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Aos 40 anos, Grupo Picaré de Literatura e Artes terá nova coletânea em junho

Por Lincoln Spada | Foto: Wilson Melo

A fim de celebrar os 40 anos da criação do Grupo Picaré de literatura e artes de Santos, está previsto lançamento de uma coletânea de poesias, contos, crônicas, desenhos e fotografias para o próximo junho. O coletivo foi iniciado no mesmo mês de 1979, pelos poetas Rafael Antonio Marques Ferreira e Raul Christiano Sanchez nos corredores da Faculdade de Comunicação da Católica UniSantos, logo atraindo outros escritores.

Já nos anos 80, foram reconhecidos pelos seus manifestos, passeatas e publicação de literatura alternativa e marginal. Em prol da vanguarda e arte humanística, o grupo batizado pelo nome de rede de arrasto para pesca era contrário à elitização cultural. No manifesto Picarismo, o grupo defendia uma ação artística “direta, clara, sem o formalismo que impõe normas para a criação”.

Impressos inicialmente em mimeógrafos, os boletins poéticos organizados pelo grupo aos sábados na escadaria da universidade, eram distribuídos pelas faculdades, portas de teatro, bares e cinemas. Mais tarde, o Centro Cultural Patrícia Galvão seria a sede de uma das principais atividades do Picaré, a Feira de Literatura Independente, concluída com uma passeata poética pelo Gonzaga.

Décadas depois, o grupo irá ser revisto na futura coletânea, sob a coordenação de Raul, que se articula com editoras da Baixada Santista e da Capital para concretizar a obra comemorativa. A obra deve reunir fotos da trajetória do grupo, imagens das capas das publicações de seus autores, depoimentos, contexto histórico do movimento literário dos anos 70 e 80, além dos trabalhos de cada um dos artistas envolvidos.

A nova publicação do Grupo Picaré contará com: Alex Sakai, Antonio Do Pinho Miguel Alves, Cesar Bargo Perez, Cissa Peralta (in memoriam), Denize Gomes Gonsalves, Douglas Martins de Souza, Dudu Morato (Edwiges Morato), Edilza Lira S. Fernandes, Fausto José Barbosa, Flavio Calazans, Gil Menin, Inês Bari, Jaime Antonio Filho, José Cândido, Leopoldo Pontes, Liliam Fernandes, Luiz Antonio Canuto Dos Santos, Marilia Marques, Marisa Murta, Orlando Moreno, Orleyd Faya Corrêa, Osvaldo DaCosta, Rafael Antonio Marques Ferreira, Raul Christiano, Roberto Massoni, Rosana Limeres, Sérgio Gonçalves Pinto, Sergio Lemos, Sidney Sanctus, Valdeli Silva, Valdir Alvarenga, Vieira Vivo, Wallach e Wilson Melo.

Ainda, estão previstos os depoimentos da professora Mariângela Duarte, Sergio Trombelli, Gil Nuno Vaz, José Luiz Tahan, Márcio Barreto, Flávio Viegas Amoreira, Madeleine Alves, Sylvia Bittencourt, Julinho Bittencourt, Ricardo Soares, Thereza Rocque da Motta, Claudio Willer, Luis Avelima, Leila Míccolis, Maurilio Campos dentre outros. Mais informações, via e-mail: raul.christiano@gmail.com.

‘Como é bom ser bom’ conta com cinedebate na Unisantos

Por Carlos Oliveira
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Nos primórdios do cinema, as imagens projetadas necessitavam da inserção de legendas para ajudar no entendimento das narrativas. O aparecimento do pianista do cinema mudo foi uma solução formidável, uma vez que a música tocada ao vivo ajudava a contar as histórias, dando mais vida às cenas. Desde então, a música tem acompanhado a evolução do cinema, ajudando a emocionar as pessoas que assistem aos filmes.
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No dia 17 de outubro, às 19 horas, na Unisantos (Av. Cons. Nébias, 300/Santos), o músico e compositor Theo Cancello e o cineasta e produtor audiovisual Carlos Oliveira batem um papo sobre o processo de criação e direcionamento da trilha sonora de “Como é bom ser bom”, um filme de curta metragem que mostra um episódio da vida do médico e poeta santista José Martins Fontes (Santos, 23 de junho de 1884 — Santos, 25 de junho de 1937).
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O bate-papo, que acontecerá após a exibição do filme, terá a coordenação do Professor Doutor Gil Nuno Vaz, do curso de Licenciatura em Música da Unisantos. Serão tratados assuntos como: a importância da concepção da trilha sonora original juntamente com o diretor do filme, as responsabilidades criativas do diretor e do compositor, escolha por produção de trilha sonora original ou utilização de trilha pré-gravada.
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O evento tem como objetivo valorizar o papel do músico que compõe para o audiovisual e estimular a aproximação do compositor com o mercado de cinema, TV e novas mídias. A Professora Doutora Rosa Maria Valente Fernandes, do curso de Letras da Unisantos, também participará, abordando a obra do poeta Martins Fontes, personagem principal do filme a ser exibido.