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MISS realiza sessões com filmes contemplados pelo Facult

Por Prefeitura de Santos

Localizado no Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias), o Museu da Imagem e do Som de Santos – Miss é um dos equipamentos culturais da Cidade que recebe trabalhos de produtores audiovisuais da região.

Nos próximos dias, a Sala de Projeção Chico Botelho, no Miss, recebe as projeções de três produções contempladas pelo 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes do Munícipio de Santos, o Facult.

A agenda tem início nesta sexta-feira (8/fev), às 19h, com a obra ‘Ofício: Estudo 9/1’, de Juliana França. O trabalho une as linguagens de dança e vídeo, registrando as reações e opiniões de nove profissionais de diferentes áreas enquanto assistem uma coreografia.

Já na próxima quinta-feira (14/fev), a partir das 18h30, é a vez de duas grandes histórias santistas ganharem projeção nas estreias dos documentários ‘The Pink Panther Boite’, dirigido por Kauê Nunes Melo, e ‘Dudu do Gonzaga’, com direção de Nildo Ferreira.

O primeiro filme traz depoimentos de personagens que frequentaram a singular boate dos anos 1980, localizada em frente à Praia do José Menino. Considerado por muitos a joia do entretenimento adulto na Cidade, o ambiente era visitado por casais, famílias que iam jantar e assistir espetáculos musicais, stripteases e shows eróticos. Além disso, o palco da boate abriu espaço para várias estrelas transexuais da época, como Gretta Star e Roberta Close.

A segunda produção fala sobre a vida de Luiz Eduardo D’Agrella Teixeira, o Dudu do Gonzaga. Um dos personagens mais famosos da Cidade nas décadas de 70 e 80. Homossexual assumido, ele enfrentou preconceito e fez história pelo seu comportamento extravagante e inusitado. Pessoas que conviveram com Dudu revelam suas histórias e fotos. O documentário ainda lança um questionamento sobre a sua morte.

 

Conheça os 30 projetos selecionados para o 6º Facult de Santos; acesse a lista

Por Lincoln Spada | Foto: Garrafada

A lista de contemplados do 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes do Município de Santos, popularmente chamado de 6º Facult, foi publicada nesta última quarta-feira (dia 1º). Ao contrário do último concurso que contou com 166 inscrições, a atual edição voltou a ter a média de 80 projetos. Foram 79 inscritos, 30 selecionados no valor de R$ 12 mil e três inabilitados seguindo as regras do edital.

> Acesse aqui a listagem completa

Com nove projetos contemplados, o audiovisual corresponde a quase um terço dos selecionados: ‘Você só dá aula?’ (Caroline Fernandes de Abreu), ‘Cavendish – Invasão à Vila de Santos’ (André Luiz Alonso de Assis), ‘Pink’ (Kauê Nunes), ‘Pescadores de Palavras’ (Marcelo Rayel), ‘Dudu do Gonzaga’ (Nildo Ferreira), ‘O caos no céu cinza’ (Eugênio Martins Jr.), ‘Oficina olhar documental: criação prática de documentários’ (Douglas Casari), ‘Por dentro da curva’ (Nathalia Rodrigues dos Santos Melo) e ‘História oral da gente de Santos’ (Camila Genaro).

Na área literária, foram contemplados seis projetos ‘Nas Pistas de uma construtora de sonhos – A vida e obra de Rosinha Mastrângelo’ (Karime Moussalli), ‘Poleiro de pato é terreiro’ (Renê Rivaldo Ruas), ‘Adeus velho partidão’ (José Luiz Tahan), ‘Territórios invisíveis’ (Goldschmidt Freire de Carvalho), ‘Alguém disse cultura’ (Adilson Félix, enquanto livro fotográfico), ‘Joris: o pirata holandês em busca do tesouro perdido’ (Carolina Cruz Gonzalez).

Outras seis obras também foram selecionadas no setor musical ‘Canções de Terra Mar’ (Júlio Bittencourt), ‘1º Álbum Musical’ (Conrado Pouza), ‘Hip Hop resiste na escola’ (Talita Fernandes), ‘Komboio Cultural’ (Alan Plocki), ‘Chorando por aí’ (Nadja Soares) e ‘Canções de Amor Caiçara B – Enquanto Morro e Cais’ (Manoel Herzog). Já nos segmentos de teatro e circo, ‘Uma Temporada na Zona’ (Priscila Ribeiro) e ‘Uma Bella Companhia’ (Plínio Augusto). Na área da dança, ‘Ofício’ (Juliana França) e ‘TraMar’ (Célia Faustino).

Ainda, em artes visuais, ‘O Instituto São Vladimir e a presença russa em Santos pela voz dos imigrantes’ (Maria Paula Guerra Ferreira), a intervenção urbana ‘Urbotopia e os mobiliários afetivos’ (Marília Jordão) e, destacam três mostras contempladas nesse edital: ‘Festival de Artistas de Rua de Santos – Orquestra na Rua’ (Vitor Gomes de Andrade Silva), ‘7º CulturalMente Santista’ (André Azenha) e ‘2º Mini Festival de Garrafada’ (André Rigotto).

 

Experiência ‘Dark Room’ se torna em espetáculo no CAIS Vila Mathias

O reconhecer do corpo, espaço e comunicação. Eis a temática da experiência ‘Dark Room’, realizada gratuitamente em temporada entre os dias 5 e 10 de setembro no CAIS Vila Mathias (Rua Rangel Pestana, 150). As atividades serão sábado (dia 5), ás 17 e 19 horas, quarta (dia 9) e quinta-feira (dia 10), às 20 horas. A vivência é o encerramento do ciclo de pesquisa homônimo, proposta coreográfica para espaços escuros iniciada em 2013. Para reservar os ingressos, os interessados devem enviar e-mail para: coreografiacoreografia@gmail.com.

A experiência do coletivo permite revisitar a palavra coreografia, rompendo com a tradição do entendimento sobre esta como algo a ser visto. A partir dessa ignição investigamos relações de co-dependencia entre performer, espaço e espectador. Nessa tríade de relações o espaço se torna o protagonista do acontecimento. Ele é propositivo, um dispositivo para gerar e re-conhecer coreografia. Vale ressaltar que esse espetáculo não é recomendado a pessoas que sofrem de claustrofobia, labirintite ou apresentam grandes dificuldades de locomoção, por acontecer em espaço totalmente escuro.

A direção é de Juliana França e as performances estarão aos cuidados de Ariadne Filipe, Bruna Paiva, Celso Lima, Edvan Monteiro, Erik Moraes, Rafael Palmieri, Simone Santos e Tamara Tanaka. A colaboração permanente é de Ana Dupas, Caio Cesar de Andrade e Dani Spadotto.

A colaboração em residências, laboratórios de criação e ensaios abertos foram de Raissa Ralola, Israel Alves, Leticia Nabuco, Mariana Lemos, Marcela Aquilla, Paloma Oliveira, Diego Ribeiro, Ariadne Filipe, Lucas Onofre, Mayra Pimenta, Marcio Barreto, Rafael Ribeiro, Daniela Ribeiro Fonseca, Camila Picollo, Renata Rodrigues, Yuri Tripodi, Rafael Amambahy, Tiago Gandra, Bruno dos Santos, Isabela Carletti e Luciana Maia.

A pesquisa Dark Room foi iniciada em 2013 durante a residência do Festival CAUSA <ações artísticas> e desenvolvida em diversos contextos a partir de laboratórios de criação: DARK ROOM laboratórios no escuro lab1: brinquedos sensoriais/ SESC/Santos; DARK ROOM lab2: sistemas coreográficos; laboratório de criação realizado na sala Renée Gumiel/FUNARTE; São Paulo/SP
Em 2015 a pesquisa se desenvolve durante a residência artística CARTOGRAMA 2015 (Laboratório de Corpo e Arte/UNIFESP) e através do Prêmio 4º CONCURSO DE APOIO A PROJETOS CULTURAIS INDEPENDENTES NO MUNICÍPIO DE SANTOS.

*Juliana França