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‘Itaipu: Uma fortaleza e seu futuro’ será lançado no Cine Roxy 4

Por Carlos Oliveira

O documentário ‘Itaipu: Uma fortaleza e seu futuro’ será inaugurado nesta próxima terça-feira (26/mar), às 21h, no Cine Roxy 4 (Shopping Pátio Iporanga – Av. Ana Costa, 465/Santos). A entrada é franca e ingressos estarão disponíveis no local da exibição a partir das 20h. Também é possível antecipar a reserva pelo site MeuIngresso.com.

O filme tem direção de Petruccio Araújo, produção da Mobile Filmes Produções, co-produção da Ação & Cena Films, finalizado pelo Cinespectra e produção executiva de Antonio Muñoz. A obra aborda um marco da arquitetura militar localizado no município de Praia Grande, litoral paulista. Esse patrimônio foi construído no período da República Velha para substituir o antigo sistema de edificações de defesa de costa, concebido por portugueses e espanhóis em defesa do Porto de Santos.

Este documentário é um foro aberto para discussão sobre preservação, restauração e revitalização do maior patrimônio histórico de Praia Grande que ameaça se degradar mais ainda por falta de uma política cultural. No filme, todos somos responsabilizados e, ao mesmo tempo, saímos vitoriosos pela exposição dos nossos pontos de vista, na busca de uma solução para a revitalização da Fortaleza de Itaipu.

 

Documentário ‘Caiçaras – às Margens do Brasil’ será exibido em Santos

Por Catharina Apolinário

O GEEAC Conexões realizará no dia 10 de maio, às 17h, exibição do documentário ‘Caiçaras – Às Margens do Brasil’, produzido e dirigido por Guilherme Rodrigues, com participação da comunidade da Ilha Diana, de Santos. O documentário teve estréia no dia 1 de abril, em Ubatuba e chega à Santos. Após exibição haverá a roda de conversa. A apresentação acontecerá no auditório do Instituto do Mar, UNIFESP Baixada Santista (R. Carvalho de Mendonça, 144/Santos).

Na roda de conversa, Melissa Vivacqua (Doutora em Sociologia Política, da UFSC, e docente do Instituto do Mar), Rafael Arosa (Mestrando em Ciência Ambiental, de Procam/USP), Eduardo Hipólito (Caiçara e morador da Ilha Diana), Guilherme Rodrigues (cineasta e fotógrafo documental, da Universidade Belas Artes/Eslováquia) e Fernanda Terra (Doutora em Ecologia de Recursos Naturais, da UFSCAR).

Produzido e dirigido por Guilherme Rodrigues, o documentário foi gravado no litoral da região sudeste do Brasil, em toda a faixa em que a cultura caiçara está presente, com inicio em agosto de 2013 e lançamento em abril de 2017. Os caiçaras são populações tradicionais consideradas como parte da cultura crioula ou cabocla, fruto do aporte cultural dos europeus, negros e índios.

O modo de vida caiçara organiza a produção material, as relações sociais e simbólicas dentro de um determinado contexto espacial e cultural. Atualmente as populações sofrem diversas pressões devido a profundas transformações relacionadas a por exemplo: construção de rodovias, turismo de massa, políticas públicas conservacionistas e expansão imobiliária.

GEEAC Conexões

O evento será a inauguração das atividades do Conexões! O GEEAC Conexões é um grupo de estudos de educação ambiental e cultura inicialmente formado por estudantes de Ciências do Mar da Unifesp – Baixada Santista que se interessam em compartilhar experiências através do diálogo e da ação com viés socioambiental, cultural e coletivista a gerar análise da realidade a partir de princípios da educação ambiental buscando identidade por meio da arte e da política no aprendizado, de forma interdisciplinar a fim de contribuir ao desenvolvimento da humanidade com inclusão social, sustentabilidade e justiça econômica.

 

Perfilado em crowdfunding, Elver Savietto faz palestra virtual sobre cerâmica dia 12

Texto e foto: Madeleine Alves

Nesta quarta-feira (dia 12), às 20 horas, o versátil artista plástica Elver Savietto dará sua primeira palestra online sobre cerâmica em ‘Cerâmica: Quando a Química dos Elementos Cria Arte’. A atividade formativa estará sendo realizada no blog Signos Possíveis: http://www.facebook.com/SignosPossiveis

Em 40 minutos, Elver falará sobre os tipos de argila, queimas e esmaltação, dando dicas básicas e respondendo dúvidas para todos que se interessem pela Cerâmica e as chamadas “artes do fogo”, respondendo a dúvidas no final da palestra.

Esta é uma ação fruto da vaquinha digital para finalizar o documentário “Sem Título Técnica Mista”, de Madeleine Alves, cuja campanha ainda está ativa! O filme está em processo de produção e, assim, a equipe audiovisual promove uma campanha de financiamento coletivo neste trimestre para sua realização. O crowdfunding está em: https://www.catarse.me/sttm-elversavietto

Livro sobre #EuEmpregadaDoméstica é tema de crowdfunding de Preta Rara

Por Equipe Preta Rara

Sou Joyce Fernandes, a rapper Preta Rara, e, em 19 de julho deste ano, relatei no Facebook alguns abusos sofridos na época em que eu era empregada doméstica. Em menos de uma hora após a publicação, recebi uma enxurrada de mensagens e criei a página #EuEmpregadaDoméstica, que ultrapassa 130 mil seguidores, para divulgar os mais diversos tipos de humilhações e agressões – física, moral e psicológica – sofridas cotidianamente por muitas empregadas domésticas no país.

Chegou a hora da nossa voz ecoar e de reunir esforços para que sejam publicados alguns dos mais de 4 mil relatos recebidos, em formato de um livro autêntico, escrito pelas domésticas como protagonistas de suas próprias histórias. Caso a campanha ultrapasse a meta inicial, será gravado um documentário inédito, para dar rosto e vozes aos relatos, até então anônimos. Contribua, divulgue, compartilhe e espalhe pra geral, conheça a nossa campanha!

O livro

A trajetória da rapper Preta Rara será contada por meio de uma narrativa desenvolvida em dois planos de ação, espaço e tempo: vozes por detrás dos relatos recebidos ilustram o plano da ‘realidade’, em paralelo ao plano do universo psicológico dos desejos e pensamentos. A narrativa contará quem são essas mulheres e como lidam com as suas relações sociais e familiares.

Em determinados momentos da história não será possível distinguir se a história pessoal da rapper é a de sua própria mãe, ou de outras personagens ilustradas pelos traços da grafiteira Nenê Surreal. O universo psicológico dos desejos e pensamentos das personagens serão criados pela artista plástica Ana Maria Santana, cujo desenho possui influência cubista abrasileirada pela arte naif.

O documentário

Já o documentário será a voz de algumas mulheres que enviaram seus relatos para o e-mail da página. Também será registrado como foi o processo de construção do projeto ‘Eu Empregada Doméstica’ e sua rápida repercussão nacional e internacional.

A voz de cerca de 6 milhões de brasileiras ecoará e será ouvida, talvez pela primeira vez na história recente do país, que abriga a segunda maior população de descendentes de africanos em diáspora, porém alimenta um traço enraizado em sua cultura que vitima e condena milhões de brasileiros: o racismo cotidiano ‘naturalizado’ e institucionalizado em praticamente todas as esferas das relações sociais brasileiras.

Preta Rara

A santista Joyce Fernandes (31 anos) trabalhou como empregada doméstica durante sete anos e se formou em História após frequentar a Educafro. Virou turbanista, dona de marca de roupas e uma mulher capaz de reunir milhares de admiradores nas redes sociais. Começou a cantar na igreja aos 12 anos e, em 2013, já como Preta Rara dividiu o palco com o rapper Criolo, e a partir de então, foi convidada por outros artistas, como BNegão, DiMelo, Nanny Soul.

Como militante, participa de grupos de discussões sobre feminismo, cultura negra e gordofobia. Em sua trajetória recebeu premiações, com destaque para o Prêmio Jovens Pensadores (Governo Estadual), a Medalha Theodosina Ribeiro (ALESP), Troféu Zumbi dos Palmares (Conselho da Comunidade Negra de Santos).

Do Noise Coletivo, documentário sobre situação dos professores estreia dia 15

Por Fabiano Keller

No próximo sábado, quando se comemora o dia dos professores, estreia em Santos um documentário que fala sobre os diversos problemas enfrentados por esses profissionais em sala de aula. ‘Você só dá aula?’ é um curta-metragem produzido, de forma independente, pela Noise Coletivo, produtora formada por um grupo de amigos apaixonados por cinema. A noite, especial para convidados, contará com um bate papo com a equipe do filme e os entrevistados.

Através de depoimentos de diversos professores das redes particular e pública de ensino, o filme retrata o duro cotidiano enfrentado por eles, buscando mostrar que a profissão vai muito além de ‘somente dar aula’. Segundo Mariana Sposati, roteirista e diretora do curta-metragem, o filme quer expôr uma situação que, normalmente, não chega ao conhecimento de pais, alunos e a população em geral. “Através da minha experiência pessoal em sala de aula, e situações vivenciadas por mim e muitos colegas em escolas por onde passei, buscamos levantar questões comuns a todos os professores, e trazer essa discussão para a sociedade”.

Além de Mariana, o filme também é dirigido por Fabiano Keller, responsável por toda a parte técnica da direção. “Dividir a direção do filme com a Mariana foi imprescindível para a realização do projeto, uma vez que ela é Pedagoga e conhece essa realidade de perto. A proximidade dela com o tema gerou a empatia necessária para que os entrevistados se soltassem durante as gravações”, diz o cineasta. Em 20 minutos, o filme apresenta depoimentos de professores da ativa, além de profissionais que abandonaram a profissão por situações diversas, muitas relacionadas à saúde.

Financiamento Coletivo

O filme foi todo produzido de maneira independente, e os custos da produção estão sendo levantados por meio de uma campanha de financiamento coletivo, através do site Kickante. Com valores a partir de R$ 15,00, as pessoas podem contribuir com a campanha, tendo direito a recompensas que vão desde o nome nos créditos finais do filme, garantir uma cópia do DVD, ou ainda exibir a marca de sua empresa no filme e material gráfico de divulgação. Com orçamento total de R$ 9.215,00, a campanha se encerra no dia 12, e ainda aceita contribuições, que podem ser realizadas através do link curto http://bit.ly/filme_aula. Maiores informações sobre o documentário estão disponíveis na FanPage http://www.facebook.com/vocesodaaula.

Ficha técnica: Mariana Sposati – Direção e Roteiro; Fabiano Keller – Direção e Direção de Fotografia; Caroline Fernandes – Direção de Produção; Cássio Santos – Som e Montagem; Betinho Neto – Design de Produção.

 

Documentário ‘Vestidas de Noiva’ é exibido nesta segunda no MISS

No próximo dia 29 (segunda-feira), às 20 horas, acontece no Miss – Museu da Imagem e do Som de Santos (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos) a exibição do documentário ‘Vestidas de Noiva’. A sessão gratuita faz parte do Dia de Visibilidade Lésbica (29 de agosto), da Comissão Municipal de Diversidade Sexual e a Seção de Apoio à Diversidade Sexual.

‘Vestidas de Noiva’

“Vestidas de Noiva” é um documentário sobre o casamento homoafetivo no Brasil. O projeto é apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo- Secretaria de Cultura, pois foi ganhador do edital PROAC 30/2014 para manifestações culturais com temática LGBT. “Vestidas de Noiva” é produzido e dirigido por Gabi Torrezani e Fabia Fuzeti, que são casadas. O filme mistura cenas do processo de casamento de Gabi e Fabia e entrevistas com pessoas relevantes para o casamento civil igualitário.

Dia da Visibilidade Lésbica

1É fundamental lutarmos todos os dias contra o machismo, racismo e homofobia, como já diz o grito de ordem de diversas marchas. Mas a importância do 29 de Agosto vai além. A homofobia não comporta as mulheres lésbicas e enquanto isso a LESBOFOBIA continua agredindo e matando mulheres lésbicas por todo o Brasil. O 29 de Agosto é importante não apenas pelo seu dia em si, mas por toda a organização realizadas pelas mulheres envolvidas. Por toda a busca de mais informações e por toda a confusão dentro das organizações para realizar um evento, de qualquer tipo que for.
O 29 de Agosto é mais um dia de luta, mais um dia de expor indignações, ocupação de espaço e exigência de direitos.

E as lésbicas negras? A visibilidade da mulher negra tem tido sua real preocupação dentro dos coletivos há pouco tempo, depois de terem surgido coletivos de mulheres negras, sites e páginas de discussão. As lésbicas negras se mostraram presentes e, assim, foram introduzidas nos espaços de organização. De início, o estranhamento e a divergência de opiniões geram atritos, mas posteriormente, o reconhecimento dos privilégios e a paciência em ouvir, reduz a distância entre mulheres e soma na luta diária contra a lesbofobia.

E as lésbicas da periferia? Com particularidades de cada mulher, sendo ela periférica ou não, os coletivos que integram a realização dos eventos para o Dia Nacional Da Visibilidade Lésbica estão cada vez mais enegrecidos e cada vez mais atentxs às questões das mulheres periféricas. Uma coisa é ser lésbica. Outra coisa é ser uma lésbica periférica. A possibilidade de uma mulher lésbica ser espancada por mostrar seu amor à sua companheira é muito maior quando na periferia. Os espaços que nos são de direito são reduzidos enquanto periferia e é isto o que é debatido, conversado e exigido em encontros.

*Coletivo Contra Maré

 

Prêmio Estímulo ao Curta-metragem tem inscrições abertas em SP

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abriu inscrições para o Prêmio Estímulo de Curta-Metragem. Publicado no Diário Oficial do Estado e disponível no site da Secretaria, o edital irá selecionar sete filmes nos gêneros ficção, documentário e animação. Cada contemplado receberá prêmio de R$ 80 mil para a produção do filme. As inscrições vão até o dia 17 de agosto.

Por se tratar de um prêmio que contempla somente curtas-metragens, os filmes devem ter duração igual ou inferior a 25 minutos. A seleção é feita por uma comissão julgadora composta por especialistas em cinema e gestores da Secretaria da Cultura. Projetos suplentes também serão selecionados para assumir o prêmio, caso os titulares não entreguem toda a documentação exigida.

O edital estabelece que três projetos selecionados sejam de proponentes do interior, litoral e Grande São Paulo. O Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem é uma das iniciativas mais antigas da Secretaria da Cultura, ajudando a revelar, desde 1968, cineastas como Carlos Reichenbach, Ugo Giorgertti, Beto Brant, Tata Amaral, Cao Hamburguer, Laís Bodanzky, Anna Muylaert, entre outros.

*Secretaria de Estado da Cultura