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Jornalista, ator e cineasta, assessora festivais de manhã, escreve em jornais diários à tarde e aceita farras à noite.

Anitta e Péricles no Show de Verão de Itanhaém nesta semana

Pagode, samba e música pop são os ritmos que agitarão a galera no Shows de Verão neste fim semana. A voz marcante do cantor Péricles encantará a galera na sexta-feira (23), Xande de Pilares fará os fãs sambarem no sábado (24) e o ritmo dançante de Anitta contagiará a todos no domingo (25). Os shows acontecem na Avenida Jaime de Castro, a partir das 21 horas, e são abertos ao público.

01Com sua voz acentuada, o cantor Péricles é admirado pelo público. O artista também é compositor, toca banjo, cavaco e violão e foi vocalista do extinto grupo Exaltasamba. Seu carisma e talento conquistaram uma legião de fãs. O cantor trará sucessos como “Livre Pra Voar”, “Separação”, “Um Minuto” e “Me Apaixonei pela Pessoa Errada”.

Envolvido com a música desde criança, Xande de Pilares promete muito samba e pagode para o público. O artista foi membro do grupo Revelação e agora segue em carreira solo. O ritmo apresentado em composições como “Malandro Sou Eu”, “Salgueiro 2015” e “Elas Estão no Controle”.

Com um repertório que varia de músicas dançantes a músicas românticas, Anitta fará todos dançarem com seus grandes sucessos. “Shows das Poderosas”, “Zen”, “Meiga e Abusada” e “Ritmo Perfeito” são alguns das canções que marcaram sua carreira.

PROGRAMAÇÃO

Na última semana, Itanhaém receberá a dupla sertaneja João Bosco & Vinicius no dia 30 (sexta-feira) e Lucas Lucco no sábado (31).

*Prefeitura de Itanhaém

 

Expectativas dos protagonistas da Encenação de São Vicente

O entusiasmo para a estreia da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2015 – O Musical contagiou todo o elenco do espetáculo. Os intérpretes dos personagens principais anteciparam suas alegrias de compor o evento, que terá sessões de quarta-feira a domingo (dias 21 a 25), às 20h30, na Arena da Praia do Gonzaguinha. O ingresso é um pacote de 400 gramas de leite em pó integral a ser entregue em pontos de troca de shoppings e mercados de São Vicente e Santos. Informações: 3468-1528, 3468-1536 ou fb.com/secultsv.

As impressões foram descritas em coletiva de imprensa nesta segunda, aberta pelo prefeito Luis Claudio Bili: “Desde já, é um prazer enorme contar com todos vocês para a realização desse grande espetáculo em comemoração ao aniversário da Cidade”. Por sua vez, o diretor do musical e secretário municipal da Cultura, Amauri Alves, enalteceu os atores: “Este elenco principal com suas carreiras fantásticas certamente norteará nossos jovens atores e levarão recordações muito boas de São Vicente”.

O papel do navegador Martim Afonso de Souza pertencerá este ano ao ator global Ricardo Tozzi: “Aqui vejo muito o empenho e o entrosamento da população para este que é um grande acontecimento. E na arte, o que vale é isso, o ato de se comunicar, envolver-se com as pessoas. Estou louco para participar, tem tudo para ser um sucesso”.

Em cena, Martim fundará a Cidade na antiga terra de Gohayó, povoada pelos guaranis liderados pelo Cacique Tibiriçá, personagem do global Rafael Zulu: “São Vicente abraçou a gente de uma maneira muito carinhosa. Me surpreendi em uma cidade fora do eixo Rio-São Paulo ter um evento desta amplitude e comprometimento com atores internacionais”. Ao todo, 10 artistas de sete países se juntam a mil pessoas no elenco que envolve os protagonistas.

O narrador será o pajé vivido por Hélio Cícero, que já participou de mais de dez edições do espetáculo que alcança a 33ª edição. “A Encenação restituiu o orgulho dos vicentinos em estarem na primeira cidade do Brasil. Culturalmente, é muito importante juntar a moçada para relembrar a história de São Vicente”. Ele antecipou que as ações de seu personagem coincidem com efeitos de videomapping na areia, um dos destaques do musical.

A outra novidade serão os bonecos gigantes de até oito metros de altura que representam entidades da mitologia guarani. Protetora das florestas, Caaporã será interpretada por Helena Ignez: “É uma oportunidade incrível de estar num dos maiores eventos do mundo, e de um texto magnífico!”. A alegria é compartilhada pela filha Djin Sganzerla, que será Uiara, guardiã dos mares: “Ontem assistimos ao ensaio, e essa experiência é uma troca extraordinária para todos nós. A direção musical é muito sofisticada”. Vida longa ao projeto!”.

Enfim, Tupã será interpretado pelo português Marcelo Lafontana. A coletiva teve a participação da suíça Viriginie Beraldo, do argentino Alejandro Szklar, dos mexicanos Jazmin Marquez, Naín Rodriguez, Felipe Escobar Galicia, Manuel Gonzalez Ramírez e Salvador Raigoza. Em cena como irmão de Martim, Pero Lopes, o apresentador de TV da região, Tony Lamers, complementa sobre a vivência com artistas de diferentes nações e trajetórias: “Além da emoção de estar com a plateia que passa uma energia inigualável, estou contente ao estar do lado de pessoas tão distintas e tentarei aprender um pouco mais com cada um de vocês”.

*Prefeitura de São Vicente

Lixo vira arte em exposição gratuita de São Vicente

Uma dúzia de móveis descartados irregularmente se tornam em obras-primas pelas mãos dos grafiteiros de São Vicente e Região. O resultado poderá ser conferido na exposição gratuita Vias Vivas – Lixo que Vira Arte, que ocorrerá de quarta-feira a domingo (dias 21 a 25) na Praça Tom Jobim, ao lado da arena da Praia do Gonzaguinha. O evento pertence a Secretaria da Cultura da Cidade.

Foto - Móveis Grafitados (2)Nesta iniciativa, móveis recolhidos nas ruas do município pela Codesavi foram reformados pela equipe da Secretaria de Desenvolvimento e Mobilidade Urbana e repassados aos artistas. Estes coloriram as peças em janeiro. O projeto servirá para promover a adesão das pessoas ao serviço de Cata-Treco, desenvolvido pela Codesavi (3464-7258). Após a exposição, as obras serão reutilizadas por serem doadas a creches municipais e repartições públicas.

A mostra contará com as artes dos grafiteiros: Aline Benedito (Fixxa), Carlos Silva (Catts), Dionísio Guimarães, Fabião Nunes, Guilherme Leite, Léo Martins, Milton Santana, Pat Campos, Ramello Graffs, Val Maltas, Vinil Colante e Wilis Cavalcante.

*Prefeitura de São Vicente

Plínio Marcos é homenageado em mostra no Museu da Imagem e do Som

A partir desta sexta-feira (dia 23), o dramaturgo santista Plínio Marcos é homenageado no Museu da Imagem do Som de Santos (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos). A exposição aberta às 20 horas conta com uma instalação de um grande livro produzido de caixas de papelão concebida pela artista plástica Gabriela Mameluca e imagens do ensaio fotográfico por Dino Menezes e Fabiano Keller, com a participação de diversos artistas. A mostra continua até dia 23 de fevereiro.

No ensaio, atores e atrizes interpretam alguns dos personagens de Plínio, conhecido por revelar, em suas obras, personagens que vivem na marginalidade, como prostitutas, moradores de rua e ladrões. Além da mostra fotográfica, a exposição contará ainda com recursos audiovisuais, onde os visitantes poderão conhecer trechos do espetáculo “Nas Quebradas do Mundaréu”, dirigido por Paula D’Albuquerque, baseado nas principais obras do autor, entre elas “Navalha na Carne” e “Querô”.

Para os idealizadores, trazer a obra de Plínio Marcos para o público da cidade gera a reflexão sobre os valores da sociedade em que vivemos, onde, independente da evolução tecnológica e dos avanços científicos, a condição social continua excluindo uma parcela da sociedade. “A obra de Plínio escancara tudo aquilo que a sociedade tenta esconder. Joga na nossa cara a pior parte do mundo, e de nós mesmos. Enxergar o que é necessário mudar é um importante passo para a transformação.” – diz Paula D’Albuquerque, diretora teatral. As ilustrações são de Saulo de Almeida.

*Luiz Fernando Almeida – Superbacana Produções

 

Teatro Procópio Ferreira de Guarujá tem reforma concluída

O Teatro Procópio Ferreira de Guarujá está com a reforma concluída e por um triz para ser reaberto na próxima semana. Por ser fruto de recursos municipais (R$ 1 mi) e estaduais (R$ 1,7 mi), a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) deseja reinaugurar o espaço ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). As informações são do Diário do Litoral deste domingo.

O único teatro municipal fechou as cortinas em 2011 com estimativa de retomar as atividades no ano seguinte, mas o planejamento de obras teve de ser refeito por mais um ano, adiando a entrega para o terceiro aniversário da reforma. Portanto, nesse caso o atraso maior se deve a falha no projeto, que não previa ampliação de equipamentos cenotécnicos.

01Agora, o teatro com 440 lugares terá no auditório: barras, rampas, além de reforma no foyer, aumento de dois para quatro camarins, alterações na Galeria de Arte Wega Nery, no telhado, forro, assoalho, sistema de acústica, ar-condicionado redes elétrica e hidráulica.

Ainda de acordo com o Diário do Litoral, o local receberá em breve o Auto de Vistoria de Corpos de Bombeiros (AVCB) e também a visita do Governo Estadual para também agendar a sua reabertura. Trata-se da primeira revitalização desde que o centro cultural foi inaugurado em 15 de dezembro de 1979.

Ricardo Tozzi é o Martim Afonso da Encenação da Vila de São Vicente 2015

O elenco principal da ‘Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2015 – O Musical’ já está se preparando para entrar em cena. O navegador português Martim Afonso de Souza será protagonizado por Ricardo Tozzi, enquanto os papéis do Cacique Piquerobi e do pajé dos guaranis serão de Rafael Zulu e Hélio Cícero. Já o apresentador Tony Lamers interpretará Pero Lopes, irmão de Martim.

A arena ainda contará com Marcelo Lafontana, Helena Ignez e Djin Sganzerla. Este trio representará Tupã, Caaporã e Uiara, deuses da mitologia indígena. Assim, os respectivos guardiões da luz, das florestas e das águas conduzirão a saga do povo guarani na ilha de Gohayó e da expedição de Martim Afonso à ilha de São Vicente.

O elenco terá a companhia de outros mil atores da comunidade, que contracenarão com projeções de vídeo arte executadas com a técnica de videomapping, e com bonecos de quatro a oito metros de altura. Realizado pela Secretaria da Cultura, a direção é do titular da pasta, Amauri Alves que também interpreta João Ramalho, com músicas e trilha sonora de Flávio Medeiros.

O maior espetáculo teatral em areia da praia no mundo terá em sua 33ª edição entre os dias 21 e 25 de janeiro, às 20h30, na Praia do Gonzaguinha. O ingresso é um pacote de 400 gramas de leite em pó que pode ser entregue nos pontos de troca em supermercados e shoppings de São Vicente. Todos os itens serão doados ao Fundo Social de Solidariedade, que destinará às creches da Cidade. Mais informações: 3468-1528, 3468-1536 ou fb.com/secultsv.

Ricardo Tozzi

Foto Ricardo TozziNascido em 1975 em Campinas, Ricardo Tozzi abandonou a carreira de administrador de empresas para assumir a carreira de ator e modelo. Segundo ele, enquanto trabalhava às manhãs como executivo, às noites estudava teatro. O sucesso com o público foi em sua estreia na novela global ‘Bang Bang’ (2006). Engatou no mesmo ano a sua participação em ‘Pé na Jaca’. Em 2007, atuou no seriado ‘Malhação’ e, no ano seguinte, fez as séries ‘Casos e Acasos’, ‘Dicas de um Sedutor’ e ‘Guerra e Paz’.

Ricardo já estrelou três novelas em horário nobre: ‘Caminho das Índias’ (2009), de Glória Perez, ‘Insensato Coração’ (2011), de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e ‘Amor à Vida’ (2013), de Walcyr Carrasco. O seu timing para comédia também garantiu sua escalação nas novelas de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira: ‘Cheias de Charme’ (2012) e ‘Geração Brasil’ (2014), respectivamente como o galã Fabian e o vilão Herval.

Helena Ignez

Foto Divulgação - Helena Ignez 1Helena Ignez nasceu em Salvador (Bahia) em 1941 e, aos 18 anos, ingressou no teatro de vanguarda e consecutivamente no cinema com o curta-metragem ‘O Pátio’ (1959) com o diretor Glauber Rocha, então seu primeiro marido com quem teve a filha Paloma. A musa do Cinema Novo ganharia fama com os sucessos ‘Assalto ao Trem Pagador’ (1962) e ‘O Padre e a Moça’ (1966) e abraçaria a carreira em São Paulo no longa ‘O Bandido da Luz Vermelha’ (1968), de Rogério Sganzerla.

O diretor do clássico do Cinema Marginal se casou com Helena e, juntos do cineasta Júlio Bressane, desenvolveram o movimento underground. Em ‘A Mulher de Todos’ (1969) sagrou-se como uma atuação debochada e extravagante. O casal manteve a parceria em toda a filmografia seguinte e teve dois filhos: a compositora Sinai e a atriz Djin. Após o falecimento de Rogério em 2002, Helena dirigiu a continuação ‘Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha’ (2010). Ela também é famosa no teatro com as peças ‘Os Sete Afluentes do Rio Ota’ e ‘Savanah Bay’ nas últimas décadas.

Djin Sganzerla

Foto Divulgação - Djin Sganzerla 3Filha do cineasta Rogério Sganzerla e da atriz Helena Ignez, a atriz carioca nasceu em 1977 e seguiu a trajetória da mãe. Estreou nos palcos aos 19 anos, sob direção de Antônio Abujamra em ‘O Que É Bom em Segredo É Melhor em Público’ (1996), e rumou ao estrelato em ‘Savanah Bay’ (1999) e ‘Cabaret Rimbaud’ (1997), dirigida respectivamente por seu pai e sua mãe. Helena também a dirigiu em ‘O Belo Indiferente’ (2012).

Nas telonas, Djin brilhou no filme de seu pai ‘O Signo do Caos’ (2005), ‘Falsa Loura’ (2007) e ‘Meu Nome é Dindi’ (2008). Nestes dois últimos longas, foi premiada respectivamente com o Troféu Candango do Festival de Brasília e Troféu APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. A sua última aparição foi em ‘Luz nas Trevas’ (2010), sendo dirigida por sua mãe e contracenando com seu marido André Guerreiro Lopes.

Rafael Zulu

Rafael ZuluNascido em 1982, o ator carioca Rafael Zulu iniciou sua trajetória nos palcos ao se encantar com o trabalho social dos Doutores da Alegria. Aos 22 anos, a sua primeira peça foi ‘Aonde está você agora?’ (2004), de Regiana Antonini, e no mesmo ano, em turnê com o musical ‘Eu Sei que Vou te Amar’, que recebeu convite para a TV. Estrelou na novela ‘Prova de Amor’ na Record no ano seguinte.

Ainda na emissora paulista, fez participações nas novelas ‘Os Mutantes – Caminhos do Coração’ (2009) e ‘Balacobaco’ (2012). Contratado pela Rede Globo, ele ganhou o público em seus papéis em ‘Sete Pecados’ (2007), ‘Caras & Bocas’ (2009), ‘Ti Ti Ti’ (2009), ‘Fina Estampa’ (2011) e ‘Em Família’ (2014). No ano passado, estava no elenco da série ‘Sexo e as Negas’.

Hélio Cícero

Foto Helio CíceroO paulista Hélio Cícero nasceu em Cândido Mota em 1955. Formado em Arte Dramática pela USP, atuou em espetáculos teatrais junto a Antunes Filho e Ulysses Cruz, como ‘Paraíso Zona Norte’ (1989), ‘Nova Velha História’ (1991), ‘Vereda da Salvação’ (1993), ‘Velhos Marinheiros’ (1985), ‘Rei Lear’ (1996), ‘Hamlet’ (1997), recebendo os prêmios Mambembe, Apetesp e Inacen como melhor ator. Ainda, fez ‘Macbeth’ (2012), direção de Gabriel Vilela, e ‘Toda Nudez Será Castigada’ (2000), com direção de Cibele Forjaz.

Em 2009, celebrou 30 anos de carreira com uma exposição fotográfica e o solo ‘A Noite do Barqueiro’, texto e direção de Samir Yazbek. Nas telinhas, encenou em ‘Rei do Gado’ (1996), ‘Começar de Novo’ (2004), ‘Canavial de Paixões’ (2003) e ‘JK’ (2005). Também trabalhou nos longas ‘Tapete Vermelho’ (2006) e ‘Anita e Garibaldi’ (2013). Há oito anos, fundou a Cia Teatral Arnersto nos Convidou com Yazbek, onde realizou ‘O Fingidor’, ‘As Folhas do Cedro’, ‘Fogo-Fátuo’ e ‘Frank-¹’. Atualmente está em cartaz com ‘Jantar’, de Mauro Baptista Vedia na Capital.

Marcelo Lafontana

Foto - Marcelo LafontanaO paulistano Marcelo Lafontana nasceu em 1967 e iniciou sua trajetória aos 19 anos, em 1986, como ator, diretor e marionetista. Radicado em Portugal desde 90, trabalhou e colaborou com o Ballet Teatro Contemporâneo do Porto, Teatro Bruto, Quinta Parede, Marionetas do Porto, Teatro Nacional São João e Casa da Música. Assume em 1998 a criação e direção do Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde, onde encena ‘Teatro de Papel/Anfitrião’ (2003), ‘Teatro de Papel/Convidado de Pedra’ (2006), ‘Payassu – O Verbo do Pai Grande’ (2009) e ‘Prometeu’ (2010).

Licenciado em Artes Cênicas e Teatro e Educação, já lecionou na Escola Superior Artística do Porto, Escola Superior de Educação de Coimbra, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.

Tony Lamers

Foto - Tony LamersAlém de âncora dos jornais da TV Tribuna, o santista Tony Lamers tem larga experiência como radialista, músico e cantor. Em 2013 e 2014, ele interpretou respectivamente o operário construtor e o Padre Gonçalo Monteiro na Encenação da Fundação da Vila de São Vicente.

Entrevista: Legado das emendas para cultura da deputada Telma de Souza

Como vereadora, prefeita, deputada federal e, mais recentemente, estadual, Telma de Souza (PT) sempre foi uma política ligada às demandas dos movimentos artísticos. Dos anos de 2010 a 2014, foi quem mais legislou para o segmento na Baixada Santista, garantindo R$ 6 milhões em emendas parlamentares, principalmente, para a manutenção de festivais. Assim, logo se tornou madrinha do Festa – Festival Santista de Teatro, Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, Fescete – Festival de Cenas de Teatro de Santos, Sansex – Mostra de Cinema e de Cultura da Diversidade Sexual de Santos, FestKaos – Festival de Teatro do Kaos, entre outros.

No mínimo, os valores cobriam um terço dos eventos. Vale ressaltar que, certas vezes, as emendas aprovadas ainda eram atrasadas pela burocracia do Governo Estadual, mantido pelo rival PSDB. Por exemplo, a rixa partidária ocorreu em duas situações com o Curta Santos, sendo que uma vez a liberação da verba precisou do intermédio da Secult municipal. Enfim, é inegável reconhecer o esforço de Telma, que reserva um quarto do seu orçamento para projetos culturais.

No entanto, a última eleição não garantiu a reeleição da parlamentar na Assembleia Estadual para este ano. Em entrevista virtual, a petista avalia o seu mandato e investimentos para o segmento, as dificuldades da Comissão de Educação e Cultura no Legislativo e o respaldo de seu olhar atento às política públicas da área: “Não me arrependo de aplicar uma parte significativa das emendas de minha autoria para a Cultura”.

Telma, você poderia explicar sobre a proposta de emenda que fez e reiterou para o seminário regional e os planos municipais de cultura. O porquê dessa emenda? E como as prefeituras conseguem gerir essa emenda?

03Há cerca de um ano, os secretários municipais de Cultura da Baixada Santista pediram ajuda aos deputados da região para obter recursos para seus projetos, pois as prefeituras têm orçamentos mínimos para o setor. Eles pleiteavam a destinação de mais emendas. Na ocasião, fui a única deputada a comparecer ao encontro, realizado na Unimonte, e, apesar de já ter apresentado minha planilha ao Estado, consegui reajustar e incluir 10 projetos das prefeituras.

Naquele momento, apresentei uma proposta para a uniformidade regional das ações da Cultura, ou seja, as prefeituras precisam ter seus projetos locais, mas, também, desenvolver ações regionais, uma vez que muitos dos projetos que dependem de recursos públicos têm abrangência em várias cidades da Baixada. Assim, sugeri aos secretários a criação de um consórcio intermunicipal, que, ao ser implantado, poderia ter um fundo para captação de verbas federais e estaduais. Essa iniciativa é uma maneira de ampliar o dinheiro para a Cultura, reduzindo a dependência pelos aportes orçamentários.

Uma outra proposta são as emendas nº 4250, 4249 e 4247 e 4231 ao Orçamento Estado (podem ser consultadas aqui), que preveem a aplicação de cerca de R$ 1,5 milhão para a realização do Seminário Regional na Baixada Santista sobre a implantação dos Sistemas Municipais de Cultura, de consultoria e de elaboração dos planos municipais de Cultura, bem como um plano metropolitano. Estas propostas visam à capacitação dos gestores e padronização das ações, com vistas à adequação dos municípios para o gerenciamento do setor cultural.

Mesmo depois dos R$ 6 milhões que destinou para a cultura em seu último mandato, a deputada não conseguiu ser eleita. Você guarda mágoa da classe artística?

Antes de tudo, é preciso reconhecer e reafirmar que só a Cultura é verdadeiramente revolucionária. Eu, particularmente, em todos os mandatos que assumi, sempre considerei a Cultura uma mola propulsora das mudanças na sociedade. É a partir da Cultura que mobilizamos os esforços necessários para cobrar e buscar melhorias na Educação, na Saúde, na Segurança. Sem a Cultura, não há identidade e, tampouco, o pensamento crítico exigido para fomentar as revoluções sociais.

Por acreditar nisso, não relaciono eleições e o apoio que sempre dei para a Cultura em meus mandatos, seja como prefeita, vereadora, deputada estadual ou federal. Em razão de tudo isso, não me arrependo de aplicar uma parte significativa das emendas de minha autoria para a Cultura, algo em torno de 25% do total, mesmo que uma grande parte dos agentes do setor prefira apoiar candidaturas sem compromisso com a classe artística, por motivações estritamente financeiras.

Muitas emendas e projetos que você assinou em conjunto com outros deputados foram para fundações e institutos públicos estaduais relacionados à cultura. Qual a avaliação dessas emendas e qual é o retorno desses investimentos?

01O PT é um dos partidos que mais lança mão da tática de elaborar emendas e projetos conjuntos, muitas vezes para atender a demandas pontuais ou mesmo com o intuito de incentivar e promover determinadas ações de forma concomitante e capilarizada. A rigor, este tipo de ação é organizada pela Liderança do PT na Assembleia Legislativa, que se encarrega de administrar essa demanda e manter os gabinetes informados a respeito de suas tramitações.

Há diversos casos deste tipo neste mandato, geralmente com o intuito de atender os movimentos culturais e grupos independentes dos chamados “fazedores de arte”, que nem sempre encontram respaldo no poder público constituído, mas que têm uma enorme importância, do ponto de vista estratégico, para o PT e, especialmente, para mim.

Um bom exemplo a ser citado foi o ato em defesa do Teatro Oficina, em São Paulo, no ano passado, que contou com a presença maciça de parlamentares paulistas do PT, entre eles o senador Eduardo Suplicy e eu. O Teatro Oficina é um patrimônio cultural não só da cidade ou do Estado de São Paulo, mas do Brasil, e está ameaçado pela construção de um empreendimento imobiliário comercial.

Você também investiu muitas emendas para o calendário de festivais da Baixada Santista e institutos culturais da região. Qual a avaliação sobre o retorno do investimento desses festivais para a comunidade?

02Desde minha passagem pela Prefeitura de Santos (1989-1992), sempre destaquei atenção especial para a Cultura, tanto que podemos citar dezenas de intervenções e projetos que permanecem vivos e foram incorporados à Cidade. Isso não é possível quando se está fora do Poder Executivo, ou seja, ocupando o cargo de prefeita.

Na função parlamentar, só se pode apoiar a Cultura basicamente por meio de emendas e, por isso, sempre destino minha cota para grupos independentes, que precisam do recursos para manter sua arte em movimento. Destino emendas para diversos grupos e festivais, desde quando assumi como deputada federal, lá em 1995. Neste mandato em execução, mantive e ampliei as emendas e os beneficiados, porque sei que, sem esta verba, diversos projetos correm o risco de não ter como se manter e fechar.

O Sansex, o Fescete, o Festa, a Tarrafa Cultural e o Curta Santos, por exemplo, foram realizados em conjunto no ano passado, por não terem o respaldo financeiro do governo municipal, mas minha contribuição como deputada pôde amenizar a crise e permitir as suas realizações. E faço isso com a certeza de que os projetos apoiados mudam a vida das pessoas. Um outro exemplo bem-sucedido é o Teatro do Kaos, de Cubatão, que, além de promover seu festival, capacita centenas de jovens para atuar profissionalmente.

Como você avalia a comissão parlamentar para a cultura em seu mandato? Quais são as dificuldades do Legislativo para pautar políticas culturais?

04A Cultura na Assembleia Legislativa é tratada dentro da Comissão de Educação e Cultura, cuja prioridade é dada aos temas da Educação. Neste mandato, fui suplente na Comissão e, agora, sou membro efetivo. O grande problema é que a discussão das pautas e projetos nesta Comissão está esvaziada e não tem periodicidade de deliberações, com muitas reuniões canceladas por falta de quórum. Por isso, o mandato precisa se superar sempre, participando ativamente das discussões, dos conselhos, da fiscalização sobre o cumprimento do orçamento, com a elaboração de projetos, além da indicação dos projetos para as emendas.