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Conheça os 30 projetos selecionados para o 6º Facult de Santos; acesse a lista

Por Lincoln Spada | Foto: Garrafada

A lista de contemplados do 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes do Município de Santos, popularmente chamado de 6º Facult, foi publicada nesta última quarta-feira (dia 1º). Ao contrário do último concurso que contou com 166 inscrições, a atual edição voltou a ter a média de 80 projetos. Foram 79 inscritos, 30 selecionados no valor de R$ 12 mil e três inabilitados seguindo as regras do edital.

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Com nove projetos contemplados, o audiovisual corresponde a quase um terço dos selecionados: ‘Você só dá aula?’ (Caroline Fernandes de Abreu), ‘Cavendish – Invasão à Vila de Santos’ (André Luiz Alonso de Assis), ‘Pink’ (Kauê Nunes), ‘Pescadores de Palavras’ (Marcelo Rayel), ‘Dudu do Gonzaga’ (Nildo Ferreira), ‘O caos no céu cinza’ (Eugênio Martins Jr.), ‘Oficina olhar documental: criação prática de documentários’ (Douglas Casari), ‘Por dentro da curva’ (Nathalia Rodrigues dos Santos Melo) e ‘História oral da gente de Santos’ (Camila Genaro).

Na área literária, foram contemplados seis projetos ‘Nas Pistas de uma construtora de sonhos – A vida e obra de Rosinha Mastrângelo’ (Karime Moussalli), ‘Poleiro de pato é terreiro’ (Renê Rivaldo Ruas), ‘Adeus velho partidão’ (José Luiz Tahan), ‘Territórios invisíveis’ (Goldschmidt Freire de Carvalho), ‘Alguém disse cultura’ (Adilson Félix, enquanto livro fotográfico), ‘Joris: o pirata holandês em busca do tesouro perdido’ (Carolina Cruz Gonzalez).

Outras seis obras também foram selecionadas no setor musical ‘Canções de Terra Mar’ (Júlio Bittencourt), ‘1º Álbum Musical’ (Conrado Pouza), ‘Hip Hop resiste na escola’ (Talita Fernandes), ‘Komboio Cultural’ (Alan Plocki), ‘Chorando por aí’ (Nadja Soares) e ‘Canções de Amor Caiçara B – Enquanto Morro e Cais’ (Manoel Herzog). Já nos segmentos de teatro e circo, ‘Uma Temporada na Zona’ (Priscila Ribeiro) e ‘Uma Bella Companhia’ (Plínio Augusto). Na área da dança, ‘Ofício’ (Juliana França) e ‘TraMar’ (Célia Faustino).

Ainda, em artes visuais, ‘O Instituto São Vladimir e a presença russa em Santos pela voz dos imigrantes’ (Maria Paula Guerra Ferreira), a intervenção urbana ‘Urbotopia e os mobiliários afetivos’ (Marília Jordão) e, destacam três mostras contempladas nesse edital: ‘Festival de Artistas de Rua de Santos – Orquestra na Rua’ (Vitor Gomes de Andrade Silva), ‘7º CulturalMente Santista’ (André Azenha) e ‘2º Mini Festival de Garrafada’ (André Rigotto).

 

Piratas do Maxixe: ‘Nascemos de uma inquietação em ocupar artisticamente o Centro’

“O coletivo Piratas do Maxixe nasce de uma inquietação de certos produtores culturais da Cidade”, comenta André Rigotto. O seu depoimento aconteceu em junho, no Museu Pelé (Santos), durante o LAB.IRINTO, encontro internacional sobre de laboratórios de cultura livre e iniciativas cidadãs realizada pelo Instituto Procomum. “Ele surge de uma forma de ver a produção cultural não apenas como mera produção, mas de junto às diferentes linguagens artísticas, criar todo um contexto de inserir o público em eventos à noite a céu aberto”.

Relato de André Rigotto

Queremos ocupar os espaços públicos e fomos à rua, onde pensamos que encontramos a liberdade cultural. Disso, nasceu a Jambu, carro-chefe do coletivo que já tem mais de 10 edições e, a partir dela, começamos a desenvolver outros projetos, participamos de momentos dos festivais da Cidade (Curta Santos e Festa – Festival Santista de Teatro) e do Sesc, até mesmo em contação de histórias nas catraias do mercado ou para o público infantil. Atualmente ocupamos a Vila do Teatro, que abraçou a gente e muito colaborou na estruturação do coletivo. Lá é um local de muitas experimentações e produções locais, com aulas de circo, teatro e de constantes atividades.

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Relato de Mariany Passos

A Vila do Teatro está instalada numa praça que já é simbólica por sua ação cultural (Teatro Guarany e Cadeia Velha de Santos), e fazemos nossas ações para um público que vai conhecer o local, revisitá-lo, interagir com ele. O público geralmente é mais jovem, dos 18 até 22 anos, e entende todo o lado libertário das expressões culturais, feito de forma totalmente independente. Nossa ação tem objetivo de empoderamento do cidadão. De modo mais prático, nosso mapeamento é de visitar um local do Centro Histórico, e ver a comunidade em volta, entender os espaços que merecem a revitalização, de modo que seja itinerante e que não ocorra com degradação dos patrimônios.

Relato de Rafael Forte

A gente definiu o centro como local de atuação, porque é uma região que hoje está descaracterizada e que não pode ser abandonada. Ainda há muitas portas de espaços que continuam fechadas. Como parte desse processo, a gente vem realizando esses eventos pontuais e percebendo ruas e praças que não interfiram com as moradias, com o trânsito, que não atrapalhe as vias. Desde que haja um ponto, uma quantidade de lixeiras próximas também para realizar esses ‘bulevares’ de atração do público. Também temos uma parte de comunicação, na pré e pós-produção com o público, para que as pessoas que estiverem lá tenham a mesma consciência e entendam a nossa posição.

*Lincoln Spada