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Em busca da essência do Va’a, expedição motiva crowdfunding

Informações de Fernanda Câmara
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Seis remadores brasileiros se lançam numa incrível e inédita expedição. Partindo de Niterói no dia 27/12/17, remarão durante 12 dias, percorrendo o litoral até Santos, com chegada prevista para o dia 08/01/18. A bordo de uma canoa havaiana V6, os atletas contarão apenas com seus próprios recursos, navegando sem revezamento e sem barco de apoio!
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> Acesse a vaquinha digital CLICANDO AQUI.
A equipe Anamauê é formada pelos remadores José Paulo e Caio Guerra, do clube Canoa Caiçara (Santos – SP), Lucas Miom e Ubajara Iakowsky, do Ubatuba Hoe (Ubatuba – SP), Douglas Moura, do Icarahy Canoa Clube (Niterói – RJ) e Francisco Viniegra, do Praia Vermelha Va´a (Rio de Janeiro – RJ). Por meio dessa expedição, almejam vivenciar a experiência dos povos polinésios, que há mais de 3 mil anos desbravaram os mares, realizaram grandes travessias e colonizaram as ilhas da polinésia.
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As canoas polinésias eram originalmente fabricadas a partir de um único tronco de árvore, assim como as canoas dos povos caiçaras do litoral brasileiro, que herdaram tais práticas de grupos indígenas como os tupinambás e os tupiniquins.
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Além de completar esse grande desafio e divulgar a prática do esporte no Brasill, os integrantes da Expedição Anamauê pretendem vivenciar a essência do Va’a (canoa polinésia) e os seus valores, muito próximos aos dos caiçaras: união, coletividade, respeito ao mar e aos rios e a preservação da biodiversidade. No contexto atual, é fundamental valorizar e e discutir culturas e modos de vida nos quais a preservação dos recursos naturais é condição fundamental da própria sobrevivência e reprodução da vida e da sociedade.
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O valor proposto nesta vakinha é referente aos custos de transporte da canoa e dos atletas, alimentação, hospedagem, equipamentos, material de divulgação e produção audiovisual. Mahalo nui loa! Gratidão!

Filme em homenagem ao centenário da Briosa é tema de crowdfunding

Por Kamilli Semenov

‘A Mais BRIOSA – Um amor 100 divisão’ é um documentário que vai homenagear o centenário da Portuguesa Santista, contando sua história desde a fundação, passando por vários grandes momentos de sua trajetória, até os dias de hoje, sempre mostrando o amor incondicional de sua torcida.

O projeto é definido como um docuficção, em que depoimentos de ex jogadores, jornalistas e torcedores se misturam a uma história de ficção, baseada em fatos reais, onde um barbeiro e avô, português e residente em Santos, recebe seu neto do exterior de férias, e este começa a indagá-lo sobre que clube é aquele que ostenta fotos e bandeiras decorando a barbearia do avô. A história de ficção dá o ritmo e constrói a linha narrativa do filme, com base na história da Briosa.

O projeto começou a ser idealizado em Novembro de 2016 pelo diretor Guilherme Bernardo. Filho de Portugueses e natural de Santos, Guilherme sempre acompanhou a Briosa e se perguntava como um time com tantas conquistas não teria nada de vídeo documentado. Guilherme, então, sabendo que em 2017 a Briosa completaria 100 anos, resolveu escrever o projeto e tirá-lo do papel.

Em Janeiro de 2017 foi feita uma reunião com a diretoria da Associação Atlética Portuguesa, que autorizou a execução do projeto em exclusividade para Guilherme e a produtora DMZP, parceira na realização, e a liberação para busca de patrocinadores para financiar o filme. Desde então a busca por patrocínio é contínua e difícil. “Já ouvimos muitos nãos, e outras empresas estão estudando nossa proposta. Por enquanto não temos nenhuma empresa fechada, porém vamos tentar até o fim para que o projeto fique da forma que idealizamos e a que a Portuguesa merece”, disse Guilherme.

Com o prazo cada vez menor, Guilherme começou as filmagens com recursos próprios e já gravou com grandes nomes, como Pepe, treinador do time de 2003 e Walter Dias, jornalista e setorista da Portuguesa desde os anos 50. Para ajudar na produção do filme, foi lançada uma campanha de financiamento coletivo em troca de DVDs do documentário quando finalizado, nome nos créditos e até ingressos para o lançamento do filme (dependendo do valor da contribuição), a ser realizado em Novembro no Cine Roxy, em Santos.

Um admirador da história da briosa, Guilherme lamenta que em 100 anos muita história do clube não tenha sido preservada e por isso não quer deixar a oportunidade escapar: “A BRIOSA merece ter uma homenagem que ficará guardada para sempre na memória dos torcedores e também da cidade de Santos.”, diz. Quem quiser saber mais sobre o projeto pode acessar a página oficial do facebook: http://www.facebook.com/amaisbriosa.

 

Violinista e compositor Bruno Conde lança crowdfunding do álbum ‘Confins’

Por Márcia Abbud | Agregarte Produções

O violinista e compositor Bruno Conde lança campanha de financiamento coletivo para o CD ‘Confins’. “Optei por um financimento coletivo porque considerando as circunstâncias de um artista autoral e independente hoje em dia, um ‘crowdfunding’ é a única maneira possível de viabilizar um disco e tudo que envolve no processo”, explica o cantor. Conheça aqui a campanha.

A razão também é pelo sucesso anterior com o crowdfunding a partir do projeto Ekoa, com os amigos Kleber Serrado e Theo Cancello. Para o atual projeto, que prevê arrecadação dos ensaios até a prensagem dos CDs, os colaboradores poderão ganhar diferentes recompensas: MP3s, ingressos para shows, convites para audições, aulas de violões, entre outros. O investimento total é de R$ 9,5 mil.

As canções nasceram no violão, ganhando melodias e depois palavras. Gisele Afeche, Bruno Kohl, Tennyson, Larissa Finocchiaro, Lucas Brolese, Kleber Serrado e André Fernandes são parceiros de composição neste trabalho. Os arranjos serão minimalistas, priorizando a dinâmica sonora e as histórias das canções.

Serão convidados para o projeto, os músicos Vitor Ramil, Ladston do Nascimento, Renato Motha, Mateus Sartori, Pablo Rauaz, Bruna Moraes, Trio Sinhá Flor, Kleber Serrado, Tennyson, Guilherme Neves e André Fernandes. Além dos instrumentistas: Nailor Proveta (sopro),Theo Cancello (piano), Felipe Romano (percussão) e André Mehmari, entre outros.

Livro sobre #EuEmpregadaDoméstica é tema de crowdfunding de Preta Rara

Por Equipe Preta Rara

Sou Joyce Fernandes, a rapper Preta Rara, e, em 19 de julho deste ano, relatei no Facebook alguns abusos sofridos na época em que eu era empregada doméstica. Em menos de uma hora após a publicação, recebi uma enxurrada de mensagens e criei a página #EuEmpregadaDoméstica, que ultrapassa 130 mil seguidores, para divulgar os mais diversos tipos de humilhações e agressões – física, moral e psicológica – sofridas cotidianamente por muitas empregadas domésticas no país.

Chegou a hora da nossa voz ecoar e de reunir esforços para que sejam publicados alguns dos mais de 4 mil relatos recebidos, em formato de um livro autêntico, escrito pelas domésticas como protagonistas de suas próprias histórias. Caso a campanha ultrapasse a meta inicial, será gravado um documentário inédito, para dar rosto e vozes aos relatos, até então anônimos. Contribua, divulgue, compartilhe e espalhe pra geral, conheça a nossa campanha!

O livro

A trajetória da rapper Preta Rara será contada por meio de uma narrativa desenvolvida em dois planos de ação, espaço e tempo: vozes por detrás dos relatos recebidos ilustram o plano da ‘realidade’, em paralelo ao plano do universo psicológico dos desejos e pensamentos. A narrativa contará quem são essas mulheres e como lidam com as suas relações sociais e familiares.

Em determinados momentos da história não será possível distinguir se a história pessoal da rapper é a de sua própria mãe, ou de outras personagens ilustradas pelos traços da grafiteira Nenê Surreal. O universo psicológico dos desejos e pensamentos das personagens serão criados pela artista plástica Ana Maria Santana, cujo desenho possui influência cubista abrasileirada pela arte naif.

O documentário

Já o documentário será a voz de algumas mulheres que enviaram seus relatos para o e-mail da página. Também será registrado como foi o processo de construção do projeto ‘Eu Empregada Doméstica’ e sua rápida repercussão nacional e internacional.

A voz de cerca de 6 milhões de brasileiras ecoará e será ouvida, talvez pela primeira vez na história recente do país, que abriga a segunda maior população de descendentes de africanos em diáspora, porém alimenta um traço enraizado em sua cultura que vitima e condena milhões de brasileiros: o racismo cotidiano ‘naturalizado’ e institucionalizado em praticamente todas as esferas das relações sociais brasileiras.

Preta Rara

A santista Joyce Fernandes (31 anos) trabalhou como empregada doméstica durante sete anos e se formou em História após frequentar a Educafro. Virou turbanista, dona de marca de roupas e uma mulher capaz de reunir milhares de admiradores nas redes sociais. Começou a cantar na igreja aos 12 anos e, em 2013, já como Preta Rara dividiu o palco com o rapper Criolo, e a partir de então, foi convidada por outros artistas, como BNegão, DiMelo, Nanny Soul.

Como militante, participa de grupos de discussões sobre feminismo, cultura negra e gordofobia. Em sua trajetória recebeu premiações, com destaque para o Prêmio Jovens Pensadores (Governo Estadual), a Medalha Theodosina Ribeiro (ALESP), Troféu Zumbi dos Palmares (Conselho da Comunidade Negra de Santos).

Uzina Utópica abre financiamento coletivo para teatro ‘Tentativa Zucco’

A Uzina Utópica – Coletiva de Teatro promove campanha de financiamento coletivo (veja aqui) para o seu espetáculo ‘Tentativa Zucco’. A peça coloca em evidência um serial killer, personagem ambíguo que, a partir da morte dos pais, descarrilha, tomando um rumo que coloca em xeque todo o labirinto de estranheza que envolve as relações sociais, afetando os códigos da convivência urbana. A meta é arrecadar R$ 5 mil até o início de agosto, sendo que as pessoas podem colaborar com qualquer valor.

Com dramaturgia adaptada de Paulo de Tarso, a peça tem no elenco os artistas-criadores Lucas Pereira, Julia Alves, Letícia Cascardi, Luana Albeniz e Mayara Andrade. Há os atores convidados: Natan Alencar, Juliana Sousa, Myller Oliveira, Vanessa Souza, Vinícius Ziani, Rodrigo Alves, Rafael Almeida, Udson Santos, Fábio Faustino.

Figurinos, cenário, produção e iluminação pertencem ao elenco principal. A encenação e concepção da estética é de Douglas Lima. A sonoplastia é assinada por Sander Newton. O coletivo está ensaiando aos finais de semana no Novo Anilinas e tem estreia prevista no dia 20 de agosto. A temporada será justamente no parque, sempre aos sábados (21h) e domingos (20h), até o dia 9 de outubro.

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Tentativa Zucco

“Tentativa Zucco”, primeira obra da Uzina Utópica – Coletivo de Teatro, inspirada em “Roberto Zucco”, última obra do dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès; Escrita em 1988, baseada em fatos reais, onde Zucco é julgado por seus atos, transmitindo a idéia de que o público pode vê-lo como quiser. A poética de Koltès demonstra a fisionomia fantasmagórica de uma sociedade que contribui para a produção de um mito. Sobre a relação entre indivíduo e sociedade, violência, solidão e marginalidade. Considerada um Hamlet da contemporaneidade.

Uzina Utópica

O coletivo foi criado em Novembro de 2015. Formado por 5 jovens atores (Julia Alves, Letícia Cascardi, Luana Albeniz, Lucas Pereira e Mayara Andrade). Recém saídos do curso de Iniciação Teatral e ingressos em cursos profissionalizantes (Teatro do Kaos e Escola de Artes Cênicas “Wilson Geraldo”). O foco do coletivo reside em pesquisar Técnicas e Teorias de Interpretação (Realista, Épica e principalmete Performativa ou Pós Dramática), bem como Dramaturgia Contemporânea e Espaços Alternativos, numa Tentativa de diálogo com a cidade e seus habitantes. Surge da necessidade de aprofundamento teórico e técnico e pelo desejo de fomentar teatro na cidade.

Cidade e o Movimento Teatral

Cubatão é uma cidade carente na área teatral. O município não possui nenhum edifício específico para essa vertente cultural. Uma evidência disso é que, existem grupos teatrais, mas com dificuldade para conseguir um espaço físico para ensaios, apresentações. Por esse motivo, o Coletivo U[z]ina Utópica decidiu usar um espaço alternativo para a realização de suas peças. Outra dificuldade que os grupos teatrais enfrentam é a falta de patrocínio para a realização de suas peças.

*Uzina Utópica

 

‘Zanzalá’, de Afonso Schmidt, tem campanha para reedição por crowdfunding

Uma cidade com grandes avenidas, num vale situado no sopé da Serra do Mar, onde as pessoas cultivavam a literatura, a música, as artes plásticas, e turistas do mundo inteiro chegavam constantemente ao seu aeroporto – em 2029. Assim é a utópica Zanzalá, descrita em 1928 pelo maior escritor cubatense e um dos expoentes da literatura nacional, Afonso Schmidt. Para reeditar o livro Zanzalá e apresentá-la às novas gerações, está sendo realizada uma campanha de financiamento coletivo (crowdfunding), que já arrecadou R$ 6.000,00, mais de um terço da meta.

Proposta

Como explicam os organizadores – Santiago Carballo, consultor da Confraria de Ideias e do movimento #Tâmusaê de promoção da economia criativa e da educação criativa, e Rodrigo Simonsen, da Editora Simonsen -, o objetivo do projeto de financiamento coletivo é reunir até o final deste mês R$ 16 mil para custear a editoração, revisão e criação de novas ilustrações para o livro.

Os apoiadores terão recompensas crescentes conforme o valor investido: uma edição do livro, com o investimento de R$ 40,00; mais dois livros e o nome impresso na tiragem, por R$ 100,00; quantidades maiores de livros, para investimentos superiores a esses, que podem ser feitos também por empresas apoiadoras. Os interessados em participar podem acessar na Internet o endereço http://kickante.com.br/campanhas/zanzala

*Prefeitura de Cubatão

 

Emergências: Catarse.me anuncia modelo flexível de financiamento coletivo

A plataforma de crowdfunding Catarse.me apresentará um outro modelo de financiamento em 2016. Quem garante é um dos fundadores, Felipe Caruso, que esteve presente no Emergências, evento de arte e ativismo internacional realizado entre os dias 7 e 13 pelo Ministério da Cultura no Rio de Janeiro.

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“Atualmente trabalhamos com a proposta de ‘tudo ou nada’, se o projeto não alcançar a meta no prazo, o dinheiro não é doado a ele. Começamos assim para conquistar a confiança da população daqui no financiamento coletivo, permitindo a devolução do dinheiro. Nestes cinco anos, foram 250 mil doadores para 2,1 mil projetos executados pela plataforma, sendo 60% das iniciativas com valor de até R$ 10 mil e outros 30% até R$ 30 mil. A partir de agora, estaremos abrindo o modelo flexível”, ele explica. “Assim, diferente de você alcançar a meta ou não, você recebe o dinheiro do doador”.

No entanto, ele ressalta que, segundo pesquisas internacionais, as estatísticas sugerem o dobro de oportunidades de um projeto alcançar a meta do ‘tudo ou nada’ em relação ao modelo flexível, “porque você arrecada mais, porque tem um objetivo em comum [o prazo]. Mas daqui pra frente não é a gente que tem que decidir, foi a maneira de educarmos a comunidade. Agora, as pessoas escolherão o modelo”. Ele ressalta que a sua plataforma não trabalha só com atividades culturais, mas também iniciativas científicas e jornalísticas.

Durante o evento, ele tratou sobre a possibilidade de regulamentação federal sobre o financiamento coletivo, o que, segundo ele, poderia engessar a iniciativa. “O problema no nosso caso é a especificação de redução de impostos com cada um dos setores dos projetos. Se a gente tivesse uma simplificação e maior clareza na declaração de impostos, quem sabe. Mas antes de tudo, é necessário um diagnóstico sobre o impacto do financiamento coletivo, nos termos de economia criativa do País”.

Ele sugeriu como alternativa que o Ministério da Cultura enviasse recursos para completar projetos que alcancem a maior parte da meta. Isso bem planejado, pode distribuir a economia e não deixa de colocar as pessoas na gestão, já que só seriam contempladas as iniciativas que arrecadassem maior empenho das pessoas interessadas”.

*Lincoln Spada