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Projeto Antro Hilda Hilst ministra oficinas no Cais Vila Mathias

Por Projeto Antro Hilda Hilst

Na terça-feira (23), o projeto Antro Hilda Hilst (AntroHH) chega em Santos para ministrar oficinas para as crianças do programa ‘Escola Total – Jornada Ampliada’ do núcleo Centro de Atividades Integradas (Cais) Vila Mathias (Av. Rangel Pestana, 150). Os pequenos atendidos pela unidade participam de workshops de música, teatro e colagem. O início das atividades está marcado para as 13h.

Antro Hilda Hilst

Festival de oficinas, performances e mostras interativas inspiradas na escritora paulista Hilda Hilst, o projeto foi premiado pelo Edital de Festivais de Arte Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado São Paulo.

Com produção da Cama Leão e apoio do Institutos Hilda Hilst e Criar de TV, Cinema e Novas Mídias, o projeto itinerante utiliza a arte-educação como ferramenta de transformação social e garante acesso ao fazer artístico para crianças, jovens e adultos. Outras informações no site http://www.antrohh.com.

 

Estação da Cidadania recebe oficina literária

O Fórum de Cidadania, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (Secult), realiza a ‘Oficina Laboratório de Poéticas’. Ministrado pelo escritor, ensaísta e poeta Marcelo Ariel, o curso livre de criação, que ocorre na Estação da Cidadania de Santos (Av. Ana Costa, 340, Campo Grande), tem início no próximo dia 10 e está com as inscrições abertas.

Os interessados devem ligar para número 3221-2034, entre 14h30 e 21h. No ato da matrícula será cobrada uma taxa de R$ 50,00 para gastos com o material didático.

Nos encontros, que ocorrem sempre às quintas-feiras, serão estudados os processos criativos de Rimbaud, Clarice Lispector, João Cabral, Mallarmé, Saint John Perse, Drummond, Adélia Prado, Hilda Hilst e Fernando Pessoa.

Serviço
‘Oficina Laboratório de Poéticas’
Estação da Cidadania de Santos
Av. Ana Costa, 340, Campo Grande
Mais informações pelo número 3221-2034, das 14h30 às 21h

*Prefeitura de Santos

 

Com Maria Alice Vergueiro, ‘Why the Horse?’ no Sesc Santos

Ao encenar o próprio velório em “Why the Horse?”, Maria Alice Vergueiro propõe-nos retornar à expressão “memento mori” (em latim, “lembre-se de que vai morrer”): velha obsessão de artistas, compreender a finitude da vida traria vigor ao desejo de permanecer eternamente presente. [A peça está em cartaz neste domingo, às 20 horas, no Sesc-Santos, na Rua Conselheiro Ribas, 136, com ingressos de R$ 6 a R$ 20]

Cercada por lápides onde são lidos os nomes de Tchékhov, Kafka, Beckett e tantos outros autores mortos, Maria Alice interpreta e vive a impotência mítica do homem diante do tempo que passa. Quem conhece a trajetória da atriz sabe que ela carrega em si a genealogia da performance. De veia política singular, criou com artistas que ressignificaram a noção de ação no teatro brasileiro, como Augusto Boal e Zé Celso.

01Foi também uma das fundadoras do grupo Teatro do Ornitorrinco e ficou conhecida como musa do underground. Aos 80 anos, fala da experiência com drogas sem pudores­, como no curta “Tapa na Pantera” (2006). Se Maria Alice passa agora por textos de Beckett e Hilda Hilst, ela o faz para evocar seus mortos, como uma ode ao instante, não só à morte.

Com a dicção e os movimentos afetados pelo Parkinson, com dificuldade para decorar o texto que perpassa a dramaturgia criada com Fábio Furtado, ampara-se na saúde de Luciano Chirolli e de outros atores que, em cena, passam por ela soprando em seu ouvido falas que em outros tempos saberia de cor.

Não existe na peça disfarce para esse ato grotesco e que também remete aos mortos, aqueles que ainda nos sopram o que foi escrito ou dito. Ao contrário, ele se torna um recurso coreográfico belo, dilata-se para imagens tétricas, como aquela em que dois atores disputam, com a boca, um bife. Maria Alice é, sem dúvida, uma das grandes criadoras de nossa história.

*Texto publicado no jornal Folha de São Paulo no dia 17 de abril de 2015