissa já estava envolvida com o projeto desde o seu embrião.

As atrizes que dividem o palco com Larissa passaram por uma série de audições, em um processo que privilegiou intérpretes multifacetadas. Em cena, elas se dividem ao viver Elza em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que protagonizou com ela um dos mais famosos e tórridos casos de amor da recente história brasileira.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria. Foi este o único pedido da própria cantora. “Apesar de uma força arrebatadora, Elza tem muita leveza. É divertida. Mais do que nos pedir qualquer coisa, deixou claro que sua história é marcada por uma força absurda de viver. Que, apesar de tudo, tem garra, tem amor, tem opinião”, completa a diretora do espetáculo.

O musical ‘Elza’ ganhou os prêmios Reverência (espetáculo, direção, dramaturgia e arranjo), Cesgranrio (direção e elenco) e APCA (dramaturgia), além das 38 indicações a outros prêmios, como o Shell (música) e APTR (direção, iluminação, música, elenco coadjuvante, atriz em papel protagonista).

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