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Artistas podem inscrever propostas de oficinas em Santos

Por Secult Santos
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Foto: DINO MENEZES
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O edital de Chamamento Público para o Credenciamento de Profissionais das Áreas Artística e Cultural para a Realização de Oficinas de Formação Cultural nos Equipamentos Públicos foi publicado nesta sexta-feira (1º), na página 16 do Diário Oficial de Santos. As atividades serão oferecidas por meio de convênio firmado entre as secretarias Estadual e Municipal de Cultura, nos espaços da Cadeia Velha, Centro de Cultura Patrícia Galvão, Centro Cultural da Zona Noroeste, Centro de Atividades Integradas (Cais) Milton Teixeira, Museu Pelé, Teatro Guarany, auditório da Secretaria Municipal de Governo e Jardim Botânico Chico Mendes.
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O período de inscrição de projetos ocorre do próximo dia 4 até 30 de abril de 2018. Os cadastros podem ser realizados presencialmente, no 4º andar da Secretaria Municipal de Cultura de Santos (Secult), ou enviados pelo correio para a Av. Senador Pinheiro Machado, 48, 4º andar, Vila Mathias, Santos – SP, Cep 11075-907. Nas inscrições pelo Correio, com nome do proponente destacado, será considerada a data da postagem.
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Os profissionais da área artística, com experiência comprovada no setor de atuação escolhido, devem entregar propostas contemplando atividades nos campos de Audiovisual, Música, Dança, Teatro, Circo, Literatura, Artes Visuais, Fotografia, Arte Urbana e Hip Hop, além de Gestão Cultural no Planejamento de Projetos Culturais, Curadoria, Produção e Mediação Cultural.
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Os projetos devem proporcionar conhecimentos gerais e específicos sobre a modalidade, atualização, enriquecimento pessoal e formação nas diversas linguagens artísticas e culturais, com a participação dos munícipes em atividades de lazer, fruição e socialização. Todos os trabalhos deverão conter a faixa etária do público a que se destinam e poderão ter carga horária máxima de 36 horas e mínima de duas horas, sendo que os dias e horários serão definidos em conjunto com a equipe da Secult.
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Documentação 
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Podem participar do chamamento os profissionais maiores de 18 anos de idade, que apresentem a documentação exigida. É necessário entregar duas vias do projeto, de igual teor, sem encadernação e em folhas soltas e numeradas, enviadas em envelopes separados, contidos num único envelope externo. Cada proponente poderá inscrever até duas propostas.
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O projeto deve conter ficha de inscrição totalmente preenchida e assinada. A Proposta de Oficina de Formação Cultural deve conter a identificação e a descrição concisa da oficina, incluindo objetivo, método a ser aplicado e a justificativa, de até duas laudas, além do público-alvo. Também deve constar a descrição das atividades, relação dos materiais e equipamentos para a realização, observado o preenchimento obrigatório do Plano de Trabalho.
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O candidato também precisa enviar curriculum vitae atualizado contendo a formação e experiência do profissional, ter experiência comprovada em atividades artístico-pedagógicas adequadas ao perfil de cada modalidade e comprovação de formação técnica (se houver).
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Não serão aceitas inscrições de projetos que não cumpram rigorosamente todas as exigências previstas no edital. A ausência de qualquer documento implica na desclassificação do interessado.
Vale destacar que os candidatos não poderão ser membros da administração pública municipal de Santos, ou cônjuge ou companheiro, parente consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau de funcionário público municipal. No caso de propostas coletivas, todos os coautores devem preencher os requisitos de participação.

Em edição extra, Mostra das Minas realiza cinedebate sobre transexualidade

Por Mostra das Minas

Com o tema ‘DES.Construção’, a Mostra das Minas ocupa a programação do 2º Valongo – Festival Internacional da Imagem com um tema importante para o debate público. Neste sábado (dia 7), às 21h30, a cela 7 da Cadeia Velha de Santos (Praça dos Andradas) contará com o cinedebate sobre a transexualidade.

Será uma seleção especial com diferentes linguagens que salientam a discussão acerca das travestis e mulheres trans forçadas a situações marginalizadas pela sociedade. Para fomentar a proposta, serão exibidos os documentários “Roupa De Baixo” de Lara Dezan, “Maria” de Ellen Linth e Riane Nascimento, e “Putta” de Lilian Alcântara, com a presença da diretora Lara Dezan e da atriz Maria Moraes para um bate-papo.

>> Roupa de Baixo | A trajetória de um trabalhador braçal de São Luiz do Paraitinga que, de Benedito Justo, se apresenta hoje como Suely.

>> Maria | Nascida aos 16, numa cidade ensanguentada por corpos de peito e pau.

>> Putta | O filme acompanha o relato íntimo de três mulheres da tríplice fronteira Brasil, Argentina e Paraguai, as três moradoras de Foz do Iguaçu, que trabalham no meio da prostituição.

Cadeia Velha: Secretários se reúnem e Agem se compromete a dialogar com artistas

Por Lincoln Spada

A mobilização dos artistas sobre o futuro da Cadeia Velha ainda como centro de artes integradas rendeu numa reunião na última quarta-feira (dia 25), na sede da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). O órgão recebeu a Câmara Temática de Cultura do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), formada pelos representantes municipais do setor.

Participaram os secretários Fábio Lopes (São Vicente), Fábio Alexandre Nunes (Santos), Paulo Roberto Fiorotto (Guarujá), Raul Christiano (Cubatão) e o diretor de gestão cultural Renato Paes (Praia Grande), além do diretor da Agem, Hélio Hamilton Vieira Jr.

A Agem enfatizou as palavras de Hélio: “Nosso objetivo é ouvir as propostas. Estamos conversando, inclusive com representantes dos movimentos, para equacionar essa questão”. Segundo artistas, o diretor já se encontrou com o atual presidente do Conselho de Cultura de Santos, Jamir Lopes. Nesse sentido, os demais artistas da região esperam uma reunião ampliada sobre o tema.

Histórico da Cadeia Velha

Desde 2015, a Secretaria de Estado da Cultura se comprometeu em audiências e anúncios públicos que a reformada Cadeia Velha de Santos continuaria como centro de artes integradas, com espaços para formação, produção e apresentações de coletivos artísticos da Baixada Santista. Foi previsto um conselho gestor com representantes da sociedade civil (até então não efetivado), como também o retorno das Oficinas Culturais no local.

Em dezembro, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) anunciou remodelar o programa Oficinas Culturais, desativando as sedes regionais do interior e litoral paulista – entre elas, a Oficina Cultural Pagu, mantida até então em convênio com a OS Poiesis. Em 2016, durante quatro meses de uso, o instituto já preparou duas celas para artes cênicas – dança, teatro e circo. A SEC tentou repassar o prédio à Prefeitura de Santos, que não tem orçamento para assumí-lo: o custo estimado é em R$ 1,4 milhão.

Reviravolta em 2017

Neste ano, em coletiva de imprensa, o próprio secretário José Roberto Sadek recuou desse compromisso, em virtude da crise econômica que alcança o Estado de São Paulo. O anúncio é de que o prédio será gerido pela Agem (piso superior), com atividades do polo santista do Projeto Guri (piso térreo), então único programa estadual que abraçava a Zona Noroeste, sem haver conselho gestor com artistas, além de somente uso de expediente comercial.

O Conselho de Cultura de Santos repudiou publicamente as medidas anunciadas. Por sua vez, os secretários no último dia 25 definiram junto à Agem em que, pelo menos, as celas já adaptadas para artes cênicas fosse voltada aos coletivos. No piso superior, o salão Plínio Marcos também foi garantido para apresentações dos artistas.

Agenda para uso artístico

A questão levantada pelo movimento é de que a maior parte da programação ocorre fora do expediente comercial de segunda a sexta-feira, como às noites ou nos fins de semana, além de que outros segmentos querem participar do espaço, além das artes cênicas e circenses. Os secretários e a Agem já propõem de readequar o expediente aos artistas para quarta-feira a domingo.

No entanto, caberá à futura gestão do prédio – a Agem – fazer este agendamento dos espaços. “Para que o prédio permaneça aberto aos sábados e domingos, ou mesmo além do horário comercial, será preciso garantir infraestrutura (mais segurança, manutenção, organização de agenda etc.). Como ficará o custeio disso? Como serão divididas as responsabilidades nesta gestão compartilhada, inclusive as que caberão aos movimentos culturais? É por isso que nós estamos ouvindo os representantes do setor”, estuda Hélio, de acordo com site da Agem.

 

Cadeia Velha: A véspera da palavra recuada como centro de artes integradas

Por Lincoln Spada

“Adoraria que ficasse como centro cultural, mas não é objetivamente mais possível”, sentenciou José Roberto Sadek, explicitando as fotos dos últimos festivais na Cadeia Velha. Com as imagens na mão, o titular da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) estava diante de um público inesperado no último dia 10, na sede da Agência Metropolitana da Baixada Santista, a Agem.

Às 10 horas da manhã seguinte, a mesma SEC começou o mesmo anúncio como ‘boa notícia’ nas redes sociais, simultaneamente a uma coletiva de imprensa às pressas. O pequeno intervalo garante que a primeira reunião era tão somente um comunicado extraoficial. Tudo resolvido antes, independente da plateia, surpreendentemente de membros de festivais, audiovisual, literatura, teatro, circo, hip hop e fotografia. Não à toa, dos dez artistas e ativistas presentes, apenas três deram a opinião.

A maior parte das três horas do encontro foi protagonizada por gestores políticos. Sadek alegou que a SEC não tem função de manter prédios além de museus, que a pasta e as prefeituras enfrentam uma grande crise financeira, e que preferiu cortar as equipes e unidades regionais da OS Poiesis para repassar a órgãos das capitais (Assessoria Técnica dos Municípios e a própria Poiesis) as parcerias diretas com parte interessada dos demais 644 municípios para envio de oficinas artísticas.

Em seguida, citou que a Agem sairia do aluguel da Vila Mathias para assumir a casa própria governamental: a Cadeia Velha. Além disso, transferiria o único programa estadual de cultura na Zona Noroeste que atende 300 crianças, para usar o horário comercial do patrimônio cultural, otimizando recursos estaduais. Eis o rumo do polo municipal do Projeto Guri. “Ninguém nega que crianças são uma prioridade”, só que seguiu inflexível na cessão de qualquer uma das oito celas para os coletivos artísticos locais. “Não sei se é compatível o [uso do espaço do] Projeto Guri com os artistas [da Baixada Santista]”.

Casa própria de quem?

Rasgando as palavras da SEC destes últimos anos, Sadek não somente desfez os compromissos firmados do Governo Estadual diante da imprensa e das audiências públicas, como negou haver possibilidade dos artistas locais de tão somente ensaiarem ou se apresentarem nos sábados e às noites durante a semana. O mesmo tom irredutível foi adotado pelo subsecretário estadual de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita (PSDB). Ambos usaram como metáfora que a Agem e as crianças como vizinhas de um condomínio, e ambos não demonstraram publicamente haver espaço para os primeiros moradores da Cadeia Velha: a comunidade artística.

Alguns ali viram como golpe. Outros, estelionato eleitoral. Já Edmur citou duas vezes o fato como “uma oportunidade de metropolizar a cultura”, embora repetisse mais um par de vezes que “não é competência da Agem gerir um centro cultural”. Justamente alterando o uso do patrimônio que recebeu milhares de visitantes a partir de terem reconhecido como centro regional de artes integradas, conforme promessas do Governo Estadual.

Ali, só em 2016, teve o teatro de mamulengos itanhaense e o circo cubatense, a banda vicentina e o hip hop santista, do Fescete ao Curta Santos, da Sansex ao FESTA, do Mirada ao Festival Valongo. Para ele, a nova fase permitiria definir através da cultura um ponto de vista metropolitano, mas esqueceu que a própria agência e os gestores municipais não têm histórico de diagnósticos do setor. Cancelado o fórum regional de cultura no ano passado, o único evento de debates assessorado pela agência foi em 2009.

Ora desconexos, ora divergentes

Naquela noite, Edmur citou que nesse futuro iminente, seria possível fazer o tão sonhado projeto de circulação de apresentações de grupos locais, o Colar Cultural, discutido há oito anos. Mas não explicou esta utopia, pois o fundo metropolitano não prevê pagamentos de cachês artísticos, vide a Revirada Cultural da agência regional de Campinas. Daí informou que haveria uma sala eventual para exposições e apresentações a ser agendada por um assessor que dialogaria com os artistas locais, porém, exemplificou que as atrações seriam orquestras. Em geral, ligadas às prefeituras.

Entre tantas controvérsias, abordou ser contrário da criação de um já anunciado conselho gestor com a sociedade civil, em especial os artistas que frequentam a Cadeia Velha, pois não via experiências exitosas neste sentido. Então, propôs que a discussão fosse complementada noutro conselho, a câmara temática dos secretários municipais do setor na região – muitos nem conviveram com os 35 anos do prédio como centro de artes integradas.

Por sua vez, o secretário da Cultura de Santos, Fábio Nunes (PSB) propôs de que, dado o convênio das oficinas culturais entre SEC e Secult, ele buscaria aplicar esse valor em ações formativas na Cadeia Velha. Sugeriu de que cada prefeitura empregasse um funcionário para colaborar no espaço como centro de artistas integradas. Até se dispôs a tentar enviar membros da secretaria para ajudar a Agem fora do horário comercial, para os ensaios e apresentações dos coletivos locais. “Assume o prédio. Assume o prédio, cara. Por que não assume o prédio?”, foi a resposta do Sadek. Em dezembro, a Prefeitura recusou a consulta de assumir mais um patrimônio.

Culpa é da crise!

É que se o Governo de SP atravessa uma crise financeira, a Prefeitura de Santos com menor potencial de investimento, já teve redução de verba cultural este ano, de equipe técnica e ainda tem o desafio de abrir outros quatro novos centros artísticos previstos até dezembro. E o custo previsto da Cadeia Velha enquanto extinta Oficina Cultural Pagu era de R$ 1,4 milhão anual. Mesmo se isentassem luz, água ou telefone, a Prefeitura sacrificaria as economias para manter aberto o edifício estadual.

A reunião encerrou com uma rara concordância entre o Fabião e o secretário de Educação e Cultura de Cubatão, Raul Christiano (PSDB), repercutindo as demandas dos artistas presentes. Pelo menos, de que duas celas que foram reformadas e adequadas com tablado para artes cênicas e dança fossem utilizadas pelos artistas locais. Entenderam que a Agem assume o piso superior, e que uma cela seria memorial sobre o patrimônio e a Pagu, ícone dos movimentos artísticos de Santos. Além da indefinição inicial sobre a cafeteria planejada.

Mas ignorar os espaços já adaptados para atender os ensaios e produções dos coletivos regionais? O mais discreto dos gestores, o diretor da Agem, Hélio Hamilton, disse “que há legitimidade na demanda dos artistas que frequentam o prédio”. Enquanto a imprensa focava no Sadek, no Edmur e no Fabião na manhã deste dia 11, Hélio procurou a coordenação polo do Projeto Guri, buscando garantir espaços para os primeiros condôminos seguirem com o fazer cultural na Cadeia Velha.

Cadeia Velha: Manifestação artística ‘Até o Fim’ pelos 35 anos do centro cultural

Por Lincoln Spada | Foto: Rodrigo Montaldi Morales

Nós, artistas, ativistas e apoiadores da Cadeia Velha de Santos realizaremos a mostra gratuita ‘Até o Fim – 35 anos do #CentroCulturalCadeiaVelha’ nesta sexta-feira à noite e sábado à tarde (dias 16 e 17). A programação faz referência ao período em que o prédio estadual se tornou espaço da comunidade artística, e ao último fim de semana que o mesmo local estará aberto ao público, sem data anunciada de reabertura.

É que, desde que reaberto, o patrimônio é gerido em convênio do Governo Estadual com a Poiesis para a Oficina Cultural Pagu. Mas tanto essa, como dez unidades regionais de São Paulo serão desativadas, exceto as da capital. Assim, não houve garantia oficial do Poder Público em relação às novas formações culturais, sequer quanto ao uso do edifício.

De modo simbólico, um bolo cenográfico de cristais marcará o evento, que terá cinedebate, sarau lítero-musical, oficina e performance de artes cênicas, e exposição de artes plásticas. A mostra dialoga com as manifestações que ocorrem simultaneamente nas oficinas culturais de Limeira, São Carlos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

Programação gratuita
#CentroCulturalCadeiaVelha | Praça dos Andradas
>> Abertura da mostra de artes plásticas
Sexta | 19h | Com Marcelo Madnights e Paulo Teixeira
>> Cineclube Pagu + Mostra Marginal de Cinema Santista
Sexta | 19h30 | Com Carlos Cirne, Dino Menezes e Marcelo Pestana
>> Oficina de improvisação dança-teatro
Sábado | 15h-17h | Com Celso Lima, Marcus Di Bello e Rafael Palmieri
>> Bolo cenográfico de cristais
Sábado | 15h30-18h | Com Alexandre Sylvestre
>> Performance ‘Intolerância’, do Baobá Coletivo de Arte
Sábado | 16h | Com Bruno Oliveira, Christian Malheiros e Larissa Almeida
>> Roda de conversa: Histórias da Cadeia Velha
Sábado | 16h30 | Com Lincoln Spada e Rodrigo Montaldi Morales
>> Sarau dos 35 anos do #CentroCulturalCadeiaVelha
Sábado | 17h | Com Flávio Viegas Amoreira e Theo Cancello
Apoio: Curta Santos, Movimento Teatral da Baixada Santista, Vila do Teatro.

Chamamento: Agenda do 35º niver do Centro Cultural Cadeia Velha

Há exatos 35 anos, o #CentroCulturalCadeiaVelha era institucionalizado como espaço de artes integradas, sendo nomeado pela Secretaria de Estado da Cultura como “Casa da Cultura do Litoral” e “Delegacia Regional de Cultura”, precursora da atual Oficina Cultural Pagu, gestora do patrimônio. Mas esta celebração às avessas é uma crítica ao fim do prédio estadual como Centro Cultural Cadeia Velha, já que a partir deste final de semana, o prédio estadual será fechado à população por tempo indeterminado.

Reformado por quase cinco anos com custo de R$ 10 milhões, o equipamento foi reaberto em agosto e já contou com mais de 15 mil visitas, recebendo festivais, apresentações e atividades formativas desde sua reinauguração. Com a constante redução de verbas, o Governo Estadual mal anunciou em novembro que será rompido o convênio com unidades gestoras de todas as oficinas culturais do interior e litoral, incluindo a OC Pagu, mas sem dialogar com a comunidade artística como garantirá (além das oficinas culturais) as portas abertas, a Cadeia Velha como centro regional de artes integradas e uma gestão participativa com os artistas no uso do prédio.

Se o Governo Estadual não reafirma o seu compromisso de antigas audiências com a população, nós, artistas, ativistas e apoiadores, convocamos todos os coletivos e artistas interessados a elaborar uma agenda colaborativa e gratuita à comunidade entre os dias 16 e 17 de dezembro, no Centro Cultural Cadeia Velha. Solicitamos que enviem até quarta-feira (dia 14) um breve resumo da atividade, contatos (telefone, email, redes sociais) e preferências de dias e horários pelo inbox de: fb.com/centroculturalcadeiavelha.

Cadeia Velha: Governo de SP reúne prefeituras na terça; Santos nega assumir prédio estadual

Por Lincoln Spada

O fechamento das oficinas culturais no interior e litoral paulista será tema de reunião reservada nesta terça-feira (dia 6), na capital. Os secretários municipais das dez cidades-polos das oficinas estaduais foram sondados no último dia 28 e, convidados oficialmente no decorrer da semana pela equipe da Secretaria da Cultura do Estado, José Roberto Sadek.

Provavelmente, o secretário de cultura de Santos, Fábio Nunes, estará presente, tendo em vista que o município perderá a Oficina Cultural Pagu – atual gestora da Cadeia Velha de Santos. Sem a programação artística, está incerto o futuro do patrimônio recém-aberto. Prefeituras de Marília, São Carlos e São José dos Campos já confirmaram representantes. Em Ribeirão Preto, a administração aceitou a proposta de assumir a sede local de oficinas culturais. Em nota, o Governo de SP diz que a parceria é de garantir as ações artísticas, mas somente em espaços municipais.

> Artistas convocaram reunião paralela
> Programação da Cadeia Velha em 2016

Recentemente, a Prefeitura de Santos afirma que não foi comunicada formalmente sobre o fechamento da Cadeia Velha e da OC Pagu. “No que diz respeito à absorção pela Secult das atividades realizadas na Cadeia Velha, no caso de um suposto cancelamento dos cursos lá oferecidos, não há previsão orçamentária em 2017 para tal demanda”. A questão é que o orçamento geral do município entre 2016 e 2017 oscilou de R$ 2,5 bi para R$ 2,6 bilhões, mas a Secult terá redução ano que vem (menos R$ 1,5 milhão), o mesmo caso de outras pastas, como o Turismo (menos R$ 500 mil).

Garantia de quatro meses

Fechada por quase cinco anos, a Cadeia Velha de Santos foi restaurada com verbas estaduais de R$ 10,6 milhões. Desde 2015, o Governo Estadual garantia que atenderia a demanda de audiências e campanhas públicas por um centro de artes integradas. Mas após reabrir o edifício em agosto, o governo anunciou o fechamento da oficina cultural e o rumo incerto do patrimônio nacional. Segundo estimativas, uma oficina cultural custa, em média, menos de R$ 1 milhão. Desde sua reabertura, o local recebeu cerca de 15 mil visitantes.