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DPPDC realiza 2ª Semana do Artesanato de Cubatão; acesse a programação

Com informações da Prefeitura de Cubatão

A 2ª Semana do Artesanato de Cubatão será realizada de 18 a 22/mar através do Departamento de Políticas Públicas para a Diversidade Cultural, vinculado à Prefeitura. A programação será abertura a partir das 14h na Associação Comercial e Industrial de Cubatão (ACIC). As inscrições para o intercâmbio cultural e para as oficinas devem ser realizadas até sexta (15/mar), na Casa 2 do Parque Anilinas ou pelo telefone: (13) 3362-0844.

Criada pela Lei Municipal 3899/18, a semana municipal terá como foco cooperativismo e associativismo. “Visa a fazer os artesãos entenderem que ações coletivas tendem a fortalecê-los”, explica o diretor do Departamento de Políticas Públicas para a Diversidade Cultural, Márcio Teixeira.

Ele complementa que tais ações coletivas facilitam o acesso a políticas públicas e possibilitam ações que reduzam custos de produção, além de proporcionarem o desenvolvimento de atividades inovadoras e acesso a mercados. “Agregam valor ao produto e criam ferramentas para uni-los cada vez mais e serem mais fortes quanto movimento na Cidade”. Confira a programação completa:

> 18/mar | 14h30 | ACIC (R. Bahia, 163) | Apresentação de dança do ventre com Larissa Vidal;
> 18/mar | 15h15 | ACIC | Palestra ‘Cooperativismo e associativismo’, com Débora Silva;
> 18/mar | 16h | ACIC | Palestra ‘Linhas de crédito da Caixa Econômica Federal’;
> 18/mar | 17h | ACIC | Desfile de moda, com o Projeto Dorothea;
> 18/mar | 17h30 | AIC | Entrega das autorizações da Feira Bina e Feira Criativa de Cubatão;
> 18/mar | 18h | ACIC | Entrega das carteiras da Sutaco e da Carteira Nacional do Artesão;
> 19/mar | 8h | Parque Anilinas | Saída para visita de intercâmbio para Feira de Embu das Artes;
> 20/mar | 10h às 12h | Casa 2 (Pq. Anilinas) | Oficina de iniciação em crochê, com Alexandrina;
> 20/mar | 14h às 16h | Casa 2 | Oficina de iniciação em patchwork, com Ana;
> 21/mar | 10h às 12h | Casa 2 | Oficina de pintura em tecido, com Fabiana;
> 21/mar | 14h às 16h | Casa 2 | Oficina de flores em EVA, com Ruth;
> 22/mar | 14h às 17h | Parque Anilinas | Ação social com Instituto Mix de Cubatão (corte de cabelo, esmaltação, barbearia e sobrancelha) e MC Donald’s (animais com bexigas de ar).

 

4º Fórum Vicentino de Cultura reúne propostas a serem levadas aos prefeituráveis

Garantir e avançar com as políticas culturais de São Vicente. Este foi o objetivo do 4º Fórum Vicentino de Cultura, espaço de palestras e debates com mais de 50 participantes no último domingo, na ETEC Drª Ruth Cardoso. O evento foi uma realização do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC-SV), patrocínio do Onfoccus, Ao Fiel Barateiro, e Degustti com apoio da Prefeitura via Secult e do Governo de SP via Centro Paula Souza.

“Toda essa participação e vontade dos presentes para se envolver com a política cultural e com o conselho mostra que o nosso trabalho foi realizado com sucesso”, avalia a presidente do CPMC-SV Ivy Freitas. Por sua vez, a conselheira e artista plástica Josilma Barroso considera o evento como uma vitória. “Foi ainda melhor do que esperávamos, uma manhã muito produtiva!”.

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Ao todo, foram mais de 20 propostas apontadas pelos presentes para a Prefeitura nos próximos anos: garantia da Secult, do conselho, do programa Oficinas Culturais Professor Oswaldo Névola Filho e dos CECOFs; aumento efetivo no orçamento da Secult e no Fundo Pró-Cultura; contratação de professores de artes e técnicos de cultura; cessão de espaços ociosos públicos para cursos e produções artísticas; criação de Film Comission; realização de editais para segmentos artísticos, entre outros.

Todas as demandas serão apresentadas em uma futura carta do CMPC-SV para a atual Secult e os candidatos à Prefeitura, como um pacto em que o futuro mandato se comprometa na continuidade e melhorias nas políticas culturais de São Vicente. As datas para apresentação da carta e encontro geral com os prefeituráveis serão definidas na próximas reuniões do CMPC-SV.

Participantes

O fórum também contou com a presença dos convidados: do secretário municipal da Cultura, Amauri Alves, da chefe de difusão cultural da Secretaria de Cultura e Turismo de Praia Grande, Virna Gomes Meira, do representante da Secretaria de Turismo de Santos, Jamir Lopes, e do secretário do Conselho de Cultura de Santos, o produtor e diretor teatral Platão Capurro Filho. O evento ainda contou com a presença do vereador e pré-candidato à Prefeitura, Alfredo Martins (PT), e de outro pré-candidato, Kayo Amado (Rede).

*Lincoln Spada

 

10 anos do movimento Mães de Maio é tema de sarau na Vila do Teatro

A Vila do Teatro (Praça dos Andradas) recebe no próximo domingo (dia 22), às 20 horas, o Sarau da Vila, que tem como tema os 10 anos do movimento Mães de Maio. O evento contará com aula pública na praça com a presença de Débora Silva, uma das coordenadoras do movimento social. Além disso, haverá roda de poesia e discotecagem com Piratas do Maxixe e DJ Razi.

Mães de Maio

Era a segunda-feira após o Dia das Mães de 2006. Apesar de uma inflamação no dente, um jovem pai de família foi trabalhar e à noite voltou à casa de sua mãe, Débora Maria da Silva, para pegar um remédio que esquece-ra. De moto, para em um posto de gasolina com um amigo.

Duas viaturas policiais se aproximam deles. Ainda no posto de gasolina, o jovem pai de família foi encontrado assassinado, de capacete, com a carteira funcional de gari e o holerite manchado de sangue no bolso. A fita da câmera de segurança do posto foi apagada, as testemunhas não foram chamadas a depor, os policiais que o socorreram deram depoimentos diferentes e o delito não tem responsável.

Durante a semana do Dia das Mães em 2006, 493 paulistas foram mortos por arma de fogo. Nos boletins de ocorrência, a ‘resistência seguida de morte’ levantou as suspeitas do Poder Público. Após relacionarem as mortes ao Primeiro Comando da Capital, o Governo voltou atrás. O Observatório das Violências Policiais atribuíram 33 dos Crimes de Maio à ROTA e 161 à Força Tática.

Isso não significa que todos os jovens são mortos por policiais, sequer que todos os policiais são corruptos ou assassinos. Da mesma forma, não significa que as famílias que perderam os filhos não têm o direito de denunciar os crimes. Após receber a notícia da morte de seu filho, Débora entrou em depressão por quase dois meses, até sentir a presença dele: “Mãe, se levanta! Seja forte!”.

No dia seguinte, foi à procura de outras mulheres que também perderam seus filhos. Ao entrarem em contato com o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de São Paulo (CONDEPE-SP), depararam-se com um livro de registro dos ‘crimes de maio’. De maneira organizada com suas companheiras de luto, Débora funda e coordena o Movimento Mães de Maio. Desde então buscam o desarquivamento e a federalização dos crimes: já que todas as investigações foram encerradas e ninguém foi punido.

A cada dia mais famílias perdem seus filhos e pais em chacinas. Em abril de 2010, 22 pessoas foram mortas na Região e 23 policiais presos administrativamente como suspeitos de integrar um grupo de extermínio. Por isso, o Movimento Mães de Maio engrossa ainda mais campanhas contra violência em São Paulo e no Brasil.

*Vila do Teatro/Lincoln Spada