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Feminicídio pauta programação de ‘As Mulheres Contam’ em Santos

Por Corina de Assis

Em ‘As Mulheres Contam’, um painel sobre o feminicídio na Baixada Santista e no Brasil, um grupo de contadores de história, na sua maior parte mulheres, se apropriam dos dados e relatos sobre o tema e levam ao público uma séria reflexão sobre este assunto. Recomendada para maiores de 14 anos, as atividades gratuitas ocorrerão no Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136, Aparecida). Os dados do próprio noticiário dão conta do quanto o número de assassinatos aumentou, mas muitos ainda são tipificados como homicídio doloso, praticados contra a mulher em razão da condição do sexo feminino.

Estes números crescentes motivaram no coletivo Contar é Preciso a decisão de mostrar através das histórias dessas mulheres a vida ceifada precocemente em razão da violência doméstica e outras violências que muitas sofrem caladas. “Achamos oportuno que no mês de março, quando lembramos o verdadeiro motivo do dia 8/mar, fazermos memória à tantas vitimas: mães, companheiras, filhas” , relatam as integrantes do Coletivo Contar é Preciso.

A partir desse olhar, elas fazem uma seleção de histórias do noticiário policial, que gerou as adaptações a serem contadas por suas integrantes. E também conduzem uma releitura dos tradicionais contos de fadas, higienizados pela cultura machista e que escondem assim a condição madura e de alerta das mulheres em questão, como a Cinderela, a Branca de Neve e a própria Rapunzel. Confira a programação:

> 13/mar | 19h | ‘A voz do medo’ | No estilo “Gil Gomes”, um personagem do jornalismo policial, as histórias de Maria da Penha e a que gerou o próprio 8/mar.
> 20/mar | 19h30 | ‘A história delas – Repaginando o noticiário policial sobre o feminicídio’ | Como a cultura machista ameniza e conta este tipo de notícia. Apresentação da Cartilha da ONU para a Imprensa e participação do grupo Comunicando contra a Violência.
> 27/mar | ‘De Rapunzel até nossos tempos’ | A análise de alguns contos clássicos que colocam a mulher dependente da boa vontade alheia. Mas nem sempre foi assim, muitas dessas obras foram transformadas no que conhecemos hoje, mas tinham um outro ponto de vista e de partida.

Coletivo Contar é Preciso

Formado por diversas mulheres contadoras e se originou na Baixada Santista, a partir de uma oficina de técnicas de contação de histórias ministrada no Sesc Santos, pelo ator e contador de histórias Ailton Guedes e de outra, ministrada no Senac Santos, por Jaci Aragão. A partir dessas formativas, elas sentiram a necessidade de pesquisar mais sobre a tradição oral e diferentes repertórios e utilizam a Contação como instrumento de reflexão e alerta sobre variados temas, como mulheres, relações de gênero, refúgio, proteção à infância, meio ambiente e idosos.

 

Aos 40 anos, Grupo Picaré de Literatura e Artes terá nova coletânea em junho

Por Lincoln Spada | Foto: Wilson Melo

A fim de celebrar os 40 anos da criação do Grupo Picaré de literatura e artes de Santos, está previsto lançamento de uma coletânea de poesias, contos, crônicas, desenhos e fotografias para o próximo junho. O coletivo foi iniciado no mesmo mês de 1979, pelos poetas Rafael Antonio Marques Ferreira e Raul Christiano Sanchez nos corredores da Faculdade de Comunicação da Católica UniSantos, logo atraindo outros escritores.

Já nos anos 80, foram reconhecidos pelos seus manifestos, passeatas e publicação de literatura alternativa e marginal. Em prol da vanguarda e arte humanística, o grupo batizado pelo nome de rede de arrasto para pesca era contrário à elitização cultural. No manifesto Picarismo, o grupo defendia uma ação artística “direta, clara, sem o formalismo que impõe normas para a criação”.

Impressos inicialmente em mimeógrafos, os boletins poéticos organizados pelo grupo aos sábados na escadaria da universidade, eram distribuídos pelas faculdades, portas de teatro, bares e cinemas. Mais tarde, o Centro Cultural Patrícia Galvão seria a sede de uma das principais atividades do Picaré, a Feira de Literatura Independente, concluída com uma passeata poética pelo Gonzaga.

Décadas depois, o grupo irá ser revisto na futura coletânea, sob a coordenação de Raul, que se articula com editoras da Baixada Santista e da Capital para concretizar a obra comemorativa. A obra deve reunir fotos da trajetória do grupo, imagens das capas das publicações de seus autores, depoimentos, contexto histórico do movimento literário dos anos 70 e 80, além dos trabalhos de cada um dos artistas envolvidos.

A nova publicação do Grupo Picaré contará com: Alex Sakai, Antonio Do Pinho Miguel Alves, Cesar Bargo Perez, Cissa Peralta (in memoriam), Denize Gomes Gonsalves, Douglas Martins de Souza, Dudu Morato (Edwiges Morato), Edilza Lira S. Fernandes, Fausto José Barbosa, Flavio Calazans, Gil Menin, Inês Bari, Jaime Antonio Filho, José Cândido, Leopoldo Pontes, Liliam Fernandes, Luiz Antonio Canuto Dos Santos, Marilia Marques, Marisa Murta, Orlando Moreno, Orleyd Faya Corrêa, Osvaldo DaCosta, Rafael Antonio Marques Ferreira, Raul Christiano, Roberto Massoni, Rosana Limeres, Sérgio Gonçalves Pinto, Sergio Lemos, Sidney Sanctus, Valdeli Silva, Valdir Alvarenga, Vieira Vivo, Wallach e Wilson Melo.

Ainda, estão previstos os depoimentos da professora Mariângela Duarte, Sergio Trombelli, Gil Nuno Vaz, José Luiz Tahan, Márcio Barreto, Flávio Viegas Amoreira, Madeleine Alves, Sylvia Bittencourt, Julinho Bittencourt, Ricardo Soares, Thereza Rocque da Motta, Claudio Willer, Luis Avelima, Leila Míccolis, Maurilio Campos dentre outros. Mais informações, via e-mail: raul.christiano@gmail.com.

Chamamento artístico do Governo de SP e APAA segue até fevereiro

Informações da APAA

A Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e a Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) abrem inscrições de propostas artísticas até 28/fev mediante envio de formulário eletrônico pelo link: http://omelhordaculturasp.com/formulario-chamamento-2019

O formulário permite a inscrição de uma proposta do artista ou coletivo em todos os programas, projetos e equipamentos simultaneamente geridos pela associação. A entidade é gestora do Teatro Sérgio Cardoso e Teatro Estadual de Araras, também realiza o Litoral Encena, a Semana Guiomar Novaes e o Festival Paulista de Circo.

Entre as atividades mais conhecidas ministradas pela APAA, a Virada Cultural Paulista, que percorre mais de duas dezenas de municípios, e o Circuito Cultural Paulista, que abrange mais de uma centena de cidades com programação artística mensal em espaços públicos. As propostas serão avaliadas conforme a demanda anual, seguindo o cronograma de projetos, programas e equipamentos.

A APAA não se responsabiliza pelo não recebimento de inscrições por motivos de ordem técnica ou operacional, e o proponente será responsável por todas as informações prestadas. À medida em que for selecionado, o artista ou o coletivo serão contatados pela associação. A avaliação e a seleção dos projetos serão realizados por especialistas de cada área.

Tem esquenta neste sábado da Mostra 14º Cortejo Quiloa

Por Lincoln Spada

A Mostra de Arte 14º Cortejo Quiloa ganha uma sessão de esquenta neste sábado (12/jan), às 18h, com ensaio aberto do coletivo artístico. O evento será na sede do bairro portuário do Marcatu Quiloa (Av. Gov. Mário Covas, 2414/Estuário). A entrada colaborativa é de R$ 4.

O evento contará com as apresentações do Batuque da Goiabeira e dos artistas Juliana Soul’za, Douglas Martins de Souza e Luiz Santana. A DJ Nanne Bonny conduzirá as festividades, que também abrangem o Brechó Quiloa e a comercialização de comes e bebes.

Fundado em 2003, o Quiloa é o pioneiro do maracatu na Baixada Santista. O grupo fomenta as artes por meio de pesquisas, intercâmbios e produção cultural, tendo como principal evento a Mostra de Arte e Cortejo Quiloa, que desde 2006 envolve atividades formativas de música, artes cênicas, plásticas, adereços e gastronomia, além de uma série de apresentações e expressões artísticas.

 

Festa marca lançamento da primeira edição do fotozine ‘Apoena’

Por Victor Sousa e Olívia ‘A Forca’
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“Aquele que enxerga longe”. Apoena é um fotozine coletivo que reúne 14 fotógrafos da Baixada Santista. O lançamento no próximo domingo (5/nov) será da edićão de número zero, em cárater experimental, a partir das 16h, na Rua Silva Jardim, 322.
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A ação é organizada por Olívia ‘A Forca’ e Victor Sousa, junto dos fotógrafos: Andre Souza, Ana Santos, Adilson Felix, Ailton Martins, Brunita Azevedo, Bete Carlos Nagô, Catarina Bertholini Freudenthal, Jéssica Valente, Vanessa Cristine Rodrigues, Martin Justo, Nana Loureiro e Yago Pontoni.
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De acordo com Victor e Olívia, “Vamos arrecadar fundos com a venda da primeira edição e abrir o processo de criação do zine: o objetivo é criar chamadas temáticas e abertas para os próximos números do Apoena. Ou seja, precisamos do seu apoio para criar uma publicação independente e colaborativa de fotografia na Baixada Santista”.
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O zine será vendido na festa por R$ 15, sendo que o local contará com DJ Afreekassia, DJ Litta Afrontite e DJ Victor Sousa. O local também contará com cervejas, gastronomia vegana, entre outras novidades.

Happy Hour no Galpão dia 13/10

Por Nina Gagli
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Movimento é ação, atividade, dinâmica, energia e cinesia (gosto dessa palavra), é mudança e agitação. Coletivos nada mais tratam-se do que da junção de pessoas com interesses em comum, se estendem a vários temas, desde arte, política, música, empoderamento, feminismo, fortalecimento, áreas sociais, cultura e agregação.
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Junta-se à vista disso, atividade e ação, MOVIMENTO e COLETIVOS, e temos então o “Em Movimento”, que ocorrerá no Galpão Cultural no Parque Anilinas em Cubatão.
O “Em Movimento” existe para promover a oportunidade de toda uma galera linda encontrar aberturas e caminhos para atuar na constituição de um mundo melhor! : ) É, inclusive, disponibilizado no site dessa “turma” incentivadora, oportunidades como projetos, cursos, oficinas e ações em várias áreas e para todos os perfis.
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Você confere acerca destas oportunidades e oficinas clicando aqui!
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Melhor que saber de todas essas informações queridas, é ter conhecimento de que rolará um Happy Hour junto com o Coletivo 302. O Happy Hour é um evento para conhecer uma galera com objetivos sociais, jovens que querem aprender e estão dispostos em agregar a toda uma cena cultural, e fazer amizade, claro! : ) tudo isso acompanhados de um som muito da hora!
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Fica a dica: vai ocorrer uma roda de conversa com o tema: “É possível criarmos um coletivo?” Vamos colar com essa galera? Quem sabe você não encontra pessoas a firmar um coletivo, uma roda de conversa, um movimento…
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EVENTO GRATUITO! Só precisa se inscrever aqui: INSCRIÇÃO

Nos vemos! 🙂

 

Baobá Coletivo de Arte se apresenta no Parque Vila de SV

Por Baobá Coletivo de Arte

Neste sábado (dia 5), às 19h, o Baobá Coletivo de Arte realiza mais uma apresentação do Projeto PRETUme. Dessa vez, a apresentação cênica está prevista no Parque Cultural Vila de São Vicente (Praça João Pessoa). “Espaço que que carrega por si só grande parte da nossa história e cultura afro-brasileira”, cita o organizador e ator Bruno Oliveira.