Arquivo da categoria: Teatro

Em temporada gratuita, Teatro do Kaos encena ‘Vocifera’

Por Lincoln Spada

Livremente inspirado em obra de Ibsen, ‘Vocifera’ entra em cartaz até o próximo dia 16/dez, com sessões gratuitas de quinta-feira a domingo, às 20h, no Teatro do Kaos (Largo do Sapo, Sítio Cafezal/Cubatão). A peça da companhia teatral comemora os 20 anos do coletivo e tem classificação indicativa de 16 anos.

A montagem trata dos (des)caminhos da conjuntura política atual e das razões que exigem a decisão entre direitos básicos da comunidade, como cultura e saúde. Na sinopse, a alusão do antigo teatro da Cidade que se tornará em um centro oncológico. Assim, a peça lança mão de questões aparentemente locais e corriqueiras para uma análise crítica sobre o pensamento conservador pautado no discurso do medo e na violência sistêmica.

Com base em ‘O Inimigo do Povo’, a peça tem dramaturgia de Victor Nóvoa, direção de Marcos Felipe e Lucas Beda, direção musical de Gustavo Sarzi e elenco formado por Fabiano Di Melo, Levi Tavares e Lourimar Vieira. A temporada é uma realização do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet com patrocínio do Grupo EcoRodovias e apoio cultural da Prefeitura.

 

‘Eu, migo e meu umbigo’ diverte o Galpão Cultural neste domingo

Por Lincoln Spada

“E o palhaço deve respirar. Pois, o palhaço é o filtro do mundo”, recita o notório Ésio Magalhães, o palhaço Zabobrim. É com este espírito que Daniel Meirelis protagoniza o solo circense ‘Eu, migo e meu umbigo’ neste domingo, às 16 horas, no Galpão Cultural (Parque Anilinas). Trata-se de uma ação dos Coletivos do Galpão Cultural com apoio da Secult.

Na sinopse, a experiência do homem contemporâneo com a solidão em um mundo hiper-conectado é causa e consequência de uma série de contradições nas relações sociais. O exagero, o silêncio, o constrangimento, a raiva, o egoísmo e a possibilidade do amor, milimetricamente desajustados dentro do eu, é ponto de partida para esse jogo palhacesco.

Suspiro, um palhaço e sua mala cheia de memórias, interagindo com o mundo, depara-se com o lixo interior que foi jogado para debaixo do tapete de suas lembranças, lembranças essas que estão impregnadas em suas roupas, escorrem por suas mãos e estão pairando pelo ar.

‘Gotas de Codeína’ entra em curta temporada no Galpão Cultural

Por Lincoln Spada

De tom intimista, o monólogo santista ‘Gotas de Codeína’ retorna para curta temporada no Galpão Cultural. Para maiores de 18 anos, a sessão será realizada nesta sexta-feira (16) e no sábado (17), às 21 horas, no galpão do Parque Anilinas (Centro), no sistema ‘pague quanto puder’. O espetáculo reflete sobre questões como amor, família, sexualidade e felicidade.

A peça aborda a crise de Cesar, um homem de cotidiano comum, em profunda depressão mesmo aparentando estar contente com sua rotina. Revelando as camadas de alguém que vive atrás de máscaras, sem coragem de assumir a sua identidade, esse espetáculo já foi indicado em 2015 ao Prêmio Papo Mix da Diversidade.

“Até que ponto podemos fugir do que realmente somos? Vale a pena viver uma vida pela metade?”, reflete em cena o ator Luiz Fernando Almeida. Com larga carreira artística desde 1990, o ator participou de mais de 20 montagens e já foi contemplado como melhor ator coadjuvante no Prêmio Plínio Marcos (2009), no 17º Festac (2010) e indicado como melhor ator no Prêmio Aplauso Brasil (2013).

Protagonizado por Luiz, o monólogo conta com a direção de Paula D’Albuquerque e dramaturgia de Diego Lourenço. A obra é da Superbacana Produções, com patrocínio do Bazar Cafofo e o apoio dos coletivos teatrais locais e da Prefeitura via Secretaria de Cultura.

‘Ègbé’ mescla teatro e hip hop nesta sexta e sábado no Braz Cubas

Por Platão Capurro Filho | Foto: Rodrigo Montaldi

No aniversário de Santos, dia 26/01, sexta-feira, às 21h, no Teatro Municipal Braz Cubas, o Grupo Teatro Widia estreia ÈGBÉ – Da Escravidão à Cidadania, espetáculo que tem como pesquisa de linguagem a Cultura Hip Hop e o Teatro de rua, ambas com discurso artístico, político e social na ocupação do espaço urbano.

A montagem também foi trabalhada para palco convencional. Os temas pesquisados e que permeiam todo o roteiro começam por Quintino de Lacerda – líder do segundo maior quilombo do país e primeiro vereador negro da cidade de Santos – chegando à atualidade com a formação das favelas, genocídio dos jovens negros, racismo, desigualdade social e abusos contra a mulher negra. O projeto foi contemplado pelo FACULT – Fundo de Assistência à Cultura de Santos.

O que mudou em 100 anos, a cidadania foi respeitada? A abolição da escravatura trouxe aos negros a liberdade, mas pouca coisa mudou. Os negros continuam presos a condições piores que no passado. O preconceito firme e ambulante. Quintino de Lacerda  sonhou com um país livre da escravidão, do preconceito e com igualdade social. Mas, o que vemos hoje em dia?

O Grupo Teatro Widia com um elenco formado por 90% de negros, utiliza o teatro, a música, a poesia, a dança, e a pintura para denunciar o racismo, a falta de oportunidades, a violência contra a mulher negra e a desigualdade social. Um cotidiano vivenciado pelos próprios atores que no processo buscaram revelar as suas lutas e o Quintino que corre em suas veias.

Serviço: Dias 26 e 27/01 | Horario: 21h
Local: Teatro Municipal Braz Cubas
Entrada franca

No Elenco: Blendon Cassio, Bruna Telly, Carol Martins, Christian Malheiros, KidJohn Mad, Alan Mad. Narração: Sander Newton. Convidados: DJ Litta Afrontite e Julio Mad

Figurino: Gilson de Melo Barros
Trilha Sonora: DJ Cuco
Coreografia BBoy: KidJohn Mad e Alan Mad
Preparação de canto:  Theo Cancello
Designer gráfico e fotografia: Rodrigo Montaldi
Painéis Grafite: Vinil Colante
Vídeo: Ferreira Filmes
Costureiras: Gisele Bilotte e Maria Aparecida
Realização: Teatro Widia Prefeitura de Santos

Equipe da primeira fase: Filipe Roseno, Veronica Oliveira, Teyles Martinez, Wilson Caiçara, Arquimedes Machado, KidJohn Mad, Maria Lisboa (Corpo), Mamuth DJ, Rodney Nunes (Preparador vocal e trilha),Vinil Colante (Grafite), Orlando Rodrigues (Produtor).

Apoio: Prefeitura de Santos, Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), Centro de Atividades Integradas de Santos (CAIS Santista), Centro Cultural Cadeia Velha, Vila do Teatro, Projeto Muito Prazer Meu Nome é Hip Hop. FACULT – Fundo de Assistência à Cultura.

Este projeto foi contemplado pelo 5º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos

Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo abre inscrições em janeiro

Por Secult Santos

Entre os dias 10 e 19 de janeiro, a Escola de Artes Cênicas (EAC) Wilson Geraldo, da Secretaria de Cultura (Secult), abre inscrições para o processo seletivo do curso de Formação de Atores.

Os candidatos devem ter a partir de 16 anos (completados até março de 2018) e comparecer ao Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico) entre 14h e 19h30. É necessário levar documento de identidade original, comprovante de residência atual e duas fotos 3×4, além de realizar o preenchimento de ficha cadastral. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de responsável legal devidamente identificado.

Ao término do período de inscrições, os candidatos serão chamados para realizar os seguintes testes: apresentação de cena (com base em texto que será entregue pela equipe da EAC no ato da inscrição), entrevista com a coordenação e vivências de corpo e voz. Todo o processo seletivo e o curso são gratuitos.

Serão aprovados 25 alunos para cada período (vespertino e noturno), que cursarão disciplinas como Interpretação, Expressão Corporal, Expressão Vocal, História do Teatro, Canto, Dança e Cenário e Figurino.

O curso de Formação de Atores tem duração de três anos e reúne professores de Santos e da Capital. Os alunos formados pela escola, com direção artística de Renata Zhaneta, recebem o DRT, registro profissional para o exercício da profissão, resultado de parceria com o Sindicato dos Artistas do Estado de São Paulo. Outras informações: 3219-3827.

Auto natalino é encenado nos ônibus santistas dias 23 e 24

Por TEP/Unisanta
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Mais uma vez, depois de um pequeno hiato, o Teatro Experimental de Pesquisas, retomando uma tradição de 13 anos ininterruptos de suas celebrações natalinas em forma de teatro itinerante, traz novamente aos ônibus da cidade o aclamado “Projetos Limites – Dramaturgia para ônibus urbanos”, com o espetáculo ‘As Cirandas de Maria – Um Auto-Móvel de Natal’.
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O espetáculo ‘As Cirandas de Maria’, criado pelo grupo especialmente para os festejos natalinos, narra de forma leve e festiva, através de rimas e cantorias, a busca de pastoras que, vindas do Egito, tentam encontrar o lugar onde acontecerá o nascimento do Deus menino. Pelos caminhos deparam-se com toda sorte de acontecimentos, sempre guiadas pela luz da estrela que aponta para os seus destinos.
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A encenação deste auto de natal desenvolve-se a partir da apropriação de gêneros tradicionais da cultura brasileira que celebram tradicionalmente o ciclo natalino, como o Pastoril, Lapinhas e outras Cheganças, folguedos destinados a festejar e reverenciar o nascimento de Jesus Cristo, cujas bases originais estão fixadas em manifestações ibéricas datadas em registros que remontam ao século XII e que no Brasil foram introduzidos pelos jesuítas durante o período da nossa colonização.
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O espetáculo será apresentado nos ônibus urbanos que trafegam pela orla da praia, e em algumas praças neste trajeto, nos dias 23 e 24 de dezembro, das 10 às 13 horas, devendo retomar este percurso nos dias 5, 6 e 7 de janeiro, neste mesmo horário. Nestes dias, o grupo sempre estará fazendo uma pausa para apresentações do espetáculo a partir das 11h30 na praça em frente ao Aquário municipal, de maneira a atender a convidados e a imprensa em geral.
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Com texto e direção assinados por Gilson de Melo Barros, coordenador do projeto, conta em seu elenco com a participação de Bruna Telly, como Maria; Déia Oliveira, Estrela guia; Ernani Sequinel, Anjo Gabriel e Gaspar; Márcia Marques, Melquior; Tales Ordakji, Baltazar, Paula D’Albuquerque, Pastora, e Camila Baraldi como a Mestra das pastoras e Narradora das ações a acontecer. O trabalho conta ainda com figurinos de Lindalva Parolini e produção de Mauricio Garcia.
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Para a realização desta temporada do ‘Cirandas de Maria’ o grupo foi contemplado com um edital para fomento de apoio à manifestações tradicionais de cultura lançado pelo governo do Estado de São Paulo através da Secretaria de Cultura do Estado, contando ainda com os apoios da Universidade Santa Cecília, Secretaria Municipal de Cultura e Viação Piracicabana.

‘É doce ou salgado?’ entra em cartaz no Gonzaga

Por Betinho Neto | Foto: Adilson Felix
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A peça ‘É doce ou salgado?’ do Coletivo Sanatório Geral entra em temporada nos dias 27 e 28 de dezembro, às 17 horas, na Casa Velha (Bulevar Othon Feliciano, 10/Santos). A entrada é franca.
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A peça, tem direção de Betinho Neto e Miriam Vieira e conta com as atrizes Liliane São Paulo, Amanda Franco e Sandy Andrade. Figurinos de Waldir Correia, maquiagem Kadu Veríssimo, trilha original Bruno De La Rosa, cenário de Marcia Alves e coreografia de Paula D’Albuquerque.
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No espetáculo, a Rainha Açúcar e a Rainha Sal entram em guerra no reino da comida para que todos os alimentos e temperos decidam se são salgados ou doces, porém a Pimenta luta para que cada um possa ser o que quiser, doce ou salgado. O espetáculo “É Doce ou Salgado?” trata de uma forma lúdica o tema de igualdade de gêneros, fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias.
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A personagem Pimenta, que se denomina hora do sexo masculino e outra do feminino, trava uma luta importante para que todos possam ser o que quiserem, para uma igualdade de oportunidades de participação, reconhecimento e valorização.