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Com entrada franca, visite o 25º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande

Por Prefeitura de Praia Grande

Até 31/jan, o Palácio das Artes (Av. Pres. Costa e Silva, 1600/Praia Grande) recebe o 25º Salão de Artes Plásticas, na Galeria Nilton Zanotti. A exposição das 143 obras inscritas e selecionadas para o Salão segue de terça a sábado, das 14 às 17h30, gratuitamente. O Salão reúne diversas linguagens artísticas como pintura, escultura, desenho, objeto, gravura e fotografia. Informações pelo telefone 3496-5713.

Após duas fases de seleção, os jurados Enock Sacramento, Fátima Lourenço e Cirton Genaro escolheram os quatro vencedores do 25º Salão de Artes Plásticas. Respectivamente de 1º a 4º lugar, a pintura ‘A Procura da Paisagem Perdida II’, de Simone Fontana Reis (SP); a foto ‘Somos Todos um Ponto Visto pelas Estrelas’, de Sônia Dias (SP); a gravura ‘Saneamento I’, de Omar JEE (SP); e com obra em desenho sem título, de Erinaldo da Conceição Cirino (PA). Os artistas Astrid Salles, Adelina Nishiyama, Márcia Santos e Alfredo Nobel receberam Menção Honrosa.

Iniciado em 1989, o Salão ganhou notoriedade por obras que representassem o cenário artístico de cada época, sendo um dos mais tradicionais da região no meio de eventos culturais. Referência nacional no cenário cultural, a mostra vem sendo consolidada a cada edição, de acordo com Osmário Barreto, diretor da Divisão de Artes Visuais da Sectur e responsável pela Galeria Nilton Zanotti. “Desde que o Salão passou a ser realizado em nossa Galeria, há 10 anos, temos tido a oportunidade de desenvolver ainda mais o trabalho, atuando com artistas renomados em todas as edições. O Salão hoje já possui nível de bienal segundo muitos críticos de arte. Isso é um grande orgulho para a cultura de Praia Grande”.

As obras premiadas são incorporadas ao acervo da Galeria Nilton Zanotti. “Atualmente temos aproximadamente 200 obras de diversas linguagens sob nossa curadoria. O trabalho de conservação é feito com grande cuidado e carinho pela equipe, o que possibilita que o acervo seja colocado em exposição, como foi feito nos 10 anos do PDA”, explica Osmário.

 

Exposição ‘Pinturas e Sumiês de Fang’ em Santos dia 31

A Secretaria de Cultura de Santos recebe a exposição ‘Pinturas e Sumiês de Fang’, em abertura nesta quinta-feira, dia 31 de março, na Galeria de Arte Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos), às 19 horas. O público santista poderá conferir gratuitamente os trabalhos deste artista, até dia 17 de abril, de segunda a sábado, das 13h00 às 19h00.

Nascido em Tung Cheng, província de An Huí, na China, em 1931, Fang iniciou os estudos de arte aos 11 anos de idade com Chang Zen Tseng, um pintor que residia e trabalhava na zona rural da cidade. O então adolescente caminhava quatro quilômetros, dia sim, dia não, para frequentar as aulas do mestre. Com ele aprendeu as técnicas da aquarela e do sumiê.

Fang emigrou para o Brasil em 1951, onde desenvolveu sua carreira artística. Segundo o crítico de arte Theon Spanudis, “Fang trouxe para a arte brasileira e de todo o mundo, no mais alto nível estético da pintura moderna, a espiritualidade dessa cultura antiquíssima, deste país vasto e remoto que é a China milenar. Uma bela e valiosa contribuição para a cultura global do futuro”.

Numa realização da Secretaria de Estado da Cultura – Proac – SP, apoio da Prefeitura de Santos e coordenação do Grupo Kling, a curadoria da exposição “Pinturas e Sumiês de Fang” é de Enock Sacramento, que era amigo próximo do artista. Para ele “Fang é um pintor precioso, que a China, o mais importante mercado de arte do mundo, carece descobrir nesta terra brasilis”.

*Equipe da Coordenadoria de Museus e Galerias

 

‘A Vida em Reflexo e Transfiguração’ em mostra em Santos

“A Vida em Reflexo e Transfiguração”, do artista plástico Marcos Akasaki, com curadoria do crítico de arte Enock Sacramento, está aberta na Galeria de Arte Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos) até o dia 8 de agosto com visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados, das 13h às 18h.

Vindo de diversas exposições nacionais e internacionais, Akasaki aposta em um trabalho centrado em raízes, que penetram no fundo na terra, e galhos representando raízes que se estendem para o alto, no ar. Guiado pela intuição, ele cria, a partir de desenhos e pinturas, formas, cores e texturas os mais diversos tipos de vegetais, constituídos por cerca de 400 mil espécies. Mas as árvores e flores também são temas constantes, pela simbologia ou pela riqueza das formas e entrelaçamentos que podem ser percebidos nos quadros.

Na mostra, em contraposição às raízes, surgem os troncos e os galhos, iguais e contrários, semelhantes e diferentes. Baseado no princípio do múltiplo e do espelhamento, os trabalhos desenvolvidos em “cartões” de papel, de tecido e de tela são colocados em posições opostas, sequenciais, normais e invertidas. O resultado é um conjunto visual surpreendente para aqueles que visitarem a Mostra, que inclui peças de cerâmica agrupadas pelo artista.

O objetivo é estabelecer um diálogo com o inconsciente, por meio de formas e desenhos figurativos ou abstratos que vão surgindo na tela em branco. As obras sugerem para o expectador a existência de um mundo interior rico e colorido, em contraste com o monocromático que, segundo o artista, as pessoas estão habituadas a ver.

*Gustavo Klein