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‘Cinderela Brasileira’ leva sessões gratuitas de Bertioga a Santos

Informações da Casa3 | Foto: Rodrigo Montaldi

Uma história tradicional contada de uma maneira inusitada, com muitos causos. Assim é ‘Cinderela Brasileira’, versão do clássico Cinderela que reúne elementos da cultura nordestina. A montagem da Casa3 é co-realizada pelo Governo Estadual via ProAC.

A peça tem texto e direção de Kadu Veríssimo, que, no palco, contracena com Priscila Ribeiro, Zecarlos Gomes, Elias Tomais e Marcelo Wallez. A temporada gratuita nestes próximos dias será na Casa da Cultura de Bertioga (Av. Tomé de Souza, 130/Centro), no Teatro Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos) e no Teatro Procópio Ferreira (Av. D. Pedro 1º, 340/Guarujá).

Nessa versão que já percorreu 60 municípios com mais de 120 mil espectadores, Cinderela deixa de ser a jovem loura do vestido azul e passa a ser alguém comum, com quem o espectador se identifica. Com intenção de provocar a mudança do olhar, o espetáculo promove a quebra de estereótipo, destacando o conto e a cultura popular.

Na trama, um contador de causos apresenta personagens típicos do sertão nordestino, revelando a história de Cinderela Brasileira, a Gata Cangaceira. O clássico ganha uma nova roupagem e características amplamente conhecidas do nordeste brasileiro como sotaque arrastado, o cancioneiro e o jeito autêntico de um povo festeiro e sonhador.

 

Confira a agenda completa do Festival Praia Music em Bertioga

Por Prefeitura de Bertioga

Bertioga está preparada para a chegada do Ano Novo. Mais de 400 mil pessoas devem escolher a Cidade para a virada e, para recebê-los, a Prefeitura preparou queima de fogos sem estampidos de cerca de 15min, ao lado do Forte São João. Já para animar a multidão, que deve lotar a Praia da Enseada (Centro), haverá show da Banda Lança Perfume, com repertório eclético para agradar todos a partir das 22h do dia 31.

O show da virada fica por conta da empresa HJR Eventos, como contrapartida pela cessão de espaço para o Festival Praia Music, que reunirá grandes artistas em shows no Cantão do Indaiá, entre 27/dez e 26/jan. No local, estão programados os shows de: Zé Neto e Cristiano (27/dez), Maneva, 1 Kilo e Thiago Brava (28/dez), Naiara Azevedo e Nego do Borel (29/dez), Marília Mendonça (30/dez), Ferrugem (4/jan), Roupa Nova (5/jan), Alok e Open Farra (12/jan), Matheus e Kauan e Jetlag (19/jan), Inimigos da HP e Jerry Smith (25/jan) e Maiara e Maraísa (26/jan).

Os ingressos a partir de R$ 40 estão à venda no GuichêWeb (https://www.guicheweb.com.br/ingressos/9453) e também nos seguintes postos de venda: Pé Quente Calçados (Av. Anchieta, 2293, Centro), Barbearia Don Fernando (R. Rafael Costabile, 684), Point do Açaí (Av. 19 de Maio, 1050), Camisetaria (Av. Anchieta, 99, Lj. 8-9), Vai de Açaí (Av. Anchieta, 11.167). Em Guarujá e Santos, há ingressos nas lojas Proplastik (respectivamente na Av. Tiago Ferreira, 286, Vl. Alice e Av. Pedro Lessa, 2.259).

 

Bertioga abre 120 vagas gratuitas de balé até dia 27

Por Prefeitura de Bertioga

O Balé entusiasma e encanta as crianças e adolescentes, por seus movimentos e figuras que formam no ar. Sua prática estimula a disciplina, o trabalho em equipe, a coordenação motora e reforça a saúde e a autoestima.

Incentivar essa arte e a cultura para as crianças de Bertioga, em especial para as mais carentes, é um dos objetivos da Prefeitura, que abrirá inscrição para 120 vagas gratuitas de Balé para o ano de 2018. As vagas são destinadas às crianças da rede pública de ensino e que tenham renda familiar de até três salários mínimos.

Das 120 vagas disponíveis, 67 serão destinadas para iniciação, crianças sem experiência em balé e 53 destinadas para continuação, crianças com alguma experiência na dança. Para as vagas de continuação será feito um nivelamento técnico para identificar em que nível a criança será colocada.

Os interessados devem fazer o cadastro para solicitação de vaga no dia 27 de outubro, das 9h às 19h, na Casa da Cultura, localizada na Avenida Tomé de Souza, 130 – Centro. No ato do cadastro, o responsável preencherá um questionário social e receberá uma senha para acompanhar a posição da criança nas listas de chamada para matrícula, tanto para as vagas de iniciação quanto para as vagas de continuação.

As datas do nivelamento técnico e da publicação das listas de convocação para matrícula serão informadas no dia do cadastro. As aulas terão uma carga horária de 2 horas semanais e iniciam junto com aulas da Rede Municipal de Ensino, em 2018. O regulamento completo para a matrícula pode ser acessado aqui.

Exposição no Braz Cubas retrata cartões postais da Cidade em MDF

Por Secult Santos

Para celebrar o aniversário de Santos, a Galeria de Arte Braz Cubas (2º piso do Centro de Cultura Patrícia Galvão) recebe a exposição ‘Santos e Seus Encantos’, que reúne obras talhadas em MDF assinadas pelo artista Anderson Camargo. Reúne imagens como a mureta da praia, os prédios tortos, o bondinho e outros cartões postais da Cidade, além de personagens históricos como Saturnino de Brito e José Bonifácio.

A abertura ocorre na quarta-feira (25), às 19h. Os trabalhos podem ser conferidos até o dia 25 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 11h às 18h, com entrada é gratuita. Anderson voltou sua atenção para as artes em 2007, desenvolvendo temas como flores, paisagens e, depois, fotografias. Ele já retratou inúmeras celebridades e realizou mostras em Santos e Bertioga. Seu trabalho faz parte do acervo da Igreja São Paulo da Cruz. A imagem de Cristo, com 2 metros de altura, é sua maior escultura.

 

 

Entrevista: ‘Sim, o Mirada está consolidado’, diz curador em balanço do festival

Por Lincoln Spada

Com 65 mil espectadores, o 4º Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas foi o evento cultural de maior público este ano em Santos e Região. Com edições bienais desde 2010, o evento realizado pelo Sesc São Paulo reúne outros números expressivos durante os seus 11 dias de eventos (8 a 18 de setembro).

Ao todo, mais de cem atividades artísticas, incluindo desde laboratórios criativos e palestras até leituras dramáticas, mobilizando 417 artistas e 68 nomes ligados ao teatro convidados. Com caráter de mostra, o Mirada concentrou 43 espetáculos, geralmente com duplas sessões, sendo 28 peças internacionais, somando 12 países – América Latina, Portugal e Espanha, sendo este o país homenageado da atual edição.

Como nas vezes anteriores, o festival abrangeu outros municípios da Baixada Santista, como Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente. Toda a repercussão desse intercâmbio permitido pelo Sesc através do Mirada é abordado em uma entrevista virtual com Luiz Fernando Silva, membro da curadoria e produção do Mirada.

a6Com a quarta edição, o Mirada completa seu sétimo ano, tendo boa parte da sua bilheteria já reservada antes do festival. Pode-se entender que o evento está de vez consolidado e acolhido pela Baixada Santista?

Sim. É importante considerar que esta consolidação, com um público expressivo da região, soma-se a participação dos artistas que apresentam seus trabalhos e também acompanham outras companhias, técnicos de outras unidades do Sesc e programadores convidados de importantes festivais do Brasil e da rede iberoamericana.

a7A crise econômica nacional reduziu de alguma forma o orçamento, a bilheteria ou o público do festival? Como equilibrar o investimento e a qualidade dos espetáculos?

Na quarta edição do Mirada, mesmo sendo realizada em um cenário econômico delicado, foi possível manter a qualidade da programação e praticamente o mesmo volume de ações de 2014, em razão de parcerias com parte dos grupos internacionais convidados e demais fornecedores.

Este ano, a estreia do Mirada apresentou uma peça espanhola que produziu o choque cultural com parte do público, gerando boicotes e uma multa municipal no uso de animais no palco. Como o Sesc lida com essa questão e até que ponto observa que a sessão possa vir a afastar o público da instituição e dos teatros na região?

A curadoria do festival atua como um radar, trazendo para a programação reflexões sobre temas presentes no debate global – refugiados, consumismo, gênero, feminismo, entre outros temas que estiveram presentes na programação. Faz parte da ação do Sesc ampliar as possibilidades de interação e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.

a5Neste sentido, sentimos falta de um debate crítico sobre o conteúdo apresentado, pois não temos a pretensão de agradar a todos, mas sim provocar um debate saudável sobre os caminhos escolhidos pelas artes cênicas contemporâneas. Sobre a utilização de animais no palco, o Sesc estava amparado por orientações de dispositivos estaduais além de garantir todos os cuidados necessários.

Entendemos que o estranhamento faz parte de algumas propostas apresentadas e não deveria chocar e sim trazer para o debate e reflexão os assuntos abordados e o pensamento de quais rumos desejamos seguir na sociedade.

Mais de uma dezena de países foram representados por diferentes companhias no festival. Como que o Sesc se vê como epicentro desta efervescência internacional? Desde o primeiro festival, que frutos percebem ser colhidos a partir desse intercâmbio artístico?

a1O Mirada a cada edição procura ampliar o intercâmbio com diversas instituições vinculadas à ação sociocultural. Entre as edições do festival, o Sesc realiza visitas a festivais e demais instituições por meio da assessoria internacional, que articula a agenda de assistentes do Sesc SP em artes cênicas no mapeamento de grupos e possíveis parcerias.

A escolha do país homenageado acaba sendo uma estratégia, não só para apresentar uma cena pungente com um panorama de grupos em destaque, como também fortalecer vínculos para além do festival. Um exemplo nesta edição é uma coprodução do espetáculo ‘Dínamo’ da Cia Timbre 4 da Argentina, país homenageado na primeira edição.

O festival também funciona como vitrine aos programadores convidados de outros festivais que analisam e circulam com os trabalhos. Em 2012 a Cia Antigua y Barbuda convidada pelo Mirada apresentou seu trabalho em 2013 no Festival Santiago a Mil no Chile em razão deste intercâmbio.

No início, muito se comentou que a criação do Mirada era uma alternativa à futura saída da Bienal Sesc de Dança, que migrou em 2015 para Campinas. É comum essa descentralização de eventos de grande porte pelas unidades do Sesc? E como hoje o Sesc lida com o cenário dos grupos de dança de Santos e região?

a1A decisão de descentralização é resultado de estudos da instituição no mapeamento estratégico de ações no Estado de São Paulo. Entendemos que a Bienal de Dança, um projeto que nasceu na unidade Santos atingiu sua maioridade, tornando-se um projeto do Regional.

O Sesc Santos nos últimos anos, investiu em projetos de formação e pesquisa em Dança Contemporânea com destaques para os projetos: De Improviso, Ocupação 32, Olhar a Dança, Corpo Sub Corpo, Escambo, entre outras ações. O resultado dessas ações foi o protagonismo de parte dos artistas da região envolvidos nos projetos citados em ações dentro e fora do Sesc. E com base nestas experiências acreditamos que seja um caminho interessante para seguir.

Principal evento cultural da Baixada Santista, o Mirada já alcança espaços alternativos em Santos e se espraiou por outras cidades. Mas não houve nesta edição qualquer itinerância nas áreas de maior vulnerabilidade em Santos – morros e Zona Noroeste. A que se deve essa razão e se pretende nas próximas edições voltar a abranger estas regiões?

a3A ocupação de espaços é analisada a cada edição com base em alguns contextos: curadoria, questões técnicas e operacionais. Na impossibilidade de realização nestas áreas, procuramos concentrar as ações em espaços democráticos como a “Orla da Praia” e “Centro” no caso da extensão do Festival.

Aprovado em junho, acesse o Plano Municipal de Cultura de Bertioga

O Plano Municipal de Cultura, de Bertioga – um instrumento de planejamento, que tem por finalidade preparar ações e políticas públicas culturais para o Município em uma projeção de 10 anos, foi esboçado desde 2015, apresentado em audiência pública em fevereiro de 2016 e, no último mês, aprovado pelo prefeito em caráter de urgência.

> Clique e acesse o PMC de Bertioga na íntegra

O Plano estabelece metas e ações para o setor de cultura da Cidade, que serão desenvolvidas como políticas de Estado e está em consonância com o Governo Federal, tendo por finalidade o planejamento e a implementação de políticas públicas de longo prazo, voltadas à proteção e à promoção da diversidade cultural brasileira. Na cidade, já há a diretoria municipal de cultura (vinculada à Secretaria de Turismo), um conselho e um fundo municipal, faltando aprovar também a Lei do Sistema Municipal de Cultura.

O Plano contempla seis objetivos principais, cada um com um conjunto de metas mensuráveis, que serão atingidas por meio de ações propostas. O primeiro objetivo refere-se à composição do Sistema Municipal de Cultura, que é de incorporação obrigatória. Em seguida são contemplados: Financiamento à Cultura, Equipamentos Culturais, Descentralização e Valorização da Cultura, Patrimônio Cultural e Economia da Cultura.

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Desafios

A lei apresenta como estratégias a sensibilização e o fortalecimento de parcerias da Prefeitura com outros órgãos públicos e privados para otimização de recursos, desenvolvimento de projetos culturais, e o sistema de indicadores do setor. Ao mesmo tempo, capacitação e qualificação da Diretoria da Cultura, como também a promoção da educação patrimonial na rede de ensino e criação de meios alternativos de comunicação.

Tais estratégias são estabelecidas a partir dos desafios apontados do próprio plano: centralização das atividades culturais na Cidade; dissociação da cultura local com a cidade, perdendo-se as tradições comunitárias a aprtir da demanda dos turistas e da construção civil; e a falta de maior transparência e investimento dos recursos públicos para ações culturais.

Metas

O plano apresenta como metas até 2026: instituir o Sistema Municipal de Cultura, o Sistema de Indicadores e um programa de formação e capacitação do setor; criar o Sistema Municipal de Financiamento à Cultura, com uma Lei de Incentivo Fiscal a um fundo público ainda em 2017; criar o Centro de Memória da Cidade a partir de 2018; implantar seis polos culturais em diferentes bairros; e reconhecimento de territórios criativos em Bertioga, entre outras metas.

*Informações da Prefeitura de Bertioga

 

Análise: Baixada Santista investe menos de 1% em cultura; menos que noutros anos

Em tempo de crise econômica nacional, os governos investem ainda menos na cultura. Em reportagem de Rafaella Martinez no Diário do Litoral (acesse aqui), todos os municípios da Baixada Santista, com exceção de Santos e Cubatão, os orçamentos previstos são menores de 1%. Três variáveis mostram ainda mais a redução de investimentos no setor.

O primeiro é que o índice no orçamento para a cultura sempre foi em torno de 1% nos municípios da Região – o que não é exceção em relação à maioria das outras cidades brasileiras, Governo Estadual e Federal. Ou seja, não houve aumento na participação das receitas do setor nos últimos anos.

A segunda variável é que as prefeituras como um todo tiveram déficit de receita em relação aos anos anteriores; enquanto a inflação nacional aumenta anualmente – em 2015, foi de 10%. Ou seja, se o orçamento de um município for igual ao do ano anterior, o poder de investimento é naturalmente menor, já que há aumento de salários dos servidores, nas despesas de manutenção, cachês, etc. Se cai o valor, é ainda mais potencializado esse baixo poder.

Entre os exemplos citados pelo Diário do Litoral, Guarujá teve queda de R$ 7 para R$ 6,5 milhões entre 2015 e 2016 (para manter o mesmo potencial de investimento em relação a 2015, seriam necessários R$ 7,7 milhões); Praia Grande, Cubatão e Bertioga também tiveram reduções.

Já os municípios que cresceram o orçamento, não foram acompanhados com a inflação. Santos em 2015 investiu R$ 32 milhões, em 2016 foi R$ 33,7 milhões – apesar de ser uma verba maior, para manter o mesmo potencial do ano anterior, deveria subir para R$ 35 milhões. A situação se repete em Mongaguá, Itanhaém e São Vicente. Peruíbe foi a única cidade que não informou ao jornal sobre o orçamento cultural.

A terceira variável é sobre os orçamentos de fato aplicados. Já que as leis de receitas e despesas de 2016 são apresentadas a partir de agosto do ano anterior, se há queda de arrecadação municipal, os valores devem ser ainda menores. Estas variáveis não significam de quem é a responsabilidade financeira, já que os municípios seguem à regra do Poder Público como um todo no país neste ano, mas indicam que é necessária uma sensibilidade e criatividade dos gestores municipais para atender cada vez mais um setor visto como essencial e estratégico para políticas públicas.

Como reflete a jornalista, “os poucos investimentos dificultam os programas para a profissionalização dos artistas e o fomento às produções independentes, além de formação de público com a descentralização e manutenção de teatros, museus e espaços alternativos”. Tornam-se cada vez mais essenciais parcerias e espaços de discussão junto à comunidade para aumento destas verbas – via Governo Federal, Estadual ou emendas parlamentares.

*Lincoln Spada