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‘Nos mares do mundo’ conta sobre a viagem no mar da vida

Por Vanessa Ratton

O livro ‘Nos Mares do Mundo’, de Tatá Bloom, Madrepérola Editora, com ilustrações da brasileira radicada na Alemanha, Patycake, e edição de Cássia Leslie chega ao mercado neste mês. O lançamento será no dia 27/jul (sábado), às 17h, na Realejo Livros (R. Marechal Deodoro, 2/Santos). O evento terá também contação da história para as crianças. Cada exemplar custará R$ 30.

A obra é um poema ilustrado. Enquanto os versos contam uma história, a jornada do ser humano pelo mar da vida até a velhice, as imagens contam também sobre o ciclo da água que é por si só uma grande viagem: da gota d´água que sai dos rios para a torneira e, depois, seu caminho para o mar.

A ideia nasceu da vontade de Tatá Bloom eternizar momentos afetivos da infância: o mar e uma canção de ninar. Ela resgatou uma música que cresceu ouvindo na hora de dormir, embalada pelos cafunés da sua avó. “Eu também cantei partes que eu lembrava dessa canção de ninar para meus filhos, era uma forma de reverenciar essa tradição na minha família, pois minha mãe também cresceu ouvindo essa música”.

Tatá continua: “Quando surgiu a ideia do livro e conversei com a Paty, ela me pediu que cantasse a música, eu gravei e enviei. Ela também se apaixonou, e começou a criar; pesquisou e descobriu ser uma canção sertaneja, Assim como o rio, de Anacleto Rosas Jr, mas minha avó, cantava em outro ritmo, bem mais lento. Como nasci em Santos, litoral de São Paulo, e a música fala sobre o mar, havia muito encantamento para mim naquela melodia”.

Ela completa: “Fiz, então, um poema inspirado na letra. Fiquei emocionada, com as ilustrações da Paty que, além de serem muito parecidas com o meu imaginário dessa viagem que o personagem faz, contam o ciclo da água. Acredito que a obra é, também, uma homenagem à música brasileira sertaneja de raiz, que é muito poética”.

A equipe

Tatá Bloom é jornalista, psicopedagoga, mestre em Comunicação, poeta, dramaturga e escritora infanto-juvenil. Está lançando seu sétimo livro. É autora de ‘O ratinho que não gostava de queijo’ (Ed. Multifoco, 2015), ‘Um vizinho muito especial’ (e-book Kindle, 2016), ‘Uma menina detetive e a máfia italiana’ (Trejuli Editora, 2017). Também participa das Coletâneas: ‘Contos (mal) Cheirosos’ (Trejuli Editora, 2018), ‘Contos com o pé na terra’ (Caleidoscópio, Editora 2018) e ‘Meus Primeiros Versos’ (selo Mulherio das Letras, 2019).

Vinda de uma família de teatro de Santos-SP, Tatá é prima do ator Alexandre Borges, mas lembra que quem começou o palco foi sua mãe, Elisa Corrêa, com quem iniciou como atriz aos 10 anos. Aos 14 já escrevia peças infantis e aos 17 já dava aulas de teatro e dirigia espetáculos. Formou-se em Jornalismo, em 1994, quando nasceu a primeira filha, somente 20 anos depois voltou para a Literatura, sempre focada no público infantil sua paixão.

Patycake é paulista e mora em Wiesbaden, na Alemanha, onde coordena cursos de Artes para adolescentes no Museu da cidade. Fundou a Ilustra Labor, um centro de ilustração internacional e atua como curadora e produtora artística, tendo atuado em Portugal, Tailândia e em Porto Alegre. Já Cássia Leslie é do Paraná, atua há mais de 20 anos no mercado editorial de didáticos e, também, é autora infantil.

Tatá Bloom, Patycake e Cássia Leslie se conheceram pela rede social, em função do movimento Mulherio das Letras, a autora procurava uma ilustradora e uma editora e recebeu de Susana Ventura, a indicação das profissionais. É o primeiro trabalho em parceria das três.

Serviço:
‘Nos mares do mundo’
Tatá Bloom
Ilustrações: Patycake
Editora Madrepérola
R$30,00
À venda no site da Amazon e da editora

Editora investe em dramaturgia infantojuvenil com coleção ‘Teatro em cena’

Por Vanessa Ratton

A Editora Madrepérola, de Londrina, no Paraná, figura no cenário editorial há quatro anos e intenciona construir um colar reluzente com a pérola do talento que pertence aos novos autores da literatura brasileira. Iniciou, neste ano, um investimento num segmento que a maioria das editoras não costuma dar muita atenção: os textos teatrais infantojuvenis.

O recém-publicado ‘O Príncipe Atrasado: uma paródia teatral de contos de fadas’, de Cássia Leslie e Ricardo Dalai, é o livro inicial da série de obras encarregadas de levar ao público um gênero escasso, mas que é um prato cheio às crianças: a dramaturgia. Nesta trama, o príncipe chega literalmente atrasado para acordar a Bela Adormecida, que nem de longe quer se casar depois de tanto tempo perdido dormindo.

A princesa quer se dedicar à administração do seu reino. De frágil, a moça não tem nada e acredita que o casamento pode acontecer bem mais tarde, se for o caso. O príncipe ainda tenta, durante um baile, persuadir ao casamento Cinderela, que administra uma empresa de sapatos, a princesa africana Nzinga e outras tantas personagens, mas todas estão bem ocupadas, mostrando que os tempos, e as mulheres, mudaram! No entanto, ele não ficará sem par, mas descobre que não é ele quem salva ninguém e, sim, o amor, que irá inclusive beneficiá-lo também, quando achar a eleita do seu coração.

A obra conta com a leitura crítica de Sonia Pascolati, o que ajuda o professor no trabalho com o livro. Um glossário de termos teatrais e dicas de como montar a peça completam a obra criativa e instigante. O editor Rafael Silvaro acredita que “o inventar, criar e interpretar são bases fundamentais para a percepção do mundo e da sociedade ao redor dos pequenos. Por isso, incentivar a ação pedagógica do professor com esse gênero é também uma força maior a povoar as salas de aulas com espetáculos originais e atualizados ao nosso tempo”.

Coleção Teatro em cena

O diferencial da coleção Teatro em cena, segundo Silvaro, é a orientação pedagógica de como se trabalhar o texto dramático na sala de aula. A Madrepérola pretende, entre 2019 e o primeiro semestre de 2020, levar às escolas, além de ‘O Príncipe Atrasado: uma paródia teatral de contos de fadas’, as obras dramatúrgicas ‘O Pássaro do Agreste’, de Tatá Bloom, e mais um ainda sem título definido, sobre fábulas.

Paralelamente, a Editora Madrepérola pretende ainda lançar uma obra teórico-metodológica, elaborada pelas escritoras Cassia Leslie, Marcia Paganini e Tatá Bloom, que também é professora de teatro. O objetivo é orientar como pode ser a atuação do professor com os textos na escola, inclusive ensinando jogos dramáticos e técnicas de teatro para encená-los.

Serviço:
‘O Príncipe Atrasado’
Cassia Leslie e Ricardo Dalai
Ilustrações: Roberta Asse
Editora Madrepérola
R$34,90
À venda no site da Amazon e da editora

Estilo de vida sustentável é destaque com 2º Festival OxiGênio Criativo

Por Suzana Elias Azar

Consumo consciente, economia criativa e compartilhada, sustentabilidade, lixo zero, estilo de vida mais saudável e menos poluente são termos que ganham repercussão maior a cada dia e que mostram um novo caminho para que todos possam viver cotidianamente de forma mais sustentável respeitando os pilares ambiental, cultural, econômico e social.

> Confira aqui a programação do festival 

Dentro do conceito de minimizar danos, contribuir para romper paradigmas e ajudar a mudar hábitos e estilo de vida o 2º Festival OxiGênio Criativo nos dias 13/jul (9h às 17h) e 14/jul (11h às 20h) no Orquidário Municipal (Praça Washington, José Menino/Santos), que reúne feira de produtos sustentáveis de diversos segmentos como arte, moda, beleza, bem-estar e qualidade de vida, acessórios, decoração, utilidades para casa e para atividades do dia a dia, oficinas, clube de trocas, palestras e um desfile. Um dos destaques são os óculos produzidos com embalagens de pasta de dente.

Nesta segunda edição o Festival OxiGênio Criativo conta com a participação de 26 produtores e designers que apresentarão seus produtos e conceitos para a real mudança de hábitos e de estilo de vida ao utilizar peças diversas e duráveis ao invés de descartáveis, por exemplo, o canudo ecológico no lugar do plástico, que pode ser lavado e carregado na bolsa, ou produtos de beleza elaborados com matérias-primas naturais e sem produtos químicos que poluem o ambiente e a pele. Na primeira edição, realizada em dezembro de 2018, foram 13 expositores. Com isto, a segunda edição registra crescimento de 92% em número de expositores.

Criado pela arte-educadora Andrea Campanilli e a ecodesigner Mariane Costa que são sócias na empresa EcoLab (uma das marcas participantes do evento) o Festival OxiGênio Criativo é atualmente o evento criativo oficial da Associação Santos Lixo Zero e tem como objetivo promover práticas que conscientizem sobre a importância da sustentabilidade com o consumo consciente de produtos que foram desenvolvidos em processos menos nocivos ao meio ambiente.

A organização do evento solicita que os visitantes levem sua própria ecobag pois não serão utilizadas sacolas descartáveis – alguns expositores da feira criativa comercializarão ecobags – além do seu próprio copo, embora haverão disponíveis copos de vidro para consumo de bebidas no local. Outra forma de participar é através do Clube de Trocas que acontece no sábado e sugere cada pessoa leve até três peças de roupa ou acessórios – sem defeitos – para serem trocadas por outras peças.

Outro pedido da organização é que o visitante que tiver copos plásticos de requeijão, possa levar e doar para o Santos Lixo Zero. A associação realizará em agosto um encontro para debater o tema do lixo e uma das formas de produzir menos lixo é substituir os copos descartáveis por copos com vida útil maior e como ainda nem todos possuem um copo ecológico próprio a ideia do projeto Santos Lixo Zero é atender quem não tiver o seu próprio copo com estes doados.

Espetáculo teatral reconta a história de Cubatão a partir de ‘Vila Parisi’

Por Allana Santos | Fotos: Cordel Fernandes

“Quem é você Vila Parisi?” Pergunta que investigamos por meses. “Esse coletivo, a vida toda, filhos de operários que migraram de suas cidades para Cubatão atrás de um sonho. Os jovens desse grupo fazem a migração dos Guarás mas retornam como seus ancestrais, numa ida e vinda eterna”. São as palavras de Lili Monteiro, diretora convidada pelo Coletivo 302 de teatro, para orientar o segundo espetáculo do grupo, que visitou a história da cidade de Cubatão através de depoimentos dos moradores da extinta vila operária, Vila Parisi.

Encenada em frente ao cenário barulhento e iluminado das indústrias de Cubatão, ao ar livre e usando os sons da avenida movimentada como sonoplastia, a peça é um drama experimental inspirado em pesquisas sobre a vida no bairro da cidade de Cubatão (SP), nos anos 70 e 80. O bairro se tornou mundialmente conhecido por se localizar no epicentro da zona industrial na época em que era conhecida como a cidade mais poluída do mundo. A peça narra eventos que foram colhidos em depoimentos com os antigos moradores.

A peça faz parte do ‘Projeto Zanzalá parte I’, aprovado pela secretaria estadual de cultura, através do edital ProAC de montagem inédita, tem ainda o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e foi idealizado pelo Coletivo 302, grupo artístico teatral com mais de 4 anos de atuação na cidade. O projeto também realizou no início do ano o 2º Ciclo de estudos, que trouxe importantes nomes do cenário teatral paulista para palestrar gratuitamente sobre as áreas de figurino, cenário, iluminação e dramaturgia.

“Queremos que nosso público participe de uma experiência, sensorial e histórica, que conheçam mais sobre suas próprias memórias através do olhar lúdico e poético que o teatro pode proporcionar. Nós colocamos músicos com sanfona em cena, reproduzimos as casinhas de madeira no nosso cenário, imitamos as chuvas e enchentes da vila com um caminhão pipa, tudo para que nosso público sinta-se dentro da história. Queremos ver a praça cheia, todos os dias”, confessou Douglas Lima, ator e diretor do grupo.

O espetáculo estreia dia 13/jul e segue em temporada até 11/ago, sempre aos sábados e domingos, às 20h, na Praça do Cruzeiro Quinhentista – em frente a Petrobras. O público deve retirar os ingressos com uma hora de antecedência no local de apresentação, a entrada é gratuita e a classificação indicativa é 14 anos.

Cacá Carvalho encena ‘A Próxima Estação’ no Teatro do Kaos

Por Lincoln Spada

A obra ‘A Próxima Estação – Um espetáculo para ler’ estará em cartaz em sessão nesta sexta-feira (12/jul), às 20h, no Teatro do Kaos (Pça. Cel. Joaquim Montenegro, 34/Cubatão). Com classificação indicativa de 12 anos, a apresentação gratuita é interpretada por Cacá Carvalho.

O que pode acontecer nos próximos sessenta anos? Como nossas vidas se adaptarão às mudanças a partir das escolhas que hoje fazemos? Violeta e Massimo, marido e mulher, vividos e lidos por Cacá Carvalho são mostrados em seus momentos das seis décadas que vivem juntos de 2015 a 2065.

Vemos como seus corpos, relações, trabalhos, dinheiro e afeto reagem às mudanças de tempo e das relações. O mundo estará mudado mas eles seguem os mesmos instintos profundos, os mesmos desejos, as mesmas paixões.

A sessão compõe o Circuito Cultural Paulista, programa estadual gerido pela APAA – Associação Paulista de Amigos da Arte. A realização é do Ministério da Cidadania e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, patrocínio da Lwart Lubrificantes e apoio municipal e do Teatro do Kaos.

Aclamada pela crítica, autoficção ‘A Ira de Narciso’ está em cartaz no Sesc Santos

Por Sesc Santos | Foto: Marcelo Almeida

O espetáculo ‘A Ira de Narciso’ estará no palco no próximo sábado (20/jul), às 20h, do Sesc Santos (R. Conselheiro Ribas, 136/Santos). Trata-se de um monólogo que relata a permanência do autor na cidade de Ljubljana, onde é convidado a dar uma palestra sobre o famoso mito de Narciso. Ingressos de R$ 6 a R$ 20.

Tendo como ambientação única o luxuoso quarto 228 do hotel onde o autor está hospedado, o texto apresenta os últimos preparativos desta conferência ao mesmo tempo que nos conta sobre os diferentes encontros com um jovem Esloveno que acabara de conhecer.

A partir da descoberta de uma mancha de sangue no carpete, o relato da viagem profissional e dos encontros amorosos dá lugar a uma intriga policial obscura e inusitada. Alternando sutilmente narração, palestra e confissão, a “Ira de Narciso” é uma jornada fascinante e arriscada que conduz o espectador num confuso labirinto do eu, da linguagem e do tempo.

Ficha Técnica

O autor é Sergio Blanco. Idealização e tradução de Celso Curi. Ator: Gilberto Gawronski; Diretora: Yara de Novaes; Diretor Assistente: Murillo Basso; Diretor Musical: Dr. Morris; Cenógrafo: André Cortez; Iluminador: Wagner Antonio; Figurinista: Fábio Namatame; Assistente de Cenografia: Fernando Salles; Orientador Vocal: Caio Ferraz; Cenotécnico: Marcelo Andrade e Zé Valdir; Eletricista: Marcos Pinto; Fotos: Otávio Dantas e Marcelo Alemeida; Técnico de luz: Jimmy Wong; Técnico de som: Renato Garcia; Produtores Executivos: Pedro de Freitas e Clara de Cápua/ Périplo Produções; Diretores de Produção: Celso Curi e Wesley Kawaai; Produtores Associados: Parnaxx, GPS Produções Artisticas, OFF Produções Culturais.

Rapper D.X lança seu primeiro EP ‘Ritmo e Poesia’; acesse o álbum

Via André Onishi

Em junho, D.X lançou o seu primeiro EP ‘Ritmo e Poesia’ na plataforma YouTube (clique e confira aqui). O MC paranaense reside há três anos Baixada Santista, tendo seu desempenho mais notório integrando a banda maringaense de hip-hop Anônimos Aduzidos desde 2011.

Ele também trabalha com artes visuais e teatro, e, em Itanhaém, atua na rede municipal como professor de artes. Em seu primeiro EP, apresenta sua visão libertária de mundo ao rimar sobre temas cotidianos sem cair na mesmice ou seguir as atuais tendências do rap.

“O intuito dessa minha nova produção não é levantar renda, mas levar o ritmo e a poesia, que se consolidam em rap para as pessoas”. Neste trabalho conta com seu parceiro de banda, Lucas Trabuco, na execução de instrumentos de cordas que atribuem aos beats uma sonoridade orgânica e autoral.