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Hip hop participa de evento ‘Cava MangueTown’ neste domingo

Por Movimento Cava é Cova

Os artistas da Baixada Santista BNegão Bota Som, Futuráfrica, Nanne Bonny, Caoz, Labuta Hip Hop, Jordana, Imagreen, Moç, UsRec, Sensimilla Jhon, Resistência du Gueto levarão o som do hip hop durante o evento gratuito Cava MangueTown, a ser realizado no Burako’s (R. Marquês de Herval, 13/Santos), no próximo domingo (10/mar), das 15h até 0h30. O evento é uma realização do Movimento Cava é Cova com apoio de Bernardo Negron, Futuráfrica Afrobraziliangrooves, Nanne Bonny, Burako’s e Aldeia de Paranapuã.

O movimento convoca os moradores da região para celebrar o mangue, as águas, a natureza e a vida e dizer não à cava subaquática da VLI no Estuário de Santos. O evento contará com uma roda de conversa formada pelo Mestre em Engenharia Urbana e especialista em controle de poluição, Elio Lopes; pelo Mestre em Análise Ambiental, Jeffer Castelo Branco; pelo cacique da aldeia de Paranapuã, Wera Mirim; pelo ativista da Rede Caiçara Ecossocialista, Condesmar Fernandes de Oliveira; pelo membro do Instituto Sócio-Ambiental Cultural da Vila dos Pescadores, Claudi de Figueiredo; pela biológa marinha Cintia Labes do Prado.

De acordo com o movimento, a cava subaquática: é um buraco que a VLI, uma empresa da Vale, fez entre Cubatão e Santos, muito próximo à Vila dos Pescadores, por conta da ampliação portuária da empresa e da Usiminas. O aprofundamento do canal de Piaçaguera trouxe de volta à superfície químicos altamente poluentes que estavam inertes do solo da região desde que Cubatão era conhecida como a cidade mais poluída do mundo. Este buraco de aproximadamente 480m de diâmetro e 22m de profundidade, conhecido como Cava Subaquática, é usado como lixão desses rejeitos tóxicos. Além do risco de trazer de volta ao corpo d’água essas substâncias, este buraco está localizado em uma área de mangue totalmente sensível que é o berço da vida marinha da região. A Cava Subaquática já está com sua capacidade quase completa e a VLI tem intenção de construir mais 2 Cavas no nosso mangue! O que você acha disso? Vem conversar com a gente!

Nesta sexta, livros, show e cinema se somam em ‘Cabeças da Arte’

Via Amanda Marx e Cláudia Brino

O espaço cultural Burako’s recebe nesta sexta-feira (22/fev), às 21h, o evento ‘Cabeças na Arte: Música – Poesia – Cinema’. Com entrada franca, a iniciativa editada por autores da ‘geração mimeógrafo’, que teve seu surgimento entre os anos 70 e 80. O local fica na Rua Marquês de Herval, 11/13, Valongo/Santos.

Em Santos, o movimento surgiu em 1978, com um grupo de poetas e artistas da periferia que se movimentavam através da Jogo-Duro Editora. De forma artesanal, rústica e com ilustrações psicodélicas os livros eram mimeografados ou xerocopiados e vendidos em feiras hippies, shows de rock ou barzinhos da noite Santista.

Para comemorar o início dessa atividade literária marginal na cidade, serão relançados três livros do lendário catálogo da Jogo-Duro Editora: ‘Um Pouco’ de Gastão Gomes, ‘Universo feito fruto’ de Antonio do Pinho e ‘Sopa de Letras’ de Vieira Vivo. Durante o evento, será exibido o minidocumentário ‘Pescadores de Palavras – a Jogo Duro Editora’, de Madeleine Alves (Signos Possíveis), que conta a história desta atividade underground.

Também será realizada a apresentação do Grupo Pau a Pique, que conta, ainda hoje, com integrantes remanescentes daquelas noitadas libertárias de poesia e música autoral, e que se fez presente nos meandros culturais daquela época.