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Mais de 7 mil são esperados na 25ª Encenação da Paixão de Cristo no Humaitá

Por Prefeitura de São Vicente

A paróquia São José de Anchieta realiza nesta sexta-feira (14) e domingo (16), a 25ª edição da “Encenação da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo”, com sessões às 19h. O evento acontece na estrutura armada ao lado da praça José de Anchieta, no Humaitá. A entrada é 1 quilo de alimento não perecível, exceto sal.

O espetáculo é encenado por mais de 100 artistas da comunidade, que se transformam em atores, coordenadores de elenco e cuidam além do roteiro também da sonoplastia e do andamento da apresentação. Padre Aluísio, responsável pela paróquia, explica que o evento que começou pequeno ainda dentro da igreja já é uma tradição. “Estamos ansiosos, pois recebemos a informação que nesta edição de 25 anos receberemos a presença do Bispo Dom Tarcício Scaramussa”.

A vice-prefeita Maria de Lourdes Oliveira, a professora Lurdinha, reforçou o apoio da prefeitura com palco e arquibancada e enfatizou o entusiasmo da comunidade. “A criatividade da comunidade é algo incrível. A alegria no rosto das pessoas contagia e nos revigora, dando a certeza de que, com amor e paz no coração, estamos no caminho certo. A população irá fazer um espetáculo inesquecível, vale a pena conferir”.

Revista Relevo entrevista secretário de cultura de São Vicente, Amauri Alves

Por Lincoln Spada

Um dos principais nomes da trajetória da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, Amauri Alves participou da produção das primeiras edições dos anos 80, foi um dos articuladores da sua recriação em lei municipal nos anos 90, e, na mesma década, capitaneou o atual formato do maior teatro em areia de praia do mundo: atores globais, mil atores da comunidade, temporada de sessões, etc.

Premiado internacionalmente como diretor da Cia Histórias do Baú, Amauri assumiu a Secult na virada do milênio, durante os ‘500 anos do Brasil’ – época em que as ações culturais evidenciaram historicamente a Cidade. Desde que Bili chegou a Prefeitura em 2013, Amauri retornou à pasta. E em entrevista virtual à Revista Relevo, o gestor aborda sobre a atuação de uma das raras secretarias que não mudou o titular durante todo o mandato do prefeito.

Na atual gestão, a Secult conseguiu reabrir as Oficinas Culturais Prof. Oswaldo Névola Filho e manter diversas atividades formativas, seja convênio com OSs, comissionados, professores voluntários ou parcerias com coletivos da cidade. A transferência do prédio foi benéfica? E a partir das experiências, qual seria o melhor modelo de gestão para o local?

a8A adequação do espaço com conforto, acessibilidade, praticidade e segurança foi essencial para a realização das atividades nas Oficinas Culturais durante nossa gestão. O local atraiu centenas de interessados nas atividades formativas, eventos e apresentações artísticas.

Sobre o modelo de gestão, acredito que uma equipe de técnicos da Secretaria da Cultura pode gerenciar as oficinas em parceria com uma OS, que efetuaria as contratações dos professores e atividades e compra de materiais de consumo. Nesse formato, temos agilidade para substituir modalidades, fornecer material para o desenvolvimento das atividades e programar apresentações artisticas.

Já é muito forte a relação da Encenação de São Vicente com o calendário municipal e a Secult. O secretário já iniciou com elas nos anos 80 e, nestes anos, dirigiu-a enquanto musicais. Neste ano, a crise financeira gerou o cancelamento da edição e o IHGSV decidiu criar o seu próprio evento na sede. Como a Secult vê a alternativa dada pelo instituto e como observa a gestão e o rumo das próximas edições?

Toda e qualquer manifestação cultural é importante para o desenvolvimento do cidadão e da cidade. Qualquer grupo ou instituição pode contar teatralmente uma mesma história. Tradicionalmente, a Encenação da Fundação da Vila de São Vicente é o maior espetáculo de teatro realizado em areia de praia do mundo, no local, onde hipoteticamente os fatos históricos aconteceram. O espetáculo do Instituto Histórico teve outro formato e foi realizado em outro local.

De toda a região, a Secult de São Vicente foi a que mais investiu em ações de intercâmbio, seja com as cidades-irmãs Zacatecas (México) e Naha (Japão), seja com atividades com artistas da Espanha, Portugal, Argentina e Paraguai, tendo vivenciado um festival internacional de teatro infantil. Como a secretaria analisa o legado desse intercâmbio para os artistas locais?

a2Acrescento ainda Peru, Equador, Suécia e Nigéria. Essa política gera muitas possibilidades. A possibilidade de troca de saberes, aperfeiçoando o conhecimento de artistas locais e potencializando currículos e projetos futuros. A possibilidade de intercâmbios com apresentações, exposições e formações em outros países, fortalecendo o movimento cultural de São Vicente que ganha notoriedade e repercussão também em terras brasileiras.

A possibilidade de divulgação de nossa cidade através da circulação dos artistas estrangeiros que, ao passarem por São Vicente, divulgam suas realizações na imprensa de seus países de origem, gerando mídia espontânea e fomentando nosso turismo. E a possibilidade de divulgação de nossa cidade através da circulação dos artistas vicentinos em outros países, divulgando nossa arte, nossa história e fomentando a cultura da paz.

a4Nossa gestão proporcionou possibilidades para diversos artistas dos mais variados segmentos, onde alguns deles viajaram para outros países e outros criaram vínculos profissionais e afetivos com artistas que por nossa cidade passaram.

As artes urbanas e a dança foram os segmentos que mais despontaram em projetos de apoio, como o Vias Vivas, Festival de Quadrilhas Juninas, cursos e intercâmbios. Neste ano, a tatuagem ganhou agenda e o artesanato reocupou o Parque Vila de SV. Na avaliação da Secult, o que mudou no panorama dessas quatro áreas nos últimos anos?

a3A grande mudança aconteceu na organização do movimento cultural. Todos tiveram voz e foram ouvidos. Os que se organizaram conseguiram maiores apoios, pois estavam mais envolvidos em busca de resultados e melhorias contínuas em suas áreas de atuação.

Além das novas Oficinas Culturais, a Prefeitura reabriu a Casa da Cultura Afro-Brasileira, mas iniciou ou continuou obras ainda não previstas. Está prevista a entrega neste ano do Cine 3D, Teatro Municipal ou CEU das Artes no Humaitá? Se sim, já há alguma discussão sobre como deve ser o uso desses espaços?

A atual gestão não somente reabriu espaços. Eles foram reestruturados na forma física e no conteúdo. As Oficinas Culturais são o melhor exemplo, e após o restauro do antigo Museu do Escravo, atendendo os anseios da comunidade e entidades envolvidas do seguimento da cultura negra, o local foi rebatizado como Casa da Cultura Afro-Brasileira – Memorial ao Escravizado, que, além da exposição permanente, passou a contar com palestras, encontros, sessões de cinema e eventos relacionados ao tema.

a5Já o Parque Cultural Vila de São Vicente abriu suas portas para o desenvolvimento do artesão local, com espaços para venda e oficinas permanentes, além de reestruturar a Casa da Encenação conforme foi concebida, com exposições de figurinos, fotos, vídeos e adereços do espetáculo.

A reforma no Cine 3D, que estava com sua estrutura totalmente comprometida, teve início com recursos oriundos do DADE, mas não há previsão para o término da obra, da mesma forma que o CEU das Artes no Humaitá. Acredito que a sociedade civil organizada, por meio dos coletivos artísticos e do Conselho Municipal de Políticas Culturais devam participar de discussões para o direcionamento dos novos espaços quando estiverem prontos.

Desde 2013, reportagens citam que São Vicente sofre com vandalismo em patrimônios públicos. Mais recentemente, o Conselho de Defesa do Patrimônio foi à imprensa abordar sobre a Casa Martim Afonso e estátuas na orla. De fato, há uma situação de abandono por parte do Poder Público aos patrimônios históricos?

a3Há uma situação de vandalismo generalizada em todo o Brasil. Cotidianamente recebemos notícias sobre depredação de patrimônios históricos, mobiliário urbano, esculturas, etc, inclusive em nossas cidades vizinhas. O que faltou em São Vicente foram recursos (tanto materiais, quanto humanos) para que as repostas aos atos de vandalismo fossem feitas de forma rápida.

Acredito que um trabalho de educação deva ser realizado nas escolas, tanto públicas quanto privadas, para tentar fazer com que crianças, jovens e adultos compreendam que o que é público é um bem que pertence a todos. Somente assim, através da educação, o problema de vandalismo será resolvido.

A Prefeitura reduziu a verba prevista para a Secult nestes quatro anos em 40%. Ainda assim, do montante estimado na lei em R$ 37 mi, só foram investidos nesse período R$ 14 mi (menos de dois terços). Neste ano, dos R$ 7,8 mi previstos, a Secult só recebeu R$ 1,2 mi (corte de 85%), segundo Portal da Transparência. Até que ponto pode ser atribuído esses índices pela crise financeira, erro de gestão ou a cultura não ser prioridade do prefeito?

O orçamento da pasta de cultura quase nunca é respeitado, municipal, estadual ou de forma federal. É uma das primeiras pastas a sofrer cortes em momentos de crise. Em meu entendimento, o grande problema da falta de recursos para a área da cultura em São Vicente foi decorrente da crise financeira municipal, amplificada pela crise nacional.

Ao reativar o Conselho de Políticas Culturais, a Secult conseguiu articular as leis do Sistema e do Plano Municipal de Cultura, a efetivação do Fundo Pró-Cultura e de legislações sobre o Film Comission e a permissão de bilheteria nos auditórios municipais. Como a secretaria avalia a relação com a sociedade civil e como são oportunas essas leis aprovadas?

a2Desde nossos primeiros meses de gestão, procuramos abrir canais de diálogo entre os fazedores e consumidores de cultura em São Vicente. O desenvolvimento e crescimento do setor está intrinsecamente ligado à organização desses segmentos. Um movimento de cultura onde os objetivos principais sejam coletivos, e não individuais.

Estimulamos o Conselho Municipal de Politicas Culturais a atuar de forma correta, sem a intromissão direta do Poder Público. Em parceria com a equipe da Secult, a cidade ganhou e avançou muito e em pouco tempo na elaboração de leis para o setor cultural. E o mais importante, de forma horizontal.

 

Encontro no dia 6 explica lei de bilheteria em espaços públicos de SV

A partir de abril, os espaços públicos culturais de São Vicente, como teatro do Parque Cultural Vila de São Vicente e o auditório das Oficinas Culturais Professor Oswaldo Névola Filho, já permitem a venda de ingressos para espetáculos das companhias artísticas. Recentemente aprovada, a Lei Complementar 832 será o tema do encontro nesta quarta-feira (dia 6), às 19h30, nas Oficinas Culturais (Rua Tenente Durval do Amaral, 72, Catiapoã), com o secretário da Cultura, Amauri Alves.

Reivindicação da classe artística há anos, a Lei Complementar 832 foi publicada pela Prefeitura no último dia 19. A legislação que disciplina as bilheterias é resultado do trabalho da Secretaria da Cultura, com apoio do Conselho Municipal de Políticas Culturais. Ela também favorece os auditórios do Cine 3D e do CEU das Artes no Humaitá, previstos para serem reabertos este ano pela Prefeitura.

“A programação gratuita oferecida pela Secult continuará a existir, mas a lei contribui para fomentar a economia criativa, pois garantindo a cobrança de ingressos nestes espaços, os grupos artísticos da Cidade e região terão a disposição espaços com a possibilidade de geração de recursos financeiros para auxiliar no custeio de suas produções, material cenotécnico, cachês de elencos, etc, a partir da arrecadação da bilheteria”, explica o secretário da Cultura, Amauri Alves.

A permissão da venda de ingressos também terá outros benefícios. Com maior procura dos grupos artísticos para agendar sessões no teatro e nos auditórios, haverá uma programação mais ampla e diversificada para a população. Ao mesmo tempo, 10% da arrecadação com a venda dos ingressos será revertido ao Fundo Pró-Cultura, que em médio e longo prazo poderá financiar via editais outras ações e obras de artistas da cidade.

*Lincoln Spada

 

Maior complexo público cultural de SV, CEU das Artes segue em obras

Criação e gestão comunitária de um espaço público que ofereça cultura, esportes e cidadania. Este é o objetivo do programa Centros de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), que instalará uma de suas unidades na praça do Humaitá, na Rua 58, próximo ao ponto final dos ônibus, graças a um convênio da Prefeitura Municipal de São Vicente com o Governo Federal.

As obras do projeto elaborado pelo Ministério da Cultura (MinC) tem previsão de conclusão em outubro deste ano. Um destaque é que o equipamento terá como modelo de gestão a Administração Municipal através da Secretaria da Cultura com outras pastas, junto de um conselho com as lideranças comunitárias.

“A atual administração esforçou-se muito para São Vicente não perder esse investimento tão importante para o desenvolvimento da cultura de nossa cidade. Após a ação conjunta de várias secretarias coordenadas diretamente pelo prefeito, o espaço multiuso será inaugurado na área continental da cidade, promovendo a descentralização das ações culturais e oferecendo mais oportunidades aos moradores”, afirma o secretário municipal da Cultura, Amauri Alves.

Com 3 mil m², trata-se da construção do maior complexo público cultural de São Vicente, beneficiando diretamente os 17 mil moradores do Humaitá. O equipamento também será o primeiro que agregará políticas culturais na Área Continental, que abrange mais de 98 mil munícipes. A construção foi iniciada em 2015, sendo que as obras avançaram principalmente no último trimestre.

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“Que bom que as obras vão prosseguir. Fico satisfeito quando o Poder Público disponibiliza acesso à cultura para a população, já que é tão raro”, diz o funcionário público Gines Salas. “Nestes últimos meses, eles ergueram rapidamente as obras”, entusiasma-se um dos foliões no ponto do Bloco do Sapo, instalado na esquina do empreendimento público.

Na vizinhança, a alegria divide espaço com a preocupação e a fiscalização dos cidadãos para a inauguração do equipamento. “Quando o projeto foi anunciado, impressionou a todos nós. Agora esperamos que ele fique pronto ainda este ano”, comenta o estudante Jefferson Lima.

A nova praça contará com dois edifícios multiuso, dispostos numa praça de esportes e lazer, com Centro de Referência de Assistência Social, salas multiuso, biblioteca, telecentro, auditório/cinema com 60 lugares, quadra poliesportiva coberta, academia ao ar livre, playground e pistas de skate e caminhada. A Prefeitura por meio da Secretaria de Obras e Meio Ambiente relata que a construção segue em ritmo normal, com cerca 30% dos serviços já executados.

Já está concluída a cobertura metálica da quadra, e os dois prédios em alvenaria encontram-se com laje, e, atualmente, está sendo realizada a fundação da pista de skate. O valor estimado desse investimento do programa federal é de R$ 2,02 milhões, tendo contrapartida municipal de R$ 186 mil.

*Lincoln Spada

 

Em SV, obras do CEU das Artes Humaitá avançam

As obras do Centro de Artes e Esportes Unificados – o CEU das Artes avançam no Humaitá. O projeto – elaborado pelo Ministério da Cultura, em parceria com a Prefeitura de São Vicente – contempla dois edifícios multiuso, dispostos em uma praça de esportes e lazer.

O prédio está sendo construído em um terreno de 3 mil m², na Área Continental da Cidade. A previsão de entrega do CEU das Artes à população é outubro de 2016.

O projeto segue padrão nacional, proposto pelo Programa de Aceleração do Crescimento – PAC2 do Governo Federal. O equipamento reúne instalações para o Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, biblioteca, telecentro, cineteatro/auditório com 60 lugares, salas multiuso, quadra poliesportiva coberta, pista de skate, área para ginástica, playground e pista para caminhada.

As lideranças comunitárias vão participar do processo de gestão do projeto, um incentivo à reflexão sobre o papel da comunidade e as relações sociais que determinam o sucesso da iniciativa.

*Prefeitura de São Vicente

 

23ª Paixão de Cristo estima 10 mil pessoas em SV

Desde há 23 anos, a Paróquia São José Anchieta realiza a tradicional Encenação da Paixão de Cristo, estimando receber 10 mil espectadores na arena montada na Praça 128, no Humaitá. As sessões serão entre sexta e domingo (dias 3 a 5), às 19 horas, com ingressos equivalente a 1 Kg de alimento não-perecível. O evento tem apoio da Prefeitura por meio da Secretaria da Cultura de São Vicente.

Desde janeiro, mais de 200 crianças, jovens e adultos da comunidade passam a se reunir nos ensaios para recontar a celebração mais importante do calendário cristão. “Muitos atores e espectadores se comovem durante as sessões. Não conheciam a história de Jesus e passam até a participar da religião”, comenta o coordenador geral, Eric Torres.

02A Quaresma permeia todo o enredo, desde as tentações de Cristo no deserto até seu julgamento, crucificação e retorno à vida. “Espero que as pessoas compreendam mais a história de vida dele, a causa dele pelo bem ao próximo”, complementa Eric, que revela que neste ano, pela primeira vez o espetáculo contará com troca de cenários no palco.

A infraestrutura montada pela Secult receberá até 3,5 mil espectadores por noite. Os alimentos entregues pelo público serão destinados às cestas básicas para as famílias assistidas pela paróquia durante o ano, por meio da Sociedade São Vicente de Paulo.

*Prefeitura de São Vicente