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Semana da Cultura Caiçara de Santos inicia dia 16; confira a programação

Por Secult Santos

A 6ª Semana da Cultura Caiçara de Santos será aberta na sexta-feira (15/mar), às 19h30, na Pinacoteca Benedito Calixto (Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão), com apresentação do Coletivo Percutindo Mundos, Coletivo Caiçara e os
músicos Danilo Nunes, Pablo Mendoza, William Silva.

De fundamental importância para a formação da identidade nacional, o caiçara representa a gênese e o desenvolvimento de uma cultura que nasce no litoral, nos primeiros anos da colonização, por meio da miscigenação entre o indígena, o europeu e o africano, e depois expande-se pelo território brasileiro através dos bandeirantes, tropeiros e pelos diversos ciclos econômicos pelos quais o País passou.

A programação do evento, que este ano também será promovida em Guarujá e São Vicente, prevê muitas atividades com música, dança, teatro, literatura, contação de histórias, artes visuais, cinema, debates, oficinas, esportes, ecologia e turismo de base comunitária.

Esta edição marca o último ano em que as comemorações serão em março. A partir de 2020, a semana será celebrada em maio, depois da Quaresma. Inserido no Calendário da Cidade pela Lei 2920/13, o evento também faz parte das comemorações oficiais de outras cidades: Guarujá, São Vicente, São Sebastião, Cananeia, Ubatuba e Paraty. A semana é realizada pelos coletivos Imaginário Coletivo, Percutindo Mundos e Coletivo Caiçara, com apoio da Secult.

> 15/mar | Pinacoteca | 19h30 | Abertura oficial, com artistas, pesquisadores e autoridades da Região. Apresentação do Coletivo Caiçara e Percutindo Mundos, com os músicos Danilo Nunes, Pablo Mendoza, William Silva;
> 16/mar | Ponte Edgard Perdigão (Av. Bartolomeu de Gusmão, s/nº, Ponta da Praia) | 10h | Passeio e oficina fotográfica com trilhas e comunidades caiçaras, com Anak Albuquerque;
> 16/mar | Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340) | 18h – Feira Imaginária – Feira de livros de editoras independentes da Região e bate-papo com autores, como Madô Martins e Regina Alonso; 18h30, Apresentação de ‘Lendas Caiçaras’, com André Barros e Marina Machado; 19h, Sarau caiçara; 20h, Pindorama – Encontro de rap caiçara; 21h, Bailão do Santo – Músicas dançantes de autores da Região nos ritmos de samba rock, reggae, maracatu, soul, fandango, samba e pop.
> 17/mar | Centro de Visitantes do Parque Estadual Xixová-Japuí | 9h, Mar Caiçara – passeio pela trilha do parque até a Praia de Itaquitanduva, com Danilo Alves; 9h30, café comunitário; 11h, oficina sohre história e prática do surf; 12h, ação ambiental de coleta de resíduos sólidos e plantio de sementes nativas.
> 19/mar | Associação Cultural José Martí (R. Joaquim Távora, 217) | 19h, Cine Caiçara, com exibição de ‘História Oral da Gente de Santos’ e ‘Hans Staden’, seguido de bate-papo com o crítico Flávio Viegas Amoreira e o cineasta Dino Menezes;
> 20/mar | Lagoa da Saudade (Morro da Nova Cintra) | 14h, Batalha do Conhecimento, leitura e interpretação poética com Syro Damassaclan;
> 21/mar | Caruara | 10h, Batalha do Conhecimento; 14h, Leia Santos, com doação de livros e revistas;
> 22/mar | Universidade Católica de Santos (Av. Cons. Nébias, 300) | 19h30, Cátedra Gilberto Mendes com o bate-papo ‘O Brasil Caiçara’; 20h30, performance artística.

 

Os caminhos da literatura norteiam oficina de Flávio Viegas Amoreira

Por Lincoln Spada

O escritor Flávio Viegas Amoreira ministra a oficina literária Como se Tornar um Escritor que terá como tema neste ano ‘Os Caminhos da Literatura’. As aulas serão às quintas-feiras, das 19h às 21h30, entre os dias 21/mar e 28/nov. Os encontros serão na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos) e as inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 14h30 às 20h30. O investimento é de R$ 120.

A proposta das oficinas (atelier literário) é orientar escritores iniciantes e demais interessados em literatura sobre técnicas de edição, leitura de originais e análise de textos em poesia e prosa, para que, no prazo de seis meses, os participantes tenham condições de organizar e produzir sua primeira obra. Ao final da oficina, haverá a elaboração de uma antologia com textos dos oficineiros.

Poeta, contista e crítico literário, Flávio é uma das mais inventivas vozes da literatura nacional contemporânea, na ‘Geração 00’. O escritor utiliza forte experimentação formal e inovação de conteúdos, alternando gêneros em sintaxe fragmentada, apontado como uma das vozes da pós-modernidade literária brasileira em pesquisas de universidades norte-americanas e europeias.

 

Márcio Barreto lança sua nova obra durante Sarau Caiçara nesta sexta

Por Márcio Barreto

O livro ‘A Desmemória e seus outros nomes’ será lançado durante nova edição do Sarau Caiçara nesta sexta-feira (15/fev), das 19h às 22h, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). A publicação de Márcio Barreto (Ed. Imaginário Coletivo) tem o valor de R$ 40.

O lançamento contará com a Feira Imaginária (feira de livros) e participação do aniversariante Flávio Viegas Amoreira, do grupo Percutindo Mundos, além de: Mc Dany, Douglas Drez, Nytria, Orpheu, Martin. Entre escritores, Madô Martins e Regina Alonso têm presenças confirmadas. No dia, haverá homenagem póstuma à jornalista Helle Alves com mostra fotográfica de Myriam D’Almeida.

Em ‘A Desmemória e seus outros nomes’, o autor reúne os seus quatro últimos livros ‘O novo em Folha’, ‘Nietszhe: ou do que é feito o arco do violino’, ‘Mundocorpo’ e ‘Macunaímabladerunner’, poemas inéditos e entrevistas que marcaram sua produção literária de 2010 a 2018.

Com prefácio de Ademir Demarchi, Flávio Viegas Amoreira, Manoel Herzog, Laercio Silva, Madô Martins, Maria José Goldschmidt, Oscar Dambrosio e Carlos Pessoa Rosa, o livro é um monumento móbile às memórias e desmemórias que nos formam.

Nascido em Santos, Barreto é pesquisador da cultura caiçara e utiliza diversas linguagens para expressar suas questões como a literatura, edição de livros, música, cinema, dança, arte-educação, educação social. Já publicou sete livros entre eles ‘Ácidos Trópicos’, ‘Wisnikianas’ e ‘Mar Selvagem’, este como organizador.

Atualmente, trabalha na edição de seu romance ‘Totem’. É também compositor e líder do coletivo Percutindo Mundos que criou profundos laços com a música de Gilberto Mendes, ao qual é dedicado o livro, tendo encerrado o último Festival Música Nova, na USP em Ribeirão Preto.

Conheça os 21 coletivos da BS premiados como Pontos de Cultura

Por Lincoln Spada

Ao todo, 21 coletivos da Baixada Santista foram contemplados no recente edital Pontos de Cultura, do Governo Estadual. As premiações atendem as ações estruturantes da Política Nacional Cultura Viva, que têm como objetivo assegurar e ampliar o protagonismo da diversidade cultural do Estado de São Paulo.

“Sabemos o quão importante são as atividades realizadas por esses coletivos culturais e, por isso, priorizamos em contemplar, pela primeira vez, esses coletivos. A grande diversidade da cultura brasileira só têm a ganhar”, afirma o secretário de Cultura, Romildo Campello.

Os prêmios de R$ 60 mil foram entregues para: Coletivo Omorodé Odé Oniô (Guarujá), Instituto de Estudos e Conservação da Mata Atlântica (Peruíbe), Instituto Arte no Dique e Vitae Domini Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (ambos de Santos), Instituto Camará Calunga e Festival de Quadrilhas Juninas (ambos de São Vicente).

Os Kits Culturais (de audiovisual ou de música) serão entreges para os coletivos: Assoc. Incena Brasil e Teatro do Kaos (ambos de Cubatão), Assoc. de Folclore e Artesanato Baronesa Esther Karwinsk, Assoc. de Capoeira Grupo Senzala, Assoc. Cultural Afro Ketu e Assoc. Folclórica Reisado Sergipano e Bumba Meu Boi (estes de Guarujá).

Também receberão os kits: Cultive Resistência e Centro Cultural Yle Ase Oya Guere Oba Baayonni (ambos de Itanhaém), Assoc. Projeto Relfe (Peruíbe), Assoc. Cultural Quiloa, Estação da Cidadania – Concidadania, Clube do Choro e Projeto Cultura de Rua (estes de Santos), Soc. Melhoramentos dos Moradores do Distrito de Samaritá e Casa Crescer e Brilhar (São Vicente).

 

Cine Sarau traz agito cultural à mais movimentada esquina de Santos

Por Eduardo Ricci
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A primeira edição do Cine Sarau “Da Manga Rosa” promoverá um final de tarde com cinema, música ao vivo com o cantor Bruno De La Rosa e degustação de sabores tropicais (frutas e sucos), dia 16 de dezembro, às 19h, num espaço criado e harmonizado com a Cine Bike Café, uma bicicleta cargueiro com projetor e som estéreo, no Recanto das Mangueiras, ao lado da Estação da Cidadania, localizada na esquina da Av. Ana Costa com a Av. Francisco Glicério, em Santos/SP.
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“A proposta é trazer uma nova consciência sobre o uso deste espaço público que está abandonado, reunir pessoas para pensar e viver melhor o ambiente urbano a partir de ações com base na experiência do cinema. Uma iniciativa da Ricci Filmes também para celebrar o primeiro ano de atividades da Cine Bike Café e em prol da Estação da Cidadania de Santos”, afirma o cineasta Eduardo Ricci, organizador do Cine Sarau.
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As imagens exibidas serão mixadas ao vivo e projetadas direto na árvore. Ação em parceria com o Fórum da Cidadania de Santos e a Vídeo Paradiso. O ingresso custa R$ 35 e dará direito a degustar porções de frutas da época, bolos, pães, patês, sucos especiais e acento sob a mangueira para assistir a apresentação cine musical. Os ingressos estão à disposição de segunda a sexta, das 14h30 às 20h30, na própria Estação. Mais informações pelo telefone 13 3221-2034.
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Um ano de Cine Bike Café
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A Cine Bike Café é um mix de ações sobre a experiência do cinema, a mobilidade e a cultura urbana, a partir de vídeos imersivos sobre as transformações na cidade e sua representação no imaginário coletivo. Ações realizadas a partir de uma bicicleta cargueira com projetor, som estéreo, graffit digital e mandalas em leds. O objetivo desta iniciativa é engajar o espectador a pensar e viver uma ideia melhor de cidade. É uma nova janela para o audiovisual que leva mais afeto ao espaço urbano. Criação e direção do cineasta e jornalista Eduardo Ricci.

Tributo a Vicente de Carvalho, antologia ‘Mar Selvagem’ é lançada dia 6

Por Márcio Barreto

‘Mar Selvagem’ é uma antologia em homenagem ao poeta Vicente de Carvalho. Reconhecido por nomes como Euclides da Cunha, Fernando Pessoa e José Lino Grunewald, seus sonetos permanecem entre os mais perfeitos da lírica em língua portuguesa. O lançamento será neste sábado, a partir das 19h, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). Publicado pela Imaginário Coletivo e Secult de Santos via Facult 2016, o livro tem o valor de R$ 30.

O livro reúne escritores, editores, músicos, compositores, bailarinos, atores e artistas visuais inspirados na obra do Poeta do Mar. Desde poemas inéditos de Walter Smetak(1913 – 1984), compositor suíço-baiano, à poesia de atores consagrados como Anselmo Vasconcelos (Globo) e à poética de escritores como Flávio Viegas Amoreira, Marcelo Ariel, entre outros que participam pela primeira vez de uma antologia nacional, Mar Selvagem traça um panorama da poesia de todos os tempos, uma ligação importante entre nosso passado, o presente e o imaginário caiçara alimentado pelo mar.

Segundo comenta Regina Carvalho (bisneta de Vicente) no prefácio, “Mar Selvagem oferece ao leitor a oportunidade de viajar pelos poemas de Vicente de Carvalho e de embarcar em várias canoas por mares poéticos e nos deslumbrar com a modernidade, contemporaneidade de estilos e por amantes das palavras. Os poemas revelam a nós mesmos, não nos matam a fome, mas alimentam nossa alma! Este livro é instigante e reacende a chama da versificação, abre caminhos para a valorização da nossa história e da poesia”.

Vicente Augusto de Carvalho nasceu e morreu em Santos (5/04/1866 – 22/04/1922). Publicou diversos livros, entre eles Ardentias (1885), Rosa, Rosa de Amor (1902) e Poemas e Canções (1908). Além de escritor, foi jornalista, político, jurista e abolicionista, tendo ajudado escravos fugitivos a se esconderem no Quilombo do Jabaquara, em Santos. A presente obra, organizada por Márcio Barreto, une poetas de diferentes regiões do Brasil em torno do principal tema de sua obra: o mar! Assim, poetas de Santos, São Vicente, Cubatão, Jundiaí, Itararé, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Recife (PE), Brasília (DF) e Maringá (PR) navegam em sua poética. Todos marujos e argonautas resistindo pelo encanto da linguagem solta, úmida, verbo de brisa, bruma e maresia!

São eles: Ademir Demarchi, Alessio Forté, Anselmo Vasconcelos, Antonio Eduardo Santos, Barbara Muglia-Rodrigues, Barney Days, Caio Cardoso Tardelli, Carlos Emilio C. Lima, Carlos Pessoa Rosa, Christina Amorim, Clara Sznifer, Claudia Brino, Claudia Marczak, Ernani Fraga, Flavio Meyer, Flávio Viegas Amoreira, Joceani Stein, José Geraldo Neres, Laert Falci, Luís Sansevero, Luis Serguilha, Madeleine Alves, Madô Martins, Marcelo Ariel, Marcelo Ignacio, Márcio Barreto, Maria José F. Goldschimidt, Mauricio Adinolfi, Natalia Barros, Orleyd Faya, Plinio Augusto Soares, Raul Christiano, Regina Alonso, Reynaldo Damazio, Rodrigo Savazoni, Roberta Tostes Daniel, Silas Correa Leite, Tamara Castro, Valerio Oliveira, Vieira Vivo, Walter Smetak (1913 – 1984), Vinicius Faria Zinn e Yuri Pospichil.

O prefácio é assinado por Regina Carvalho, bisneta de Vicente. Desde Homero, imemorial, o Mar é o elemento literário por natureza: todo homem que nasce a beira mar tem tendência a ser um sábio. Esse telurismo diante do infindo contamina virtuosisticamente nossa linguagem, fortalece mirada ampla ao horizonte e aprofunda por contiguidade nosso sentimento atlântico do mundo! Walt Whitman, Fernando Pessoa, Kaváfis! Ao lado desses mestres oceânicos o Brasil tem em Vicente de Carvalho o seu avatar literário marítimo maior!

O mar vai além do cais, localidade, baía, golfo. É atmosfera do espírito: poetas, somos faróis da humanidade ao longo e ao largo do mistério… É sabido que 90% da população humana vive até 100km dos mares: mar é útero, espelho, aconchego com o divino estelar que reflete. A Editora Imaginário Coletivo, com este livro, ergue uma ponte entre o passado e o presente, ponte que precisa ser mantida, pois sem ela, jamais alcançaremos o rio que desemboca no grande mar do Poema.

 

Flávio Viegas Amoreira ministra oficina ‘Como se tornar um escritor hoje’

Por Márcio Barreto e Flávio Viegas Amoreira | Foto: Isabel Carvalhaes

Entre os dias 27 de abril e 28 de setembro, acontecerá a oficina ‘Como se tornar um escritor hoje – Caminhos da literatura’, com Flávio Viegas Amoreira. A atividade formativa será às quintas-feiras< às 19h30, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). O valor do curso é de seis parcelas de R$100,00 cada.

É uma oficina livre com o poeta tranZmoderno passando elementos básicos da composição, divulgação e edição de poesia hoje! Adaptação de métodos a partir das obras de Ezra Pound “ABC da Literatura” e Octávio Paz “O arco e a lira”. Com abordagem da literatura com elementos de semiologia e filosofia deleuziana com mirada para novas mídias e suportes digitais.

O escritor Flávio Viegas Amoreira, crítico literário e autor de 14 livros entre poesia e prosa, idealizou um método contemporâneo de motivação de autores, aplicado especialmente para apaixonados por literatura e escritores em busca de respostas à finalização e editoração de seus trabalhos ainda na gaveta.

Um curso de seis meses sobre o poeta tranZmoderno, sobre os elementos básicos da composição, divulgação e edição de poesia hoje. A proposta é orientar escritores iniciantes, interessados em literatura e sobre técnicas de edição, com leitura de originais e análise de textos em poesia e prosa.