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UME Anchieta ganha um Armazém das Artes nesta semana

Por Lincoln Spada
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A UME Padre José de Anchieta ganha um espaço adequado para alinhar educação e cultura, junto da Cia Lorena de Teatro. O local foi batizado pela Cia Lorena de Teatro, grupo cubatense que partilha das dependências do edifício para atividades de ensaio, produção e apresentações culturais junto à comunidade escolar, com apoio da Prefeitura via Secretaria de Educação.
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O novo espaço conta com programação voltada aos alunos e aberto à comunidade já nesta segunda-feira (dia 30), com os espetáculos ‘O Primeiro Milagre’, com Marcelo Marinho, e ‘Cuscuz com Maçã’, com Marcus Di Mello, ambos do Grupo Tescom, de Santos.
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Já nesta quarta-feira (dia 1º), às 10h30, será a vez da performance ‘Remonte’, da praiagrandense Bárbara Braw. A artista também encenará a performance ‘Melanócitos’, no mesmo dia, às 14h30. E, no dia 8, às 20 horas, será a vez do espetáculo ‘Um discurso para a minha avó’, da guarujaense Juliana do Espírito Santo. As sessões funcionarão no Sistema Pague Quanto Puder, na UME (Rua Salgado Filho, 130, Parque Fernando Jorge).

Audiências públicas discutem propostas para Plano Municipal de Cultura

Quais os seus anseios para as políticas culturais de Cubatão na próxima década? A fim de ouvir as diferentes vozes da comunidade sobre esta questão é que serão realizadas audiências públicas para a elaboração do Plano Municipal de Cultura (PMC), entre os dias 7 e 10 de novembro.
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A agenda da Prefeitura via Secult envolve o Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC). “A continuidade da construção e implantação dessa importante ferramenta, que é esse plano estratégico, foi a prioridade apontada por membros do conselho em recente reunião”, comenta o atual secretário da pasta, Pedro de Sá Filho.
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Compromisso de plano de governo da atual gestão, o PMC é o principal componente de planejamento de longo prazo dos municípios brasileiros. Enquanto futura lei, trata-se de um modo de qualificar a gestão pública, assegurar valores e direitos culturais, ampliar políticas para segmentos artísticas, criar indicadores e informações do setor, e, consecutivamente oferecer transparência e melhores serviços à população.
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Assim, as audiências serão a partir do dia 7 (terça-feira), às 19 horas, simultaneamente na UME Estado de Alagoas (Faixa do Oleoduto, s/nº, Pinhal do Miranda) e na UME Padre Manoel da Nóbrega (Av. Beira Mar, 1392, Jardim Casqueiro).
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Já no dia 9 (quinta), às 19 horas, será a vez das audiências na UME D. Pedro 1º (R. S. Francisco de Assis, s/nº, Vila Natal) e no Bloco Cultural (Pç. dos Emancipadores, s/nº, Centro). Por fim, no dia 10 (sexta), haverá os encontros na UME Pe. José de Anchieta (R. Salgado Filho, 130, Jd. Anchieta) e na UME Bernado J. M. de Lorena (Av. N. Srª. da Lapa, 785, Vl. Nova).

‘Pensei no aspecto patrimonial (da Cadeia Velha)’, diz Marcelo Araújo

Quatro anos repetidos em quatro horas. Ao descer a Santos na noite desta quarta-feira (dia 6), o secretário estadual da Cultura, Marcelo Mattos Araújo refez seu itinerário pela Cidade desde 2011. Em seus passos, não cogitou visitar as Oficinas Culturais Pagu, avistou de relance a imponente Cadeia Velha, acenou para o secretário municipal da Cultura, e sorriu pelos salões do Museu do Café. Antes de se encontrar com os artistas no Teatro Guarany, na Praça dos Andradas, notou a vizinha cadeia mais uma vez, agora, sem um plano exato para ela.

Ou com um plano, mas cavaleiro à moda antiga, o museólogo cede a vez. “Vocês foram muito felizes ao relembrarem a importância histórica do edifício e que este diálogo é constante, esta não é a primeira vez que se discute a utilização desse espaço”, refere-se à carta inicial dos fazedores de arte. “Estou pronto para ouvi-los”. Encurva-se para observar um a um no microfone, e um pouco mais a anotar as suas próprias observações.

02Há quem defenda as Oficinas Culturais, há quem defenda a ocupação de grupos e festivais, há quem defenda a preservação e o espaço museológico. Conceitos, à medida do possível, repetidos de modo didático nas intervenções do secretário. “Existe um consenso entre os presentes na questão de um centro integrado de artes e de preocupação com o patrimônio”, constata, apontando que “a Cadeia Velha é um equipamento arquitetônico único e, de sua época, o mais importante e representativo do Estado de São Paulo”.

O elogio é uma das raras mudanças de timbre durante a audiência pública sobre a discussão do edifício. Na maioria do tempo, sua fala é tão discreta quanto seus passos, a ponto de entrar e sair pelo teatro despercebido pelos presentes. No palco, circula perguntas-chaves, reconhecendo as poucas vezes que não utilizou dessa virtude.

01Questionado sobre o que esperava da Cadeia ao fechá-la para reforma, “pensei em seu aspecto patrimonial, pela relevância histórica, e conversei tanto com a Secretaria Municipal da Cultura, quanto com o Inci (organização que gerencia o Museu do Café) sobre as possibilidades para potencializar este aspecto”. Nas duas vezes nestes anos, o outro lado disse à imprensa o que ele imaginava. No entanto, agora, ele não o disse.

“Não, não existe um programa da lista de ações da Secretaria de Estado da Cultura que seja específico para fomentar centros de ações integradas. Não é o propósito das Oficinas Culturais esta finalidade, mas a de formação artística”, com uma resposta a entender que será necessário alguns meses para refletir qual melhor gestão para o espaço.

Portanto, para atender o anseio da comunidade – como, de fato, é seu compromisso como gestor público –, Marcelo precisará refletir sobre uma gestão híbrida. Adequar dois ou mais programas estaduais, e, respectivamente as organizações sociais envolvidas, como a Poiesis que administra as Oficinas Culturais. Ou estar em consenso com um programa governamental e um departamento regional ou municipal de cultura. “Estudarei mais nestes dois meses”, quase sussurra antes de fechar a porta do carro rumo à capital.

*Lincoln Spada

“Projeto Acesso Livro” incentiva a população de Presidente Prudente

 A Biblioteca Municipal Dr. Abelardo de Cerqueira César desenvolve durante o ano todo diversos projetos diários, semanais, quinzenais e mensais. Criado em 2013 pela Biblioteca, o projeto funciona quinzenalmente no quiosque do Boulevar “Os Sombras e Os Temperamentais” no Centro Cultural Matarazzo, às quintas-feiras, entre 09h e 17h. Consiste em livros recebidos como doação e que a Biblioteca já possui em seu acervo, serão oferecidos gratuitamente a escolas, entidades, ONG’s, penitenciárias e comunidade geral.

O objetivo é promover o acesso à leitura de qualidade, tornando-a algo próximo e possível a toda a população, favorecendo a formação de cidadãos leitores e culturalmente desenvolvidos. Garantir o acesso de crianças, jovens e adultos à leitura na certeza de uma contribuição de desenvolvimento intelectual e inclusão cultural a toda a comunidade, principalmente àqueles que não têm condições financeiras para adquirir livros.

A comunidade em geral pode e deve participar não só na retirada de livros, mas também doando exemplares para que outros tenham o acesso ao livro. Durante o evento a Biblioteca também estará recebendo doações de pessoas interessadas em contribuir com o projeto. Além de livros também são recebidos e colocados à disposição livros de diversos gêneros literários e gibis.