Entrevista: Legado das emendas para cultura da deputada Telma de Souza

Como vereadora, prefeita, deputada federal e, mais recentemente, estadual, Telma de Souza (PT) sempre foi uma política ligada às demandas dos movimentos artísticos. Dos anos de 2010 a 2014, foi quem mais legislou para o segmento na Baixada Santista, garantindo R$ 6 milhões em emendas parlamentares, principalmente, para a manutenção de festivais. Assim, logo se tornou madrinha do Festa – Festival Santista de Teatro, Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, Fescete – Festival de Cenas de Teatro de Santos, Sansex – Mostra de Cinema e de Cultura da Diversidade Sexual de Santos, FestKaos – Festival de Teatro do Kaos, entre outros.

No mínimo, os valores cobriam um terço dos eventos. Vale ressaltar que, certas vezes, as emendas aprovadas ainda eram atrasadas pela burocracia do Governo Estadual, mantido pelo rival PSDB. Por exemplo, a rixa partidária ocorreu em duas situações com o Curta Santos, sendo que uma vez a liberação da verba precisou do intermédio da Secult municipal. Enfim, é inegável reconhecer o esforço de Telma, que reserva um quarto do seu orçamento para projetos culturais.

No entanto, a última eleição não garantiu a reeleição da parlamentar na Assembleia Estadual para este ano. Em entrevista virtual, a petista avalia o seu mandato e investimentos para o segmento, as dificuldades da Comissão de Educação e Cultura no Legislativo e o respaldo de seu olhar atento às política públicas da área: “Não me arrependo de aplicar uma parte significativa das emendas de minha autoria para a Cultura”.

Telma, você poderia explicar sobre a proposta de emenda que fez e reiterou para o seminário regional e os planos municipais de cultura. O porquê dessa emenda? E como as prefeituras conseguem gerir essa emenda?

03Há cerca de um ano, os secretários municipais de Cultura da Baixada Santista pediram ajuda aos deputados da região para obter recursos para seus projetos, pois as prefeituras têm orçamentos mínimos para o setor. Eles pleiteavam a destinação de mais emendas. Na ocasião, fui a única deputada a comparecer ao encontro, realizado na Unimonte, e, apesar de já ter apresentado minha planilha ao Estado, consegui reajustar e incluir 10 projetos das prefeituras.

Naquele momento, apresentei uma proposta para a uniformidade regional das ações da Cultura, ou seja, as prefeituras precisam ter seus projetos locais, mas, também, desenvolver ações regionais, uma vez que muitos dos projetos que dependem de recursos públicos têm abrangência em várias cidades da Baixada. Assim, sugeri aos secretários a criação de um consórcio intermunicipal, que, ao ser implantado, poderia ter um fundo para captação de verbas federais e estaduais. Essa iniciativa é uma maneira de ampliar o dinheiro para a Cultura, reduzindo a dependência pelos aportes orçamentários.

Uma outra proposta são as emendas nº 4250, 4249 e 4247 e 4231 ao Orçamento Estado (podem ser consultadas aqui), que preveem a aplicação de cerca de R$ 1,5 milhão para a realização do Seminário Regional na Baixada Santista sobre a implantação dos Sistemas Municipais de Cultura, de consultoria e de elaboração dos planos municipais de Cultura, bem como um plano metropolitano. Estas propostas visam à capacitação dos gestores e padronização das ações, com vistas à adequação dos municípios para o gerenciamento do setor cultural.

Mesmo depois dos R$ 6 milhões que destinou para a cultura em seu último mandato, a deputada não conseguiu ser eleita. Você guarda mágoa da classe artística?

Antes de tudo, é preciso reconhecer e reafirmar que só a Cultura é verdadeiramente revolucionária. Eu, particularmente, em todos os mandatos que assumi, sempre considerei a Cultura uma mola propulsora das mudanças na sociedade. É a partir da Cultura que mobilizamos os esforços necessários para cobrar e buscar melhorias na Educação, na Saúde, na Segurança. Sem a Cultura, não há identidade e, tampouco, o pensamento crítico exigido para fomentar as revoluções sociais.

Por acreditar nisso, não relaciono eleições e o apoio que sempre dei para a Cultura em meus mandatos, seja como prefeita, vereadora, deputada estadual ou federal. Em razão de tudo isso, não me arrependo de aplicar uma parte significativa das emendas de minha autoria para a Cultura, algo em torno de 25% do total, mesmo que uma grande parte dos agentes do setor prefira apoiar candidaturas sem compromisso com a classe artística, por motivações estritamente financeiras.

Muitas emendas e projetos que você assinou em conjunto com outros deputados foram para fundações e institutos públicos estaduais relacionados à cultura. Qual a avaliação dessas emendas e qual é o retorno desses investimentos?

01O PT é um dos partidos que mais lança mão da tática de elaborar emendas e projetos conjuntos, muitas vezes para atender a demandas pontuais ou mesmo com o intuito de incentivar e promover determinadas ações de forma concomitante e capilarizada. A rigor, este tipo de ação é organizada pela Liderança do PT na Assembleia Legislativa, que se encarrega de administrar essa demanda e manter os gabinetes informados a respeito de suas tramitações.

Há diversos casos deste tipo neste mandato, geralmente com o intuito de atender os movimentos culturais e grupos independentes dos chamados “fazedores de arte”, que nem sempre encontram respaldo no poder público constituído, mas que têm uma enorme importância, do ponto de vista estratégico, para o PT e, especialmente, para mim.

Um bom exemplo a ser citado foi o ato em defesa do Teatro Oficina, em São Paulo, no ano passado, que contou com a presença maciça de parlamentares paulistas do PT, entre eles o senador Eduardo Suplicy e eu. O Teatro Oficina é um patrimônio cultural não só da cidade ou do Estado de São Paulo, mas do Brasil, e está ameaçado pela construção de um empreendimento imobiliário comercial.

Você também investiu muitas emendas para o calendário de festivais da Baixada Santista e institutos culturais da região. Qual a avaliação sobre o retorno do investimento desses festivais para a comunidade?

02Desde minha passagem pela Prefeitura de Santos (1989-1992), sempre destaquei atenção especial para a Cultura, tanto que podemos citar dezenas de intervenções e projetos que permanecem vivos e foram incorporados à Cidade. Isso não é possível quando se está fora do Poder Executivo, ou seja, ocupando o cargo de prefeita.

Na função parlamentar, só se pode apoiar a Cultura basicamente por meio de emendas e, por isso, sempre destino minha cota para grupos independentes, que precisam do recursos para manter sua arte em movimento. Destino emendas para diversos grupos e festivais, desde quando assumi como deputada federal, lá em 1995. Neste mandato em execução, mantive e ampliei as emendas e os beneficiados, porque sei que, sem esta verba, diversos projetos correm o risco de não ter como se manter e fechar.

O Sansex, o Fescete, o Festa, a Tarrafa Cultural e o Curta Santos, por exemplo, foram realizados em conjunto no ano passado, por não terem o respaldo financeiro do governo municipal, mas minha contribuição como deputada pôde amenizar a crise e permitir as suas realizações. E faço isso com a certeza de que os projetos apoiados mudam a vida das pessoas. Um outro exemplo bem-sucedido é o Teatro do Kaos, de Cubatão, que, além de promover seu festival, capacita centenas de jovens para atuar profissionalmente.

Como você avalia a comissão parlamentar para a cultura em seu mandato? Quais são as dificuldades do Legislativo para pautar políticas culturais?

04A Cultura na Assembleia Legislativa é tratada dentro da Comissão de Educação e Cultura, cuja prioridade é dada aos temas da Educação. Neste mandato, fui suplente na Comissão e, agora, sou membro efetivo. O grande problema é que a discussão das pautas e projetos nesta Comissão está esvaziada e não tem periodicidade de deliberações, com muitas reuniões canceladas por falta de quórum. Por isso, o mandato precisa se superar sempre, participando ativamente das discussões, dos conselhos, da fiscalização sobre o cumprimento do orçamento, com a elaboração de projetos, além da indicação dos projetos para as emendas.

Elver Savietto expõe obras no Espaço Cultural Ana Costa

O artista plástico Elver Savietto convida a todos para visitar a mostra “Observação e Percepção”, que  será exposta a partir de hoje (dia 15) até 13 de fevereiro, de segunda a domingo, das 7h às 21h, no Espaço Cultural Ana Costa (Rua Pedro Américo, 60/Santos).

As obras são esculturas e colagens  inspiradas na pop art, uma observação singular no olhar do artista. Assim, Savietto propõe2015_1_12_15_8_6_9860 um mix de pensamentos e  deixa imaginação fluir dentro de cada pessoa.

Além de trabalhar como artista plástico, ele  é professor do colégio Santa Cecília e da Unisanta, e sempre  leva os alunos para produzir quadros e esculturas no ateliê da instituição. A ideia de Savietto é incentivar a arte  na nova geração.

Um dos últimos trabalhos de Savietto foi em parceria com uma ex- aluna da Unisanta. Juntos produziram obras que retratam  o caos do meio ambiente. Todas as esculturas  foram feitas  em terracota e madeira, e a exposição ficou  na Oficina Cultural Pagu até o final do ano passado.

*Carol Pascally

Cultura guarani será o foco narrativo da Encenação de São Vicente

O olhar à cultura dos índios guaranis que povoavam a Baixada Santista será a perspectiva abordada na ‘Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2015 – O Musical’. Assim, o espetáculo além de recontar a vinda de Martim Afonso à Cidade em 1532, também valorizará as tradições da tribo de Gohayó – como era chamada antigamente a ilha de São Vicente.

“Nós optamos por valorizar a cosmogonia guarani, tendo o personagem do pajé, líder religioso, como mediador entre a humanidade e a divindade”, explica o diretor da encenação e também secretário da Cultura, Amauri Alves. Com os efeitos de videomapping, o narrador contará sobre a criação do mundo na perspectiva indígena, onde o deus supremo Monã fez céus e terra.

Entre as entidades ligadas à natureza, aparecerão Tupã, Caaporã e Uiara, guardiões respectivamente da luz, das florestas e das águas. Cada um será representado por um boneco gigante acima de cinco metros de altura, juntamente com um ator o interpretando.

“Vamos mostrar as características, as tradições dos nativos. Era parte da cultura das tribos de cuidar do ecossistema, respeitar os anciãos e de guerrear com aldeias rivais para preservar a honra,aprisionar escravos, e realizar rituais de antropofagia (canibalismo)”, detalha Amauri, que idealizou o roteiro ainda em junho de 2014.

MES_2465O processo de criação continuou com o músico Flávio Medeiros, responsável pelas melodias das letras de Amauri e toda a trilha sonora com características cinematográficas. A narrativa foi elaborada durante o segundo semestre, em paralelo às inscrições em outubro e os ensaios em novembro.

O resultado do evento da Secretaria da Cultura de São Vicente poderá ser visto entre os dias 21 e 25 de janeiro, às 20h30, na Praia do Gonzaguinha. O ingresso é um pacote de 400 gramas de leite em pó que deve ser entregue em pontos de troca de shoppings e supermercados. Todos os itens serão doados ao Fundo Social de Solidariedade e, consecutivamente, às creches municipais.

Informações: 3468-1528, 3468-1536

*Prefeitura de São Vicente

Orquestra Sinfônica Municipal de Santos faz apresentação com o guitarrista Claudio Celso

A Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS), sob a regência do maestro Luís Gustavo Petri, e o aclamado guitarrista Claudio Celso, convidado da noite, se apresentam em concerto que ocorre no próximo dia 26, dentro das comemorações dos 469 anos de Santos. As exibições começam às 20h30, no Teatro Coliseu (Rua Amador Bueno, 237, Centro Histórico), com entrada franca.

O programa tem início com o guitarrista, compositor e arranjador, acompanhado da OSMS e de sua banda, formada por Eliseu Custódio (baixo), André William (teclado e orquestração) e Manny Monteiro (bateria), executando pela primeira vez o trabalho autoral ‘Suite Axis Mundi’, dividido em quatro movimentos: ‘O Reino Vegetal (A Flora)’, ‘O Reino Animal (A Fauna)’, ‘O Reino dos Homens’ e ‘O Reino da Fantasia (Elemental)’. Na sequência, a sinfônica apresenta ‘Bachianas Brasileiras nº 7’, de Heitor Villa-Lobos.

Considerado um dos cem melhores guitarristas do mundo pela revista Guitar Player e citado pela imprensa norte-americana como um dos melhores músicos contemporâneos de jazz, Claudio Celso é filho de um dos pioneiros da guitarra elétrica no Brasil na década de 1940, Dr. Nilson Marcondes de Oliveira Celso.

Em sua carreira, já se apresentou em vários festivais de jazz pelo mundo e atuou ao lado de expoentes como Randy Brecker, Chet BakerRoberta FlackMarisa MonteNaná VasconcellosAlceu Valença e Gerry Brown, entre vários outros.

*Prefeitura de Santos

Plano Municipal de Cultura é discutido no Miss

Representantes de vários setores da classe artística e da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) estiveram reunidos na tarde desta terça-feira (13), no auditório do Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss), para discutir a elaboração do Plano Municipal de Cultura (PMC). A reunião contou com a participação do secretário de Cultura, Fábio Alexandre de Araújo Nunes, o Fabião.

Conforme previsto no Sistema Nacional de Cultura, do qual Santos participa, a estruturação do Plano Municipal tem inicio na Cidade este mês. No documento constarão as iniciativas previstas para desenvolvimento no município por um período de dez anos.

A comissão que comandará os trabalhos é formada por representantes (e suplentes) da Secult, do Conselho Municipal de Cultura (Concult) e da Sociedade Civil. Os nomes foram definidos durante encontro do Concult ocorrido nesta segunda-feira (12).

Também está programada uma agenda de seminários regionais para a discussão do plano. Os próximos encontros de janeiro ocorrem nos seguintes locais: Museu da Imagem e do Som de Santos (dia 19), Instituto Arte no Dique (20), Biblioteca Plínio Marcos – Caruara (27). G.R.E.S. Unidos dos Morros (28), Centro Comunitário do Marapé (29) e Teatro Guarany (30).

*Informações: tel. 3226-8000. 

Arena dos Shows de Verão traz Arlindo Cruz, Maria Cecília & Rodolfo e Jads & Jadson

Cantores renomados da música brasileira marcarão presença neste fim de semana nos Shows de Verão em Itanhaém. O sambista Arlindo Cruz apresentará seus sucessos para a galera na sexta-feira (16), a dupla Maria Cecília & Rodolfo subirá ao palco para apresentar o melhor do sertanejo no sábado (17) e, no domingo (18), a dupla Jads & Jadson animará os fãs com suas canções. Os shows são abertos ao público.

 4a0814191b834Arlindo Cruz é um dos artistas mais conhecidos e admirados do Brasil. Seu samba conquistou fãs por todo o País e músicas como “Será Que é Amor”, “O Brasil é Isso Aí” e “Meu Lugar” marcaram seu rico repertório. Além de cantor, é compositor, exímio nos instrumentos de cordas, sobretudo cavaquinho e banjo.

 A dupla sertaneja Maria Cecília & Rodolfo é uma das mais admiradas do País. A música Você de Volta, foi um dos sucessos na novela Paraíso, da Rede Globo. Como reconhecimento por todo o sucesso alcançado e pelo estouro de vendas e públicos nos shows, a dupla foi homenageada no Domingão do FaustãJads-e-Jadsono e recebeu o CD e o DVD de ouro. Os artistas cantam sucessos como “Quem Ama Cuida”, “Tchau-Tchau” e os “Dias Vão”.

Tornando-se um dos novos nomes da música sertaneja, a dupla Jads & Jadson vem conquistando uma legião de fãs Os cantores apresentam uma mistura de sertanejo atual com as modas de viola, que, com um toque de guitarra, traz um ritmo original.

PROGRAMAÇÃO – Itanhaém está repleta de atrações durante o Festival de Verão e artistas renomados das músicas brasileiras marcarão presença na Cidade até o dia 31. No dia 23 (sexta-feira), o cantor Péricles canta seus sucessos, Xande de Pilares sobe ao palco dia 24 (sábado) e Anitta diverte seus fãs dia 25 (domingo). Na última semana, Itanhaém recebe a dupla sertaneja João Bosco & Vinicius dia 30 (sexta-feira) e Lucas Lucco, no sábado (31).

*Prefeitura de Itanhaém

Shows nas Tendas são destaques desta quinta-feira

Nesta quinta-feira (15), uma boa pedida é conferir os shows musicais nas Tendas da orla santista. Das 19h às 22h, se apresentam: Banda Lótus (Tenda 1 – Pompeia), Marcio Pavesi (Tenda 2 – Gonzaga), Banda MPBlack (Tenda 3 – Boqueirão), Grupo Samba de Bamba (Tenda 4 – Embaré) e Luccas Trevisani (Tenda 5 – Aparecida).

Durante o dia, a barraca 1 abriga dança de salão (10h e 11h15) e samba de gafieira (12h30). Para quem procura literatura, a 2 oferece o ‘Espaço Leitura’, das 10h às 14h. A Tenda 3 (Boqueirão), voltada à melhor idade, recebe aula de rítmica (10h e 12h), tai chi chuan (11h) e alongamento (13h). Na 4 ocorrem aulas de dança de salão (10h) e zumba (11h15 e 12h30). Já na 5 (Aparecida) tem tai chi chuan (10h), pilates de solo (11h), dança de salão (12h) e lambaeróbica (13h).

À noite, das 19h às 22h, as crianças podem brincar nos Espaços Kids. Gratuito.

*Realização: Prefeitura.