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Henfil recebe homenagem nesta quinta-feira na Gibiteca de Santos

Henfil, um dos mais importantes chargistas brasileiros, recebe homenagem nesta quinta-feira (5), a partir das 17h, na Gibiteca Marcel Rodrigues Paes (Posto 5 – Boqueirão). Uma exposição com trabalhos produzidos por 14 artistas, reúne diversos cartuns e ilustrações cujo tema é o incentivo à doação de sangue. A data também marca o nascimento do homenageado, falecido 1988, vítima de Aids, adquirida em decorrência da hemofilia (doença hereditária caracterizada por desordem no mecanismo de coagulação do sangue).

Os trabalhos são assinados por André HQ, Alex Ponciano, Clayton In Loco, Christian Wanderley Rodrigues, Élcio Prado, Ed Carlos, Fábio Coala, Gazy Andraus, Joel Jr. Fragoso, Leandro Henrique Altafim, Nice Lopes, Osvaldo Da Costa, Victor Freundt e Wagner Rocha. A visitação é gratuita. Informações: tel. 3288-1300.

O homenageado

Henrique de Souza Filho, o Henfil, nascido em 1944, produziu charges para jornais (Diário de Minas e Jornal do Brasil) e revistas (O Cruzeiro e O Pasquim), com trabalhos influenciados pela ligação que mantinha com movimentos sociais.

Alexandre Bar celebra mais de 25 anos como ilustrador

Charges políticas, histórias em quadrinhos infantis, livros de RPG e até zumbis em 3D. Nenhum desses temas escaparam das mãos do ilustrador santista Alexandre Valença Alves Barbosa, o Bar, que celebra mais de 25 anos de caminhada profissional.

A paixão com desenhos, claro, vem desde os três anos de idade, segundo Bar. “Meus pais trabalhavam fora e minha babá eletrônica foi a tevê. Desde aquela época, queria copiar os desenhos animados. Tentava fazer caubóis”. Ainda novo, aos 9 anos, foi para um curso de ilustração, mas foi dispensado na aula inicial: “O professor disse para minha mãe que as técnicas limitariam minha criatividade”.

02No fim dos anos 80, pela primeira vez assinou uma obra: foi uma charge publicada em A Tribuna. “Era sobre as eleições municipais, e já que havia o ex-prefeito Paulo Barbosa, portanto, em vez de Barbosa, escrevi Bar”. A tinta borrou levemente a assinatura. E tal erro virou estilo no nome do artista.

Sua assinatura está disseminada em várias imagens, desde títulos de aventuras medievais até gibis. “Prefiro RPG, pela possibilidade de criar o universo das narrativas. Mas ambos os trabalhos têm suas dificuldades, enquanto você precisa ser detalhista em RPG, também tem que fazer o simples e direto ao lidar com crianças, um público muito especial”.

04Mestre em Ciências da Comunicação pela USP, Bar se aprofundou em estudos acadêmicos sobre Quadrinhos Históricos, recriando a vida de José Bonifácio e da colonização de Bertioga em páginas infantis.

Atento na relação das artes visuais com a educação, publicou livros e, hoje, como professor da Unisanta, têm domínio sobre os programas de animação em 3D: “Com plastilina (pasta de plástico), também monto os personagens para mostrar mais da anatomia aos alunos”.

03Aliás, suas miniaturas e bustos esculpidos de 15 centímetros estão dispersos em seu lar e no armário da universidade. “Falta espaço em casa”, brinca. Amante do trabalho, às vezes, passa o dia inteiro entre pesquisas e esboços no computador. Nos anos 90, comprou seu primeiro computador só para aprender a fazer imagens no tablet (mesa digitalizadora).

E Bar vive interagindo com outros profissionais das artes visuais. Diz-se influenciar pelas técnicas de outros artistas. Foi numa vez trocando e-mails com um norte-americano que recebeu a indicação dos livros de Andrew Loomis, sua maior referência. “A minha dica para quem quer trabalhar nessa área é nunca achar que está desenhando bem, senão nunca vai querer melhorar”.

*Publicado originalmente em 27 de julho de 2013