Por M.R.A.C.S. | Foto: Marcio Barreto

Carta aberta do Movimento de Realizadores de Audiovisual e Cinema de Santos (M.R.A.C.S.)

No domingo (2/jun), foi realizada a 1ª reunião oficial de 2019 do Movimento de Realizadores de Audiovisual e Cinema de Santos. As pautas do encontro foram impulsionadas pela discussão acerca do evento que acontecerá no próximo ano (2020) relacionado à Unesco e o selo que a cidade recebeu em dez/2015 como cidade criativa no setor de cinema. Participaram da reunião, no total, vinte e duas pessoas, entre cineastas, produtores, atores, realizadores e estudantes de cinema.

Foi iniciada a reunião com a abordagem sobre a questão do selo não ter ainda fundamentos e reflexos diretos nos produtores audiovisuais da cidade para além do status e os benefícios diretamente ligados à Prefeitura enquanto instrumento independente deste movimento. O selo nos representa, visto que surgiu fruto do trabalho de todos os componentes desse e de outros movimentos e setores ligados a categoria, porém, não nos contempla diretamente. A cidade de Santos sempre foi um celeiro e exportadora de talentos porque ainda não conta com a infraestrutura de grandes polos de cinema do país, com relação ao aparato necessário para a realização de cinema com subsídio para tal.

A discussão também partiu para a necessidade de unidade enquanto movimento para que a pressão sobre os órgãos públicos tenha mais eficácia. Dentre as sugestões de conduta, foi lançada a necessidade de um novo mapeamento do setor como meio de pautar os demais processos. Foi pontuado que a lei de incentivo é um dos pontos, porém, não o principal, e o que tem que haver de maior urgência é a maior percepção do olhar cultural da gestão e a autoconsciência de seu próprio valor e seu próprio trabalho na cultura para a cidade. As principais urgências lançadas em reunião foi a elaboração de um manifesto do movimento a partir de uma pauta concisa que será elaborada a partir dos seguintes tópicos:

> Mapeamento dos profissionais, estudantes e coletivos que atuam na área de cinema e audiovisual.
> Elaboração de um projeto de lei específico para fomento ao cinema, fora do eixo FACULT, que não contempla somente a linguagem.
> Aplicação de escolas técnicas e escolas livres de cinema, públicas, para a formação de novos profissionais e intercâmbio entre os profissionais já atuantes na área da região.
> Uma reestruturação e maior transparência da Santos Film Commission para com os profissionais e estudantes da área de cinema da cidade e região.

Ass: Iasmin Alvarez (diretora Mostra das MINAS e Guerrilha DOC), Renato Moreira (Realizador e Montador), Eduardo Ricci (Cineasta e jornalista), Dino Menezes (Realizador e diretor Mostra Marginal), Carlos Cirne (Jornalista), Marcelo Pestana (Jornalista), Nildo Ferreira (Cineasta), Petyta Reis (Realizadora), Paula D’Albuquerque (Atriz), Marcela Akaoui (Cineasta), Marcio Barreto (Cineasta) Danilo Novaes (Realizador), Catarina Bertholini (Produtora), Marcio Antunes (Ator e Realizador), Noalla Barboza (Realizadora), Thayná Vergana (Realizadora), Yuri Antunes (Realizador), Cibele Stazack (Realizadora), Kayque Barão (Realizadora), Francisco de Paula (Cineasta), Nilton Ferreira (Cineasta), Junior Brassaloti (direção Curta Santos, ator e realizador), Frame Have Produtora.

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Escrito por Lincaos

Jornalista, ator e cineasta, assessora festivais de manhã, escreve em jornais diários à tarde e aceita farras à noite.

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