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Minimalismo e Santos se entrelaçam em nova mostra de Tom Leal

Por Maurício Businari

Tendo como pano de fundo a cidade de Santos, com suas belezas naturais e arquitetura diferenciada, será inaugurada no dia 23/jan, às 19h, na Cinza General Store (Praça Rotary, 16/Gonzaga), a exposição fotográfica ‘Santos, simples assim’. A mostra reúne 13 obras do fotógrafo santista Tom Leal, que revelam detalhes arquitetônicos, paisagens e ícones conhecidos da Cidade. A visitação gratuita segue de terça a domingo, das 18h à 1h, até 14/fev.

Minimalismo, grafismo e registro documental foram alguns dos estilos buscados por Tom Leal na produção das imagens. A captura foi realizada logo no retorno do fotógrafo ao município, em 2008, após 10 anos vivendo e trabalhando na capital. Como ferramentas, Tom Leal usou câmeras digitais DSLR, compactas e celulares. O resultado são imagens com grande diversidade cromática e de formas, mas que chamam a atenção por sua simplicidade.

“O sentido de que ‘menos é mais’ é um dos fundamentos da escola Bauhaus, movimento nascido na Alemanha e que ajudou a disseminar o conceito do minimalismo no mundo todo”, explica o fotógrafo. “Sou um grande fã dessa corrente, da mesma forma como me atraem as formas geométricas, o grafismo. As imagens selecionadas para a mostra trazem a soma dessas paixões ao amor que sinto por Santos, e que de uma certa maneira pude redescobrir ao voltar a morar aqui”.

Tom Leal é fotógrafo, formado pelo Senac (SP). Conquistou o seu primeiro prêmio de fotografia em 2002 e desde então obteve premiações e menções honrosas em diversos concursos. É um dos idealizadores da TUmobgrafia, movimento surgido em Santos, que incentiva o uso de dispositivos móveis na fotografia. Atualmente possui estúdio em Santos, na Vila Mathias, onde desenvolve trabalhos em diversos segmentos, além de trabalhar como docente no Senac Santos.

 

Celebração Realejo Livros conta com oito autores nesta sexta

Por Lincoln Spada

A Realejo Livros promove uma celebração com encontros, autógrafos e abraços com oito autores de seu catálogo. O evento gratuito será nesta sexta-feira (21/dez), a partir das 18h, na Av. Marechal Deodoro, 2, Gonzaga/Santos. Ainda, o evento contará com a tradicional sessão de Marcos Canduta e Débora Gozzoli, acompanhados de outros músicos convidados.

Participarão do encontro: Cássio Zanatta (de ‘O Espantoso nisso tudo’), Juliana Araripe (de ‘Errando na Mosca’), Julio Bernardo (de ‘Edifício Tristeza’), Marina Moraes (de ‘Água para as visitas’), Matthew Shirts (de ‘O Jeitinho Americano’), Rene Ruas (de ‘Poleiro de Pato é Terreiro – Firulas e Parangolés e Coisa e Loisa’), Vladir Lemos (de ‘Juízo, torcida brasileira’) e Gisela Monteiro (de ‘Imprevisíveis!’).

Criada como livraria em 2001, ainda dentro da Universidade Católica de Santos, a Realejo Livros está com a sua atual sede no Gonzaga há 15 anos. Em 2006, expandiu com a Realejo Edições e, desde 2009, com a Tarrafa Literária – Festival Internacional de Literatura de Santos.

 

Cia Aplauso Contemporâneo faz sessão gratuita no Gonzaga

Informações da Cia Aplauso Contemporâneo

A Cia Aplauso Contemporâneo apresenta nesta quinta-feira (20/dez), às 19h, a sessão gratuita de ‘Algumas Cenas e Várias Vidas’, na Praça Rotary, Gonzaga/Santos. Sob coreografia de Luciana Raccini, os participantes realizam sessão em parceria com o Cinza General Store.

Criada em 2014, a Aplauso é fruto do trabalho de Luciana e Sueli, com o intuito de resgatar e reformular o cenário da dança. Amigas desde os anos 80, ambas acreditam no poder transformador da arte e realizam um trabalho baseado na formação do indivíduo.

O primeiro espetáculo da companhia foi ‘Santos de Frente para o Mundo’, em homenagem à Cidade. Para Luciana, a expressão corporal através da dança “é um conhecimento, uma experiência que deve ser proporcionada desde que se toma consciência do corpo, desde pequeno”.

 

Vida e obra de Henfil é tema de cinedebate nesta terça

Por Secult Santos

Nesta terça-feira (18/dez), às 21h, o Cine Arte Posto 4 (orla do Gonzaga/Santos) recebe a sessão especial do documentário ‘Henfil’, que retrata a vida de um dos mais importantes cartunistas brasileiros. A projeção terá a presença da diretora Angela Zoé, que participará de bate-papo mediado pelo jornalista e crítico de cinema André Azenha. Ingressos de R$ 1,50 a R$ 3.

Com depoimentos de cartunistas como Ziraldo, Jaguar, Sérgio Cabral e Tárik de Souza, além de animações realizadas com os desenhos de Henfil, o filme traz também imagens inéditas do artista e de sua família, incluindo seu irmão, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Criador de personagens como Ubaldo, Graúna, Cangaceiro Zeferino e os Fradins, Henfil de Souza Filho é considerado um dos maiores cartunistas do Brasil.

Criado na periferia de Belo Horizonte, Henfil chegou a cursar Sociologia (UFMG), mas logo abandonou. Foi embalador de queijos, contínuo em uma agência de publicidade e jornalista, até se especializar nos anos 60 em ilustração e produção de HQs. Teve seu trabalho publicado por veículos como Pasquim, Realidade, Placar e O Cruzeiro.

O cartunista também atuou com cinema, teatro, TV e literatura, e recebeu os prêmios Cid Rebelo Horta (melhor cartunista, em 1965) e Vladimir Herzog (Artes, em 1981). Destacou-se também pela atuação em movimentos contra a ditadura militar. Hemofílico, após uma transfusão de sangue, contraiu o vírus HIV e faleceu em 1988.

‘A Cidade Onde Envelheço’ chega ao Cine Arte Posto 4

Por Secult Santos
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Com direção de Jonathan Teplitzky, o drama ‘Churchill’ se passa na Inglaterra de 1944, em plena Segunda Guerra Mundial. Às vésperas da realização da Operação Overlord, quando tropas aliadas desembarcaram na Normandia para enfrentar o exército nazista, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill (Brian Cox) batalha nos bastidores para que a ação militar seja adiada.
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Segundo Churchill, a operação é arriscada demais e colocaria em risco desnecessariamente a vida de milhares de soldados. Entretanto, apesar das constantes reclamações, o general Dwight Eisenhower (John Slatery) segue decidido a levar adiante a investida militar. O filme entra em cartaz no dia 4 de janeiro, quando o Cine Arte reabre após recesso já iniciado.
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Sessões às 16h, 18h30 e 21h. Cine Arte Posto 4. Orla do Gonzaga, próximo ao Canal 3. Os ingressos custam R$ 1,50 (meia) e R$ 3,00. Classificação: 12 anos. Informações pelo tel. 3288-4009.

Cinema, teatro e dança neste fim de semana em Santos

Por Secult Santos
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‘David Lynch – A Vida de um Artista’ chega ao Cine Arte
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Em uma jornada íntima, o documentário ‘David Lynch – A Vida de um Artista’ narra os anos que formaram a vida do cineasta responsável por filmes como ‘O Homem Elefante’. ‘Eraserhead’, ‘Veludo Azul’ e ‘Cidade dos Sonhos’, além da cultuada série ‘Twin Peaks’.
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Desde sua criação em uma pequena cidade até a vida nas ruas escuras de Filadélfia, acompanhamos Lynch, que traça os eventos principais para a sua formação. Em cartaz de quinta-feira (30) ao próximo dia 6. Sessões às 16h, 18h30 e 21h. Cine Arte Posto 4. Orla do Gonzaga, próximo ao Canal 3. Os ingressos custam R$ 1,50 (meia) e R$ 3,00. Classificação: 12 anos.
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Trilogia Miyamoto Musashi continua na Cinemateca
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A Cinemateca de Santos exibe o último filme da trilogia baseada no renomado romance ‘Musashi’, escrito por Eiji Yoshikawa e publicado em capítulos no Japão, em 1935, no jornal Asashi Shimbun: ‘Samurai III: Duelo na Ilha Ganryu’. Sábado (2). 20h. Rua Xavier de Toledo, 42. Gratuito.
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‘O Pequeno Príncipe’ é dica no Coliseu 
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A Academia Contra Passo apresenta espetáculo inspirado na obra do escritor, ilustrador e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. Sexta-feira (1º), sábado (2) e domingo (3), às 20h30. Teatro Coliseu (R. Amador Bueno, 237). Ingressos de R$ 60 a R$ 160.
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‘Moana – Um Show de Aventuras’ estará em dança no Municipal
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Montado pela Engenharia da Dança, o espetáculo é inspirado no desenho produzido pelo Walt Disney Animation Studio. Ambientado na Polinésia antiga, se desdobra quando uma terrível maldição atinge a ilha onde vive Moana. Sessões: dias 6 e 7, às 20h, e dia 8 às 20h30. Teatro Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48). Entrada a R$ 80.
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Domingo (3) traz ‘Corcunda de Notre Dame’
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Com interpretação da Oficina de Atores de São Paulo – Pinheiros e do Grupo TECE de Teatro Experimental, o conto de Victor Hugo traz a história do corcunda que toca os sinos da Catedral de Notre Dame, em Paris.
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Ao se apaixonar por uma cigana, ele deve enfrentar a ira de um juiz com más intenções e o julgamento da população. A adaptação e direção são de Niveo Diegues. Domingo (3). 15h. Teatro Guarany (Praça dos Andradas). Ingressos a R$ 40.

Sesc Santos apresenta musical em homenagem aos 90 anos de Suassuna

Por Corina de Assis e Felipe Veiga
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Dias 19 e 20 de outubro, o Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136) recebe em seu Teatro o espetáculo musical ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, uma homenagem da cia. Barca dos Corações Partidos a Ariano Suassuna, que completaria 90 anos, em 2017. As apresentações serão na quinta-feira dia 19 de outubro às 21h, e sexta-feira dia 20 de outubro às 19h. Ingressos de R$ 6 a R$ 20.
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‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.
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Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo.
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Desta forma, com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Bráulio Tavares. Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos.
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‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora. A escolha de Ariano Suassuna foi também coerente com toda a trajetória da Barca dos Corações Partidos, fiel defensora de um repertório nacional e de um teatro que privilegia o intercâmbio de linguagens. Recentemente, o grupo arrebatou os principais prêmios da temporada.
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Origem do Grupo
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O grupo se formou no processo de ‘Gonzagão – A Lenda’ (2012), celebração de outro ícone nordestino, Luiz Gonzaga, e logo em seguida reviveu um clássico de Chico Buarque (‘Ópera do Malandro’, 2014), ambos com direção de João Falcão. Chico César, Braulio Tavares e Luís Carlos Vasconcelos assistiram aos três trabalhos e aceitaram na mesma hora o convite para se unir nesta nova empreitada.
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O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.
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Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.
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Homenagem não-biográfica
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O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
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A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto.
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A maioria das letras ficou a cargo de Bráulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.