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Feira Criativa de Cubatão terá edição natalina em dezembro

Por Lincoln Spada

Uma edição especial de Natal está sendo preparada para a próxima Feira Criativa de Cubatão (FCC). A mostra está prevista para os dias 10 a 21/dez, das 9h às 17h, no saguão da Prefeitura (Praça dos Emancipadores, s/nº, Centro/Cubatão). A abertura será o dia 10/dez às 15h, com coral das Oficinas Criativas no CEU das Artes, sob a regência do arte-educador Mário Leite.

Artesanato, moda e gastronomia são alguns dos setores que compõem a feira, que tem como objetivo alinhar o desenvolvimento de formas e modelos de negócios ou gestão de bens e serviços, focando no conhecimento e na criatividade das pessoas, visando à geração de trabalho e renda.

De acordo com o diretor de Políticas Públicas para a Diversidade Cultural, Marcio Teixeira, “a FCC foi um programa exitoso realizado durante esse ano, agregando os artistas locais com a economia criativa, um dos setores em crescimento no PIB nacional”.

Mais de 20 expositores apresentam seus trabalhos, desde porta-jóias a camisetas, conjuntos de sabonete até bonecas artesanais. A iniciativa do FCC é uma realização da Prefeitura via Departamento de Políticas Públicas para a Diversidade Cultural.

Alex Laire ministra oficina básica de fotografia no Jardim Real

Por Lincoln Spada

Estão abertas as inscrições para a oficina básica de fotografia no Jardim Real. Trata-se de uma atividade gratuita coordenada por Alex Laire, pelo programa Oficinas Culturais do Estado de São Paulo. As inscrições seguem até o dia 29 de maio, às segundas e sextas-feiras, das 9 às 16 horas, na Associação de Moradores, Esportes, Lazer e Cultura (Amelac), na Rua Jonas Souza, 100.

Esta ação formativa é a primeira atividade cultural que mobiliza a comunidade na preparação de acolher o Centro de Artes e Esportes Unificados – CEU das Artes, espaço municipal a ser inaugurado nos próximos meses. As aulas serão de 30 de maio a 8 de junho, às terças e quintas-feiras, das 19 às 21 horas, e sábado, das 14 às 17 horas.

A oficina tem como objetivo adquirir conhecimentos que estimulem os alunos a ter um olhar diferenciado em relação ao universo que vivem, aprimorando os seus conhecimentos sobre a arte de fotografar para obter melhores resultados na prática. Os resultados dos alunos estarão numa futura exposição de artes visuais.

Alex Laire é profissional nascido e residente em Cubatão, realizando cobertura de diversos eventos artísticos do município e região. A oficina integra o programa do Governo de São Paulo via Secretaria de Estado da Cultura com o Poiesis – Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura (da capital paulista) e a Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Cultura.

 

Revista Relevo entrevista secretário de cultura de São Vicente, Amauri Alves

Por Lincoln Spada

Um dos principais nomes da trajetória da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, Amauri Alves participou da produção das primeiras edições dos anos 80, foi um dos articuladores da sua recriação em lei municipal nos anos 90, e, na mesma década, capitaneou o atual formato do maior teatro em areia de praia do mundo: atores globais, mil atores da comunidade, temporada de sessões, etc.

Premiado internacionalmente como diretor da Cia Histórias do Baú, Amauri assumiu a Secult na virada do milênio, durante os ‘500 anos do Brasil’ – época em que as ações culturais evidenciaram historicamente a Cidade. Desde que Bili chegou a Prefeitura em 2013, Amauri retornou à pasta. E em entrevista virtual à Revista Relevo, o gestor aborda sobre a atuação de uma das raras secretarias que não mudou o titular durante todo o mandato do prefeito.

Na atual gestão, a Secult conseguiu reabrir as Oficinas Culturais Prof. Oswaldo Névola Filho e manter diversas atividades formativas, seja convênio com OSs, comissionados, professores voluntários ou parcerias com coletivos da cidade. A transferência do prédio foi benéfica? E a partir das experiências, qual seria o melhor modelo de gestão para o local?

a8A adequação do espaço com conforto, acessibilidade, praticidade e segurança foi essencial para a realização das atividades nas Oficinas Culturais durante nossa gestão. O local atraiu centenas de interessados nas atividades formativas, eventos e apresentações artísticas.

Sobre o modelo de gestão, acredito que uma equipe de técnicos da Secretaria da Cultura pode gerenciar as oficinas em parceria com uma OS, que efetuaria as contratações dos professores e atividades e compra de materiais de consumo. Nesse formato, temos agilidade para substituir modalidades, fornecer material para o desenvolvimento das atividades e programar apresentações artisticas.

Já é muito forte a relação da Encenação de São Vicente com o calendário municipal e a Secult. O secretário já iniciou com elas nos anos 80 e, nestes anos, dirigiu-a enquanto musicais. Neste ano, a crise financeira gerou o cancelamento da edição e o IHGSV decidiu criar o seu próprio evento na sede. Como a Secult vê a alternativa dada pelo instituto e como observa a gestão e o rumo das próximas edições?

Toda e qualquer manifestação cultural é importante para o desenvolvimento do cidadão e da cidade. Qualquer grupo ou instituição pode contar teatralmente uma mesma história. Tradicionalmente, a Encenação da Fundação da Vila de São Vicente é o maior espetáculo de teatro realizado em areia de praia do mundo, no local, onde hipoteticamente os fatos históricos aconteceram. O espetáculo do Instituto Histórico teve outro formato e foi realizado em outro local.

De toda a região, a Secult de São Vicente foi a que mais investiu em ações de intercâmbio, seja com as cidades-irmãs Zacatecas (México) e Naha (Japão), seja com atividades com artistas da Espanha, Portugal, Argentina e Paraguai, tendo vivenciado um festival internacional de teatro infantil. Como a secretaria analisa o legado desse intercâmbio para os artistas locais?

a2Acrescento ainda Peru, Equador, Suécia e Nigéria. Essa política gera muitas possibilidades. A possibilidade de troca de saberes, aperfeiçoando o conhecimento de artistas locais e potencializando currículos e projetos futuros. A possibilidade de intercâmbios com apresentações, exposições e formações em outros países, fortalecendo o movimento cultural de São Vicente que ganha notoriedade e repercussão também em terras brasileiras.

A possibilidade de divulgação de nossa cidade através da circulação dos artistas estrangeiros que, ao passarem por São Vicente, divulgam suas realizações na imprensa de seus países de origem, gerando mídia espontânea e fomentando nosso turismo. E a possibilidade de divulgação de nossa cidade através da circulação dos artistas vicentinos em outros países, divulgando nossa arte, nossa história e fomentando a cultura da paz.

a4Nossa gestão proporcionou possibilidades para diversos artistas dos mais variados segmentos, onde alguns deles viajaram para outros países e outros criaram vínculos profissionais e afetivos com artistas que por nossa cidade passaram.

As artes urbanas e a dança foram os segmentos que mais despontaram em projetos de apoio, como o Vias Vivas, Festival de Quadrilhas Juninas, cursos e intercâmbios. Neste ano, a tatuagem ganhou agenda e o artesanato reocupou o Parque Vila de SV. Na avaliação da Secult, o que mudou no panorama dessas quatro áreas nos últimos anos?

a3A grande mudança aconteceu na organização do movimento cultural. Todos tiveram voz e foram ouvidos. Os que se organizaram conseguiram maiores apoios, pois estavam mais envolvidos em busca de resultados e melhorias contínuas em suas áreas de atuação.

Além das novas Oficinas Culturais, a Prefeitura reabriu a Casa da Cultura Afro-Brasileira, mas iniciou ou continuou obras ainda não previstas. Está prevista a entrega neste ano do Cine 3D, Teatro Municipal ou CEU das Artes no Humaitá? Se sim, já há alguma discussão sobre como deve ser o uso desses espaços?

A atual gestão não somente reabriu espaços. Eles foram reestruturados na forma física e no conteúdo. As Oficinas Culturais são o melhor exemplo, e após o restauro do antigo Museu do Escravo, atendendo os anseios da comunidade e entidades envolvidas do seguimento da cultura negra, o local foi rebatizado como Casa da Cultura Afro-Brasileira – Memorial ao Escravizado, que, além da exposição permanente, passou a contar com palestras, encontros, sessões de cinema e eventos relacionados ao tema.

a5Já o Parque Cultural Vila de São Vicente abriu suas portas para o desenvolvimento do artesão local, com espaços para venda e oficinas permanentes, além de reestruturar a Casa da Encenação conforme foi concebida, com exposições de figurinos, fotos, vídeos e adereços do espetáculo.

A reforma no Cine 3D, que estava com sua estrutura totalmente comprometida, teve início com recursos oriundos do DADE, mas não há previsão para o término da obra, da mesma forma que o CEU das Artes no Humaitá. Acredito que a sociedade civil organizada, por meio dos coletivos artísticos e do Conselho Municipal de Políticas Culturais devam participar de discussões para o direcionamento dos novos espaços quando estiverem prontos.

Desde 2013, reportagens citam que São Vicente sofre com vandalismo em patrimônios públicos. Mais recentemente, o Conselho de Defesa do Patrimônio foi à imprensa abordar sobre a Casa Martim Afonso e estátuas na orla. De fato, há uma situação de abandono por parte do Poder Público aos patrimônios históricos?

a3Há uma situação de vandalismo generalizada em todo o Brasil. Cotidianamente recebemos notícias sobre depredação de patrimônios históricos, mobiliário urbano, esculturas, etc, inclusive em nossas cidades vizinhas. O que faltou em São Vicente foram recursos (tanto materiais, quanto humanos) para que as repostas aos atos de vandalismo fossem feitas de forma rápida.

Acredito que um trabalho de educação deva ser realizado nas escolas, tanto públicas quanto privadas, para tentar fazer com que crianças, jovens e adultos compreendam que o que é público é um bem que pertence a todos. Somente assim, através da educação, o problema de vandalismo será resolvido.

A Prefeitura reduziu a verba prevista para a Secult nestes quatro anos em 40%. Ainda assim, do montante estimado na lei em R$ 37 mi, só foram investidos nesse período R$ 14 mi (menos de dois terços). Neste ano, dos R$ 7,8 mi previstos, a Secult só recebeu R$ 1,2 mi (corte de 85%), segundo Portal da Transparência. Até que ponto pode ser atribuído esses índices pela crise financeira, erro de gestão ou a cultura não ser prioridade do prefeito?

O orçamento da pasta de cultura quase nunca é respeitado, municipal, estadual ou de forma federal. É uma das primeiras pastas a sofrer cortes em momentos de crise. Em meu entendimento, o grande problema da falta de recursos para a área da cultura em São Vicente foi decorrente da crise financeira municipal, amplificada pela crise nacional.

Ao reativar o Conselho de Políticas Culturais, a Secult conseguiu articular as leis do Sistema e do Plano Municipal de Cultura, a efetivação do Fundo Pró-Cultura e de legislações sobre o Film Comission e a permissão de bilheteria nos auditórios municipais. Como a secretaria avalia a relação com a sociedade civil e como são oportunas essas leis aprovadas?

a2Desde nossos primeiros meses de gestão, procuramos abrir canais de diálogo entre os fazedores e consumidores de cultura em São Vicente. O desenvolvimento e crescimento do setor está intrinsecamente ligado à organização desses segmentos. Um movimento de cultura onde os objetivos principais sejam coletivos, e não individuais.

Estimulamos o Conselho Municipal de Politicas Culturais a atuar de forma correta, sem a intromissão direta do Poder Público. Em parceria com a equipe da Secult, a cidade ganhou e avançou muito e em pouco tempo na elaboração de leis para o setor cultural. E o mais importante, de forma horizontal.

 

Praça da Juventude: Oásis terá complexo cultural em Itanhaém

“A construção de um complexo de esportes e de cultura na região certamente potencializará as ações desenvolvidas em Itanhaém. Trata-se de uma iniciativa que contribuirá para a formação de muitos jovens, tornando-se referência à comunidade local”.

A frase é da coordenadora da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), Fernanda Mikaela Gonçalves Rocha, sobre a Praça da Juventude que está sendo construída na região do Oásis.

O complexo, com infraestrutura para atividades culturais e esportivas, está instalado na Rua Manoel Ribeiro dos Santos, no Oásis. A proposta é integrar em um mesmo espaço programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, inclusão digital, formação e qualificação para o mercado de trabalho e políticas de prevenção à violência.

No bairro, estão instaladas três unidades escolares: Shirley Mariano Estriga, Harry Forssell e Edson Baptista de Andrade e os projetos ‘Casa da Criança’, Guri e o ADRA que, juntos, possuem mais de 2 mil crianças envolvidas nas atividades educativas.

“A expectativa é grande no bairro”. A afirmação é da diretora da Escola Municipal Shirley Mariano Estriga, Luciana Oliveira Digmayer da Rosa, que está contente com o novo empreendimento. “Será um ambiente de suma importância para os jovens deste bairro, principalmente porque esta é uma área muito carente. É necessário que as crianças preencham o espaço com atividades saudáveis e descubram novas habilidades”.

O prédio terá quadra de esporte coberta, quadra de areia, pista de skate, equipamentos de ginástica, biblioteca, telecentro, cineteatro, salas de aula para a realização de oficinas, salas de reunião, paisagismo e playground, além de um centro de referência de assistência social com psicólogo e assistente social para o atendimento à população.

*Prefeitura de Itanhaém

 

Apesar de ‘nanico’, MinC foi imprescindível para Baixada Santista

Atualizado em: 18/mai/16 às 7h45

O orçamento do extinto Ministério da Cultura (MinC) para este ano era de R$ 2,3 bilhões. Com o governo interino de Michel Temer (PMDB), há uma sombra tão quanto ao nome do novo gestor das políticas culturais, quanto ao órgão que vai gerenciar a área, se será vinculado ao Ministério da Educação ou diretamente ao gabinete presidencial.

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Apesar do investimento do antigo MinC para atender 200.000.000 de brasileiros fosse equivalente ao orçamento total da Santos de menos de 500.000 habitantes, o ministério articulou ou financiou uma boa parte das principais iniciativas artísticas da Baixada Santista nos últimos 15 anos. Sem falar que, a partir de sua criação em nível federal, Santos, Guarujá, Cubatão e Mongaguá também mantém pastas exclusivas de cultura na região.

Centros de Artes e Esportes Unificados

5Política transversal, os centros de artes e esportes unificados – CEUs das Artes – são um programa federal que criam complexos culturais com quadras de esportes, pistas de skates, bibliotecas, salas de cinema e para cursos artísticos, entre outros serviços, em praças públicas em regiões de vulnerabilidade social.

Na Baixada Santista, cinco cidades foram contempladas. Santos, São Vicente e Cubatão têm previsão de entregar a obra neste ano. Já em Itanhaém e Peruíbe, as prefeituras não dispõem de informações em seus portais.

A gestão dos CEUs é compartilhada entre as prefeituras e a comunidade, com a formação de um Grupo Gestor, que fica encarregado de criar um Plano de Gestão, e também conceber o uso e programação dos equipamentos.

Os projetos arquitetônicos de referência dos CEUs foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar e interministerial que concebeu três modelos do equipamento, previstos para terrenos com dimensões mínimas de 700 m², 3.000 m² e 7.000m².

Museu Pelé, Guarany e Arte no Dique

2Enquanto ‘Pontão de Cultura’, o Instituto Arte no Dique conseguiu financiamento direto do ministério em R$ 1,8 milhão para a construção de sua sede em 2012, a Escola Popular de Are e Cultura Plínio Marcos, na Vila Gilda em Santos.

Com 690m² de área, o prédio em três andares e é equipado com sala de dança, biblioteca, estúdio de música para ensaios e gravações, laboratório de foto, ateliês, sala Cine Mais Cultura Sérgio Mamberti e Espaço Cibernético Gilberto Gil.

Por sua vez, o Teatro Guarany só foi revitalizado via Ministério da Cultura. Neste caso, foi através da Lei Rouanet: o restauro do patrimônio público com capacidade para 350 lugares foi orçado em cerca de R$ 6,7 milhões foi realizado com a renúncia fiscal de dez empresas.

4Também via Rouanet, os Casarões do Valongo foram revitalizados e entregues como Museu Pelé em 2014. Dos R$ 50 milhões que custearam a obra, mais de R$ 28 milhões veio por renúncia fiscal. O local foi restaurado para acomodar o espaço de uma exposição que reúne 2,3 mil peças do acervo de Pelé, em uma combinação de objetos pessoais e tecnologia interativa.

EAC, Cubatão Sinfonia e Pinacoteca Benedicto Calixto

0A Lei de Incentivo Fiscal também destinou R$ 280 mil para equipar a própria Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo, no mesmo Teatro Guarany. Ela também contemplou nos últimos anos o programa Cubatão Sinfonia, que atua nas cotas de Cubatão como escola musical para população em vulnerabilidade social. Talentos tanto da EAC, quanto do Cubatão Sinfonia, já se profissionalizaram e circulam em outros grupos da capital, do litoral paulista, continuando na cena artística.

Do mesmo modo, parte da Pinacoteca Benedicto Calixto foi custeada pelo Ministério da Cultura. A funcionária Cristina Eizo explicou numa entrevista ao Colégio Jean Piaget: “Há um centro de documentação, numa sala separada da biblioteca, que possui um totem que possibilita a pesquisa sobre a obra de Benedicto Calixto por nome, roteiro e gênero. Esse centro de documentação só foi feito graças à lei Rouanet”.

Já a Lei Cultura Viva, através dos editais do Ponto de Cultura nos últimos cinco anos, contribuiu com 12 entidades da sociedade civil em Santos e São Vicente, proporcionando a criação de uma escola de audiovisual, grupos de teatro, manutenção de quadrilhas juninas e cultura digital.

Artistas e festivais da Baixada Santista

Houve ainda artistas da região que foram diretamente contemplados pelos mais diferentes editais nos últimos anos. O escritor Ademir Demarchi relembra: “Entre 2009 e 2012, fiz em São Vicente e Santos, seis edições da revista Babel Poética, com 10 mil exemplares cada que circularam nacionalmente, com um mapeamento da poesia contemporânea do país. Foi o resultado do primeiro prêmio que obtive em edital do MinC com a Petrobras”.

Já a cineasta Erica Rodrigues, de São Vicente, foi premiada pelo programa de intercâmbio cultural do MinC, com uma bolsa de estudos em Produção Executiva para Cinema e Televisão na Pontífice Universidade Católica do Chile, a de maior renome na América Latina. “Meu projeto é de me especializar para fomentar o audiovisual na Baixada Santista. Espero conseguir obter o máximo de material em planejamentos, estratégias, adquirir habilidade comercial e trabalhar mais com projetos e editais”.

Via renúncia fiscal, o maior exemplo na região é o da Companhia Rudá, do artista circense Gustavo Lobo. Ex-Cirque du Soleil, captou mais de R$ 1,9 milhão para criar sua própria companhia em Santos e rodar com o espetáculo ‘Um Sonho Real’ por uma temporada pelas capitais brasileiras. No sentido oposto, a mesma lei do MinC beneficiou exposições que vieram à Região, ora na Pinacoteca de Santos, ora no Museu Pelé. Além do ministério cobrir parte dos custos de espetáculos do Sesc Mirada, do Sesc Bienal de Dança, e a Lei do Audiovisual já ter contemplado filmes exibidos em mostras ou no circuito comercial de cinemas da Baixada Santista.

1Ainda nestes últimos cinco anos, parte do orçamento do MinC contemplou parte de algumas edições dos principais festivais da Baixada Santista. Desde eventos municipais como Cubatão Danado de Bom e Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, até os realizados pela sociedade civil, como o Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, Fescete – Festival de Cenas Teatrais, Santos Jazz Festival e Tarrafa Literária – Festival Internacional de Literatura de santos.

*Lincoln Spada

 

Encontro no dia 6 explica lei de bilheteria em espaços públicos de SV

A partir de abril, os espaços públicos culturais de São Vicente, como teatro do Parque Cultural Vila de São Vicente e o auditório das Oficinas Culturais Professor Oswaldo Névola Filho, já permitem a venda de ingressos para espetáculos das companhias artísticas. Recentemente aprovada, a Lei Complementar 832 será o tema do encontro nesta quarta-feira (dia 6), às 19h30, nas Oficinas Culturais (Rua Tenente Durval do Amaral, 72, Catiapoã), com o secretário da Cultura, Amauri Alves.

Reivindicação da classe artística há anos, a Lei Complementar 832 foi publicada pela Prefeitura no último dia 19. A legislação que disciplina as bilheterias é resultado do trabalho da Secretaria da Cultura, com apoio do Conselho Municipal de Políticas Culturais. Ela também favorece os auditórios do Cine 3D e do CEU das Artes no Humaitá, previstos para serem reabertos este ano pela Prefeitura.

“A programação gratuita oferecida pela Secult continuará a existir, mas a lei contribui para fomentar a economia criativa, pois garantindo a cobrança de ingressos nestes espaços, os grupos artísticos da Cidade e região terão a disposição espaços com a possibilidade de geração de recursos financeiros para auxiliar no custeio de suas produções, material cenotécnico, cachês de elencos, etc, a partir da arrecadação da bilheteria”, explica o secretário da Cultura, Amauri Alves.

A permissão da venda de ingressos também terá outros benefícios. Com maior procura dos grupos artísticos para agendar sessões no teatro e nos auditórios, haverá uma programação mais ampla e diversificada para a população. Ao mesmo tempo, 10% da arrecadação com a venda dos ingressos será revertido ao Fundo Pró-Cultura, que em médio e longo prazo poderá financiar via editais outras ações e obras de artistas da cidade.

*Lincoln Spada

 

Maior complexo público cultural de SV, CEU das Artes segue em obras

Criação e gestão comunitária de um espaço público que ofereça cultura, esportes e cidadania. Este é o objetivo do programa Centros de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), que instalará uma de suas unidades na praça do Humaitá, na Rua 58, próximo ao ponto final dos ônibus, graças a um convênio da Prefeitura Municipal de São Vicente com o Governo Federal.

As obras do projeto elaborado pelo Ministério da Cultura (MinC) tem previsão de conclusão em outubro deste ano. Um destaque é que o equipamento terá como modelo de gestão a Administração Municipal através da Secretaria da Cultura com outras pastas, junto de um conselho com as lideranças comunitárias.

“A atual administração esforçou-se muito para São Vicente não perder esse investimento tão importante para o desenvolvimento da cultura de nossa cidade. Após a ação conjunta de várias secretarias coordenadas diretamente pelo prefeito, o espaço multiuso será inaugurado na área continental da cidade, promovendo a descentralização das ações culturais e oferecendo mais oportunidades aos moradores”, afirma o secretário municipal da Cultura, Amauri Alves.

Com 3 mil m², trata-se da construção do maior complexo público cultural de São Vicente, beneficiando diretamente os 17 mil moradores do Humaitá. O equipamento também será o primeiro que agregará políticas culturais na Área Continental, que abrange mais de 98 mil munícipes. A construção foi iniciada em 2015, sendo que as obras avançaram principalmente no último trimestre.

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“Que bom que as obras vão prosseguir. Fico satisfeito quando o Poder Público disponibiliza acesso à cultura para a população, já que é tão raro”, diz o funcionário público Gines Salas. “Nestes últimos meses, eles ergueram rapidamente as obras”, entusiasma-se um dos foliões no ponto do Bloco do Sapo, instalado na esquina do empreendimento público.

Na vizinhança, a alegria divide espaço com a preocupação e a fiscalização dos cidadãos para a inauguração do equipamento. “Quando o projeto foi anunciado, impressionou a todos nós. Agora esperamos que ele fique pronto ainda este ano”, comenta o estudante Jefferson Lima.

A nova praça contará com dois edifícios multiuso, dispostos numa praça de esportes e lazer, com Centro de Referência de Assistência Social, salas multiuso, biblioteca, telecentro, auditório/cinema com 60 lugares, quadra poliesportiva coberta, academia ao ar livre, playground e pistas de skate e caminhada. A Prefeitura por meio da Secretaria de Obras e Meio Ambiente relata que a construção segue em ritmo normal, com cerca 30% dos serviços já executados.

Já está concluída a cobertura metálica da quadra, e os dois prédios em alvenaria encontram-se com laje, e, atualmente, está sendo realizada a fundação da pista de skate. O valor estimado desse investimento do programa federal é de R$ 2,02 milhões, tendo contrapartida municipal de R$ 186 mil.

*Lincoln Spada