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Conheça a cidade de Santos por meio do curso Rota Literária

Por Alessandro Atanes

Conhecer a cidade de Santos por meio do que escreveram poetas, autoras e autores é o objetivo do curso Rota Literária – Conheça Santos por meio da Literatura, que será realizado em três módulos na Associação Cultural José Martí da Baixada Santista (Rua Joaquim Távora, 217/Santos) pelo jornalista e mestre em História Social Alessandro Atanes. O primeiro módulo, com o tema A cidade e o porto, acontece em fevereiro, aos sábados (dias 2, 9, 16 e 23), das 17h às 18h30. O valor do curso é R$ 80, com a opção de R$ 25 por aula.

Entre as obras estudadas, estão poemas e romances de nomes como Jorge Luis Borges, Elizabeth Bishop, Pablo Neruda, Mario Vargas Llosa, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Rui Ribeiro Couto e Roldão Mendes Rosa, além de contemporâneos como Madô Martins, Flávio Viegas Amoreira, Ademir Demarchi, Lídia Maria de Melo e Alberto Martins, entre outros. O objetivo é mostrar como as obras literárias, mais do que ilustrar os fatos reais, são elas mesmas fontes para a pesquisa histórica e a compreensão da sociedade.

Atanes é mestre em História Social pela Universidade de São Paulo com a dissertação História e Literatura no porto de Santos: o romance de identidade portuária “Navios Iluminados” (2008), em que explora esse romance de 1937, de Ranulpho Prata, como um documento histórico e como ele se relaciona com textos de outros autoras e autores sobre o porto de Santos.

Suas pesquisas levaram à publicação do livro Esquinas do Mundo: Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos (Facult/Dobra Universitário, 2013), no qual ampliou sua pesquisa. Possui especialização em História e Historiografia e graduação em Comunicação Social pela Universidade Católica de Santos (1995). Mantém na própria José Martí o SUR -Clube de Leitura de Literatura Latino-americana, que realiza encontros quinzenais.

Programação do primeiro módulo do Rota Literária, ‘A Cidade e o Porto’:

> 1ª Aula – ‘As histórias que os portos contam’
Funções narrativas dos portos: fronteira, local de partida, promessa de aventura; o conto Emma Zunz, de Jorge Luis Borges, e os portos como locais perigosos; Uma esquina do mundo, Santos como nó das relações internacionais: a passagem do cônsul Richard Burton na cidade no conto O Aleph, de Borges; seu substituto no consulado, Roger Casement, no romance O Sonho do Celta, de Mario Vargas Llosa; e o contrabando de armas no romance Trópico enamorado, de Augusto Céspedes.

> 2ª Aula – ‘O ciclo da literatura portuária’
O porto de Santos em uma série de obras literárias publicados ao longo dos últimos 80 anos, um verdadeiro painel fictício que tem início com a publicação em 1937 do romance Navios Iluminados, de Ranulfo Prata, pela editora José Olympio, até sua mais recente reedição em 2015 pela Edusp, passando por Cais de Santos (1939), de Alberto Leal, Agonia na noite (1956), de Jorge Amado, Querô: uma reportagem maldita (1976), de Plínio Marcos, Os viralatas da madrugada (1980) e Barcelona Brasileira (2003),
ambos de Adelto Gonçalves, e Lívia e o cemitério africano (2013), de Alberto Martins.

> 3ª Aula – ‘Os poemas de chegada’
A perspectiva de poetas que chegaram à cidade pelo mar: Contrabando, de Oswald de Andrade, que fecha o livro Pau Brasil (1925); Chegada a Santos (1924), de Blaise Cendrars, que veio visitar os modernistas brasileiros, em uma tradução de Patrícia Galvão; Chegada em Santos (1951), de Elizabeth Bishop, e Santos revisitado (1927-1967) (1967), de Pablo Neruda.

> 4ª Aula – ‘E aqueles que ficam, narram o quê?’
O porto da nostalgia: a memória da imigração e o cais dos adeuses: Santos (1933), de Rui Ribeiro Couto, Porto (s/d), de Roldão Mendes Rosa, e Cais (1959), de Narciso de Andrade; o porto da desolação nos poemas contemporâneos de Madô Martins, Alberto Martins, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi; poesia em Estado de
Exceção nos poemas de Lídia Maria de Melo sobre o navio-presídio Raul Soares.

 

Flávio Viegas Amoreira ministra oficina literária nesta sexta

Por Lincoln Spada

A última edição da oficina literária ‘Como se tornar um escritor’ será realizada nesta sexta-feira (7/dez), das 19h30 às 20h30, pelo autor santista Flávio Viegas Amoreira na Associação Cultural José Martí (Rua Joaquim Távora, 217, Vl. Mathias/Santos). A oficina custa R$ 20. Informações: (13) 3307-1494.

O autor de diversas obras (‘Pessoa Doutra Margem’, ‘Maralto’, entre outros) ministrará uma atividade formativa será baseada em reflexões das seguintes questões: quais contos e poemas são essenciais para um literato? Quais as perspectivas editorias contemporâneas? Qual o futuro do romance na pós-modernidade?

Poeta, contista e crítico literário, Flávio é uma das mais inventivas vozes da literatura nacional contemporânea, na ‘Geração 00’. O escritor utiliza forte experimentação formal e inovação de conteúdos, alternando gêneros em sintaxe fragmentada, apontado como uma das vozes da pós-modernidade literária brasileira em pesquisas de universidades norte-americanas e europeias.

Centenário da Revolução Russa é tema de sarau e debate em Santos

Por Assoc. Cultural José Martí/BS
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O centenário da Revolução Russa pauta uma agenda especial nesta semana em Santos. Na sexta-feira (20/out), às 19h30, o Campus Silva Jardim da Unifesp (R. Silva Jardim, 136/Santos) sedia o debate ‘É posssível construir uma nova sociedade sem revolução social?’.
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Nesta noite, diversas entidades da Baixada Santista propõem esta reflexão, sendo as discussões realizadas com a participação de Breno Altmam, Marcelo Buzetto, João Guilherme e Mauro Iasi, com a mediação feita por Danilo Nunes.
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Por sua vez, no sábado (21/out), às 20 horas, acontece o Sarau Cultural, com música, teatro, dança e poesia com o Coletivo Manifesta. A iniciativa será na Associação Cultural José Martí da Baixada Santista, na Rua Joaquim Távora, 217/Santos.

Após furacão, José Martí/BS promove festa solidária a cubanos

Por Associação José Martí/BS e G1
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A solidariedade ao povo cubano é o tema da festividade realizada pela Associação Cultural José Martí da Baixada Santista nesta quarta-feira (dia 11), às 19h, na Rua Joaquim Távora, 217/Santos. Toda a renda será enviada ao país para reconstrução das áreas afetadas pelo furacão Irma. A ação tem apoio do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba.
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“São inúmeros os exemplos de solidariedade do povo cubano com os todos os povos atingidos tanto por catástrofes naturais quanto por injustiças sociais.  Nesse momento é o povo cubano quem necessita de nossa solidariedade”, explica a diretoria da Associação José Martí, que reverterá toda a renda ao Instituto Cubano de Amizade aos Povos, que promove mobilizações em prol à causa após o furacão. Informações: secretariajosemarti20@hotmail.com.
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Catástrofe natural
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Na primeira quinzena de setembro, o furacão Irma atingiu Cuba, antes de seguir à Flórida. Apontado como o terceiro mais letal na ilha, provocou 10 mortes. Com ventos acima de 250 Km/h, o furacão foi constatado categoria 5, o mais grave na escala geológica. Na capital cubana, as pessoas passaram dias com enchente e cortes de energia elétrica. A trajetória de Irma obrigou a evacuação de um milhão de moradores.

Celebrando 20 anos de carreira, Danilo Nunes faz show em prol às vítimas de furacão no Haiti

Por Ciranda Para Todos

A arte possibilitando a solidariedade na América Latina. É assim que será conduzido o show que marca os 20 anos de carreira do músico santista Danilo Nunes, no próximo dia 5 (sábado), às 20 horas, na Associação Cultural José Martí (Rua Joaquim Távora, 217, Santos). Com entradas a R$ 10, o evento terá parte da bilheteria destinada às vítimas do furacão Matthew.

“Não penso em caridade, mas sim em humanidade, pois trabalho antes de tudo como e com seres humanos”, diz o cantor sobre a razão desta apresentação, que terá no repertório músicas autorais, como as canções Por quantos Santos, Pátria Amada e Moro no Mato. Nestas duas décadas, Danilo lançou CD solo e com sua banda Carrossel de Baco, atravessou turnês pelo país.

Pela música, idealizou e produziu o Quintas Autorais, mostra de compositores da região e o MAIS Música Autoral e Independente de Santos. Além disso, versou em outras áreas, ora como ator e fundador do consagrado Teatro do Pé, ora como autor de ‘Poemas Sinfônicos’, pelas Edições Caiçaras. Historiador e pesquisador sobre a cultura popular brasileira e folclore, Danilo também faz parte da comissão da Semana da Cultura Caiçara e, mais recentemente, está participando do projeto Ciranda para Todos.

Lançamento

O Ciranda para Todos é um coletivo recém-criado por ativistas e militantes em diversas áreas, que tem como objetivo fortalecer a rede de movimentos da região e desenvolver iniciativas e ações formativas relacionadas à educação e cultura para toda a população. Lançado durante o evento, o grupo já tem uma agenda de atividades na Orla e Zona Noroeste de Santos. Saiba mais em: fb.com/cirandaparatodos.

Coletivo Primavera nos Dentes promove curso cultural de Estado e Ideologia

O Coletivo de Formação Primavera nos Dentes promove curso de noções básicas de Estado e Ideologia entre os dias 9 e 10 de julho, das 9 às 19 horas, na Associação Cultural José Martí na Baixada Santista. O evento custa R$ 30.

O curso será promovido pelo NEP 13 de Maio, tendo como monitores Fábio Massari e Alexandre Bio Loureiro. As inscrições podem ser por e-mail com nome comleto, telefone, idade, profissão e atividade: coletivoprimaveranosdentes@gmail.com

*CFS Santos