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Happy Hour no Galpão dia 13/10

Por Nina Gagli
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Movimento é ação, atividade, dinâmica, energia e cinesia (gosto dessa palavra), é mudança e agitação. Coletivos nada mais tratam-se do que da junção de pessoas com interesses em comum, se estendem a vários temas, desde arte, política, música, empoderamento, feminismo, fortalecimento, áreas sociais, cultura e agregação.
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Junta-se à vista disso, atividade e ação, MOVIMENTO e COLETIVOS, e temos então o “Em Movimento”, que ocorrerá no Galpão Cultural no Parque Anilinas em Cubatão.
O “Em Movimento” existe para promover a oportunidade de toda uma galera linda encontrar aberturas e caminhos para atuar na constituição de um mundo melhor! : ) É, inclusive, disponibilizado no site dessa “turma” incentivadora, oportunidades como projetos, cursos, oficinas e ações em várias áreas e para todos os perfis.
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Você confere acerca destas oportunidades e oficinas clicando aqui!
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Melhor que saber de todas essas informações queridas, é ter conhecimento de que rolará um Happy Hour junto com o Coletivo 302. O Happy Hour é um evento para conhecer uma galera com objetivos sociais, jovens que querem aprender e estão dispostos em agregar a toda uma cena cultural, e fazer amizade, claro! : ) tudo isso acompanhados de um som muito da hora!
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Fica a dica: vai ocorrer uma roda de conversa com o tema: “É possível criarmos um coletivo?” Vamos colar com essa galera? Quem sabe você não encontra pessoas a firmar um coletivo, uma roda de conversa, um movimento…
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EVENTO GRATUITO! Só precisa se inscrever aqui: INSCRIÇÃO

Nos vemos! 🙂

 

Lista: 10 ‘maus policiais’ em obras exibidas na TV com devida liberdade criativa

Por Lincoln Spada

“O tom da peça”. Teria sido exclusivamente essa razão que causou a intervenção da PM contra os artistas de rua em ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua, na Praça dos Andradas, em Santos, que aborda sobre a violência policial. Esta é a versão apresentada por um jornalista que assistia à peça interrompida e o diretor teatral algemado, e pela Polícia Civil segundo a UOL.

Emitido quase cinco horas após a ação da PM, o boletim de ocorrência apresentava outros argumentos – refutados pelo próprio ouvidor da PM. Não é de hoje que instituições ou seus membros são criticados no palco: Gil Vicente satirizou o clero no ‘Auto da Barca do Inferno’, no século 13; Shakespeare é universal ao abordar tragédias da corte; mais recentemente, escolas e vestibulares recomendam como clássico a comédia ‘Memórias de um sargento de milícias’.

Num recorte da teledramaturgia exibida no Brasil (Grupo Globo, TV Record e SBT) nesta última década, é possível reconhecer dez personagens que são ‘maus policiais’ nas ficções, a maioria em pleno horário nobre. Sim, também há ‘maus empresários’, ‘maus políticos’, ‘maus jornalistas’, mas nenhuma destas obras artísticas se tornaram em caso policial ou foram cerceadas de liberdade criativa ou interrompidas pela Justiça por retratarem desvios de membros da polícia militar ou de qualquer outra instituição.

  1. GUERRA (NOVELA ‘A REGRA DO JOGO’)

d2Na novela das 9, ‘A Regra do Jogo’, o policial Guerra (Maskin Oliveira) era um membro da facção criminosa infiltrado na instituição há anos. Na trama, o personagem mata um delegado, arma contra o seu superior, desaparece com dossiê, simula atentados e acoberta suspeitos da facção. Em média, a novela alcançava 11 milhões de domicílios, segundo o PNT.

2. QUEIROZ (VELHO CHICO)

d2De delegado a secretário municipal de segurança pública, o Queiroz (Batoré) era o arquétipo satírico da corrupção na novela ‘Velho Chico’. No enredo, ele abandonava investigações de assassinatos, incêndio, ameaçava colegas, e foi cúmplice dos crimes feitos pelo coronel. Só na Grande São Paulo, a trama alcançava 2,5 milhões de lares, segundo o Ibope.

3. CAPITÃO SÉRGIO (SUPERMAX)

d3Já exportado para a América Latina, o seriado Supermax tem como um dos protagonistas o capitão Sérgio (Erom Cordeiro). Na trama, o segredo dele está envolto numa ação policial numa chacina contra jovens de periferia. As cenas não revelam se ele foi responsável por matar os rapazes, ou os próprios colegas da corporação. Mas já que todos os encarcerados no Supermax não são inocentes… A série é assistida por 1 milhão de residências na Grande São Paulo, de acordo com o Ibope.

4. CAPITÃO JONAS (FORÇA-TAREFA)

d2No seriado global ‘Força-Tarefa’, o Capitão Jonas (Rogério Trindade) é o padrinho do protagonista, mas que se suicidou para evitar ser preso pelo seu pupilo. Afinal, era um dos vários policiais envolvidos em crimes, corrupção e desvios combatidos pela força-tarefa que dá título à obra ficcional. O seriado era líder de audiência, abrangendo mais de 1,2 milhão de domicílios na Grande São Paulo.

5. DOUGLAS (JUSTIÇA)

d2Na série ‘Justiça’, o policial Douglas (Enrique Diaz) é um personagem ora dramático, ora cômico, mas que leva uma vida muito passional. Embora seja apresentado inicialmente como um vilão, o personagem até exerce bem a sua profissão no decorrer da série. No entanto, foi capaz de esconder drogas ilícitas na vizinhança para incriminar uma inocente. Na trama, outros colegas de corporação cobram propinas e provocam chacinas na cidade. O enredo manteve audiência de 1,9 milhões de residências na Grande São Paulo.

6. DELEGADO MOREIRA (NA FORMA DA LEI)

d2O ator Aílton Graça interpretou o Delegado Moreira na série ‘Na Forma da Lei’, exibida pela TV Globo em 2010. Na trama, ele encobria os crimes da família Viegas, causando obstrução nas investigações contra o filho do político influente. A cada episódio, uma cartela de delitos acontece, muitos deles de certa forma ligados ao grande antagonista da série. Mais de 1 milhão de lares assistiram à obra artística.

7. AUGUSTO PONCE DE LEÓN (CAMALEÕES)

d2Diretor da polícia, Augusto Ponce de León (Guillermo Garcia Cantú) é o grande vilão da trama mexicana ‘Camaleões’, exibida pela SBT. Na novela, é também proprietário da escola onde estuda o casal protagonista, onde lá ainda são alvos de perseguição e de mistérios sombrios. Na trama, ele cruelmente assassina o próprio colega de corporação.

8. DENIS NOGUEIRA (VIDAS OPOSTAS)

d2A interpretação de Marcelo Serrado como o delegado corrupto Nogueira lhe rendeu o prêmio de melhor ator pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2007. Na dramaturgia, o personagem é conhecido como um perigoso psicopata que se esconde atrás de uma máscara de homem de bem, inteligente, refinado e ‘cult’. A novela foi vista por cerca de 1 milhão de lares na Grande São Paulo.

9. XAVIER (CHAMAS DA VIDA)

d2Na novela da Record, ‘Chamas da Vida’, a delegacia era bastante movimentada e foi cenário de diversos conflitos entre os próprios policiais. Quase todos eles protagonizados pelo personagem de Zeca Carvalho, que dava vida ao corrupto Xavier. O vilão ganhou mais notoriedade quando as farsas foram descobertas. Elas eram tantas – e tão densas – que foram responsáveis pelos famosos ganchos de fim de capítulo. A novela alcançou 1 milhão de casas na Grande São Paulo, segundo o Ibope.

10. DELEGADO PICASSO (PECADO MORTAL)

d3Produzida pela Record, a novela ‘Pecado Mortal’ tinha como maior vilão um policial, o corrupto delegado Picasso (Vitor Hugo). Na Grande São Paulo, mais de 1 milhão de casas acompanhavam o enredo causado pelo antagonista, dito pelo canal de TV como “um dos piores seres humanos que já pisaram no planeta”. Em seu trabalho, realiza métodos espetaculares, inescrupulosos e gosta de ser midiático.

Lista: 10 momentos que a polícia não algemou quem ‘desrespeitou’ a bandeira

Por Lincoln Spada

Criada na época do regime militar e já considerada ultrapassada pelo Ministério Público Federal de Santa Catarina, a Lei Federal 5.700/71 é o tema de acordo com alguns para a permissão de algemar artistas de rua ou bloquear apresentações teatrais em praças públicas. Pelo menos, é esse o contexto repercutido quase cinco horas após o ato da PM, no boletim de ocorrência do 1º D.P. de Santos, no último dia 30.

Nesse caso, nada relacionam com as discriminações que artistas de rua já têm na cidade há mais de dois anos, ou nas tentativas anteriores de intervenção na Praça dos Andradas (ou #PraçaDosArtistas), que se tornou no novo ‘point’ de milhares de jovem. Afinal, rolezinhos historicamente já causaram ações de agentes de segurança no Emissário, na Praça do Aquário ou no Boqueirão, próximo à Unisanta.

Mesmo que o governador queira a liberdade de expressão, a Polícia Civil e o ouvidor da PM neguem a versão policial, há quem confie que foi por descumprimento à lei, que os artistas de rua foram interrompidos em praça pública por seis viaturas de segurança pública. Se a razão não foi proibir uma peça teatral que criticava a truculência de maus policiais, além da prevaricação e omissão desse suposto crime, relembre casos em que a PM não interpreta como desrespeito tal lei.

1. SENADO MUDA CORES DA BANDEIRA

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De acordo com o artigo 31 da Lei 5.700/71, referente ao respeito aos símbolos nacionais, é proibido e interpretado como contravenção penal “mudar-lhe a forma, as cores, as proporções, o dístico ou acrescentar-lhe outras inscrições”. Mas há quase duas décadas, a bandeira é desregulada pelo Senado Federal.

2. LEMA É OCULTADO POR SERVIDOR NO CONGRESSO

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Nenhuma polícia também algemou o funcionário público subordinado ao presidente do Senado, Renan Calheiros que, por anos, sequer citava o lema da bandeira, alterando suas inscrições.

3. TEMER POSA COM BANDEIRA DESPROPORCIONAL

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Em reunião do G20, na China, maior símbolo nacional tem as estrelas estampadas desproporcionalmente do que segue a Lei Federal. Nenhum brasileiro ingressou em ação contra a república comunista. O líder de uma das maiores parceiras comerciais do Brasil saúda o alegre presidente, diante do ato que pode ser interpretado como contravenção penal.

4. DUPLA ELEITA COM BANDEIRA NA TRIBUNA

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Ora, a Lei Federal é explícita no artigo 31 a proibição da bandeira nacional como “revestimento de tribuna”. Mas em 2014, a mídia repercutiu a foto: e nem a presidente eleita, nem o seu vice-presidente constitucionalista foram algemados ou condenados por esse suposto desrespeito em campanha eleitoral.

5. A BANDEIRA DEFORMADA DO MBL

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Celebrado por milhares de defensores da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Movimento Brasil Livre repetiu os mesmos desrespeitos do Governo (uso da bandeira na tribuna) e do Senado (bandeira alterada em cores, forma e sem inscrição). Mas a Justiça não criminalizou os manifestantes.

6. SITE DA GLOBO ELEGE MULHER QUE VESTE BANDEIRA

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No concurso do portal Ego para a Copa de 2014, Dani Vieira venceu a ação em ensaio sensual com a bandeira brasileira. O jornal Meia Hora também fez questão de registrar há alguns anos a modelo Larissa Riquelme no look idêntico.

A funcionária da Record, Andressa Urach e a campeã do concurso ‘Belas do Paulistão’, da UOL, posaram do mesmo jeito, o que segundo o artigo 31 da tal Lei Federal, é visto como contravenção ser utilizada-a como roupagem. A PM não prendeu nenhuma ‘musa’, fotógrafo ou diretor de alguma desses veículos de comunicação.

7. REVISTA DE MODA FAZ A BANDEIRA DE ROUPA

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A modelo Gisele Bundchen foi a capa da Elle Brasil – e de outras edições no exterior – vestindo apenas a bandeira do País. Revista especializada de moda, a tendência de recriar o uso para o símbolo nacional, já advertida pela Lei Federal dos anos 70, não foi condenada pela Justiça brasileira.

8. CELEBRIDADES INTERNACIONAIS VESTEM A BANDEIRA

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Também celebridades internacionais como Rihanna e Mick Jagger passearam pelo Brasil com a bandeira nacional em roupagem. Mas a PM não interpretou seus atos a ponto de algemarem a um distrito mais próximo. Ao contrário, a mídia até publica com certo orgulho textos sobre as vestimentas e calçados das celebridades.

9. LEI PROÍBE PRODUTOS COM A BANDEIRA NACIONAL

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Ainda no mesmo artigo da Lei Federal, é proibido “reproduzí-la [a bandeira] em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda”. Mas os artigos comerciais podem ser facilmente encontrados em estabelecimentos de pequeno a grande porte em nossa região. Nestes últimos anos, a Justiça na Baixada Santista não bloqueou nenhuma loja por essa razão.

10. MAS “TODO MUNDO USA, RECUSE IMITAÇÕES”

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EXTRA: No caso da foto de capa, em que o comediante e apresentador de TV, Danilo Gentili, queima uma bandeira nacional, trata-se de uma cena da série de ficção ‘Politicamente Incorreto’. Exibida pela Fox, a obra mostra as perversidades e crimes cometidos pelo deputado-protagonista, interpretado por Danilo.

Ele mesmo defende que o ato era ficcional, cena respeitada por 74 mil pessoas nas redes sociais. “Devido a analfabetice funcional (ou canalhice) parece necessário explicar: a foto abaixo é uma cena da série onde um personagem fictício comete este crime. É ficção. Matar também é errado e no entanto fazem isso em filmes e séries, sabiam?”.

Confesso que me senti ofendido com a esquete do seriado. Mas se até para ele o Poder Público garante a liberdade de expressão enquanto manifestação artística, por que negar o direito de artistas de rua utilizarem a bandeira enquanto cenário teatral?

Academia Internacional de Cinema abre inscrições para curso em São Paulo

Academia Internacional de Cinema está com matrículas abertas com desconto para o curso de História do Cinema Mundial, agora acontecendo às quartas-feiras à noite.  O curso tem duração de 48h com 16 encontros.

Sobre o Curso: Cada detalhe da mágica história do cinema: os filmes mais importantes, os truques e técnica dos maiores diretores, as entrelinhas das cenas que marcaram épocas e gerações, a estética e os movimentos cinematográficos. Um panorama aprofundado sobre os grandes acontecimentos da história do cinema nos principais países do mundo.

Além da história, o curso tem como objetivo treinar o olhar do aluno para entender os códigos, estética, linguagem e técnicas do cinema-arte. Por meio da contextualização histórica do cinema, suas principais correntes, aliado a análise de filmes e estudo dos grandes diretores, o aluno aprofunda sua capacidade de leitura fílmica. Enquanto às terças o aluno mergulha na história, às quintas ele vai formando o olhar e apurando o conhecimento de diretores individualmente.

Para saber mais e só acessar o site da unidade  Academia Internacional de Cinema.