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3º Festival Bravo começa neste sábado; confira programação completa

Por Prefeitura de Santos

Quem aprecia música clássica tem uma semana inteira de programação gratuita a partir deste sábado (9/fev), com a realização do 3º Bravo! Festival de Música Orquestral. A abertura do evento ocorre às 19h30, no Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico), com as apresentações do Quarteto Caiçara, Quarteto Ybirá e do violinista Bruno Robalo, vencedor do concurso de solistas da última edição do festival.

Entre os próximos dias 11 e 16 estão programadas masterclasses, abertas ao público, com os músicos Wellington Rebouças (violino), Renato Bandel (viola), Joel de Souza Filho (violoncelo) e Thiago Araújo (trompete), além do maestro Marcelo Maganha (regência).

Inspirada nos grandes eventos de música clássica, a iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) selecionou 62 músicos para integrar o corpo estudantil do festival. No próximo dia 15 está programada a realização do Concurso Jovens Solistas, a partir das 14h, no Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). O encerramento do Bravo! está marcado para o mesmo local, no dia 17, às 18h, com concerto de gala de orquestra formada pelos jovens músico do corpo estudantil do evento.

Programação

> 09/fev | Sábado | 19h30 | Teatro Guarany | Concerto de Abertura;
> 11/fev | Segunda-feira | 16h às 18h | Teatro Braz Cubas | Masterclass com Wellington Rebouças (violino);
> 12/fev | Terça-feira | 16h às 18h | Teatro Braz Cubas | Masterclass com Renato Bandel (viola);
> 13/fev | Quarta-feira | 16h às 18h | Teatro Braz Cubas | Masterclass com Joel de Sousa (violoncelo);
> 14/fev | Quinta-feira | 16h às 18h | Teatro Coliseu | Masterlcass com Thiago Araújo (trompete);
> 15/fev | Sexta-feira | 14h às 18h | Teatro Braz Cubas | Concurso de jovens solistas;
> 16/fev | Sábado | 14h às 17h | Teatro Braz Cubas | Masterclass com maestro Marcel Maganha da Alpha Cursos (regência);
> 17/fev | Domingo | 18h | Teatro Braz Cubas | Concerto de Gala.

 

Confira a programação da 6ª Sansex, entre os dias 17 e 20 de maio

Por Secult Santos

Com o objetivo de valorizar as produções artísticas com temática LGBTQ e descontruir paradigmas, além de promover a discussão sobre a diversidade sexual na região, a ‘Sansex – Mostra da Cultura da Diversidade Sexual’ chega a sua 6ª edição. Por meio das diversas linguagens artísticas, as ações pretendem reunir cineastas, estudantes, pesquisadores, artistas, militantes, população LGBTQ e público em geral.

Cinema, artes visuais, oficina de fotografia, música e rodas de debate fazem parte da programação, que ocorre entre os próximos dias 17 e 20, no Museu da Imagem e do Som de Santos – Miss (Av. Pinheiro Machado, 48) e no Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136). A entrada é franca.

A direção geral é assinada pelos produtores culturais Luiz Fernando Almeida (Bazar Cafofo) e Ricardo Vasconcellos (Curta Santos). A realização é da Cafofo Produções e Eventos e Olhar Caiçara, com o apoio do Museu do Sesc Santos e da Prefeitura Municipal de Santos. Mais informações na página http://www.facebook.com/mostrasansex.

Confira a programação

Quarta-feira (17), 20h | MISS

>> Abertura oficial | Artes Visuais – Exposição ‘Le Corps Dans’
A exposição reúne um apanhado de obras do ilustrador, cartunista e pornógrafo Nerone Prandi. A mostra foca o universo masculino LGBTQ. A exposição poderá ser visitada de 17 de maio a 10 de junho.
>> Pocket Show ‘Meu Lado Homem, Cabaret D’escarnio’, com Luís Mármora. Contemplado na 2ª edição do prêmio ‘Zé Renato’, da Secretaria de Cultura de São Paulo, o espetáculo é um musical baseado na obra obscena ‘Cartas de um Sedutor’, da escritora Hilda Hilst.
>> Discotecagem: Luiz Fernando Almeida e Raquel Pellegrini

Quinta-feira (18), 20h | MISS

>> Mostra de curtas-metragens | ‘Diva’
Direção de Clara Bastos. | Sinopse: Camila se aproxima das drag queens que habitam a pensão de Bella.
>> ‘Ocorridos do dia 13’
Escrito e dirigido por Débora Zanatta e Estevan de La Fuente | Sinopse: Cinco amigos passam o domingo juntos e almoçam no apartamento do casal Carol e Ana. Lá fora, uma manifestação política. Além das questões pessoais que cercam as relações, os jovens se posicionam da forma que lhes parece possível diante desse cenário conturbado, e sofrem as consequências de um país dividido.
>> ‘Transverso’
Direção de Fernanda Paz. | Sinopse: Curta-metragem documental sobre o cotidiano de mulheres transexuais de Maringá.
>> ‘Feliz Ano Novo’
Direção Monica Donatelli | Sinopse: O filme celebra a amizade e a vivência, os amores e as dores, as lembranças e o tempo. Dandara vai embora da cidade depois de terminar seu namoro com Anne, enquanto Miguel, seu melhor amigo, é deixado por Tales. Durante as festas de final de ano, ambos tentam buscar algum aprendizado diante daquele ano.
>> ‘Xavier’
Direção de Ricky Mastro | Sinopse: Nicolas começa a perceber que a atenção de seu filho Xavier, de 11 anos, não está mais só nas baquetas de sua bateria, mas se volta também para outros meninos.
>> ‘Sapas’
Direção de Iasmim Feijó | Sapas é um documentário sobre a visibilidade lésbica.
>> ‘O Chá do General’
Direção de Bob Yang | Um general aposentado chinês recebe a inesperada visita de seu neto.

Sexta-feira (19), 19h | Sesc Santos

>> Oficina ‘#SANSEXMOBILE’, com o fotógrafo Luiz Fernando Menezes. Bate-papo sobre fotografia mobile e saída fotográfica no entorno da unidade para produção de conteúdo com a temática da ‘Diversidade Sexual’. Luiz Fernando utiliza dispositivos mobile desde 2012. Uma de suas imagens publicada na primeira página do jornal Folha de São Paulo, sobre a ressaca de Santos, e foi também selecionada, em 2015, pelo Festival Latino Americano de Fotografia Mobile. Para participar da oficina, envie uma foto autoral (não vale selfie) feita com o celular, com o tema ‘Diversidade Sexual’, até o próximo dia 17. Serão selecionadas dez pessoas. Inscrições pelo sansexsantos2017@gmail.com.

Sexta-feira (19), 20h | MISS
>> Exibição do longa-metragem ‘Lampião da Esquina‘
Direção: Lívia Perez | Elenco: Ney Matogrosso, Leci Brandão, Aguinaldo Silva, João Silvério Trevisan | Sinopse: Após os acontecimentos da década de 60 por todo o mundo e com o aumento da conquista de direitos civis, políticos e também de uma maior participação na sociedade como um todo, surgiu nos Estados Unidos o jornal Gay Sunshine, uma publicação voltada para o público homossexual da época. Em 1978, no Brasil, uma iniciativa similar foi criada: o jornal ‘O Lampião’.

Sábado (20), 17h | Sesc Santos
>> Bate-papo ‘Chega de Preconceito’, com personalidades da cena LGBTQ paulistana, que tem como foco discutir questões como homo e transfobia e HIV. Participam da mesa: Mago Tonhon do Sexxbox (SP), o cantor Silvino, os transhomens Thomas Oliveira e Diogo Almeida, do Canal Cavalo Marinho (Youtube), e mediação de Taiane Miyake.

 

MISS recebe exposição ‘Três Amigos e seus olhares’ nesta semana

Por Vitor Miranda

‘Três Amigos e seus olhares’ é o nome da mostra que será realizada entre os dias 11 e 25 de novembro no Museu da Imagem e do Som de Santos (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos). A abertura será nesta sexta-feira, a partir das 19h, com entrada franca.

A presente exposição reúne um breve extrato da produção recente destes três amigos. Três mostras pessoais e independentes que, contudo, são complementares, dialogam entre si no exotismo das paisagens e na inter-relação das ações captadas. Tendo como pano de fundo a África, um dos berços da civilização brasileira, e suas influências na cultura e no sincretismo religioso.

Parceiros de set em produções de fotografia e vídeos para a publicidade, João Mantovani, Paulo Villar e Vitor Miranda decidiram se juntar neste projeto autoral. Os dois primeiros, Paulo e João Paulo, trabalham juntos há completos 20 anos – afinal são pai e filho. Foi ainda na infância, que flashes, filmes e câmeras analógicos entraram na vida de João. Vitor não é membro da família Villar mas até poderia ser, dada a sintonia que tem norteado a recente amizade oriunda das produções. É o caçula do trio, com apenas 27 anos de idade.

 

Ingressos para abertura do 4º Santos Jazz Festival começam a ser vendidos

De 18 a 21 de junho acontecerá o quarto Santos Jazz Festival, maior evento do gênero no litoral paulista e que, nas edições anteriores, teve como patronos Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e Cesar Camargo Mariano. Nesta edição, o projeto homenageará o músico João Donato, que se apresentará na abertura acompanhado de seu quinteto levando à plateia sua tão elogiada fusão de gêneros musicais, no Teatro Coliseu, localizado no centro da cidade. Serão quatro dias de shows e oficinas em nove espaços do município – entre o centro histórico, a orla da praia e a periferia – e mais de 40 horas de música que devem atrair 10 mil pessoas.

Abertura

O patrono do 4º Santos Jazz Festival é João Donato. A locomotiva à frente de um trem de ritmos e misturas traz para Santos os acordes que dedilhou como um aviso para chegada da bossa nova, e também os principais registros de uma carreira de muito sucesso dentro e fora do Brasil. Donato aproximou a ginga do brasileiro da exuberância caribenha, temperou com traços do melhor jazz e assim desbravou uma trilha própria dentro da música. Por essa vereda já desfilou com nomes de peso, como Chet Backer, Herbie Mann, Chico Buarque, Gilberto Gil e até marcou presença no recém lançado disco da santista Tulipa Ruiz.

A parceria com novos talentos não é a única a confirmar que a modernidade de João Donato nunca sai de moda. Do alto dos seus 80 anos, o acreano João Donato já é atração garantida no line up do Rock in Rio 2015. Antes de Donato, sobem ao palco os santistas da Quizumba Latina. Este ano, tanto a abertura como o encerramento do festival terão cobrança de ingressos em valor simbólico: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada conforme a lei). Para a abertura, os ingressos começam a ser vendidos nesta terça-feira (9), na bilheteria do Teatro Coliseu, de 13h às 18h, e no site Compre Ingressos. Vale destacar que todo o restante da programação é gratuito.

O 4º Santos Jazz Festival é viabilizado pela lei de incentivo do Ministério da Cultura, através do patrocínio do Porto de Santos, Sabesp e Transbrasa. Conta com apoios culturais da Prefeitura Municipal de Santos, Oficina Cultural Pagu, Governo do Estado de São Paulo, Sesc Santos e Enfoque Comunicação. É realizado pela DC Realizações em parceria com a GPA Cultural e apoio da Associação dos Artistas. A produção cultural é de Jamir Lopes.

*André Azenha

 

4º Santos Jazz Festival homenageará João Donato, Gilberto Mendes e Rosa Passos

De 18 a 21 de junho acontecerá o quarto Santos Jazz Festival, maior evento do gênero no litoral paulista e que, nas edições anteriores, teve como patronos Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e Cesar Camargo Mariano. Nesta edição, o projeto homenageará o músico João Donato, que se apresentará na abertura acompanhado de seu quinteto levando à plateia sua tão elogiada fusão de gêneros musicais, no Teatro Coliseu. Serão quatro dias de shows e oficinas em nove espaços do município – entre o centro histórico, a orla da praia e a periferia – e mais de 40 horas de música que devem atrair 10 mil pessoas.

Abertura

O patrono do 4º Santos Jazz Festival é João Donato. A locomotiva à frente de um trem de ritmos e misturas traz para Santos os acordes que dedilhou como um aviso para chegada da bossa nova, e também os principais registros de uma carreira de muito sucesso dentro e fora do Brasil. Donato aproximou a ginga do brasileiro da exuberância caribenha, temperou com traços do melhor jazz e assim desbravou uma trilha própria dentro da música.

> Confira aqui a programação completa

RG - 26/06/2014 - Rio de Janeiro (RJ) - EXCLUSIVO - O pianista Joao Donato faz 80 anos. Foto Fabio Seixo Ag O Globo
RG – 26/06/2014 – Rio de Janeiro (RJ) – EXCLUSIVO – O pianista Joao Donato faz 80 anos. Foto Fabio Seixo Ag O Globo

Por essa vereda já desfilou com nomes de peso, como Chet Backer, Herbie Mann, Chico Buarque, Gilberto Gil e até marcou presença no recém lançado disco da santista Tulipa Ruiz. A parceria com novos talentos não é a única a confirmar que a modernidade de João Donato nunca sai de moda. Do alto dos seus 80 anos, o acreano João Donato já é atração garantida no line up do Rock in Rio 2015. Antes de Donato, sobem ao palco os santistas da Quizumba Latina.
Este ano, tanto a abertura como o encerramento do festival terão cobrança de ingressos em valor simbólico: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Todo o restante da programação é gratuito.

Caldeirão musical

Já no dia seguinte, o Festival ataca de Raul de Souza, outra fera que levou o talento brasileiro pelo mundo, com o toque inconfundível do trombone. Tem ainda Rosa Passos acompanhada da Orquestra Municipal de Santos e um set com os maiores clássicos da MPB, CarlosTomati (que integrou o Sexteto do Jô), a trupe do Jazz na Kombi, Reginaldo 16 Toneladas, e, claro, muita gente batuta entre os santistas de nascimento e religião, como Deborah Tarquínio, que preparou um tributo a Billie Holiday, o sacolejante DJ Caiaffo e José Simonian, que se juntou a Antonio Eduardo no CD “Amor Antigo”, uma justa homenagem a outro santista de muita verve: o maestro Gilberto Mendes. Aliás, três álbuns serão lançados, em primeira mão, durante o SJF 2015.

Firme em seu propósito de levar boa música a todos os cantos da cidade, o evento inova mais uma vez e invade o quintal e as sacadas da Casa da Frontaria Azulejada para uma tarde inteira dedicada à boa música, e ainda coloca o charme vintage do Bazar Cafofo para divertir os convidados. Um mix de produtos cheios de estilo, comidinhas e arte brindarão os visitantes com uma festa de cores e delírios, enquanto a música rola solta.

Democratização da cultura

01Em 2015, o Santos Jazz ocupará o maior número de espaços em Santos desde seus primeiros passos em 2012. São nove lugares, distribuídos pelas diversas áreas de Santos, todos de fácil acesso. “Dessa maneira, damos continuidade aos objetivos de formar público para a música de qualidade, disseminar e democratizar o acesso à cultura e criar um intercâmbio entre artistas da região e de outros locais do país”, explica Denise Covas Borges, diretora-executiva do festival.

“O festival também oportuniza jovens músicos e reverencia nomes que têm contribuído para a disseminação da música brasileira aqui e lá fora, como João Donato, e o próprio Gilberto Mendes, que receberá uma justa homenagem de dois grandes músicos da nossa cidade”, diz o diretor de produção Jamir Lopes.

O 4º Santos Jazz Festival é viabilizado pela lei de incentivo do Ministério da Cultura, através do patrocínio do Porto de Santos, Sabesp e Transbrasa. Conta com apoios culturais da Prefeitura Municipal de Santos, Oficina Cultural Pagu, Governo do Estado de São Paulo, Sesc Santos, TV Tribuna, Rádio CBN Santos e Enfoque Comunicação. É realizado pela DC Realizações em parceria com a GPA Cultural e apoio da Associação dos Artistas. A produção cultural é de Jamir Lopes.

*André Azenha

Guarujá inaugura gibiteca municipal nesta quinta-feira

Incentivar a leitura através do mundo dos quadrinhos. É com este objetivo que a Prefeitura de Guarujá inaugura na próxima quinta-feira a primeira Gibiteca Municipal. Trata-se de um novo espaço que vai funcionar na Biblioteca Municipal Geraldo Ferraz (Rua Ceará s/n – Vila Santense), em Vicente de Carvalho. A solenidade será às 15 horas.

A programação tem início com o lançamento do Livro “Emanuel entre Lobos – Essência Vol. l”, de autoria de Charlie Rock. Também estão incluídas as apresentações do cartunista Fábio Costa; do artista plástico Christian; caricaturista Dodô; Grupo Cosplay; violão e canto com o professor Janari Rodrigues de Figueiredo; Cup Song (canto e batidas com copos), com os Amigos da Biblioteca (grupo de ex-alunos da Escola Municipal 1º de Maio); o solo musical com Luana, e Rafaela Coral e Canto; e encerrando, o grupo Gashapon (apresentações de personagens japoneses).

De acordo com a secretária municipal de Educação, Priscilla Bonini, mais do que uma Biblioteca para gibis, a Gibiteca pretende ser um local de encontro e lazer. “Nosso foco principal é sempre o aluno. Através da Gibiteca pretende-se incentivar a leitura, já que os gibis são, normalmente, o primeiro contato da criança com a literatura, aliando imagens às palavras de forma simples, rápida e divertida, onde as ilustrações dialogam com o texto”.

A Gibiteca Municipal funcionará na entrada da Biblioteca Geraldo Ferraz e já reúne mais de dois mil gibis em seu acervo. Desde março, o espaço tem contado com a ajuda da população, através de doações. A iniciativa visa estimular o hábito da leitura nas crianças, com a interatividade dos quadrinhos.

Para o coordenador de Bibliotecas da Seduc, Pedro Menezes, o objetivo é que a criança possa levar o gibi pra casa. “Queremos promover um incentivo maior quanto à conservação dos gibis.” O acervo dispõe de gibis como da turma da Monica, Xuxa, entre outros. Há também alguns clássicos da literatura brasileira, como ‘O Cortiço’, de Aluisio Azevedo. “Esta que é uma leitura considerada um pouco complexa, também tem sua versão em quadrinhos. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), os gibis serão adotados no ensino da rede pública e assim será um grande ganho para nossa rede municipal. Ao associar a escrita à imagem, a criança tem uma facilidade maior para aprender a ler e escrever”, conta.

Serviço

Para retirar os gibis, o munícipe precisa estar munido de documentos e preencher um cadastro na Biblioteca, com seus dados pessoais. A Gibiteca Municipal funcionará de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e aos sábados, das 9 às 17 horas. Mais informações pelo telefone: 3341 7845.

*Prefeitura de Guarujá

 

Entrevista: Danilo Miranda lança Circuito Sesc de Artes em SP

“Leia Giulio Argan. É um teórico da arte que trata desde aquelas manifestações nas cavernas, da arte rupestre, até a arte moderna. Leia ele, outros. Leia muito”, recomendava Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo. Por um descuido, seu braço acalorou outro ombro. Em segundos, já bailava em quatro, cinco, seis cumprimentos sorridentes no Sesc Pompeia, onde foi lançado o Circuito Sesc de Artes 2015.

07O programa criado na última década possibilita um dia de oásis cultural pelo interior paulista. Municípios sem teatros, redondezas com raros cinemas, locais sem secretarias da cultura firmadas. A agenda da entidade abrange 108 cidades em 12 roteiros com 392 artistas, em linguagens como teatro, circo, dança, música, cinema, artemídia e cultura digital. Ao todo, 547 horas de atividades gratuitas e descentralizadas para um público de 280 mil espectadores. Confira aqui a programação completa.

Repensar num projeto de tal amplitude precisa mesmo de uma sensibilidade do gestor. O circuito abrange índices tão invejáveis quanto o seu similar criado pelo Governo Estadual. Em um único fim de semana, a Virada Cultural Paulista ocorre em 28 cidades, mas mantém cerca mais de 1500 horas de programação gratuita e milhares de artistas.

A principal diferença é que a iniciativa do Sesc percorre mais locais por ser realizada de 24 de abril a 10 de maio deste ano. Mas se os governos são obrigados a rever os gastos orçamentários, reduzindo expedientes de museus e fechando unidades de formação, a instituição privada goza da sorte de inaugurar neste sábado (dia 18) a sua 36ª unidade, o Sesc Jundiaí (Av. Antonio Frederico Ozanan, 6.600/Jundiaí). Segue abaixo a entrevista com Danilo Miranda.

Como você conceitua a arte?

06A arte e a cultura são permanentes em nossas vidas, desde o abrir dos olhos e o primeiro chorinho até nosso último suspiro. Vou dar um exemplo, um vídeo muito visto pela Internet. A história da Marina (Abramovic) está aí, para todos. A artista, sentada olhando as pessoas que a visitavam (na performance ‘The Artist is Present’). E então ela reencontra o ex-marido. Sentado na frente dela por um minuto.

Isto é pura arte. Um vídeo fantástico, um fato corriqueiro, mas que as pessoas ao redor e nós ficamos alterados, porque você se emociona, se toca com a cena. Não é que a arte é necessária. Ela é fundamental para a elevação do espírito. É com a arte que você se realiza plenamente enquanto sociedade.

Qual é a inspiração para o Circuito Sesc de Artes?

O Sesc tem uma tradição histórica em que nos espelhamos que é a das Unidades Móveis de Orientação Social que percorriam o interior paulista nos anos 50, 60. Somos remanescentes desse período, portanto, temos em nossa bagagem toda a história de desenvolvimento que o Sesc contribui por meio dessas unidades como escolas para lideranças comunitárias atendendo com saúde, lazer e cidadania. Era um projeto de caráter profundamente intenso por ser itinerante. E a partir dele nos inspiramos neste circuito.

Quais são os critérios para a escolha dos artistas? É pensado em levar produções que toquem temas específicos para os municípios selecionados?

09Olha, a gente não tem a intenção, por exemplo, de levar um rapper que trate da violência para uma cidade específica por ter altos índices. Nossos critérios são a qualidade das produções, fantásticas, algumas de custo altíssimo e, por isso, também pensamos na democratização para que essa qualidade chegue ao maior número de pessoas. Mas a arte contemporânea já traz consigo a problemática dos dias de hoje. O rapper de Brasília e de Goiânia geralmente fala dos mesmos problemas conhecidos pelos músicos do Rio e de São Paulo.

Penso que é importante levar para o interior essa discussão do contemporâneo e não vejo mais que haja mais ou menos conservadorismo em relação a quem more nos grandes centros urbanos. É importante que haja a vivência de diferenças e dos diferentes em qualquer parte, e até que o circuito passe e provoque estas discussões. Mas a nossa intenção é de levar a qualidade artística para estas cidades.

Muitos projetos do Sesc têm caráter educacional. Isso também se aplica no Circuito?

08O Circuito não tem o objetivo de resolver ou educar, mas de provocar, contribuir com a discussão das artes em São Paulo. Ele não tem um componente formativo específico como se fosse uma aula, mas informalmente podemos dizer que faz parte desta formação a provocação de manifestações culturais, de impactar o público. Porque se o público gosta do cantor, do maestro, do grupo que se apresenta, ele vai querer buscar o repertório dele por outras fontes.

Quais os resultados do Circuito Sesc de Artes? Algum comentário de um artista mais lhe marcou?

A quem inicia na carreira, o programa é válido pois dá repercussão, faz com que ele conheça mais públicos. Também lembro dos comentários do Emicida, do (André) Abujamra no nosso vídeo institucional. O que eles e outros com carreira consolidada comentam é que o programa possibilita que eles se apresentem em locais que geralmente nunca vão, porque a produção, o custo é muito caro de levar shows em cidades de pequeno, médio porte.

*Lincoln Spada