Arquivo da categoria: Museus e patrimônios

2ª Jornada Santista do Patrimônio Histórico segue até dia 10; confira agenda

Por Prefeitura de Santos

Produções acadêmicas voltadas à recuperação e requalificação do ambiente urbano estão em foco na 2ª Jornada Santista do Patrimônio Histórico, aberta em 30/abr, no Museu Pelé (Lg. Marquês de Monte Alegre, 1, Valongo). A programação tem apoio da Prefeitura via Secretaria de Turismo.

O evento segue até o dia 10/mai, e conta com exposição de projetos de alunos e pós-graduados em Arquitetura e Urbanismo e mesas-redondas, sempre às 19h, enfocando temas voltados à valorização do patrimônio da Cidade. Segundo a organização, as atividades têm por objetivo difundir o patrimônio histórico e apresentar várias possibilidades de incorporação ao cotidiano das cidades.

A mostra de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) sobre o Patrimônio Histórico de Santos abre a programação e poderá ser apreciada até o dia 9. Já no dia 3, acontece a primeira mesa-redonda, ‘Habitação de Interesse Social’ e sua inserção no Patrimônio Histórico, na Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos (R. Dr. Artur Assis, 47, Boqueirão).

‘Legislação e Políticas Públicas para o Patrimônio Histórico’ é o assunto do dia 6, na Unisantos (Av. Cons. Nébias, 589, Boqueirão), enquanto, no dia seguinte, será abordado ‘O Papel dos Órgãos de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural’, na Unip (Av. Francisco Manoel s/nº, Vl. Mathias).

‘Habitação e Patrimônio Histórico’ é o enfoque do dia 8, na Unisanta (R. Oswaldo Cruz, 277, Boqueirão), cabendo ao tema Preservação em Conjuntos Históricos encerrar o ciclo de debates, dia 9, na Unimonte (R. Comendador Martins, 52, Vl. Mathias). A jornada tem ainda o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, Instituto de Arquitetos do Brasil e Sindicato de Arquitetos do Estado de São Paulo.

IHGSV comemora 60 anos com teatro e solenidade nesta terça

Prefeitura de São Vicente

Homenageando personalidades de grande relevância à Instituição, o Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente (IHGSV) comemora seus 60 anos com a peça ‘Pelas ruas do Brasil em 1822’, aberta ao público. As festividades começam às 20h, na sede do Instituto (Rua Frei Gaspar, 280/Centro) com uma solenidade formal de aniversário.

A montagem é do Grupo Independência, composto por atores vicentinos formados no Instituto Histórico, sob a coordenação e direção de Antônio Roberto Marchese, também diretor do IHGSV. “Mostraremos para o público uma peça bastante emocionante, significativa e tocante”, antecipou o presidente Paulo Eduardo Costa.

Fundado no dia 5 de fevereiro de 1959, pelo casal Francisco Martins dos Santos e Odete Veiga Martins dos Santos, o IHGSV visa ser um registrador oficial da história, contextualizando o tempo e o espaço. Esta missão, junto à de ser um desenvolvedor de técnicas e sistemas que possibilitem uma sociedade melhor, culminou em uma longa trajetória de seis décadas.

“Durante os anos, a Instituição vem funcionando a todo valor e hoje reúne um precioso acervo”, destaca Paulo Costa. Sediada na Casa do Barão, o Instituto conta com a instalação do Museu Histórico e Geral da Cidade, que reúne 126 mil peças diversas. Também há a Biblioteca Municipal, com mais de 36 mil volumes, alguns muitos raros.

A Galeria de Arte Cellula Mater traz importantes exposições para a região. Diversos memoriais, como o de Frei Gaspar da Madre de Deus, Santo Padre André de Soveral e tantos outros, são mantidos pelo Instituto. O IHGSV também oferece cursos de aperfeiçoamento em várias áreas. Além disso, na mesma área, há o Café do Barão, que se tornou uma atração com seus cafés gourmets, reunindo pessoas para encontros cotidianos, intelectuais, políticos e técnicos.

 

Monumento a Braz Cubas receberá intervenção da Secult e Nova Acrópole

Por Secult Santos | Foto: Memória Santista

A Coordenadoria de Museus e Galerias da Secretaria de Cultura de Santos (Secult) recebe os voluntários da organização internacional de filosofia, cultura e voluntariado Nova Acrópole–Santos para a 12ª edição do Projeto Clio. A ação de limpeza ocorrerá no monumento a Braz Cubas (Praça da República, no Centro Histórico), fundador da vila de Santos. A atividade será nesta quinta-feira (24/jan), às 9h, dentro da comemoração dos 473 anos da Cidade.

Além de colaborar no serviço de limpeza, orientado pela Secult, os voluntários também vão expor varal de poesias de poetas santistas e realiza a Roleta das Virtudes, cujo objetivo é trazer, por meio da interação com o público, reflexões sobre valores e princípios humanos baseadas na filosofia.

Feita pelo artista italiano Lorenzo Mazza, a obra em homenagem a Braz Cubas é o primeiro monumento da Cidade. Com 8 metros de altura, a peça carrega vários símbolos. A face de Braz Cubas aparece rodeada de outras figuras humanas que representam o comércio, a navegação e o gênio de Santos.

A ação voluntária de limpeza dos monumentos de Santos realizada pelos alunos e docentes da Nova Acrópole-Santos objetiva valorizar e preservar a memória municipal e nacional, representada pelos personagens exaltados nas obras. Ainda, é uma via de expressão dos alunos filósofos e voluntários, que sabem que o altruísmo pode tornar o mundo um lugar melhor.

 

Em seu 6º aniversário, Orquestra na Rua celebra o Natal

Por Secult Santos

A magia do Natal será celebrada na última apresentação de 2018 da Orquestra na Rua. O projeto, que celebra 6 anos de atividades, reúne musicistas clássicos de várias partes do País no Concerto Especial de Natal, que ocorre gratuitamente na Praça do Surfista, na orla do José Menino, neste sábado (22), às 18h.

No repertório estão clássicos como ‘Jingle Bells’ e ‘Silent Night’; eruditas como ‘Ave Verum Corpus’ e ‘Ode à Alegria’; e populares, o caso de ‘La Vien Rose’. Os musicistas interessados em fazer parte da apresentação podem fazer cadastro no link https://goo.gl/ETEmcZ e comparecer no dia e horário comunicado pela produção. Devem estar munidos de seu instrumento.

A Orquestra na Rua oferece estantes, partituras e cadeiras, além de fornecer lanches. Idealizado pelos músicos Caio Forster, Leonardo Mallet e Matheus Bellini, tem como objetivo difundir a música clássica de forma mais popular.

O projeto monta uma orquestra de cordas (violinos, violas, violoncelos e contrabaixos) de forma abrangente, aberta a quem tiver experiência e quiser participar. Os músicos se encontram, formam o grupo, ensaiam e se apresentam. Tudo isso em um período de aproximadamente 6 horas, ao ar livre.

 

Vila inglesa preserva história no Centro de São Vicente

Por Prefeitura de São Vicente

Um lugar europeu no Centro de São Vicente chama atenção de quem passa pela Rua João Ramalho. Construído há mais de 80 anos, o Jardim Aralinda, condomínio com ares ingleses, e o Castelinho, prédio com mesma característica, reúnem tradição e histórias. Em 1930, o proprietário Umberto Gagliasso apresentou para a Prefeitura projeto para construção de 36 casas. O estilo das edificações foi desenhado pelo inglês Ernesto Behrendt, que se inspirou nas residências de seu país. O nome da vila é uma homenagem à sogra do dono daquela área, Aralinda Forshire.

Com tijolinhos aparentes na fachada, lampiões nas portas, sem muros ou garagens, as casas contam com dois a três pavimentos. Os imóveis foram adquiridos inicialmente por famílias paulistas que desciam à Serra do Mar para aproveitar as férias no litoral. Entretanto, os moradores contam que o condomínio foi construído com o propósito de abrigar os ingleses que vieram morar na região para trabalhar na construção da ferrovia.

“Compramos a casa de duas inglesas, elas eram as únicas moradoras estrangeiras que ainda moravam aqui. Elas nos contaram que antigamente na vila viviam os ingleses que vieram para a região trabalhar na construção da ferrovia”, conta a corretora imobiliária, Maria Rosa Gomes Pacheco, de 69 anos. A tranquilidade e o estilo europeu das casas atraíram a portuguesa que se mudou em 1993. “Morávamos no Parque Bitaru, e sempre que eu passava na rua ficava admirada pelas casas. Aqui era um lugar muito tranquilo e seguro para as crianças crescerem”.

Portas fechadas e lendas

Em 1994, os moradores se reuniram e optaram por fechar a vila por motivos de segurança. “Os portões viviam sempre abertos aqui na rua e as pessoas passavam na frente das casas, mas por causa dos assaltos a gente resolveu fechar a vila”, explica a moradora Josefa de Almeida Amânsio, de 84 anos. Ela se mudou para o Jardim Aralinda há mais de 50 anos acompanhada dos seis filhos, devido à saúde do esposo que sofria com bronquite e precisava se mudar para o Litoral.

As mudanças não se deram apenas no quesito segurança, Rosa afirma que o relacionamento entre vizinhos mudou ao longo do tempo. “Sinto falta de como era o Jardim antes. Nos últimos 25 anos muita coisa mudou. Os vizinhos se reuniam para comemorar datas como festa junina e natal, onde cada um levava seu prato. Hoje em dia todos são mais reservados”. Apesar disso, ela afirma que o local é refúgio de sossego no meio do Centro. “Ainda acordo com os passarinhos cantando”.

O natal também traz boas recordações para Tânia Simões, de 56 anos, 22 desses no Aralinda. “A dona Maria era uma das fundadoras da vila e na época de natal adorava enfeitar a casa. Os vizinhos ficavam sentados na calçada testando os pisca piscas. Ela envolvia até as crianças, mesmo brigando com elas durante o ano”. Ali, as brincadeiras entre as crianças na rua e entre os jardins do condomínio também marcaram a história da vila. “A criançada brincava com buggys e ficava dirigindo em círculos por aqui. Outra coisa que faziam era vir todos brincar aqui em casa e quando escurecia as mães passavam recolhendo as crianças”.

A sazonalidade deu à vila lendas e mitos sobre a presença de espíritos mal-assombrados. A crença era motivada entre os moradores da Cidade porque as casas ficavam sob cuidados de caseiros que conservavam e limpavam as residências. “A lenda do Jardim Aralinda” conta que um grupo de crianças entrou no sótão de uma das casas do condomínio e acabou ficando preso já que a porta só possuía maçaneta no lado de fora. Após algumas horas, a porta foi destrancada sozinha, assustando-os.

Castelinho

Ao lado do condomínio, outra edificação também chama atenção de quem passa pelo cruzamento da Rua João Ramalho com a Cândido Rodrigues. Na esquina, o Edifício Castelinho se mantém conservado mesmo depois de 72 anos. Na fachada, as únicas modificações feitas foram a pintura e a construção de muros para segurança dos moradores. O síndico do prédio, Sérgio Pereira, conta a ligação do edifício com a vila vizinha.

“Contam que o prédio também foi feito para abrigar os ingleses que vieram trabalhar nas ferrovias da região. Além disso, o projeto do prédio foi elaborado por Umberto Gagliasso”. A edificação conta com uma chaminé feita para aquecer todas as dependências do prédio. Uma das curiosidades do local são os boatos de moradores ilustres que moraram lá e a presença de galerias subterrâneas que passariam debaixo da construção. “O ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuonno viveu no Edifício na década de 60. Outra lenda do Castelinho é que a família do ex-presidente Campos Salles residiu no prédio durante um período”.

 

Patrimônio industrial de Cubatão é tema de seminário

Por Lincoln Spada

A historiadora Celma do Carmo de Souza Pinto ministrará o seminário ‘Desafios para a Preservação do Patrimônio Industrial de Cubatão’, iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Prefeitura de Cubatão. O evento gratuito será na próxima terça-feira (11/dez), das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Câmara de Vereadores (Praça dos Emancipadores, s/nº, Centro/Cubatão).

Celma é mestre em Teoria e História da Arquitetura e doutoranda em Teoria, História e Crítica (ambas na Universidade de Brasília, UNB) e atualmente trabalha no Iphan. Realizando pesquisas nas áreas de patrimônio cultural e na relação de paisagem e patrimônio industrial, ela já publicou três livros sobre Cubatão, ‘Anilinas’, ‘Meu lugar no mundo: Cubatão’ e ‘Cubatão, história de uma cidade industrial’.

O seminário visa a participação de especialistas e membros dos conselhos de Turismo, de Defesa do Patrimônio Cultural e de Políticas Culturais, além de demais interessados da comunidade.