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‘Desafinados’ está em cartaz em Presidente Prudente

Um registro da bossa Nova no Brasil e como ela cruzou fronteiras e oceanos para fazer sucesso em pelo menos duas das cidades mais importantes do mundo fora do Brasil: Buenos Aires e Nova Iorque. ‘Os Desafinados’ é o filme em cartaz na Mostra de Cinema Nacional do Centro Cultural Matarazzo em Presidente Prudente, no próximo final de semana, de sexta a domingo (06 a 08/03), às 19h30 com entrada gratuita.

Sinopse

Década de 60. Joaquim (Rodrigo Santoro), Dico (Selton Mello), Davi (Ângelo Paes Leme) e PC (André Moraes) são jovens músicos e compositores que formam a banda Rio Bossa Cinco. Sonham em tocar no Carneggie Hall, assim partem para Nova York, mais precisamente em Manhattan em busca de sucesso. Lá, conhecem uma musa se junta ao grupo. A banda trocou de nome e retorna ao Brasil fazendo parte do movimento que lançou a bossa nova. Ao longo dos anos eles acompanham o cenário político e musical do Brasil.

*Prefeitura de Presidente Prudente

 

Coletivo registra estilo de vida caiçara em exposição em São Vicente

Com qual olhar representamos o estilo de vida caiçara? As mais variadas respostas a esta questão compõem a exposição fotográfica ‘Foco Caiçara’, que acontecerá a partir desta sexta-feira (dia 6) nas Oficinas Culturais de São Vicente (Rua Tenente Durval do Amaral, 72, Catiapoã).

A mostra é uma iniciativa conjunta da Wídia Cultural, Oficina Cultural Pagu e a Revista Sanatório Geral e tem apoio da Secretaria de Cultura de São Vicente e estará aberta ao público de segunda a sábado, das 9 às 17 horas, até o dia 30 de março.

02“A proposta é do fortalecimento da identidade caiçara do litoral paulista sobre as diferentes formas de ver, olhar e de entender a vida e a relação do ser humano com o mar”, explica um dos autores do projeto, Rodrigo Montaldi Morales.

A exposição de 50 imagens de 25 participantes é o resultado do curso promovido no semestre passado em Santos. Além de Rodrigo, os fotógrafos Alyson Montrezol e Tom Leal capacitaram o coletivo sobre técnicas para produção de fotos e exposição, acompanhando também as sessões na Ilha Diana e no Gonzaga.

A dicotomia entre a cidade grande e a cultura tradicional, as belezas das praias e o agravamento da poluição são alguns dos temas captados pelo grupo nesta mostra que já circulou em Santos, Cubatão e Bertioga até fevereiro deste ano.

Participam do ‘Foco Caiçara’: Alessandra Marques, Bia Moraes, Bruno Canuto, Catharina Apolinário, Claudionor Silva, Cristina Lima, Emanuelle Fuzinato, Gabriel Buson, Gabrielly Canuto, Gescy Silva, Isabel Darcie, Jéssica Kelly, José Mota, Juliana Brás, Luiza Maria Escardovelli, Marcelo Rodrigues, Marcos Castro, Maria Alive Souza, Paulo Rosano Rodrigues, Priscilla Kovacs, Raphael Angelo, Ricardo Gomes, Tito Wagner, Walney Reis Fernandes e Walter Machado.

*Prefeitura de São Vicente

Entrevista: Negra, rapper e professora, eis a garra de Preta Rara

“Mulher pode cantar rap, pode fazer o que ela quiser”. Quem fala tem propriedade para tal. Preta Rara, de 29 anos, há 10 anos luta por seu espaço no rap e ainda leva o gênero para escola em que atua como professora há 4 anos. E para comemorar a gravação de seu primeiro CD, ainda este ano, ela traz a Festa Audácia no próximo dia 6, a partir das 23 horas, no Bar Allegra (Praça Mauá/Santos). A entrada é R$10.

A Festa Audácia integra o projeto Noites Negras – um semestre de música negra universal no Centro de Santos, com programação que vai até julho. E na semana que comemora o mês da Mulher, Preta Rara vai receber em sua festa as rappers Pamelloza e Yzalú, além do DJ residente Beto Machado. “A viagem sonora será do rap ao jazz, do funk soul ao afoxé”, explica.

02Pamelloza é de Santos, mas segue carreira em São Paulo. Já Yzalú, que também lança CD neste ano, nasceu na periferia de São Paulo e virá para Santos somar sua voz ao coro que, apesar de falar pela música é, acima de tudo, político. O feminismo está implícito no repertório das três cantoras que abordarão novamente o tema especialmente na semana da Mulher.

“Embora as mulheres tenham conquistado autonomia e condições um pouco mais equânimes, ainda não há muito o que se comemorar neste dia, já que o machismo ainda opera em todos os aspectos da vida das mulheres, desde os padrões estéticos, a divisão do trabalho doméstico, as responsabilidades morais em relação à maternidade, entre outros”, comenta Preta Rara. Conhecida na região como uma das maiores representantes do rap feminino, Preta Rara detalha a sua trajetória em entrevista para Rachel Munhoz.

Na sua opinião, como é a cena hip hop para as mulheres? Teve algum problema com isso ao iniciar sua carreira?

No início, foi muito complicado, pois todo o momento eu tinha que provar aos homens porque estava me envolvendo com a cultura hip hop. A nossa sociedade é machista e no rap não é diferente. Quando comecei a cantar, só usava calça larga, blusão e tênis. Tudo para que prestassem atenção às minhas músicas e não no meu corpo. E mesmo assim, alguns caras ainda diziam que eu tinha que cantar funk e chamar umas meninas para dançar. Segui o exemplo de mulheres que começaram a cantar rap no Brasil, como Sharylaine e Dina Di, que também se masculinizavam para ter mais respeito. Hoje, canto com a roupa com a qual me sinto bem, de vestido curto à saia longa, mas o machismo ainda está presente em todos os lugares.

Quanto sua vida de rapper influencia na sua vida pessoal, com relação ao seu trabalho, família, marido?

03O rap é minha filosofia de vida, o jeito que escolhi para viver e acreditar. Não é só um ritmo, ele tem poder de influenciar as pessoas e colocá-las em profunda reflexão. É cada vez mais eficaz que um discurso e pode ser sua companhia nos dias de solidão. O rap influencia em tudo que eu faço, toda a minha família compartilha desse gosto, meu avô de 80 anos escuta Racionais MC’s enquanto está dirigindo. Meu marido é rapper há 20 anos e foi com ele que aprendi muitas técnicas de rimas e levadas (modo de cantar rap). Sou professora de história e, no meu trabalho, uso o rap para falar de algumas questões sociais com meus alunos, eles analisam letras e etc.

O que te estimulou a cantar rap?

Em 2004, dei-me conta de que não conhecia nenhuma mulher que ainda cantasse rap aqui na Baixada Santista, tiveram algumas mas que desistiram. Para as mulheres é muito mais difícil, algumas engravidam, outras casam, outras dedicam sua energia para estudar e muitas desempenham jornada tripla sem ajuda do companheiro e acabam deixando o hip hop. Eu comecei a cantar e minhas letras sempre foram inspiradas na minha vivência e na vivência de outras mulheres. Eu falo para homens e mulheres: para elas, em busca do empoderamento e para que saibam que não estão sozinhas na caminhada; para eles, para que saibam o quanto o machismo mata e agride as mulheres do país inteiro.

01Falo muito sobre racismo e faço questão de contar o que ele já fez comigo e com vários irmãos. É muito importante para mim receber mensagens de outras mulheres dizendo que minha poesia mudou seu modo de pensar, nesses momento que sinto que estou no caminho certo. E o sucesso é consequência de um bom trabalho de base, pois sucesso, para mim, não é ter destaque nacional, mas sim ver o poder de uma letra da rap mudando vidas. Me sinto uma guerreira vencedora, valeu muito ter passado o que passei, me impondo como mulher negra e rapper para chegar até aqui. E este é só o começo.

*Rachel Munhoz

 

Bazar Cafofo marca presença no Cassino Lounge neste domingo

No próximo domingo surge a nova temporada do Bazar Cafofo, das 13 às 20 horas, no Espaço Cassino Lounge Bar (Av. Francisco Glicério, 405/Santos). “O evento, que teve sua primeira edição em agosto de 2014, firmou-se na cidade e agora acontece quinzenalmente, sempre aos domingos no local”, comenta o idealizador Luiz Fernando Almeida.

02O bazar teve início como uma ideia de Luiz e Kadu Veríssimo para comercializar suas roupas e obras e tornou-se um espaço multicultural onde reúne moda, música e arte no mesmo espaço. No Bazar Cafofo, os clientes podem encontrar roupas, acessórios e vários itens exclusivos e personalizados, além de se divertirem com a Rádio Cafofo que recebe personalidades santistas se arriscando como DJ por um dia e também conta com shows de artistas regionais em sua programação.

“O que seria brincadeira virou um empreendimento”, destaca a dupla. O Bazar tem ajudado a movimentar a economia criativa aproximando pequenos negócios de diversos segmentos do publico e ajudando a identificar este publico consumidor, além de apresentar novos talentos, nas áreas de música, moda, artes e design. “Os expositores são rotativos, então o público pode conferir produtos diferentes a cada edição e fugir da mesmice dos grandes centros de compras”, conta Luiz Fernando Almeida.

03Ao todo são aproximadamente 35 expositores por edição. Dentre os expositores do mês de março estão nomes como: Macabea Acessórios, Second Hand Bazar, Shakt Bazaar Indiano, o artista plástico Kadu Verissimo, Nas Ruas de Santos, Ganesh Pratas, Bendito Cupcacke, Sapore dela Nonna, Chup Chup Gourmet, Quick Massage, Dr Caligari, Mara Bruiser Discos de Vinil, Lar doce Larte, Brigadu Brigadeiria, SP Fashion, L Clothes Estampas, Moça Morena, Negrissima Acessórios, Lilly Bijoux, Garudha, Bendito Fruto entre outros.

A programação da Radio Cafofo e composta por DJs regionais e personalidades santistas que assumirão as pick ups na função de DJ por um dia o cineasta Dino Menezes, Francisco Taboada, o dramaturgo Junior Texaco, o escritor Marcelo Rayel entre outros. A entrada do evento é franca.

*Luiz Fernando Almeida

 

Guarany recebe a peça ‘O Analista e a Sexóloga de Bagé’

Desta quinta-feira (5) ao dia 8, a comédia ‘O Analista e a Sexóloga de Bagé’ pode ser vista no Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100/Santos), com sessões às 21h (exceto no domingo, quando ocorre às 20h). Dirigida por Claudio Cunha, a peça já foi vista por 2 milhões de espectadores em várias partes do Brasil.

A história gira em torno de um machão convicto, apegado às suas tradições, autêntico e muito rude. Interpretado por Claudio Cunha, o analista de Bagé, junto com sua recepcionista Margarida, vivida pela atriz Alexandra Dias, recebem o público para uma palestra cujo tema é o riso.

Ingressos: R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia-entrada). Vendas antecipadas com desconto na Rua Joaquim Távora, 149. Informações: tel. 3235-2895.

*Prefeitura de Santos

 

Sesc Santos abre turmas para cursos na área de Artes Visuais

Nessa quinta-feira (5), o Sesc Santos abre vagas para o curso de fotografia “Contando História” que visa ensinar técnicas fotográficas. Na sexta-feira (6) é dia do início das aulas do curso “Olhar o Olhar” que traz as técnicas da pintura de retratos humanos. E, para finalizar, na próxima quarta-feira (11), inicia o curso de “História da Arte na Prática” que aborda alguns períodos da Arte Moderna e Contemporânea aplicando a teoria à situações práticas atuais como referência.

Os cursos têm duração de um mês e meio e os encontros acontecem uma vez por semana, os interessados devem entrar em contato com a Central de Atendimento do Sesc para mais informações e para realizar a inscrição no curso desejado. Confira a programação completa:

Contando Histórias

02Contando Histórias é um curso de fotografia que visa melhorar o manuseio de equipamentos e conhecimentos de técnicas fotográficas. Além disso, aborda o mundo dos ensaios fotográficos, caminho que permite ao fotógrafo contar histórias utilizando-se da imagem como ferramenta de linguagem. Com Rodrigo Netto.
Não recomendado para menores de 14 | Valor: R$ 6,00 a R$ 20,00 | 05/03 a 23/04. Quintas, das 18h30 às 21h30

Olhar o Olhar

Como pintar a imagem de um rosto? Como representar uma pessoa?
O coletivo Casa de Tijolo propõe Olhar o Olhar – o compartilhamento da experiência de pintar a partir da observação da figura humana. Serão sete encontros com a participação de modelos para a produção, estudo e aprofundamento nas pinturas de retrato.
Não recomendado para menores de 12 | Valor: R$ 6,00 a R$ 20,00 | 06/03 a 24/04. Sextas, das 19h às 22h

História da Arte na Prática

Embora a História da Arte seja extensa e complexa, o contato com alguns movimentos-chave permite um entendimento maior da Arte como um todo. O curso aborda alguns períodos entre a Arte Moderna e a Arte Contemporânea – intercalando teoria com vivências práticas em algumas das técnicas apresentadas. Com Patrícia Marchesoni Quilici.
Não recomendado para menores de 14 | Valor: R$ 6,00 a R$ 20,00 | 11/03 a 29/04. Quartas, das 19h às 21h

*Sesc Santos

 

Vila do Teatro oferece aulas de teatro de rua e circo a partir de março

A Vila do Teatro (Praça dos Andradas, Santos) abre inscrições para cursos livres de circo e teatro de rua a partir de março. Não é preciso fazer matrículas prévias, apenas comparecer direto nas aulas inaugurais.

As aulas de teatro de rua serão sempre às quartas-feiras, às 19 horas, ministradas pela Trupe Olho da Rua. Já a companhia Os Panthanas – Núcleo de Pathifarias Circenses de Santos é a responsável pela turma de circo, às quintas-feiras, às 19 horas.

A Vila do Teatro

A praça que foi um riacho, que foi um campo de mulas, que foi palco de revoltas populares, que foi da cadeia, que foi dos bichos preguiçosos e dos lambe-lambes e que hoje volta a ser do teatro.

A esquina dessa praça, que foi rancharia do Barão de Mauá, controle de zoonose, casa de triagem da Febem, albergue noturno, espaço ocioso e que hoje é ocupada pela Vila do Teatro.

Desde 2012, nesse pedaço de mundo onde outrora passou um bracinho do riacho que corria para praça, não se sacrifica mais animais, não se encarcera mais crianças e nem se entulha mais seres humanos excluídos. hoje aqui nessa esquina se produz pensamento crítico, arte libertadora e utopias.

*Vila do Teatro