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Sérgio Mamberti fará Herodes na 50ª Encenação da Paixão de Cristo de Cubatão

Por Lincoln Spada | Foto: Prefeitura de Cubatão

O papel do Rei Herodes será interpretado pelo ator Sérgio Duarte Mamberti, na 50ª Encenação da Paixão de Cristo de Cubatão – evento cênico mais antigo em atividade na Baixada Santista. A confirmação foi divulgada pela Associação Cultural Incena Brasil, realizadora do evento que está previsto para o dia 19/abr, às 19 horas, no CSU – Parque do Trabalhador.

A narrativa da personalidade mais cultuada na história ocidental teve início em 1969, encenada por um grupo de jovens focados em movimentar o cenário cultural da cidade. Com o apoio do então pároco, os participantes realizavam inicialmente o evento na avenida principal local, anos depois no mesmo parque CSU.

Sérgio Mamberti

Mamberti já prestigiou a encenação cubatense em 2018, quando acompanhou na plateia os 200 membros da comunidade em cena. O santista nasceu em 1939 e na área cênica é conhecido como ator e diretor teatral desde os anos 60, quando concluiu a Escola de Artes Dramáticas de SP. Estreia com ‘Antígone América’, sob direção de Antônio Abujamra e Ruth Escobar.

Nos palcos, a projeção se dá ao encenar ‘Navalha na Carne’, de Plínio Marcos, em 1967. Integra o Grupo Decisão, interpreta obras como ‘Tartuffo’ de Molière, ‘O Balcão’ de Genet e ‘Hamlet’ de Shakespeare, divide cenas com Beatriz Segall, Regina Duarte, Paulo Autran, e é laureado, entre outras homenagens, com o Mambembe, Prêmio Governador do Estado de SP e Ordem de Mérito Cultural.

Em 1976, estreia como diretor teatral em ‘Concerto nº 1 para Piano’, assinando realizações de méritos, como ‘Luar em Preto e Branco’ e ‘O Capataz de Salema’, dirigindo atores como Chico Diaz e Raul Cortez. Fora dos palcos, contribui para a revitalização do Teatro Vereda e da programação do Crowne Plaza.

Nas telonas, fez papéis em ‘O Bandido da Luz Vermelha’, de Rogério Sganzerlla (1968), ‘Toda Nudez será Castigada’ de Arnaldo Jabor (1973) e ‘A Hora da Estrela’ de Suzana Amaral (1985). Nas telinhas, entre mais de dezenas de novelas e minisséries, o irmão do saudoso Cláudio Mamberti se destacou em ‘As Pupilas do Senhor Reitor’ (1970), ‘Brilhante’ (1981), ‘Vale Tudo’ (1988) e ‘Anjo Mau’ (1998).

Nos anos 90, destacou-se também para o público infantil interpretando o Tio Victor na série ‘Castelo Rá-Tim-Bum’, de Cao Hamburger. Mamberti também passou as últimas décadas atuando no Governo Federal, sendo secretário nacional de Identidade e Diversidade Cultural (2003 a 2008), presidente da Funarte (2008 a 2011) e secretário nacional de Políticas Culturais (2011 a 2013).

 

Expectativas dos protagonistas da Encenação de São Vicente

O entusiasmo para a estreia da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2015 – O Musical contagiou todo o elenco do espetáculo. Os intérpretes dos personagens principais anteciparam suas alegrias de compor o evento, que terá sessões de quarta-feira a domingo (dias 21 a 25), às 20h30, na Arena da Praia do Gonzaguinha. O ingresso é um pacote de 400 gramas de leite em pó integral a ser entregue em pontos de troca de shoppings e mercados de São Vicente e Santos. Informações: 3468-1528, 3468-1536 ou fb.com/secultsv.

As impressões foram descritas em coletiva de imprensa nesta segunda, aberta pelo prefeito Luis Claudio Bili: “Desde já, é um prazer enorme contar com todos vocês para a realização desse grande espetáculo em comemoração ao aniversário da Cidade”. Por sua vez, o diretor do musical e secretário municipal da Cultura, Amauri Alves, enalteceu os atores: “Este elenco principal com suas carreiras fantásticas certamente norteará nossos jovens atores e levarão recordações muito boas de São Vicente”.

O papel do navegador Martim Afonso de Souza pertencerá este ano ao ator global Ricardo Tozzi: “Aqui vejo muito o empenho e o entrosamento da população para este que é um grande acontecimento. E na arte, o que vale é isso, o ato de se comunicar, envolver-se com as pessoas. Estou louco para participar, tem tudo para ser um sucesso”.

Em cena, Martim fundará a Cidade na antiga terra de Gohayó, povoada pelos guaranis liderados pelo Cacique Tibiriçá, personagem do global Rafael Zulu: “São Vicente abraçou a gente de uma maneira muito carinhosa. Me surpreendi em uma cidade fora do eixo Rio-São Paulo ter um evento desta amplitude e comprometimento com atores internacionais”. Ao todo, 10 artistas de sete países se juntam a mil pessoas no elenco que envolve os protagonistas.

O narrador será o pajé vivido por Hélio Cícero, que já participou de mais de dez edições do espetáculo que alcança a 33ª edição. “A Encenação restituiu o orgulho dos vicentinos em estarem na primeira cidade do Brasil. Culturalmente, é muito importante juntar a moçada para relembrar a história de São Vicente”. Ele antecipou que as ações de seu personagem coincidem com efeitos de videomapping na areia, um dos destaques do musical.

A outra novidade serão os bonecos gigantes de até oito metros de altura que representam entidades da mitologia guarani. Protetora das florestas, Caaporã será interpretada por Helena Ignez: “É uma oportunidade incrível de estar num dos maiores eventos do mundo, e de um texto magnífico!”. A alegria é compartilhada pela filha Djin Sganzerla, que será Uiara, guardiã dos mares: “Ontem assistimos ao ensaio, e essa experiência é uma troca extraordinária para todos nós. A direção musical é muito sofisticada”. Vida longa ao projeto!”.

Enfim, Tupã será interpretado pelo português Marcelo Lafontana. A coletiva teve a participação da suíça Viriginie Beraldo, do argentino Alejandro Szklar, dos mexicanos Jazmin Marquez, Naín Rodriguez, Felipe Escobar Galicia, Manuel Gonzalez Ramírez e Salvador Raigoza. Em cena como irmão de Martim, Pero Lopes, o apresentador de TV da região, Tony Lamers, complementa sobre a vivência com artistas de diferentes nações e trajetórias: “Além da emoção de estar com a plateia que passa uma energia inigualável, estou contente ao estar do lado de pessoas tão distintas e tentarei aprender um pouco mais com cada um de vocês”.

*Prefeitura de São Vicente

Ricardo Tozzi é o Martim Afonso da Encenação da Vila de São Vicente 2015

O elenco principal da ‘Encenação da Fundação da Vila de São Vicente 2015 – O Musical’ já está se preparando para entrar em cena. O navegador português Martim Afonso de Souza será protagonizado por Ricardo Tozzi, enquanto os papéis do Cacique Piquerobi e do pajé dos guaranis serão de Rafael Zulu e Hélio Cícero. Já o apresentador Tony Lamers interpretará Pero Lopes, irmão de Martim.

A arena ainda contará com Marcelo Lafontana, Helena Ignez e Djin Sganzerla. Este trio representará Tupã, Caaporã e Uiara, deuses da mitologia indígena. Assim, os respectivos guardiões da luz, das florestas e das águas conduzirão a saga do povo guarani na ilha de Gohayó e da expedição de Martim Afonso à ilha de São Vicente.

O elenco terá a companhia de outros mil atores da comunidade, que contracenarão com projeções de vídeo arte executadas com a técnica de videomapping, e com bonecos de quatro a oito metros de altura. Realizado pela Secretaria da Cultura, a direção é do titular da pasta, Amauri Alves que também interpreta João Ramalho, com músicas e trilha sonora de Flávio Medeiros.

O maior espetáculo teatral em areia da praia no mundo terá em sua 33ª edição entre os dias 21 e 25 de janeiro, às 20h30, na Praia do Gonzaguinha. O ingresso é um pacote de 400 gramas de leite em pó que pode ser entregue nos pontos de troca em supermercados e shoppings de São Vicente. Todos os itens serão doados ao Fundo Social de Solidariedade, que destinará às creches da Cidade. Mais informações: 3468-1528, 3468-1536 ou fb.com/secultsv.

Ricardo Tozzi

Foto Ricardo TozziNascido em 1975 em Campinas, Ricardo Tozzi abandonou a carreira de administrador de empresas para assumir a carreira de ator e modelo. Segundo ele, enquanto trabalhava às manhãs como executivo, às noites estudava teatro. O sucesso com o público foi em sua estreia na novela global ‘Bang Bang’ (2006). Engatou no mesmo ano a sua participação em ‘Pé na Jaca’. Em 2007, atuou no seriado ‘Malhação’ e, no ano seguinte, fez as séries ‘Casos e Acasos’, ‘Dicas de um Sedutor’ e ‘Guerra e Paz’.

Ricardo já estrelou três novelas em horário nobre: ‘Caminho das Índias’ (2009), de Glória Perez, ‘Insensato Coração’ (2011), de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e ‘Amor à Vida’ (2013), de Walcyr Carrasco. O seu timing para comédia também garantiu sua escalação nas novelas de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira: ‘Cheias de Charme’ (2012) e ‘Geração Brasil’ (2014), respectivamente como o galã Fabian e o vilão Herval.

Helena Ignez

Foto Divulgação - Helena Ignez 1Helena Ignez nasceu em Salvador (Bahia) em 1941 e, aos 18 anos, ingressou no teatro de vanguarda e consecutivamente no cinema com o curta-metragem ‘O Pátio’ (1959) com o diretor Glauber Rocha, então seu primeiro marido com quem teve a filha Paloma. A musa do Cinema Novo ganharia fama com os sucessos ‘Assalto ao Trem Pagador’ (1962) e ‘O Padre e a Moça’ (1966) e abraçaria a carreira em São Paulo no longa ‘O Bandido da Luz Vermelha’ (1968), de Rogério Sganzerla.

O diretor do clássico do Cinema Marginal se casou com Helena e, juntos do cineasta Júlio Bressane, desenvolveram o movimento underground. Em ‘A Mulher de Todos’ (1969) sagrou-se como uma atuação debochada e extravagante. O casal manteve a parceria em toda a filmografia seguinte e teve dois filhos: a compositora Sinai e a atriz Djin. Após o falecimento de Rogério em 2002, Helena dirigiu a continuação ‘Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha’ (2010). Ela também é famosa no teatro com as peças ‘Os Sete Afluentes do Rio Ota’ e ‘Savanah Bay’ nas últimas décadas.

Djin Sganzerla

Foto Divulgação - Djin Sganzerla 3Filha do cineasta Rogério Sganzerla e da atriz Helena Ignez, a atriz carioca nasceu em 1977 e seguiu a trajetória da mãe. Estreou nos palcos aos 19 anos, sob direção de Antônio Abujamra em ‘O Que É Bom em Segredo É Melhor em Público’ (1996), e rumou ao estrelato em ‘Savanah Bay’ (1999) e ‘Cabaret Rimbaud’ (1997), dirigida respectivamente por seu pai e sua mãe. Helena também a dirigiu em ‘O Belo Indiferente’ (2012).

Nas telonas, Djin brilhou no filme de seu pai ‘O Signo do Caos’ (2005), ‘Falsa Loura’ (2007) e ‘Meu Nome é Dindi’ (2008). Nestes dois últimos longas, foi premiada respectivamente com o Troféu Candango do Festival de Brasília e Troféu APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. A sua última aparição foi em ‘Luz nas Trevas’ (2010), sendo dirigida por sua mãe e contracenando com seu marido André Guerreiro Lopes.

Rafael Zulu

Rafael ZuluNascido em 1982, o ator carioca Rafael Zulu iniciou sua trajetória nos palcos ao se encantar com o trabalho social dos Doutores da Alegria. Aos 22 anos, a sua primeira peça foi ‘Aonde está você agora?’ (2004), de Regiana Antonini, e no mesmo ano, em turnê com o musical ‘Eu Sei que Vou te Amar’, que recebeu convite para a TV. Estrelou na novela ‘Prova de Amor’ na Record no ano seguinte.

Ainda na emissora paulista, fez participações nas novelas ‘Os Mutantes – Caminhos do Coração’ (2009) e ‘Balacobaco’ (2012). Contratado pela Rede Globo, ele ganhou o público em seus papéis em ‘Sete Pecados’ (2007), ‘Caras & Bocas’ (2009), ‘Ti Ti Ti’ (2009), ‘Fina Estampa’ (2011) e ‘Em Família’ (2014). No ano passado, estava no elenco da série ‘Sexo e as Negas’.

Hélio Cícero

Foto Helio CíceroO paulista Hélio Cícero nasceu em Cândido Mota em 1955. Formado em Arte Dramática pela USP, atuou em espetáculos teatrais junto a Antunes Filho e Ulysses Cruz, como ‘Paraíso Zona Norte’ (1989), ‘Nova Velha História’ (1991), ‘Vereda da Salvação’ (1993), ‘Velhos Marinheiros’ (1985), ‘Rei Lear’ (1996), ‘Hamlet’ (1997), recebendo os prêmios Mambembe, Apetesp e Inacen como melhor ator. Ainda, fez ‘Macbeth’ (2012), direção de Gabriel Vilela, e ‘Toda Nudez Será Castigada’ (2000), com direção de Cibele Forjaz.

Em 2009, celebrou 30 anos de carreira com uma exposição fotográfica e o solo ‘A Noite do Barqueiro’, texto e direção de Samir Yazbek. Nas telinhas, encenou em ‘Rei do Gado’ (1996), ‘Começar de Novo’ (2004), ‘Canavial de Paixões’ (2003) e ‘JK’ (2005). Também trabalhou nos longas ‘Tapete Vermelho’ (2006) e ‘Anita e Garibaldi’ (2013). Há oito anos, fundou a Cia Teatral Arnersto nos Convidou com Yazbek, onde realizou ‘O Fingidor’, ‘As Folhas do Cedro’, ‘Fogo-Fátuo’ e ‘Frank-¹’. Atualmente está em cartaz com ‘Jantar’, de Mauro Baptista Vedia na Capital.

Marcelo Lafontana

Foto - Marcelo LafontanaO paulistano Marcelo Lafontana nasceu em 1967 e iniciou sua trajetória aos 19 anos, em 1986, como ator, diretor e marionetista. Radicado em Portugal desde 90, trabalhou e colaborou com o Ballet Teatro Contemporâneo do Porto, Teatro Bruto, Quinta Parede, Marionetas do Porto, Teatro Nacional São João e Casa da Música. Assume em 1998 a criação e direção do Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde, onde encena ‘Teatro de Papel/Anfitrião’ (2003), ‘Teatro de Papel/Convidado de Pedra’ (2006), ‘Payassu – O Verbo do Pai Grande’ (2009) e ‘Prometeu’ (2010).

Licenciado em Artes Cênicas e Teatro e Educação, já lecionou na Escola Superior Artística do Porto, Escola Superior de Educação de Coimbra, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.

Tony Lamers

Foto - Tony LamersAlém de âncora dos jornais da TV Tribuna, o santista Tony Lamers tem larga experiência como radialista, músico e cantor. Em 2013 e 2014, ele interpretou respectivamente o operário construtor e o Padre Gonçalo Monteiro na Encenação da Fundação da Vila de São Vicente.