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Condepac não pretende judicializar preservação do patrimônio cultural de Cubatão

Por Gilson Miguel (Prefeitura de Cubatão)

A nova composição do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Cubatão – Condepac assumiu o compromisso de não judicializar as questões que envolvam a preservação cultural da cidade. A mais recente reunião ordinária aconteceu nesta quinta-feira (7/fev) na presença do prefeito Ademário Oliveira. A mesa renovou a disposição de agir com muita responsabilidade para garantir desenvolvimento com oportunidades de trabalho e renda para a população.

Ao apresentar os novos conselheiros, o presidente Carlos Augusto Costa , o Buda, afirmou ao prefeito que a existência do Conselho não deve estar atrelado somente ao tombamento de bens materiais e imateriais e que essa gestão do Condepac vai trabalhar forte para preservar o patrimônio cultural, porém não para engessar a cidade, impedindo o desenvolvimento.

“Vamos implantar políticas públicas que conciliem preservação cultural com garantia de oportunidades de crescimento para nossa comunidade”, disse Buda. Explicou ainda que o Conselho está unido e que ao afirmar que não vai judicializar as questões, é porque pretende utilizar o Ministério Público como última e derradeira instância: “Nossa determinação é sempre de conversar com a secretária de Cultura, Vanessa Toledo, com todos no governo e com o próprio prefeito para que encontremos um consenso”.

Ao cumprimentar o presidente e os novos conselheiros, Ademário Oliveira reconheceu a experiência e qualidade técnica de cada um dos integrantes e, principalmente, a capacidade de manter o diálogo “sem perder a imparcialidade e a independência de ação”, segundo o prefeito. Mas, principalmente, Ademário reconheceu o espírito democrático do grupo e desejou a todos boa sorte e maior celeridade nos processos de preservação.

O vice-prefeito, Pedro Sá, que participou da reunião juntamente com o secretário de Comunicação, Fabiano Caldeira, insistiu para que o Conselho tenha a percepção da necessidade de investimentos na cidade com a criação de novos empregos. “Proponho que antes de pensar em tombamento, o Conselho pense em preservação. Mas, preservação com legislação específica e com meios seguros de manter preservado o nosso patrimônio histórico”.

Os novos conselheiros

Carlos Augusto Costa (Câmara Municipal), Welington Ribeiro Borges (Secretaria de Cultura), Amaury Barros de Souza e Gilberto Oliveira Serqueira (Secretaria de Obras), Sílvio Gomes (Secretaria de Planejamento), Ana Beatriz dos Santos (Secretaria de Assuntos Jurídicos), Patrícia Cristina dos Santos Barbosa (Secretaria do Meio Ambiente), e representantes da sociedade civil: Cláudia Dias de Castro (AEA), Fabiana Pereira dos Santos (OAB), José Carlos Rodrigues (ACIC), Leandro da Silva Alonso (Unisantos), Antônio de Pádua Maia Azevedo (ACCEC) e Leonardo Branco (IHGSV – Instituto Geográfico).

 

Artista Lúcio Ialongo dá nome ao complexo cultural do Anilinas

Por Flávio Leal

Encenações teatrais, depoimentos de carinho e respeito, números musicais e declamação de poesias, sempre com muita emoção, marcaram a homenagem a Lúcio Ialongo, o “Operário da Cultura”, realizada na noite desta terça-feira (20) no Parque Novo Anilinas. Na ocasião, foi afixada a placa que nomeia como Complexo Cultural Lúcio Ialongo o centro multimídia do parque.

Dezenas de amigos, ex-companheiros de palco e familiares foram ao Vão Central do Anilinas prestar homenagem ao radialista, artista, ator, diretor, produtor e carnavalesco Lúcio, como era chamado por todos.

Painéis fotográficos e figurinos usados pelo artista mostraram a trajetória de Lúcio com o Centro Organizador do Teatro Amador de Cubatão (Cotac), o grupo infantil Do-Ré-Mi, Drama Sacro Paixão de Cristo, entre outros.

“Muito legal. Estou bastante orgulhoso com a justa homenagem. Só quero agradecer a presença de todos aqui hoje”, resumiu um emocionado Guilherme Cabral Ialongo, filho de Lúcio, que representou a família na cerimônia em homenagem ao artista, morto em 2011 aos 49 anos, trinta dos quais dedicados às artes cubatenses.

Para recordar algumas das montagens em que Lúcio tomou parte, foi realizada a leitura dramática de um trecho da peça “A Revolução da América do Sul”, de Augusto Boal, uma das preferidas de Lúcio e na qual participou de montagem de Célia Benvenutti, na década de 80.

O secretário de Cultura, Antônio de Pádua, agradeceu a todos a presença e afirmou que espera que o Centro Cultural possa servir de palco, no futuro, ainda mais, para muitas atividades culturais, como gostaria o homenageado.

Lei

A homenagem oficial da Cidade de Cubatão – que nomeou como “Lúcio Ialongo” o Complexo Cultural do Anilinas – foi aprovada ainda em 2012, por meio da Lei Municipal Nº 3549/2012, de autoria do então vereador e hoje prefeito em exercício Aguinaldo Araújo.