Braz Cubas recebe exposição ‘Liberdade Quarenta e Quatro’

Um dos mais antigos coletivos de artes visuais da Baixada Santista, o Atelier Oficina 44 lança sua exposição Liberdade Quarenta e Quatro hoje (12 de agosto), às 19h, na Galeria de Arte Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos). A exposição estará aberta ao público até o dia 31 de agosto. O horário de funcionamento é das 13h às 21 h de segunda à sexta-feira, e das 10h às 19 h, aos sábados, domingos e feriados.

“A exposição reúne trabalhos em diversas mídias e suportes que expressam a riqueza do fazer artístico. O título da mostra faz uma referência ao endereço do Atelier, Rua Liberdade, número 44, onde o grupo trabalha desde 1995”, explica o coordenador de Museus e Galerias da Prefeitura de Santos, Murilo Netto. “Ao longo de quase 20 anos, passaram pelo coletivo uma série de talentosos artistas plásticos, arquitetos, ourives, músicos e profissionais de teatro. Atualmente, o Atelier continua mantendo sua proposta inicial de funcionar como oficina de criação e iniciativas culturais”. Confira abaixo os artistas que terão seus trabalhos expostos na mostra:

Chico Melo – Utiliza a assemblagem para compor com diversos materiais, cores e formas buscando a tridimensionalidade em todas as suas obras.

Telles – O escultor parte da argila como matriz para desenvolver seu trabalho em diversos materiais, como cerâmica, resina sintética e metais.

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Valério da Luz – Mostrará uma relação entre as várias possibilidades e contextos que as artes visuais oferecem: pintura, assemblagem e grafite. Linguagens que embora distintas, pelas mãos de Valério revelarão um só conceito.  Na noite de abertura, o artista apresentará a performance “Game Over”, com projeções  que espelham sua   pesquisa visual.

Márcia Zanin – Utiliza o desenho como suporte para seu trabalho artístico; e a colagem com papéis diversificados, lápis, aquarela e giz pastel seco, para desenvolver temas figurativos e surreais.

Simone Campos – Seu trabalho se constitui em um universo gestual, figurativo, e se apresenta em vários tipos de papeis, lápis aquarela, canetas coloridas e materiais reutilizáveis como peles sintéticas de instrumentos de percussão e fundos de caixas de papelão.

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Márcia Eliezer – Em sua obra, a técnica ancestral da marmorização fiorentina assume um viés contemporâneo quando aplicada sobre a seda, outros tipos de tecidos ou superfícies, formando seqüências de desenhos abstratos e gestuais, para criar um universo que varia do monocromático ao multicolorido.

Chimenti D. – Da somatória de sua  bagagem cultural e artística européia, e das novas influências sul-americanas do artista, nasce uma pintura contemporânea pessoal, de cores acesas, e uma linguagem que vai do telúrico ao onírico.  A pintura de Daniele Chimenti exalta o amor extremo pela mãe natureza.

Ale Straub – Artista plástico, produtor musical e fotógrafo. Desenvolveu o trabalho “Música Sobre Tela”, que juntamente com parceiros, em apresentações ao vivo, apresentava um mix de música e pintura. Atualmente desenvolve pintura sobre telas de temas ligados aos ritmos musicais.

*Murilo Netto

A cura para as artes visuais na Exponatório Geral

a1Da capa em preto e branco de um cortiço do Centro Histórico até a última página com a pose colorida da modelo Juliana Caldas, de 1,22 metro, já se passaram mais de uma dezena de edições mensais, obras de 360 artistas, 936 páginas e 50 mil visualizações da revista online Sanatório Geral (acesse). Trata-se de um projeto virtual idealizado há um ano e agora disponível na Exponatório Geral, mostra de fotografias que segue até o dia 30 na Oficina Cultural Pagu (Rua Espírito Santo, 17/Santos).

Em fevereiro de 2013, a publicação online e gratuita de artes visuais era uma vontade do estudante de designer gráfico, Betinho Neto. “Queria realizar uma iniciativa que envolvesse os meus estudos, a arte e também se tornasse um projeto colaborativo, livre”. Na época, convidou amigos para escreverem crônicas sobre o ‘lado B’ de Santos e lançou nas redes sociais uma campanha para enviar imagens sobre o tema urbano. Para o próprio idealizador, “um susto”, já que em poucos dias, recebeu trabalhos de 26 fotógrafos – um deles é do Amazonas.

A revista diagramada em cinco dias com pouco mais de 60 páginas foi lançada durante a Vitrolada no Torto MPBar. E quando as páginas digitais eram passadas no telão do ambiente, encantando os frequentadores, a equipe percebeu que o projeto ganhou vida. E crescia uma legião de loucos para acompanhar o site com as novidades da Sanatório Geral.

Aliás, Betinho explica como surgiu o nome: “Pensei em vários nomes e palavras. E uma palavra foi levando à outra. A arte enquanto loucura, o louco então no hospício, o hospício como um Sanatório. E Geral, por causa da quantidade de colaboradores logo na estreia”.

Repercussão

a2Com a repercussão, a insanidade de uma publicação online ganhou contornos mais reais. “Nos meses seguintes, busquei referências e inspirações em revistas impressas de artes para criação das editorias”, ele comenta. A partir daí, além dos textos e crônicas de convidados, ela quase dobra o número de páginas com a Cadeira Elétrica (entrevistas com artistas), Lobotomia (reportagens), entre outras seções e matérias.

Em cada publicação, um novo tema, como o fim, a brincadeira, o teatro, o cinema, a diversidade e o sexy. “Podemos escolher qualquer tema. Até porque a arte não pode ser censurada, desde que haja a estética. Aristóteles já dizia que só é feio aquilo que não cumpre o seu papel”, comenta Betinho. “Queremos instigar, transformar os nossos leitores”.

E a imensidão de pessoas que compartilha dessa mesma vontade provocativa vive a aumentar, com a participação de personalidades. Pela Sanatório Geral, há textos e entrevistas de artistas como Eva Wilma,Beth Goulart e Xico Sá, a cineasta Laís Bodansky, a sexóloga Laura Muller, entre outros.

Betinho complementa: “A nossa equipe diz que a revista nos salvou. Fazemos o melhor por ela, doamos nossa criatividade e sentimento. Esse é um trabalho intenso, guerreiro. Como uma resistência pelas artes visuais, ainda mais numa Cidade que perdeu uma das melhores bienais do ramo”. Ou seja, a arte como um próprio remédio para tantas pessoas.

*Adaptado de texto publicado originalmente no jornal A Tribuna em 2/fev/14
P.S.: Fotos do acervo pessoal do Betinho Neto

A estética da arte e loucura no ‘Projeto Bispo’

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São quase nove da noite quando um ator sussurra para o público “Qual a diferença entre vocês e eles?”, apontando com a lanterna a um bando de nus surtando na Casa da Frontaria Azulejada. E é lá, após duas horas com tantos personagens alienados e anônimos da peça ‘Projeto Bispo’, que se percebe que eles são tão humanos quanto eu, você e o artista plástico Arthur Bispo do Rosário.

As situações encenadas por cada um dos dez artistas de O Coletivo retratam partes da genialidade e loucura do falecido Arthur. Genial, pois ele concebeu mais de 900 objetos de arte contemporânea. Louco, porque o acervo foi criado com retalhos e peças descartáveis que achava no antigo Hospital Nacional dos Alienados, no Rio, onde viveu por 50 anos.

O ex-marinheiro e ex-pugilista sergipano perambulava pelas ruas antes de ser internado. É o mesmo caso da personagem conterrânea no teatro, interpretada por Malvina Costa. Hoje e na próxima segunda-feira, na Praça Mauá, às 20 horas, lá estará ela com um alto-falante chamando a todos para o início da sessão.

Dramas de quem vive na rua

Na primeira parte da obra, o público anda lado a lado com ela e outros moradores em situação de rua que surgem em cena. Palavrões e insultos são constantes e improvisados entre eles, mas justamente essa marginalidade faz os papéis serem críveis, humanos.

Destaque para o encontro dos personagens de Rony Magno e Junior Brassalotti na escadaria da Prefeitura. Enquanto o primeiro veste um similar do Manto da Apresentação (principal peça bordada por Bispo) se nomeando Filho do Pai, o outro faz o papel de um Deus irônico, criticando as exclusões sociais geradas por cor, classe econômica e orientação sexual.

Por vezes, algumas situações até geram risos na plateia. Como quando Wendell Medeiros protagoniza o caso de um indigente que dorme na marquise de uma agência bancária, responsabilizando-a pelo seu fracasso financeiro. E não é que essa cena surgiu quando uma mulher em situação de rua contou esse fato para o elenco?

Aliás, os momentos mais fortes estão nos dramas femininos. Seja com a cena de estupro de Juliana Sucila e Rafael de Souza, ou a revolta de uma prostituta, rejeitada pelos clientes por ser travesti, interpretada por Renata Carvalho.

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Cresce a insanidade

No entanto, a insanidade dos personagens cresce dentro do hospital psiquiátrico ambientado na Casa da Frontaria Azulejada. Lá, as falas realmente perdem força para as ações representadas pelo elenco.

A iluminação apenas por lanternas e a trilha sonora de rock até músicas românticas colaboram nas esquetes, apresentando as técnicas de internação, medicação e choques elétricos nos pacientes, tão comum em antigos hospícios do Brasil.

Todos os espaços da casa se tornam em cenário para a loucura, que também corresponde as vontades de Bispo. Por exemplo, quando os personagens de Cícero Santos e Lucas Oliveira brigam sobre cores e Vanúzia Moreira sonha ter uma faixa e uma coroa. É que a cor predileta de Arthur era o azul, e seu maior desejo era casar com Ieda Maria Vargas, a Miss Universo de 1963.

Enfim, sob a direção de Kadu Veríssimo, é nítido o entrosamento de O Coletivo em mostrar o universo marginalizado de um artista plástico ainda não tão conhecido pelo grande público. O que torna o ‘Projeto Bispo’ em um teatro de forte estética e crítica social, e, nós, espectadores, mais humanos.

*Texto publicado originalmente no jornal A Tribuna em 3/dez/13
Fotos de Patrícia Garoni e Rodrigo MMorales

Santos e Região, 12 de agosto

VITROLADA
23h | Torto MPBar – Av. Siqueira Campos, 800/Santos | Até 23h R$ 6, depois R$ 12
a1Sempre dentro do eixo e seguindo a tradição de convidar pessoas que não são DJ’s para uma discotecagem acidental, Wagner Parra e Fábio Pereira Ribeiro recebem desta vez uma das melhores cantoras da cidade. A sambista, forrozeira, Jazzista , militante da MPB e linda Monique da Rocha. A mistura de swings dos velhos e novos, brasucas e gringos devidamente temperados com a latinidade frequente da festa, vai ficar mais muito mais interessante com a seleção da Monique.

 

Santos e Região, 13 de agosto

LARRY MCCRAY NO SESC-SANTOS
21h30 | Sesc-Santos – Rua Cons. Ribas, 136/Santos | R$ 3 a R$ 15
a1Segundo de nove filhos, McCray cresceu em uma fazenda em Magnólia, Arkansas, e aprendeu a tocar guitarra com sua irmã, Clara. Em 1972 sua família mudou-se para o estado do Michigan, onde McCray começou a tocar no circuito de clubes locais com seus irmãos Carl (baixo) e Steve (bateria). Lá também recebeu as influências dos três Kings, B.B. Freddie e Albert. Trabalhou um tempo na linha de montagem da General Motors, pouco antes de gravar seu primeiro álbum, Ambition, de 1991. Em 1993, o guitarrista lança mais um disco que leva seu apelido, Delta Hurricane, produzido pelo veterano Mike Vernon. Em 1999 grava uma versão para All Along the Watctower, de Bob Dylan, no álbum tributo ao bardo do Village, Tangled Up In Blues. Em 2000 funda o seu próprio selo, o Magnolia Records e lança o CD Believe It e seu primeiro álbum ao vivo, intitulado Live on Interstate 1975. Larry é uma das atrações de 2014 do Rio das Ostras Jazz & Blues, um dos principais festivais do gênero no país.

MARCELO MARROM NO BACCARÁ
21h | Baccará Bar e Grill – Rua Oswaldo Cochrane, 64/Santos | R$ 50
a2Músico, compositor, escritor, ator e humorista. Esses são alguns dos talentos do artista Marcelo Luiz de Moura, mais conhecido como Marcelo Marrom. Há cerca de quatro anos, Marrom entrou para a Cia de humor Deznecessários justamente pra cuidar da parte musical do grupo. Atualmente ele divide seu tempo entre viagens com a peça de humor “Comédia em Preto e Branco” e as gravações do programa Altas Horas da Globo, onde mostra todo seu talento no improviso, compondo músicas e interagindo com os convidados e a plateia.

Santos e Região, 14 de agosto

ESMIR FILHO NO SESC-SANTOS
20h | Sesc-Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136/Santos | Grátis
a1Cineasta paulista, dirigiu vídeos experimentais, curtas-metragens e o premiado longa-metragem, “Os famosos e os duendes da morte”. Seu “Alguma coisa assim” obteve premiação de melhor roteiro da Semana Internacional da Crítica no Festival de Cannes de 2006, além de premiações nos festivais de Kiev, Biarritz e Gramado. É de sua autoria sucesso viral da internet “Tapa na pantera”. Mediação de Camila Moraes.

ALDRE ACÚSTICO NO STUDIO ROCK
22h | Studio Rock Club – Av. Marechal Deodoro, 110/Santos | R$ 15 mulher | R$ 20 homem

Santos e Região, 15 de agosto

ALIADOS E STRIKE NA CAPITAL DISCO
19h | Capital Disco – Av. General Francisco Glicério, 206/Santos | R$ 40 a R$ 70
a1A banda de rock Aliados foi formada em Santos, no ano 2000, e é bastante conhecida entre o público caiçara. Composta pelos músicos Fildzz, Dudu Golzi, Rafa Borba e Oliver Kivitz, a banda também teve por dois anos a participação do guitarrista Thiago Castanho, do Charlie Brown Jr. Entre os sucessos que compõe os cinco álbuns dos rockeiros, estão “Sereia”, “A Dose Certa” e “Esperança”.
A banda Strike foi formada em 2003, em Minas Gerais. Os músicos misturam influências do punk rock, hardcore punk e pop rock, com letras melódicas e estilo jovem. Uma de suas músicas foi tema de abertura da novelinha “Malhação”, fazendo com que a banda tivesse projeção nacional. Entre os sucessos do Strike, estão “Paraíso Proibido” e “O Jogo Virou”.

FÁBIO JR. NO MENDES CONVENTION
23h30 | Mendes Convention Center – Av. Francisco Glicério, 206/Santos | R$ 70 a R$ 220
a2O cantor Fábio Jr. começou a carreira cantando em inglês. O primeiro álbum foi gravado em 1975, e a música sempre foi dividida com a carreira de ator em sua vida. Está sem fazer novelas desde 1998, tendo sido o seu último papel em Corpo Dourado. Fábio é conhecido pelo charme na hora de cantar, e interpreta músicas consagradas, como “Alma Gêmea”, “20 e Poucos Anos” e “Quando Gira o Mundo”.

COMBO CULTURAL NO LOBO ESTÚDIO
20h | Lobo Estúdio – Rua Luís de Camões, 12/Santos | R$ 10
a1Com a proposta de oferecer um evento que misture diversas expressões artísticas no mesmo espaço, a Superbacana Produções dá inicio ao projeto semanal “Combo Cultural” no Lobo Estúdio. Além da temporada do premiado monólogo ‘Dama da Noite’, às 21h, com atuação de Luiz e direção de André Leahun, o evento contará com duas exposições permanentes durante este mês com fotos de Nara Assunção e obras do artista plástico Kadu Veríssimo. Também haverá exibição de curtas-metragens semanalmente, às 21h, com curadoria de Madeleine Alves e, às 22h, discotecagem com os DJs residentes Wagner Parra e Raphael Rodriguez com músicas latinas e eletrônicas.

MAKINA ROCK NO CADILLAC BAR
Noite | Cadillac Vintage Bar – Rua São Bento, 50/Santos | R$ 20
A Banda Makina Rock promete agitar a Sexta-Feira com os melhores hits dos anos 80 e 90!

AC/DC COVER NO STUDIO ROCK
22h | Studio Rock Club – Av. Marechal Deodoro, 110/Santos | R$ 15 mulher | R$ 20 homem

BANDA IMAGEM NO CLUBE INTERNACIONAL DE REGATAS
21h | Clube Internacional de Regatas – Av. Almirante Saldanha da Gama, 3/Santos | Grátis para sócios | R$ 21 para não-sócios