Arquivo da tag: grafite

Morro do São Bento ganha mural de arte urbana sobre direitos humanos

Por Secult Santos

A arte urbana traz cores e mensagens de paz à Cidade. O artista plástico Daniel Artes está em processo de produção de um mural com roteiro alusivo ao aniversário de 70 anos dos Direitos Humanos. Com o título ‘Da França para o mundo: Direitos Humanos’, um ideal comum para todos os povos e nações, a obra, de 50 m², fica no bairro São Bento, com acesso pela Avenida Getúlio Vargas. Sua confecção foi realizada neste mês até o último fim de semana (16/dez).

Esta é segunda parte dos murais alusivos a datas que refletem a diversidade cultural, igualdade de direitos e deveres. O primeiro pode ser conferido no sopé do Monte Serrat, na Rua Bittencourt. Assinada pelos artistas Val, Toddy e Pone, integrantes da equipe da Opni, a arte faz alusão ao Dia da Consciência Negra.

O santista Daniel Artes começou no desenho aos 6 anos. Com 15, passou a criar adesivos para seus amigos em capacetes e veículos, assim como a pintar telas e paredes com pincel. Com 20, conheceu a aerografia e se apaixonou por essa arte, adquirindo seu primeiro equipamento e desenvolvendo técnicas.

É na busca pelo aperfeiçoamento que nascem os traços, cores e desenhos característicos de seu estilo, tanto nas releituras quanto em suas criações autorais. Busca sempre atualização para trabalhar com diversas tintas e superfícies, especialmente no estilo free hands, que mistura arte urbana, referências dos HQs, surrealismo, expressionismo e arte moderna.

Atualmente o artista adorna paredes, fachadas, interiores e exteriores em residências e empresas. Cria telas e painéis, assim como grades murais. Alguns de seus trabalhos são: ‘Minha Linda Santos’, com 11m X 30m, localizado no Complexo Marina (próximo ao Terminal Rodoviário), no Centro; ‘Minha Linda Santos II’, com 2,5m X 10m, localizado em loja de tintas na Vila Mathias; ‘A Criação’, com 4m X 7m, no Parque Ecológico Voturuá.

Em SV, Etecri tem inscrições para vários cursos técnicos

Por Prefeitura de São Vicente
.
Quer se especializar para entrar no mercado de trabalho ou aprimorar o que já sabe? A unidade vicentina das Escolas de Técnicas de Economia Criativa (Etecri) tem inscrições abertas para diversos cursos. É uma ótima oportunidade para munícipes acima de 16 anos ou pessoas que estão desempregadas. As aulas começam no primeiro bimestre de 2018.
.
Entre as opções estão os cursos de Assistente de Produção de Áudio e Vídeo, Food Styling (Gastronomia), Grafite, Práticas em Mídias Sociais, Recreacionista, Técnicas de Design de Moda, Técnicas de Web Design e Vitrinista.
.
A formação dura até três meses, a carga horária é de até 160 horas/aula, nos períodos da manhã, tarde e noite. As turmas serão formadas por até 20 pessoas. O Centro Paula Souza ficará responsável pela execução, enquanto a Associação de Desenvolvimento Econômico e Social às Famílias (Adesaf), cuidará da gestão administrativa.
.
Para realizar a inscrição, é preciso residir no Estado de São Paulo, ser alfabetizado, entrar no site do Via Rápida (www.viarapida.sp.gov.br), preencher o cadastro e selecionar o curso que deseja. Caso o candidato seja selecionado, receberá um email, carta ou telegrama informando a vaga disponível.
.
Depois de se formar, o aluno tem a possibilidade de se registrar como Microempreendedor Individual (MEI) e receber suporte da Junta Comercial do Estado de São Paulo. Dessa forma, pode abrir o próprio negócio de prestação de serviços, com direito a emissão de nota fiscal. São Vicente tem duas unidades da Etecri: na Avenida Nações Unidas, 1.714, Vila Margarida; e na Rua do Canal, 70, México 70.

Confira a programação completa do Dia Municipal do Hip Hop em Santos

Por André Azenha

Celebrado em Santos desde 2008, o Dia Municipal do Hip Hop tornou-se um evento referência no segmento, atraindo centenas de artistas do ramo de Santos e outras cidades. Para 2017, o projeto “Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop” – criado pelo produtor cultural Orlando Rodrigues e o DJ Mamuth – preparou uma extensa programação visando fortalecer essa cultura na região, formar público, instigar o pensamento crítico, valorizar artistas locais, promover intercâmbio cultural e democratizar o acesso da população à cultura. As atividades abordarão os quatro elementos do movimento: dança, rimas, discotecagem e grafite.

De 11 a 16 de maio, o município receberá ações em diversos no Centro de Cultura Patrícia Galvão, Praça Mauá, Centro Esportivo e Cultural “Dale Coutinho” e Cine Roxy 4. Toda a programação é gratuita. Locais fechados estão sujeitos à lotação. “Existem grandes demandas de produções da Cultura Hip Hop em Santos e o Dia Municipal do Hip Hop é muito esperado pelos agentes culturais para mostrarem seus trabalhos como produtores, artistas e arte educadores. Precisamos dialogar este ano para ampliar a participação do movimento de Santos nas próximas edições”, ressalta Orlando Rodrigues.

Apresentada ao legislativo santista, em 2008, por dois rappers santistas, Daniel Paixão, conhecido Criminal D. e Leandro Valença, pelo então vereador Marcus de Rosis, o Dia do Hip Hop virou lei municipal. As primeiras ações foram realizadas em 2013 e 2014 de forma voluntaria pelo Projeto Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop. Devido às solicitações de alguns agentes culturais em 2015, 2016 e 2017 o projeto conquistou para o Dia Municipal do Hip Hop uma verba parlamentar concedida pelo vereador Ademir Pestana, executada pela Secretaria Municipal de Cultura com a produção ações que utilizem os quatro elementos da cultura hip hop: dança, rimas, discotecagem e grafite.

PROGRAMAÇÃO:

>> ‘Produção da Cidade Hip Hop’
11 a 16 de maio, a partir das 12h. Praça Mauá, no Centro Histórico

>> ‘Rodas de conversas no Museu da Imagem e do Som para agentes da Cultura Hip Hop’
11 e 12 de maio, das 19h às 22h. Museu da Imagem e do Som (Miss – Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias).

>> ‘Projeto Rap de Garagem’
13 de maio das 12h às 18h. Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias).

>> Bate Papo ‘Hip Hop por Elas’
13 de maio, das 15h às 17h. Museu da Imagem e do Som (Miss).

>> Celebração 24 anos do LP ‘Força Rap do Litoral Santista’ 
13 de maio, às 20h. Teatro Municipal Braz (Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). Shows: Criminal D e Gang de Rua (Daniel) / Contrabando de Atitude (Leandro).

>> Jam ‘Danças Sociais Hip Hop’
14 de maio, das 12h às 18h. Centro Esportivo da Zona Noroeste. Rua Fausto Felício Brusarosco, s/nº, bairro Castelo

>> 1ª Mostra de Vídeo Clipes de Rap Caiçara
16 de maio, às 21h. Sala 1 do Cine Roxy do Shopping Pátio Iporanga. Avenida Ana Costa, 443, Gonzaga.

Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop

Conscientizar, empoderar e dar autonomia a jovens, principalmente aos que estão em situação de vulnerabilidade social. Esses são os principais objetivos do “Projeto Muito Prazer! Meu Nome é Hip-Hop”. E não é por acaso que o nome se assemelha a um cartão de visitas. O projeto criado em 2010 por Orlando Rodrigues, militante do movimento negro, em parceria com DJ Mamuth, tem a proposta de levar as pautas do hip-hop para vários espaços, buscando políticas públicas por meio do diálogo com o Poder Público, conselhos sociais e comunidade fomentando o movimento na Baixada Santista.

Atualmente, o projeto possui perfil itinerante, voluntário e sem fins lucrativos, ocupando os espaços públicos com oficinas e eventos de hip-hop, levando o debate sobre questões raciais e a identidade negra à tona. Nesse anos, o projeto realizou ações em todas as regiões de Santos e promoveu o lançamento do filme “Hip Hop Santista: Suas Origens e Trajetórias Sobre o Tempo”. Maiores informações: https://www.facebook.com/MPMNH2/.

A programação do Dia Municipal do Hip Hop, em 2017, é realizada pelo Projeto Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop e tem apoios institucionais da Prefeitura Municipal de Santos, por meio das Secretaria Municipais de Cultura e Turismo, CulturalMente Santista, Museu da Imagem e do Som, UNIMONTE, Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Assessoria de Projetos de Hip Hop e Mandato do Vereador Ademir Pestana, presidente da Comissão Especial de Assuntos Relacionados à Igualdade Racial e Étnica.

 

Com 1º Papo Marginal, coletivos colorem Galpão de Experimento de Artes de Cubatão

Por Lincoln Spada | Foto: Sander Newton

Grafite, dança de rua, literatura e teatro se convergem no 1º Papo Marginal, neste sábado (dia 6), a partir das 14 horas. O evento gratuito é realizado pelos grupos Coletivo 302, Uzina Utópica e Esquadrilha Marginália de Teatro de Rua no Galpão de Experimento de Artes, no Parque Novo Anilinas, com apoio da Prefeitura de Cubatão via Secretaria da Cultura.

Já às 14 horas, o artista plástico Marco Tuim fará a grafitagem na fachada do espaço de uso compartilhado pelos grupos cênicos. Em paralelo, o VL Breakers se apresenta ao público junto de uma roda de rimas. Por sua vez, às 16 horas, o autor do livro ‘Eu Sou Periferia’, Michel Leite Viana, mediará uma roda de conversa com a Esquadrilha Marginália de Teatro de Rua.

A obra ‘Eu sou periferia’ narra a história do jovem Periferia, que saiu do Nordeste com a mãe para encontrar o pai na capital paulista. De um cortiço em São Paulo, a família se abriga em uma área irregular na Área Continental de São Vicente. Assim, com uma narrativa próxima à linguagem oral, o publicação aborda o cotidiano de adversidades e tentações vivenciadas pelo jovem protagonista.

 

Mostra de Cinema itinerante de Hip Hop desembarca no Miss

Por Secult Santos

Com intuito de destacar a produção cinematográfica e em vídeo que envolva os quatro elementos da cultura urbana (grafite, DJ, break dance e o MC), a 2ª Mostra Hip Hop SP de Cinema traz ao Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss) clipes, documentários e vídeos experimentais.

Organizada pela Casa de Cultura Hip Hop de Perus, a mostra já passou por municípios como Bauru e São José dos Campos, além da Capital paulista, e ganha sessão em Santos nesta sexta-feira (7), das 17h às 22h. O Miss fica no piso térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). A entrada é gratuita.

 

Opinião: Com 463 anos, Sampa é um muro grisalho para grafiteiros

Por Lincoln Spada

Quatrocentona, São Paulo se acomoda cada dia mais grisalha com a nova administração municipal. Comemora 463 anos com pichações no Pacaembu, e em outros cantos, após uma semana de cinquenta tons de cinza cobrir o então turístico e querido maior mural de artes urbanas a céu aberto da América Latina: os 15 mil metros quadrados da Avenida 23 de Maio.

A intervenção compõe o programa Cidade Linda, que além de holofotes, garantiria a tão propagada zeladoria na limpeza urbana e manutenção das calçadas. Amparada na Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a gestão do correligionário declarou guerra aos pichadores, mas inclui grafiteiros e muralistas no ninho a apagar da cidade. Assim, como um Midas às avessas, o prefeito Doria descolore tudo o que toca.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Cores anunciadas

Doria se vestiu de combatente às pichações há um mês, época em que os anúncios ainda eram cinzentos, como o congelamento de tarifas de ônibus e a Virada Cultural em Interlagos. Na época, ressaltou que o muralista Eduardo Kobra coordenaria um programa sobre esta área. O artista negou publicamente intenção ou vontade. Em seguida, o gestor o enfatizou como curador. Mais uma vez, negativa.

Para piorar, o novo secretário de Cultura, André Sturm, iniciou de modo desastrado as falas públicas sobre as bibliotecas e os primeiros encontros com classe artística. Dessa vez, até se preveniu e a Secult fotografou os mais de 70 murais da Avenida 23 de Maio, mas recomendou manter só as imagens de artistas célebres, em detrimento dos grafiteiros locais.

Portanto, a gestão apagou com dinheiro público muitos murais investidos antes com apoio público, e, hoje, com o discurso da avenida estar muito cinza, anuncia que gastará mais verba pública para convidar artistas renomados internacionalmente para oito espaços regularizados da via. O itinerário de uma futura Gotham City seguirá para os Arcos do Jânio.

Pixo é grafite?

A grosso modo, a pichação é uma expressão gráfica publicada sem autorização em qualquer espaço: as marcas do prédio vazio, o “superfaturado” VLT da Baixada Santista, os xingamentos anotados nos sanitários masculinos ou os pedidos de casamento feitos nas ruas – esta até foi recomendada por um jornal. Ou seja, expressão espontânea, apesar de inconstitucional. Só que vou me ater ao outro segmento.

Já o grafite é unânime como arte urbana, uma tela a céu aberto com mesmo tom crítico, vindo da origem do hip hop, mas que hoje já remodela de museus franceses a escolas estaduais. Nesse sentido, o muralismo são as fachadas completas, principalmente em espaços autorizados. Após uma geração,  já são mais bem aceitos socialmente, com ou sem autorização, tendo em vista os efeitos a curto e médio prazo.

Num mundo condicionado às selfies em redes sociais, as artes urbanas garantem olhares curiosos e público fiel ao entorno comercial. De efeito cultural, registra uma faceta da identidade local. No âmbito terapêutico, o colorido em espaços ociosos acolhe os transeuntes. Em políticas públicas, o maior fluxo exige manutenção das calçadas e devida iluminação e segurança pública.

Grey is the new orange

Já visto como ícone da elite empresarial, Doria acena gourmetizando o mercado de sua esposa. A primeira-dama é a artista plástica visada em CPI pela exposição milionária da Lei Rouanet somente para estadunidenses, a partir de benefícios fiscais de empresas. O problema nem é declarar as preferências artísticas, mas de que sua gestão não compreendeu que o grafite ou mural de um artista local tem sua relevância tão igual ou maior de quem já rodou a Europa ou os Estados Unidos.

Pior é a mensagem que o gestor transmite à classe política que agora ele pertence. Se o prefeito da maior capital da América Latina confunde o direito às artes urbanas e à consequente liberdade de expressão, como os outros 5,5 mil municípios brasileiros reagirão ao seu exemplo em suas avenidas principais? Enquanto o Trump ainda se cerca, a gestão Doria escoa verbas públicas com um muro de estranhamento aos grafiteiros e artistas de rua.

 

SV contará com oficina gratuita de artes urbanas

As artes urbanas farão parte do dia a dia das Oficinas Culturais Professor Oswaldo Névola Filho, em São Vicente durante todo o semestre. A partir de março começam as aulas que terão como conteúdo desde o grafite até o estêncil. A realização é da Prefeitura por meio da Secretaria Municipal da Cultura.

As aulas serão às quartas-feiras a partir do dia 16 com duas turmas: 9h às 11h e 15h às 17h. Ao todo, estarão disponíveis 20 vagas e os interessados devem ser maiores de 14 anos. O curso será ministrado de forma voluntária pelo grafiteiro Carlos Silva, o Catts.

Carlos Silva, 24 anos, é vicentino e ingressou no universo do grafite há três anos e cada vez mais faz parte da cena urbana. Em seu projeto pessoal, revitaliza creches municipais e demais espaços com sua arte lúdica e psicodélica, levando o grafite para bairros da periferia da Cidade. Participou de todas as ações do projeto Vias Vivas realizado na cidade.

INSCRIÇÕES

As inscrições seguem até o encerramento das vagas. Para participar, os interessados devem comparecer com seus responsáveis das 9 às 17 horas, de segunda a sexta e sábado das 14h às 17h nas Oficinas Culturais (Rua Tenente Durval do Amaral, 72, Catiapoã) com cópias do RG do responsável ou do aluno (caso este seja maior de idade) e do comprovante de residência. As Oficinas Culturais funcionam na Rua Tenente Durval do Amaral, 72, Catiapoã. Informações: 3468-8636.

*Lincoln Spada