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Conheça os 21 coletivos da BS premiados como Pontos de Cultura

Por Lincoln Spada

Ao todo, 21 coletivos da Baixada Santista foram contemplados no recente edital Pontos de Cultura, do Governo Estadual. As premiações atendem as ações estruturantes da Política Nacional Cultura Viva, que têm como objetivo assegurar e ampliar o protagonismo da diversidade cultural do Estado de São Paulo.

“Sabemos o quão importante são as atividades realizadas por esses coletivos culturais e, por isso, priorizamos em contemplar, pela primeira vez, esses coletivos. A grande diversidade da cultura brasileira só têm a ganhar”, afirma o secretário de Cultura, Romildo Campello.

Os prêmios de R$ 60 mil foram entregues para: Coletivo Omorodé Odé Oniô (Guarujá), Instituto de Estudos e Conservação da Mata Atlântica (Peruíbe), Instituto Arte no Dique e Vitae Domini Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (ambos de Santos), Instituto Camará Calunga e Festival de Quadrilhas Juninas (ambos de São Vicente).

Os Kits Culturais (de audiovisual ou de música) serão entreges para os coletivos: Assoc. Incena Brasil e Teatro do Kaos (ambos de Cubatão), Assoc. de Folclore e Artesanato Baronesa Esther Karwinsk, Assoc. de Capoeira Grupo Senzala, Assoc. Cultural Afro Ketu e Assoc. Folclórica Reisado Sergipano e Bumba Meu Boi (estes de Guarujá).

Também receberão os kits: Cultive Resistência e Centro Cultural Yle Ase Oya Guere Oba Baayonni (ambos de Itanhaém), Assoc. Projeto Relfe (Peruíbe), Assoc. Cultural Quiloa, Estação da Cidadania – Concidadania, Clube do Choro e Projeto Cultura de Rua (estes de Santos), Soc. Melhoramentos dos Moradores do Distrito de Samaritá e Casa Crescer e Brilhar (São Vicente).

 

Cine Sarau traz agito cultural à mais movimentada esquina de Santos

Por Eduardo Ricci
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A primeira edição do Cine Sarau “Da Manga Rosa” promoverá um final de tarde com cinema, música ao vivo com o cantor Bruno De La Rosa e degustação de sabores tropicais (frutas e sucos), dia 16 de dezembro, às 19h, num espaço criado e harmonizado com a Cine Bike Café, uma bicicleta cargueiro com projetor e som estéreo, no Recanto das Mangueiras, ao lado da Estação da Cidadania, localizada na esquina da Av. Ana Costa com a Av. Francisco Glicério, em Santos/SP.
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“A proposta é trazer uma nova consciência sobre o uso deste espaço público que está abandonado, reunir pessoas para pensar e viver melhor o ambiente urbano a partir de ações com base na experiência do cinema. Uma iniciativa da Ricci Filmes também para celebrar o primeiro ano de atividades da Cine Bike Café e em prol da Estação da Cidadania de Santos”, afirma o cineasta Eduardo Ricci, organizador do Cine Sarau.
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As imagens exibidas serão mixadas ao vivo e projetadas direto na árvore. Ação em parceria com o Fórum da Cidadania de Santos e a Vídeo Paradiso. O ingresso custa R$ 35 e dará direito a degustar porções de frutas da época, bolos, pães, patês, sucos especiais e acento sob a mangueira para assistir a apresentação cine musical. Os ingressos estão à disposição de segunda a sexta, das 14h30 às 20h30, na própria Estação. Mais informações pelo telefone 13 3221-2034.
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Um ano de Cine Bike Café
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A Cine Bike Café é um mix de ações sobre a experiência do cinema, a mobilidade e a cultura urbana, a partir de vídeos imersivos sobre as transformações na cidade e sua representação no imaginário coletivo. Ações realizadas a partir de uma bicicleta cargueira com projetor, som estéreo, graffit digital e mandalas em leds. O objetivo desta iniciativa é engajar o espectador a pensar e viver uma ideia melhor de cidade. É uma nova janela para o audiovisual que leva mais afeto ao espaço urbano. Criação e direção do cineasta e jornalista Eduardo Ricci.

Tributo a Vicente de Carvalho, antologia ‘Mar Selvagem’ é lançada dia 6

Por Márcio Barreto

‘Mar Selvagem’ é uma antologia em homenagem ao poeta Vicente de Carvalho. Reconhecido por nomes como Euclides da Cunha, Fernando Pessoa e José Lino Grunewald, seus sonetos permanecem entre os mais perfeitos da lírica em língua portuguesa. O lançamento será neste sábado, a partir das 19h, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). Publicado pela Imaginário Coletivo e Secult de Santos via Facult 2016, o livro tem o valor de R$ 30.

O livro reúne escritores, editores, músicos, compositores, bailarinos, atores e artistas visuais inspirados na obra do Poeta do Mar. Desde poemas inéditos de Walter Smetak(1913 – 1984), compositor suíço-baiano, à poesia de atores consagrados como Anselmo Vasconcelos (Globo) e à poética de escritores como Flávio Viegas Amoreira, Marcelo Ariel, entre outros que participam pela primeira vez de uma antologia nacional, Mar Selvagem traça um panorama da poesia de todos os tempos, uma ligação importante entre nosso passado, o presente e o imaginário caiçara alimentado pelo mar.

Segundo comenta Regina Carvalho (bisneta de Vicente) no prefácio, “Mar Selvagem oferece ao leitor a oportunidade de viajar pelos poemas de Vicente de Carvalho e de embarcar em várias canoas por mares poéticos e nos deslumbrar com a modernidade, contemporaneidade de estilos e por amantes das palavras. Os poemas revelam a nós mesmos, não nos matam a fome, mas alimentam nossa alma! Este livro é instigante e reacende a chama da versificação, abre caminhos para a valorização da nossa história e da poesia”.

Vicente Augusto de Carvalho nasceu e morreu em Santos (5/04/1866 – 22/04/1922). Publicou diversos livros, entre eles Ardentias (1885), Rosa, Rosa de Amor (1902) e Poemas e Canções (1908). Além de escritor, foi jornalista, político, jurista e abolicionista, tendo ajudado escravos fugitivos a se esconderem no Quilombo do Jabaquara, em Santos. A presente obra, organizada por Márcio Barreto, une poetas de diferentes regiões do Brasil em torno do principal tema de sua obra: o mar! Assim, poetas de Santos, São Vicente, Cubatão, Jundiaí, Itararé, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Recife (PE), Brasília (DF) e Maringá (PR) navegam em sua poética. Todos marujos e argonautas resistindo pelo encanto da linguagem solta, úmida, verbo de brisa, bruma e maresia!

São eles: Ademir Demarchi, Alessio Forté, Anselmo Vasconcelos, Antonio Eduardo Santos, Barbara Muglia-Rodrigues, Barney Days, Caio Cardoso Tardelli, Carlos Emilio C. Lima, Carlos Pessoa Rosa, Christina Amorim, Clara Sznifer, Claudia Brino, Claudia Marczak, Ernani Fraga, Flavio Meyer, Flávio Viegas Amoreira, Joceani Stein, José Geraldo Neres, Laert Falci, Luís Sansevero, Luis Serguilha, Madeleine Alves, Madô Martins, Marcelo Ariel, Marcelo Ignacio, Márcio Barreto, Maria José F. Goldschimidt, Mauricio Adinolfi, Natalia Barros, Orleyd Faya, Plinio Augusto Soares, Raul Christiano, Regina Alonso, Reynaldo Damazio, Rodrigo Savazoni, Roberta Tostes Daniel, Silas Correa Leite, Tamara Castro, Valerio Oliveira, Vieira Vivo, Walter Smetak (1913 – 1984), Vinicius Faria Zinn e Yuri Pospichil.

O prefácio é assinado por Regina Carvalho, bisneta de Vicente. Desde Homero, imemorial, o Mar é o elemento literário por natureza: todo homem que nasce a beira mar tem tendência a ser um sábio. Esse telurismo diante do infindo contamina virtuosisticamente nossa linguagem, fortalece mirada ampla ao horizonte e aprofunda por contiguidade nosso sentimento atlântico do mundo! Walt Whitman, Fernando Pessoa, Kaváfis! Ao lado desses mestres oceânicos o Brasil tem em Vicente de Carvalho o seu avatar literário marítimo maior!

O mar vai além do cais, localidade, baía, golfo. É atmosfera do espírito: poetas, somos faróis da humanidade ao longo e ao largo do mistério… É sabido que 90% da população humana vive até 100km dos mares: mar é útero, espelho, aconchego com o divino estelar que reflete. A Editora Imaginário Coletivo, com este livro, ergue uma ponte entre o passado e o presente, ponte que precisa ser mantida, pois sem ela, jamais alcançaremos o rio que desemboca no grande mar do Poema.

 

Flávio Viegas Amoreira ministra oficina ‘Como se tornar um escritor hoje’

Por Márcio Barreto e Flávio Viegas Amoreira | Foto: Isabel Carvalhaes

Entre os dias 27 de abril e 28 de setembro, acontecerá a oficina ‘Como se tornar um escritor hoje – Caminhos da literatura’, com Flávio Viegas Amoreira. A atividade formativa será às quintas-feiras< às 19h30, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). O valor do curso é de seis parcelas de R$100,00 cada.

É uma oficina livre com o poeta tranZmoderno passando elementos básicos da composição, divulgação e edição de poesia hoje! Adaptação de métodos a partir das obras de Ezra Pound “ABC da Literatura” e Octávio Paz “O arco e a lira”. Com abordagem da literatura com elementos de semiologia e filosofia deleuziana com mirada para novas mídias e suportes digitais.

O escritor Flávio Viegas Amoreira, crítico literário e autor de 14 livros entre poesia e prosa, idealizou um método contemporâneo de motivação de autores, aplicado especialmente para apaixonados por literatura e escritores em busca de respostas à finalização e editoração de seus trabalhos ainda na gaveta.

Um curso de seis meses sobre o poeta tranZmoderno, sobre os elementos básicos da composição, divulgação e edição de poesia hoje. A proposta é orientar escritores iniciantes, interessados em literatura e sobre técnicas de edição, com leitura de originais e análise de textos em poesia e prosa.

 

Exposição fotográfica ‘Marcha Cega’ estará na Estação da Cidadania

Por Lucas Brolese

Depoimentos, discussão sobre empatia, música ao vivo e petiscos. Essa é a previsão da vernissage da exposição fotográfica Marcha Cega na Baixada Santista, nesta segunda-feira (dia 24), às 19 horas, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). Ao final da exposição, três fotografias serão doadas para serem leiloadas com renda destinada à Instituição Braille de Santos. A entrada é franca.

A Marcha Cega é uma obra de arte conceitual, formada por uma performance de intervenção urbana que resulta em uma exposição fotográfica acessível aos cegos. Na edição da Baixada Santista, fazendo parte do Circuito LabXSantista, o projeto aconteceu nas orlas de Santos e São Vicente.

Ao todo, mais de 40 pessoas se envolveram, entre fotógrafos, cinegrafistas e amadores. O conceito central é a empatia, e os questionamentos sobre esse tema se dão de duas maneiras: a primeira na experiência empática direta, possibilitando aos voluntários uma vivência sensorial privada da visão, e a segunda em relação à simbologia visual da cena performada, que questiona a marcha cega da sociedade que não tem olhos para o outro – nesse caso, da falta de empatia.

 

A experiência do cinema que transcende a tela na Estação da Cidadania

Por Eduardo Ricci

A Estação da Cidadania de Santos recebe mais uma vez uma diferente sessão de cinema ao ar livre, realizada pela Produtora Ricci Filmes, agora com práticas de meditação, yoga, dicas sobre ayurveda, psicologia e astrologia, tudo numa imersão a partir da exibição do filme chinês “Voltando Para Casa”, de Zhang Yimou. As ações serão sugeridas ao público antes e após a exibição, com a presença de profissionais para acompanhar as práticas e haverá degustação de um alimento surpresa que faz parte da narrativa do filme. A sessão acontecerá na próxima segunda (20/03), às 19h, a Estação da Cidadania fica na Av. Ana Costa, 340.

Uma noite especial para celebrar a chegada da Era de Saturno, que começa no mesmo dia e irá durar 36 anos, trazendo à consciência o que precisa ser feito com mais assertividade, mas sem determinismos e sim com ciclos e interações com o momento histórico que vive a humanidade. Para isso foi escolhido o tema central do debate que é “O Afeto e o Tempo”.

“Escolhemos o filme de Yimou, que conta como o tempo e o afeto marcam nossa experiência de trocas com as pessoas que convivemos no dia a dia. O uso das cores e suas nuances nos filmes de Zhang Yimou, unido com uma sensibilidade enorme, fazem dele o maior nome do cinema chinês”, explicou o cineasta Eduardo Ricci que mediará o debate com os convidados: Darlene Monte (Terapeuta Ayurvédica), Jurenice Picado Alves (Psicóloga) e Rogério Rodrigues (Professor de Yoga). Para participar basta chegar no horário e garantir seu assento, a entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone 3221-2034, das 14h30 às 20h30 ou e-mail: contato@forumdacidadania.org.br.

Estação da Cidadania recebe lançamento de livro-reportagem sobre Cracolândia

Na Cracolândia paulistana, um rapaz alfabetizado virtualmente reencontrou o e-mail da irmã. Um idoso refaz suas memórias ao esboçar quadros. E uma mãe saiu do caminho das pedras através da confecção de roupas. Estes são alguns dos depoimentos de ‘Cracolândia: Território do Abraço’, publicação lançada neste sábado (dia 14), às 17 horas, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340, Santos).

Do autor santista Lincoln Spada, o livro-reportagem é fruto da parceria da Imaginário Coletivo com a Associação de Desenvolvimento Econômico e Social às Famílias (Adesaf). Esta é a ONG gestora no segmento do trabalho do De Braços Abertos, programa municipal direcionado à redução de danos com baixa exigência à população em situação de drogadição ou de rua em São Paulo.

“A perspectiva desta obra é se aprofundar sobre as políticas de redução de danos”, comenta o jornalista. “É uma boa alternativa, quando possibilita o beneficiário repensar os seus vícios e sonhos à medida em que se reconhece enquanto cidadão. As simples oportunidades de ter uma roupa limpa, tomar um banho, entrar num restaurante, ter um quarto para guardar objetos pessoais, e voltar a estudar e trabalhar”.

De 192 páginas, o livro reúne falas de gestores públicos, de colaboradores da Adesaf e, principalmente, do dia a dia dos mais de 400 beneficiários do programa paulistano. Desenvolvido por dois anos, a obra retrata o contexto sócio-histórico do bairro e das drogas, o início do programa e, consecutivamente, a atuação da ONG. Além de entrevistas, a publicação conta com fotos de Bruna Stephanie e tem como base dezenas de pesquisas acadêmicas e de reportagens. A obra está à venda por R$ 30,00. Saiba mais em http://www.adesaf.org.br.