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Está de volta o minifestival de literatura latino-americana Tortiletras

Por Alessandro Atanes

Está de volta o Tortiletras. O minifestival de literatura latino-americana ocorre até março no ateliê La Casita (R. Guaibê, 104/Santos) em parceria com o jornalista Alessandro Atanes, com duas novas atrações no cardápio: “Borges, O guia cego da literatura argentina” e “La Boca e Macuco: Cores e letras dos bairros portuários”.

O Tortiletras é uma conversa sobre livros e obras de arte da América Latina tendo por acompanhamento uma tortilha e uma cerveja ou vinho, uma aposta na fome das pessoas por conhecimento. Os encontros ocorrem aos domingos. Para participar, é necessário reservar os lugares em mensagem para lacasitatelie@gmail.com ou alessandroatanes@gmail.com. O investimento é de R$ 200 individual ou R$ 750 para quatro pessoas.

O ateliê La Casita é mantido pelos dos Nice Lopes e Gabriel Montenegro, e reúne trabalhos também de outros criadores. Atanes é mestre em História Social (USP, 2008) e tem realizado desde 2010 traduções e cursos sobre literatura latino-americana. Cada conversa do Tortiletras é dividida em duas partes. Na primeira, a degustação: enquanto o apresentador prepara a tortilha na cozinha, os participantes poderão ler, folhear e levantar questões sobre o tema; na segunda, o prato principal, com as tortilhas e bebidas servidas, Atanes parte da pauta levantada na degustação e inicia o bate-papo.

> Borges: O guia cego da literatura argentina | Cego como Homero, Jorge Luis Borges, além de autor, tornou-se também uma referência para se ler a literatura argentina. Suas poesias, contos, entrevistas e prefácios estão recheados de referências a autores e autoras de seu país, promovendo assim um verdadeiro “quem é quem” das letras portenhas.

> La Boca & Macuco: Cores e letras dos bairros portuários | Os portos são parecidos entre si como gente da mesma família. Para conversar sobre esse “parentesco” entre os bairros portuários, essa edição do Tortiletras apresentará pinturas das décadas de 1920 e 1930 de Benito Quinquela Martín sobre o porto de Buenos Aires e a semelhança com as cenas de Navios Iluminados, de 1937, de, sobre a vida dos trabalhadores do porto de Santos. Para completar essa ideia de parentesco, serão apresentadas cenas portuárias dos filmes Sindicato de Ladrões (1954), de Elia Kazan, e Marnie: Confissões de uma ladra (1964), de Alfred Hitchcock.

> Degustando o Detetive Selvagem | Um passeio pela obra de Roberto Bolaño (1953-2003), autor do aclamado Os detetives selvagens (1998), e os grandes temas que permeiam a obra do chileno: a violência e as ditaduras na América Latina, em especial a violência contra as mulheres, o valor da poesia, o exílio e a própria Literatura, que aparecem também em obras como Noturno no Chile ou 2666, além de uma introdução a sua obra ainda inédita em português, como as biografias fictícias de La literatura nazi en América e seus livros de poemas Los perros románticos, Tres e La Universidad Desconocida, entre outros.

> Livros do Peru | De Vargas Llosa a autores inéditos em português, essa edição do mini-festival de literatura latino-americana apresenta o tema “¡Livros do Peru!”. No cardápio, uma palestra sobre escritores e escritoras peruanas e as traduções realizadas no projeto Tabatinga, que reúne autores de Santos e Lima.

 

Conheça a cidade de Santos por meio do curso Rota Literária

Por Alessandro Atanes

Conhecer a cidade de Santos por meio do que escreveram poetas, autoras e autores é o objetivo do curso Rota Literária – Conheça Santos por meio da Literatura, que será realizado em três módulos na Associação Cultural José Martí da Baixada Santista (Rua Joaquim Távora, 217/Santos) pelo jornalista e mestre em História Social Alessandro Atanes. O primeiro módulo, com o tema A cidade e o porto, acontece em fevereiro, aos sábados (dias 2, 9, 16 e 23), das 17h às 18h30. O valor do curso é R$ 80, com a opção de R$ 25 por aula.

Entre as obras estudadas, estão poemas e romances de nomes como Jorge Luis Borges, Elizabeth Bishop, Pablo Neruda, Mario Vargas Llosa, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Rui Ribeiro Couto e Roldão Mendes Rosa, além de contemporâneos como Madô Martins, Flávio Viegas Amoreira, Ademir Demarchi, Lídia Maria de Melo e Alberto Martins, entre outros. O objetivo é mostrar como as obras literárias, mais do que ilustrar os fatos reais, são elas mesmas fontes para a pesquisa histórica e a compreensão da sociedade.

Atanes é mestre em História Social pela Universidade de São Paulo com a dissertação História e Literatura no porto de Santos: o romance de identidade portuária “Navios Iluminados” (2008), em que explora esse romance de 1937, de Ranulpho Prata, como um documento histórico e como ele se relaciona com textos de outros autoras e autores sobre o porto de Santos.

Suas pesquisas levaram à publicação do livro Esquinas do Mundo: Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos (Facult/Dobra Universitário, 2013), no qual ampliou sua pesquisa. Possui especialização em História e Historiografia e graduação em Comunicação Social pela Universidade Católica de Santos (1995). Mantém na própria José Martí o SUR -Clube de Leitura de Literatura Latino-americana, que realiza encontros quinzenais.

Programação do primeiro módulo do Rota Literária, ‘A Cidade e o Porto’:

> 1ª Aula – ‘As histórias que os portos contam’
Funções narrativas dos portos: fronteira, local de partida, promessa de aventura; o conto Emma Zunz, de Jorge Luis Borges, e os portos como locais perigosos; Uma esquina do mundo, Santos como nó das relações internacionais: a passagem do cônsul Richard Burton na cidade no conto O Aleph, de Borges; seu substituto no consulado, Roger Casement, no romance O Sonho do Celta, de Mario Vargas Llosa; e o contrabando de armas no romance Trópico enamorado, de Augusto Céspedes.

> 2ª Aula – ‘O ciclo da literatura portuária’
O porto de Santos em uma série de obras literárias publicados ao longo dos últimos 80 anos, um verdadeiro painel fictício que tem início com a publicação em 1937 do romance Navios Iluminados, de Ranulfo Prata, pela editora José Olympio, até sua mais recente reedição em 2015 pela Edusp, passando por Cais de Santos (1939), de Alberto Leal, Agonia na noite (1956), de Jorge Amado, Querô: uma reportagem maldita (1976), de Plínio Marcos, Os viralatas da madrugada (1980) e Barcelona Brasileira (2003),
ambos de Adelto Gonçalves, e Lívia e o cemitério africano (2013), de Alberto Martins.

> 3ª Aula – ‘Os poemas de chegada’
A perspectiva de poetas que chegaram à cidade pelo mar: Contrabando, de Oswald de Andrade, que fecha o livro Pau Brasil (1925); Chegada a Santos (1924), de Blaise Cendrars, que veio visitar os modernistas brasileiros, em uma tradução de Patrícia Galvão; Chegada em Santos (1951), de Elizabeth Bishop, e Santos revisitado (1927-1967) (1967), de Pablo Neruda.

> 4ª Aula – ‘E aqueles que ficam, narram o quê?’
O porto da nostalgia: a memória da imigração e o cais dos adeuses: Santos (1933), de Rui Ribeiro Couto, Porto (s/d), de Roldão Mendes Rosa, e Cais (1959), de Narciso de Andrade; o porto da desolação nos poemas contemporâneos de Madô Martins, Alberto Martins, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi; poesia em Estado de
Exceção nos poemas de Lídia Maria de Melo sobre o navio-presídio Raul Soares.

 

Porto Martí recebe ‘Navios Iluminados’ neste próximo sábado

Por Associação Cultural José Martí
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Lançado em dezembro de 1937 pela prestigiosa editora José Olympio, o romance “Navios Iluminados”, do escritor e médico Ranulfo Prata, conta a história do migrante José Severino de Jesus em busca de ocupação como estivador no Porto de Santos.
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Para comemorar os 80 anos dessa obra que deu início ao ciclo do romance portuário, a Associação Cultural José Martí promove o evento “Porto Martí recebe Navios Iluminados”, com uma conversa sobre a importância do livro na Literatura Brasileira e como a obra mostra a cidade de Santos e suas relações com o Porto, bem como a vida dos trabalhadores portuários entre os anos 20 e 30 no bairro portuário do Macuco.
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O evento será neste sábado (2/dez), às 18 horas, na sede da associação (Rua Joaquim Távora, 217/Santos). A conversa será conduzida pelo jornalista e mestre em História Social Alessandro Atanes, autor da dissertação “História e Literatura no Porto de Santos: o romance de identidade portuária ‘Navios Iluminados’” (USP, 2008).
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Com cinco edições lançadas, sendo a mais recente em 2015 pela Edusp, o livro foi traduzido para o espanhol e publicado em Buenos Aires em 1940. Participam do encontro o ator Luiz Peres, recitando trechos do romance, e o escritor Flávio Viegas Amoreira, além da apresentação “Pies para qué los tengo”, com a criadora em dança Jeanice Ferreira, acompanhada pelo próprio Atanes , também guitarrista.

Curso de Formação de Escritores conquista Troféu ProLer

Por Secult Santos

O Curso Livre de Formação de Escritores, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) no Centro de Atividades Integradas (Cais) Milton Teixeira (Av. Rangel Pestana, 150, na Vila Mathias), conquistou na última quinta-feira (26), o Troféu ProLer na categoria Secretaria de Cultura. A premiação ocorreu no evento ProLer/Baixada Santista – Unisanta.

“Ganhar essa categoria reforça o papel que a Cultura tem na promoção e incentivo à escrita literária, leitura e ao livro. Santos tem um papel estratégico no cenário regional. Receber esse prêmio indica que o desenvolvimento artístico e humano da nossa comunidade ganha motivação com reconhecimentos dessa natureza”, afirma a servidora pública Milena Graziela, uma das idealizadoras do curso ao lado da escritora Carolina Zuppo Abed.

Coordenado pelo Núcleo Incentivo à Palavra, do Departamento de Formação e Pesquisa Cultural (Deforpec), da Secult, o curso realizou sua primeira edição este ano e ofereceu aulas gratuitas para 20 alunos, com corpo docente formado por escritores como André Argolo, Mauricio Salles Vasconcelos e Roberto Taddei, além de convidados como Alessandro Atanes e Marcelo Ariel.

Separadas em módulos, as aulas buscam instigar os participantes a escrever e refletir sobre textos de ficção, não ficção e poesia. O curso ainda oferece workshops voltados para possibilidades concretas de publicação das obras.

ProLer

Criado em 1994 em parceria com a Universidade Santa Cecília, por iniciativa da Reitora Profª. Drª. Sílvia Ângela Teixeira Penteado, e atualmente coordenado pela Profª. Conceição Dante, o comitê do ProLer promove cursos de aperfeiçoamento profissional para professores das redes municipal, estadual e particular de ensino, estudantes e demais interessados pela leitura. Também promove oficinas relacionadas ao incentivo à leitura e práticas leitoras. Outras informações na página http://www.unisanta.br/Estrutura/Proler

 

Festival Arte e Trabalho: Oficina ‘O mundo do trabalho na Literatura Portuária’

Por Alessandro Atanes

Chamada de “Barcelona Brasileira” ou “Moscouzinha Brasileira” devido à força do movimento operário na cidade ao longo do século XX, a cidade de Santos também conta com uma farta produção literária que trata deste aspecto da cidade. Para falar sobre o assunto, o jornalista e mestre em História Social Alessandro Atanes realiza na próxima sexta-feira, dia 5, a oficina “O mundo do trabalho na Literatura Portuária”, na Casa da Frontaria Azulejada, a partir das 19 horas.

Atanes é o autor do livro “Esquinas do Mundo: Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos” (Facult/Dobra Editorial, 2013), em que trata poemas e romances como fontes históricas para estudar a cidade, além de relacionar Santos ao universo portuário de várias partes do mundo, como Buenos Aires, Nova York, São Petersburgo, Dublin e Hamburgo. A conversa sobre as obras poéticas e de ficção que mostram o trabalho portuário e as relações entre a cidade e o porto faz parte do Festival Arte & Trabalho, que ocorre até domingo, 7 de maio.

A atividade portuária, conta o pesquisador, foi descrita em romances, contos e poesias por grandes nomes da Literatura universal como Pablo Neruda, Elizabeth Bishop, Jorge Amado, Guy de Maupassant e Oswald de Andrade, sem contar nomes da cidade como Ranulfo Prata, Roldão Mendes Rosa, Narciso de Andrade e, mais recentemente, Adelto Gonçalves, Lídia Maria de Melo, Madô Martins, Flávio Viegas Amoreira e Alberto Martins.

Entre as diversas obras que tratam desse universo, o pesquisador destaca os romances “Barcelona Brasileira”, do jornalista, escritor e doutor em Literatura Adelto Gonçalves (1999), sobre as greves anarquistas de 1917, que fazem 100 anos, “Agonia na Noite” (1954), de Jorge Amado, que descreve uma greve em que os estivadores se recusam a embarcar café em um navio nazista, e “Navios Iluminados” (1937), de Ranulfo Prata, que mostra o calvário de um retirante do sertão da Bahia que tenta melhorar de vida como estivador no cais de Santos, obra que já contou com uma tradução para o espanhol publicada em Buenos Aires e que tem uma reedição recente, de 2015, feita pela Edusp, dentro da coleção Reserva Literária, que tem como “madrinha” a escritora e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras Nélida Piñon.

“Dentro dessa abordagem que entrelaça História e Literatura podemos ler o romance ‘Navios Iluminados’, que apresenta os trabalhadores antes das conquistas trabalhistas dos anos 30, também com uma atualidade incrível devido aos recentes acontecimentos na sociedade brasileira e a aprovação da reforma trabalhista”, analisa o autor. Confira a programação completa do festival em: https://www.facebook.com/events/2085052901721361/. O Festival Arte & Trabalho foi criado pela Lei Municipal nº 3.143, que institui a Semana do Trabalhador.

O Mundo do Trabalho na Literatura Portuária
5 de maio, às 19 horas.
Casa da Frontaria Azulejada: Rua do Comércio, 92, Centro Histórico de Santos
Contato: Alessandro Atanes (13) 98122-98144

 

Workshop com Jeanice Ferreira alia quatro elementos como linguagem para a dança

Por Alessandro Atanes

A arte-educadora e criadora em dança Jeanice Ferreira promove no próximo sábado, 6 de maio, o workshop “Dança Natural e os Quatro Elementos”. O workshop reunirá práticas, conceitos e ideias para a busca de movimentos inspirados pelos quatro elementos e suas representações e funções: terra (sensação e peso), água (sentimento e fluência), ar (intuição e tempo) e fogo (espaço e pensamento).

O worksohop será realizado em parceria com a Casa Satya, espaço em Santos que desenvolve uma série de atividades, entre as quais Yoga e Ayuerveda. Aberto ao publico em geral com ou sem experiência em dança, a atividade será realizada ao longo do dia em dois períodos. Das 9 horas às 12h30, serão trabalhados os elementos terra e água. Na parte da tarde, das 14 horas às 17h30, o ar e o fogo, seguido por uma roda dos elementos. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail contato@casasatya.com.br ou pelo telefone (Whatsapp) (13) 981117898. O investimento é de R$ 100,00. A Casa Satya na Rua Machado de Assis, 268, Boqueirão.

Jeanice Ferreira, que realizou o workshop recentemente no Sesc Jundiaí, conta que a ideia de trabalhar com os quatro elementos surgiu durante a leitura do livro “Corpo Poético – O movimento expressivo em C.G. Jung e R. Laban”, da psicóloga e psicoterapeuta Vera Lucia Paes de Almeida, acrescida de suas próprias leituras de Laban, Isadora Duncan e Jacques Lecocq, entre outros.

“A Dança Natural é uma busca por uma expressão pessoal e única, em um caminho integrado de movimento, conhecimento e essência. São os estágios da experiência, da descoberta do gesto e de seu desenvolvimento em dança. É uma descoberta a partir das reações do corpo e pode ter ainda outras formas de estímulos como obras de arte ou mesmo a natureza”, explica.

Os elementos – Durante o workshop, os participantes terão como apoio alguns objetos que se relacionam a cada um dos elementos. A sensação de peso da terra será representada por argila, pedras e sementes; a fluidez da água por conchas e manuseio de saquinhos plásticos com o líquido; a representação do passar do tempo e da intuição representados pelo ar com balões, penas e folhas; e o fogo com velas e o manuseio de lenço. Os participantes deverão estar com roupas confortáveis e próprias para atividades corporais. Deverão levar uma toalha de rosto por conta de algum vazamento com os sacos de água.

Jeanice Ferreira

Pesquisadora e arte-educadora, nos últimos anos vem desenvolvendo práticas e ideias sobre a Dança Natural que norteam seu trabalho como diretora, criadora e intérprete. Seu trabalho mais recente é “Tempos Modernos” (2015), premiado com recursos do Fundo Municipal de Cultura do município de Santos, intervenção em pontos históricos da cidade com os intérpretes trajados e movimentando-se como pessoas dos anos 30 do século passado. Em abril de 2017, o trabalho foi apresentado em São Paulo no Visões Urbanas – Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas.

Atua como arte-educadora desde 1999, ministrando aulas de teatro, dança, preparação e expressão corporal em oficinas, vivências e workshops em escolas de educação infantil e ensino fundamental, Centros da Juventude da Prefeitura de Santos, Senac Santos, Sesc Bertioga e recentemente no Sesc Jundiaí.

Dança Natural e os Quatro Elementos
Data: 6 de maio, das 9h às 12h30 e das 14h às 17h
Local: Casa Satya, Rua Machado de Assis, 268, Boqueirão, Santos.
Investimento: R$ 100,00.
Inscrições: contato@casasatya.com.br ou Whatsapp (13) 981117898.
Facebook: https://www.facebook.com/DancaNatural
Website: http://www.casasatya.com.br

 

‘Tempos Modernos’ está na programação do festival internacional Visões Urbanas

Por Alessandro Atanes

A intervenção urbana “Tempos Modernos”, realizada desde 2015 em ruas, parques e edifícios públicos da cidade de Santos, está na programação do 10º Visões Urbanas, Festival Internacional de Dança em Paisagens Urbanas, que ocorre de 31 de março a 7 de abril em São Paulo e Campinas. As duas personagens de “Tempos Modernos” vão aparecer pelas alamedas do Parque Trianon, em frente ao Masp, na Avenida Paulista, na manhã de domingo, dia 2, a partir das 9 horas. A intervenção é uma criação da bailarina Jeanice Ferreira, na qual é acompanhada por Alessandro Atanes.

Em “Tempos Modernos”, a dupla de intérpretes-criadores busca criar relações com o espaço urbano que formem contrapontos à aceleração constante da vida cotidiana. O trabalho parte do título do filme de Charles Chaplin para sugerir ao público, por contraste, manter um olhar sensível à percepção do tempo. “Desde que eu pensei em fazer o Tempos Modernos, eu pensei também em levá-lo para São Paulo, porque São Paulo tem esse impacto da vida moderna, mas eu ainda acho nela aspectos de singeleza”, conta a bailarina.

O Visões Urbanas contará também com artistas de São Paulo, Maceió, Bélgica e Japão. Em 2017, o festival será realizado em homenagem ao coreógrafo Jorge Schutze, falecido no ano passado. Criado em 2006 pelos artistas∕pesquisadores Mirtes Calheiros e Éderson Lopes, o festival já contou com artistas de vários estados do Brasil e países como Portugal, Espanha, França, Argentina, Uruguai, Turquia, EUA, Cuba, Alemanha, Bélgica e Itália.

O festival integra ainda a rede de festivais CQD ⌁ cidades que dançam, conectando por meio da dança São Paulo a Lisboa, Barcelona, Valparaíso, Manchester, Genova, Rio de Janeiro, Zurich, Havana e Alegrete, entre outras. “É um festival que eu gostaria que ocorresse em Santos também, para que a cidade passasse a fazer parte dessa rede de cidades que dançam”, comenta Jeanice.