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Conheça os 30 projetos selecionados para o 6º Facult de Santos; acesse a lista

Por Lincoln Spada | Foto: Garrafada

A lista de contemplados do 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes do Município de Santos, popularmente chamado de 6º Facult, foi publicada nesta última quarta-feira (dia 1º). Ao contrário do último concurso que contou com 166 inscrições, a atual edição voltou a ter a média de 80 projetos. Foram 79 inscritos, 30 selecionados no valor de R$ 12 mil e três inabilitados seguindo as regras do edital.

> Acesse aqui a listagem completa

Com nove projetos contemplados, o audiovisual corresponde a quase um terço dos selecionados: ‘Você só dá aula?’ (Caroline Fernandes de Abreu), ‘Cavendish – Invasão à Vila de Santos’ (André Luiz Alonso de Assis), ‘Pink’ (Kauê Nunes), ‘Pescadores de Palavras’ (Marcelo Rayel), ‘Dudu do Gonzaga’ (Nildo Ferreira), ‘O caos no céu cinza’ (Eugênio Martins Jr.), ‘Oficina olhar documental: criação prática de documentários’ (Douglas Casari), ‘Por dentro da curva’ (Nathalia Rodrigues dos Santos Melo) e ‘História oral da gente de Santos’ (Camila Genaro).

Na área literária, foram contemplados seis projetos ‘Nas Pistas de uma construtora de sonhos – A vida e obra de Rosinha Mastrângelo’ (Karime Moussalli), ‘Poleiro de pato é terreiro’ (Renê Rivaldo Ruas), ‘Adeus velho partidão’ (José Luiz Tahan), ‘Territórios invisíveis’ (Goldschmidt Freire de Carvalho), ‘Alguém disse cultura’ (Adilson Félix, enquanto livro fotográfico), ‘Joris: o pirata holandês em busca do tesouro perdido’ (Carolina Cruz Gonzalez).

Outras seis obras também foram selecionadas no setor musical ‘Canções de Terra Mar’ (Júlio Bittencourt), ‘1º Álbum Musical’ (Conrado Pouza), ‘Hip Hop resiste na escola’ (Talita Fernandes), ‘Komboio Cultural’ (Alan Plocki), ‘Chorando por aí’ (Nadja Soares) e ‘Canções de Amor Caiçara B – Enquanto Morro e Cais’ (Manoel Herzog). Já nos segmentos de teatro e circo, ‘Uma Temporada na Zona’ (Priscila Ribeiro) e ‘Uma Bella Companhia’ (Plínio Augusto). Na área da dança, ‘Ofício’ (Juliana França) e ‘TraMar’ (Célia Faustino).

Ainda, em artes visuais, ‘O Instituto São Vladimir e a presença russa em Santos pela voz dos imigrantes’ (Maria Paula Guerra Ferreira), a intervenção urbana ‘Urbotopia e os mobiliários afetivos’ (Marília Jordão) e, destacam três mostras contempladas nesse edital: ‘Festival de Artistas de Rua de Santos – Orquestra na Rua’ (Vitor Gomes de Andrade Silva), ‘7º CulturalMente Santista’ (André Azenha) e ‘2º Mini Festival de Garrafada’ (André Rigotto).

 

Entrevista: ‘A Tarrafa Literária está bem inserida no circuito de festivais’, afirma Tahan

Por Lincoln Spada | Foto: Marcus Cabaleiro (capa) e José Luiz Tahan (demais imagens)

Com objetivo de evidenciar a literatura e conquistar novos leitores, aproximando-os de escritores de renome nacional e internacional, a Tarrafa Literária completou a sua oitava edição em setembro de 2016. Entre os dias 21 e 25, o Teatro Guarany e o Sesc Santos receberam a programação gratuita do evento realizado pela Editora Realejo.

a4Ao todo, foram dez mesas de debates, além de atrações infantis e um espetáculo de abertura, protagonizado pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão e sua filha, a cantora Rita Gullo. A autora Maria Valéria Rezende, a cartunista Laerte, o editor Mino Carta, o apresentador Paulo Henrique Amorim, o cronista Gregório Duviviver foram alguns dos convidados deste ano.

Em entrevista virtual à Revista Relevo, o idealizador e diretor do festival, José Luiz Tahan, aborda sobre o panorama do evento que compõe o calendário Setembro Criativo em Santos.

Com oito edições, a Tarrafa Literária praticamente consolidou seu formato e público em Santos. Como ela é analisada dentro do panorama estadual ou nacional dos festivais literários?

a8Bom, acredito que essa resposta vem de outros, de fora, mas vamos lá: estamos avaliados e aprovados em veículos do Brasil inteiro, além de termos uma parceria institucional de longa data junto ao Governo do Estado de SP. Estamos bem inseridos no circuito brasileiro de festivais de literatura.

Praticamente se convencionou que o festival perdure cinco dias, iniciando com show, seguindo em torno de 10 mesas no Guarany e com programação infantil, voltada à contação e teatro. Existe vontade de estender a Tarrafa para outros palcos ou com outras linguagens artísticas?

A nossa linguagem é por e pela literatura, apesar de abordarmos muitos segmentos dentro da ficção e da não-ficção tendo um evento múltiplo e de assuntos amplos. A literatura e o livro é um suporte rico e consagrado, podendo sim dar margem desde à música associada e por que não ao teatro? Quando nascido de uma obra literária, essas fusões podem acontecer no futuro.

Este ano, foi inegável que a partir de questões do público ou os próprios autores convidados, parte das mesas abordassem o impeachment e consequências. Até que ponto você vê que a crise político-econômica afeta no processo criativo e na produção de livros no País?

a6O mundo que nos cerca claramente nos atinge, se estamos falando de escritores e pensadores, é claro que vão repercutir e abordar conflitos, seja na sua arte, seja na sua rotina. Alguns devolvem de uma forma mais crítica, outros mais bem humorada, isso é importante, é a história que vivemos.

Noutras vezes, muito se comentava sobre o orçamento do festival, proporcionado em grande parte via incentivo fiscal. Em 2015, o evento contou com metade do patrocínio de 2014. Este ano, houve um orçamento ainda mais reduzido? E como você observa a demonização cada vez mais crescente da Lei Rouanet?

Festivais ou projetos que buscam incentivos de leis sempre tem seus desafios renovados ano a ano, nunca se tem vida fácil. Mas o que você comenta é parte do total, nós não temos a renúncia fiscal como a grande parte que viabiliza o evento, temos mais da metade dos recursos do total vindos de outros apoios, via verba direta mesmo, decidida pelas empresas, instituições ou pessoas que acreditam no evento.

Esse ano, apesar do clima adverso, tivemos bons resultados e discordo de você quanto a demonização da Rouanet, o que houve foram investigações e buscas em cima de produtores desonestos, aliás, que existem em todos os campos da sociedade, os desonestos tem que ser combatidos. A lei Rouanet é bem interessante, e séria, feita também por gente comprometida, de valor.

Confira a programação do festival do Projeto Valongo, do dia 12 a 16, em Santos

Por Lincoln Spada

Comprometido com a ação transformadora da região portuária e centro histórico de Santos, o Projeto Valongo se propõe a elaborar atividades culturais e educativas de impacto social, reafirmando a cidade como protagonista do cenário cultural brasileiro. Conectando Santos com outras cidades portuárias ao redor do mundo, a iniciativa pretende potencializar as ações e promover movimentos artísticos migratórios.

“A partir destas ações vamos construir e consolidar uma nova imagem urbana portuária atraindo um novo hub de usuários para requalificar espaços existentes, potencializar o patrimônio instalado e valorizar o patrimônio material, bem como o histórico cultural”, diz o organizador Iatã Cannabrava. Em uma de suas frentes, o projeto realiza entre os dias 12 e 16 de outubro o Valongo – Festival Internacional da Imagem.

Com mais de 70 atividades espalhadas pela região central da Cidade, o evento reúne mais de 60 coletivos e artistas nacionais e internacionais convidados para uma extensa programação, como exposições de artes visuais, exibições de filmes, workshops, oficinas, entrevistas, rodas de conversa, leitura de portfólios e lançamentos de livros. Com exceção dos workshops da programação principal, toda a agenda é gratuita. Mais informações: http://valongo.com.

CENTRO CULTURAL VALONGO
Centro de Pesquisa das Narrativas Visuais do Valongo (R. Tuiuti, 26)
>> Dias 12 a 16 | Livraria Madalena; Exposição ‘Guaiaó de Todos os Santos’, com Gilberto Tomé;
>> Dias 13 a 15 | 13h às 19h | Feira Plana;
>> Dias 13 e 15 | 10h | Leitura aberta de portfólios com foco em publicações impressas, com Gilberto Tomé, Mateus Acioli, Priscila Gonzaga e Felipe Abreu;
>> Dia 13 | 14h | Entrevista com Araquém Alcântara por José Luiz Tahan, seguido de tarde de autógrafos (Livraria Madalena);
>> Dia 14 | 10h | Leitura aberta de portfólios, com Ateliê Fotos;
>> Dia 14 | 14h | Conversa com G. Gili, mediação de Glauco Tavares;
>> Dia 14 | 16h30 | Tarde de autógrafos com Daniela Arrais, Elaine Pessoa e Stephan Doitschinoff (Livraria Madalena);
>> Dia 15 | 14h | Roda de conversa sobre publicações fotográficas, com Ana Lira, Inês Bonduki e José Diniz, com mediação de Fernanda Grigolin;
>> Dia 15 | 15h30 | Pré-lançamento da Revista Zum #11;
>> Dia 15 | 16h30 | Tarde de autógrados com Fernanda Grigolin, Penna Prearo, Pedro Vieira, Celso Brandão e Rosa Liksom (Livraria Madalena).

ENCONTROS E ENTREVISTAS
>> Dia 12 | 17h30 | Arena Zum/Teatro Guarany (Praça dos Andradas) | ‘Questão de classe – arte, política e documentação social’, Bárbara Wagner, Ana Lira e Luiza Baldan conversam com Marion Strecker | Antecedido por comentários de Aleta Valente;
>> Dia 12 | 19h30 | Zum/Guarany | ‘A maçã de Adão – Transgressão no Chile dos anos 70’, Paz Errázuriz conversa com Rosane Pavam | Antecedido por comentários de Letícia Ramos e André Penteado;
>> Dia 13 | 17h30 | Zum/Guarany | ‘Cidade e Fachadas – uma nova documentação urbana’, Felipe Russo, Tuca Vieira e Tatewaki Nio conversam com Giselle Beigueiman | Antecedido por comentários de Oficinas Querô;
>> Dia 13 | 19h30 | Zum/Guarany | ‘Revolução impressa – Fotolivros para uma ilha deserta’, Corinne Noordenhos e Horácio Fernandez conversam com Daigo Oliva | Antecedido por comentários de Vibrant e Ivan Padovani;
>> Dia 14 | 17h30 | Zum/Guarany | ‘Meu Corpo, Minhas Regras – Aborto e feminismo na produção contemporânea’, com Laia Abril e Cris Bierrenbach conversam com Bia Abramo | Antecedido por comentários de Lucia Mindlin;
>> Dia 14 | 19h30 | Zum/Guarany | ‘Na Estrada – Histórias e aventuras na fotografia, cinema e vídeo’, Maureen Bisilliat e Jorge Bodanzky conversam com Ivana Bentes | Antecedido por comentários de Juan Valbuena e Anna Kahn;
>> Dia 15 | 17h30 | Zum/Guarany | ‘O Sol por Testemunha – Do roteiro à imagem do novo cinema brasileiro’, Gabriel Mascaro conversa com Ivana Bentes | Antecedido por comentários de Federico Rios Escobar;
>> Dia 16 | 19h30 | Zum/Guarany | ‘Por trás do espelho – O campo expandido da fotografia’, Oscar Muñoz conversa com Horácio Fernandez | Antecedido por comentários de Jordi Burch e Garapa.

WORKSHOPS

Oficina Cultural Pagu (Cadeia Velha, Praça dos Andradas)
>> Dias 13 e 14 | 9h às 12h e 13h às 17h | Oficina Audiovisual, com Querô;
>> Dia 13 e 14 | 10h às 17h | Fotografar, ser, estar, com Calé;
>> Dias 13 a 15 | 10h às 17h | O pragma poético – produtor de imagens do século 21, com Juan Valbuena;
>> Dias 14 e 15 | 10h, 11h e 12h | Praça dos Andradas | ‘Santos Cidade Criativa Invertida’
>> Dias 14 a 16 | 10h às 17h | Edição, curadoria e publicação, com Vibrant e Ananda Carvalho;
>> Dias 14 a 16 | 10h às 17h | Atlas visual da violência, com Coletivo Garapa;
>> Dias 14 a 16 | 10h às 17h | Provocações ao mar, com Walter Costa e Ivan Pandovani;
>> Dia 15 | 10h às 12h e 13h às 17h | Narrativas documentais contemporâneas, com Corinne Noordenbos;
>> Dia 16 | 10h às 17h | Fotografia documental – O estudo de caso do ensaio ‘A Jornada do Rinoceronte’, com Érico Hiller;
>> Dia 16h | 10h às 17h | ‘A cidade não para, a cidade só cresce’, com Tuca Vieira;

Valongo Brasil (Praça Lions Club, 420)
>> Dia 12 | Ando devagar porque já tive pressa, com Marcos Piffer;
>> Dia 13 | 10h às 17h | Transformando seu repertório pessoal em narrativas literárias e visuais, com Rosa Liksom;
>> Dias 13 e 14 | 10h às 17h | Forjando livros – oficina de autopublicação, com Bia Bittencourt;
>> Dias 15 e 16 | 10h às 17h | Escrever sobre uma folha em branco, com Letícia Ramos;
>> Dias 15 e 16 | 10h às 17h | Fotografar, compartilhar, interagir – narrativas visuais para internet, com Frederico Rios Escobar.

Museu Pelé (Largo Marquês de Monte Alegre)
>> Dia 12 | 10h às 13h e 14h às 17h | Documentário de invenção: a câmera e o corpo, com Eryk Rocha;
>> Dia 12 | 13h | Leitura coletiva de fotolivros, com Laia Abril;
>> Dia 13 | 10h às 13h e 14h às 17h | A arte e o ofício da fotografia, com Bob Welfenson;
>> Dia 14 | 10h às 13h e 14h às 17h | ‘Um Brasil de terra, águas e mata’, com Araquém Alcântara;
>> Dia 15 | 14h às 17h | Contando histórias no mundo da imagem, com Machalski.

Armazém Cultural 11 (R. Dr. Cochrane, 7)
>> Dia 14 | 10h às 17h | Projeto fotográfico – como desenvolver seu trabalho autoral, com Claudio Edinger;
>> Dia 15 | 10h às 17h | Produção de séries no Brasil – possibilidades narrativas, com Newton Cannito;
>> Dia 16 | 10h às 17h | Narrativas contemporâneas para televisão, com Thelma Guedes.

Palácio Saturnino de Brito (Av. S. Francisco, 128)
>> Dias 14 a 16 | 10h às 17h | Ora pois: novas perspectivas na linguagem fotográfica, com Jordi Burch.

EXPOSIÇÕES
Oficina Cultural Pagu (Praça dos Andradas)

> Até 16/out | ‘O Diário da Água’, com Jane Campion;
> Até 12/nov | ‘O Doce Papel Mata-Moscas da Vida’, com Roy de Carava; Até 12/nov | ‘Ramos’, com Julio Bittencourt; Até 12/nov | ‘Navios’, com Cássio Vasconcellos.
Arcos do Valongo (R. Tuiuti, 25)
Até 16/out | ‘Transputamierda’, com Federico Rios Escobar; ‘Viagens pela Extensa Fronteira’, com Juan Valbuena; ‘Orsuchi: Memórias Futuras’, com Alejandro Chaskielberg.
Casa da Frontaria Azulejada (R. do Comércio, 92)
Até 12/nov | ‘Amazônia’, de Claudia Andujar e George Love; ‘Amazogramas’, de Roberto Huarcaya; ‘Beyond Zero’, de Bill Morrison.
Centro de Pesquisa das Narrativas Visuais do Valongo (R. Tuiuti, 26)
Até 16/out | ‘O sonho de estivador’, de Bill Morrison.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

>> Dia 12 | 16h | Arcos do Valongo (R. Tuiuti, 25) | Baile da Catraia – Festa Riscado, Mostra Marginal de Cinema de Santos, Mostra das Minas, Sanatório Geral e Mostra Morros de Santos;
>> Dias 12 a 16 | Museu Pelé (Largo Marquês de Monte Alegre) | Exposições ‘Narrativas Latentes, com alunos do Senac-SP, ‘Aifone Pics 2016’, e ‘Life’, ambos por MOBgraphia;
>> Dias 12 a 16 | Largo Marquês de Monte Alegre | Exposição ‘Culture ports – 1968, o fogo das ideias’, de Marcelo Brodsky;
>> Dias 12 a 16 | Armazém Cultural 11 (R. Dr. Cochrane, 7) | Exposição ‘Os dias lindos’, de Carlos Moreira;
>> Dias 12 a 16 | Phoenix Construtora (R. XV de Novembro, 141) | Exposição ‘Exposisantos’, com O Melhor de Santos;
>> Dias 12 a 16 | Barbearia Santista (R. S. Bento, 29) | Exposição ‘#Pelobairrovalongo’, da Tumobgrafia;
>> Dias 12 a 14 | Bar Paulista (R. São Bento, 15) | Exposição ‘Personagens do Valongo’, do Photo Club F8;
>> Dia 13 | 10h | Santuário do Valongo | Oficina de fotografia esportiva, com Ivan Storti;
>> Dia 13 | 14h | Sala do Empreendedor (R. Gal. Câmara, 30) | Mostra das Minas;
>> Dia 13 | 14h | Santuário do Valongo | Oficina de fotografia de casamento, com Celso Vick;
>> Dia 13 | 22h | Arcos do Valongo | Batucada poética, com Raquel Rollo; e diálogos do Valongo, com Játia Lund, João Vaine, Mano Brown e Paulo Magrão;
>> Dias 13 a 16 | Cadeia Velha | Espaço coletivo de impressão, com Ateliê André Monteiro;
>> Dias 13 a 16 | Rua Amador Bueno | Exposição ‘Trezemarias’, de Vanessa Rodrigues;
>> Dia 14 | 11h | Sala do Empreendedor | ‘A Fotografia como ferramenta de alfabetização visual’, com João Kulcsár;
>> Dia 14 | 16h | Santuário do Valongo | Oficina de fotografia de minimalismo e fotos de rua, com Tom Leal;
>> Dia 14 | 16h | Santuário do Valongo | Oficina de composição fotográfica, com Luiz Laercio;
>> Dia 14 | 17h30 | Cadeia Velha | Cinedebate dos curtas-metragens das Oficinas Querô;
>> Dia 14 | 21h | Arcos do Valongo | Circuito de Foodtrucks;
>> Dia 14 | 22h | Bar Santa Magdalena (R. João Otávio, 26) | Monólogo ‘Não Danifique os Sinais’, de Diógenes Moura; seguido da Mostra das Minas;
>> Dias 14 a 16 | Imago Escola de Artes (Canal 3, 196) | Workshop ‘Nu Artístico’, com Juan Esteves;
>> Dia 15 | 10h | Museu Pelé | Oficina de storytelling, com MOBgraphia;
>> Dia 15 | 10h | Santuário do Valongo | Oficina de fotografia em splash, com Luiz Costa;
>> Dia 15 | 10h | Valongo Brasil (Praça Lions Club) | Workshop ‘A poética da água na cinematografia subaquática’, com Lucas Pupo;
>> Dia 15 | 11h | Sala do Empreendedor | Entrevista com Araquém Alcântara, por Foco Criativo;
>> Dia 15 | 14h | Sala do Empreendedor | Filme ‘Sócrates’;
>> Dia 15 | 15h | Praça dos Andradas | Intervenção ‘Escuto sua história de amor’;
>> Dia 15 | 17h | Largo Marquês de Monte Alegre | Performance ‘A Mulher-Peixe e o Mar das Desmemórias’, com Coletivo Percutindo Mundos;
>> Dia 15 | 22h | Praça dos Andradas | Performance ‘Marcha ao Culto do Futuro’, com Stephan Doitschinoff;
>> Dia 15 | 22h | Arcos do Valongo | Festa com VJ Astronauta Mecânico;
>> Dia 16 | 10h | Museu Pelé | Filme ‘Charlote SP’;
>> Dia 16 | 11h | Sala do Empreendedor | ‘Manifesto Madalenísta’, com Madalab;
>> Dia 16 | 14h | Museu Pelé | Filme ‘Querô’;
>> Até 21/out | Prodesan (Praça dos Expedicionários) | Exposição ‘Os Paraísos do Caminho Vazio’, de Rosa Liksom.

*Informações do Projeto Valongo

As telas sincronizadas de Raul e Eber em ‘Poesia em Tudo – #AmorAosTuítes’

A tela de Eber de Gois sincronizou primeiro com a lente de Raul Christiano. O poeta conta que, certa vez, cobiçou um quadro de Eber referente à Pagu durante uma exposição. Cada instante que reencontrava a obra – da Bolsa do Café ao Parque Balneário -, era uma nova tentativa de levar o abstrato para preencher sua casa. A insistência de Raul rendeu várias propostas. O artista plástico topou as duas últimas.

2Uma, vendeu a obra. Outra, tempos depois, aceitou reproduzir suas telas no novo livro do escritor, ‘Poesia em Tudo – #AmorAosTuítes’, publicação da editora Realejo a preço de R$ 29,00. Com tiragem inicial de 1 mil exemplares, o título está sendo lançado hoje (dia 7, sábado), às 17h, na Pinacoteca Benedicto Calixto (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15/Santos) e, segunda (dia 16), às 18h, no Bar Balcão (Rua Melo Alves, 150, Cerqueira César/São Paulo).

Criar especialmente as ilustrações do compadre foi uma ‘grata surpresa’ para Eber, que considera “Raul como um homem generoso aos amigos. Durante uma semana, digeri os poemas em imagens”. Aos 67 anos, Eber dedicou os últimos 50 às telas para se reconhecer como um ponto artístico no tracejado de influências de tudo que já contemplou. “Tenho um estilo próprio, exatamente pelo monte de informações que absorvi”, diz o ex-aluno da Escola Panamericana de Artes, que entende de gravura em metal até sumiê e guarda mais de 50 quadros em sua casa-ateliê.

1Por sua vez, parte do acervo literário de Raul Christiano está em bytes, já que as suas mãos e números pertencem a outras telas. Na moda do touchscreen, tem 10 mil amigos no Facebook, com direito a 6 mil fotos, 45 mil tweets com 8,3 mil seguidores, outros 1,9 mil fãs no Instagram que curtem suas mais de 1,5 mil publicações. Autointitulado como ‘usuário inveterado’, Raul tuítou 80 poemas do tamanho certeiro de 140 toques nesses últimos quatro anos, o que levou acidentalmente a bons papos com a Realejo (na pessoa de José Luiz Tahan) e o amigo Eber para eternizar os versos em livro.

Tweetliteratura

Não que Eber tenha sido o único a ler essa ‘tweetliteratura’ antecipadamente. Publicados em tweets, as estrofes renderam uma coletânea de onze comentários de amigos de Raul Christiano em ‘Poesia em Tudo’. Há quem partilhe de sua ideologia política (como Sérgio Willians e Vera Leon), há quem enverede por outros partidos (Julinho Bittencourt e Flávio Viegas Amoreira), há quem resgate sua faceta jovem do Grupo Picaré (Valdir Alvarenga), há quem o conheça a partir de sua trajetória como gestor nas áreas de Educação e Cultura (Rodrigo Savazoni).

0O livro pode ser entendido como uma celebração à nova página na vida de Raul Christiano. Até por isso, a obra traz na capa o sorriso do autor, foto que já foi de perfil de Facebook a de WhattsApp. O título rompe o hiato artístico do escritor desde 1984, trocando a poesia literária pelas prosas política e familiar. Hoje “pretendo equilibrar mais as prioridades, principalmente a família, pois muitas vezes precisei priorizar à vida pública”. Raul atualmente é membro da Poiesis, diretor das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, e já foi titular da Secretaria da Cultura de Santos (2013-2015).

Colagens à mão

Eber também atuou na Secult e não viveu somente da veia artística. Formado como arquiteto, já trabalhou desde agências de publicidade até na Prodesan e na Secretaria de Saúde de Santos, pois também é pós-graduado na Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Aliás, é esse conjunto de vivências e de seus trabalhos em quadros que serviram de colagens para a meia dúzia de ilustrações que permeiam o ‘Poesia em Tudo’.

0“O tamanho (menor) é para acompanhar a leveza dos poemas. Levei com preciosismo e um cuidado para selecionar diretamente as poesias que teriam minhas imagens”, comenta Eber, que consegue abstrair memórias e afetos entre as palavras sobre as praias de Santos, o mundo virtual e o amor romântico. “Quis transmitir a sensualidade das musas durante os versos de amor”, completa ao demonstrar os quadros com satisfação.

Reflexões virtuais

“Outro dia ainda perguntaram se era possível fazer poesias e haicais em 140 toques no Twitter, pois digo q com 140 toques fiz amor gostoso”, delicia-se Raul noutra página do livro. Ao todo, são 57 poesias que seguem como um tratado sobre o ofício do poeta, o mundo virtual e relacionamentos, além de sua paixão por Santos, como um diário de metáforas, principalmente em seus tempos de secretário de Cultura. “Os anos de 2013 e 2015 foram os que vivi mais intensamente em Santos desde a juventude, já que por tempos morei em Brasília e em São Paulo”.

Raul descreve as sacadas bem humoradas e até as tuitadas para amigos que compõem a publicação. Imagens do seu passado e de um futuro imaginado também compõem as 93 páginas do livro. “Foi um período em que evitei o embate com adversários e que a poesia se sobressaiu em relação às mensagens políticas. Na verdade, ‘Poesia em Tudo – #AmorAosTuítes’ é um grito contra a intolerância nas redes sociais”.

*Lincoln Spada

 

Santos e Região, 20 de agosto

TARRAFADAS COM ALEXANDRE SOARES SILVA NO SESC-SANTOS
20h | Sesc-Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136/Santos | Grátis
a1Alexandre Soares Silva nasceu em São Paulo em 1968. Publicou dois livros de aventuras para adolescentes (“Na Torre do Tombo” e “A Origem dos Irmãos Coyote”) e três romances para adultos (“A Alma da Festa”, “Morte e Vida Celestina”, e “A Coisa Não-Deus”). É talvez o responsável pela onda de conservadores anglófilos com pretensões a dândi na internet brasileira, embora não saiba dar sozinho um nó decente de gravata. Escreveu vários episódios da série de televisão “O Negócio” (HBO).