Arquivo da tag: kadu verissimo

‘Cinderela Brasileira’ leva sessões gratuitas de Bertioga a Santos

Informações da Casa3 | Foto: Rodrigo Montaldi

Uma história tradicional contada de uma maneira inusitada, com muitos causos. Assim é ‘Cinderela Brasileira’, versão do clássico Cinderela que reúne elementos da cultura nordestina. A montagem da Casa3 é co-realizada pelo Governo Estadual via ProAC.

A peça tem texto e direção de Kadu Veríssimo, que, no palco, contracena com Priscila Ribeiro, Zecarlos Gomes, Elias Tomais e Marcelo Wallez. A temporada gratuita nestes próximos dias será na Casa da Cultura de Bertioga (Av. Tomé de Souza, 130/Centro), no Teatro Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos) e no Teatro Procópio Ferreira (Av. D. Pedro 1º, 340/Guarujá).

Nessa versão que já percorreu 60 municípios com mais de 120 mil espectadores, Cinderela deixa de ser a jovem loura do vestido azul e passa a ser alguém comum, com quem o espectador se identifica. Com intenção de provocar a mudança do olhar, o espetáculo promove a quebra de estereótipo, destacando o conto e a cultura popular.

Na trama, um contador de causos apresenta personagens típicos do sertão nordestino, revelando a história de Cinderela Brasileira, a Gata Cangaceira. O clássico ganha uma nova roupagem e características amplamente conhecidas do nordeste brasileiro como sotaque arrastado, o cancioneiro e o jeito autêntico de um povo festeiro e sonhador.

 

Antiga Casa Anchieta é palco da nova temporada de ‘Gotas de Codeína’

Por Luiz Fernando Almeida

Dois anos em cartaz, a peça ‘Gotas de Codeína’ fará duas apresentações neste mês na antiga Casa de Saúde do Anchieta, hoje Comunidade Anchieta. As sessões serão nos dias 26 (sexta-feira), às 21h, e 27 (sábado), às 19 horas. Os ingressos são doações de Material Pedagógico para o projeto Criança Feliz que acontece dentro da Comunidade Anchieta. As sessões tem espaço para 40 espectadores. É preciso reservar pela fanpage http://www.facebook.com/gotasdecodeinateatro.

Com texto de Diego Lourenço, a peça tem como tema central o suicídio e a sexualidade – dois grandes tabus da sociedade contemporânea. A direção é de Paula D’Albuquerque e Kadu Verissimo. A idealização, atuação e produção é de Luiz Fernando Almeida.

‘Gotas de Codeína’ conta a historia de Cesar, um homem comum, que aparenta estar contente com a vida que leva, mas que no fundo está profundamente deprimido. A peça revela intimidades de um homem que vive atrás de máscaras, sem coragem de assumir seu verdadeiro “Eu”. Cesar, como tantos outros, já não suporta mais continuar e pensa em acabar com a própria vida.

A plateia circula pelo espaço para vivenciar juntos, alguns momentos cotidianos do personagem, enquanto refletem sobre questões como amor, família, sexualidade e felicidade. Até que ponto podemos fugir do que realmente somos? Vale a pena viver uma vida pela metade?

 

‘Cultura em Crise’ é o tema do 4º Motim Teatral; acesse a programação na íntegra

Por Movimento Teatral

Com o tema ‘Cultura em Crise’, o 4º Motim Teatral reúne 14 coletivos cênicos para apresentações gratuitas no Centro de Santos. Mostra regional do FESTA 58 – Festival Santista de Teatro, a maratona de apresentações acontece inteiramente nesta sexta-feira (dia 23) com 13 horas ininterruptas de grupos artísticos.

Neste ano, trata-se de um ato pela liberdade de expressão dos artistas de rua em Santos; contra o corte orçamentário das Oficinas Culturais do Estado no interior e litoral paulista; e pró-Centro Cultural Cadeia Velha.

O termo ‘motim’ é uma insurreição de grupos contra o autoritarismo, caracterizado por atos de desobediência artística e civil que se opõem a autoridades ou o capitalismo, sendo frequentemente acompanhado de tumulto artístico, vandalismo estético e intervenções de violência poética.

O 4º Motim Teatral é uma realização do Movimento Teatral da Baixada Santista com apoio da Prefeitura Municipal de Santos por meio da emenda parlamentar do vereador Professor Igor Melo. Confira a programação:

>> 13h30 | Praça dos Andradas | ‘Festa das Flores’
Cia Incomodados de Teatro e Música | Roteiro e direção musical: Elias Tomais | Elenco: Ariadne Moreno, Elias Tomais, Juliana Lima, Juliana Sanz.
>> 14h | Praça dos Andradas | ‘É Doce ou Salgado?’
Coletivo Sanatório Geral | Texto: Betinho Neto | Direção: Miriam Vieira e Betinho Neto | Elenco: Sandy Andrade ,Liliane São Paulo, Amanda Franco e Betinho Neto.
>> 15h | Praça dos Andradas | ‘Furdunço no Casamento de Marieta’
Cia Animalenda | Direção: Danilo Cavalcanti | Elenco: Kely de Castro e Vinícius Camargo.
>> 16h | Praça dos Andradas | ‘Blitz – O Império que nunca dorme’
Trupe Olho da Rua | Texto e Direção: Caio Martinez Pacheco | Elenco: Bruna Telly, Caio Martinez Pacheco, Fabio Piovan, João Paulo Pires, João Luiz Pereira Junior, Raquel Rollo, Sander Newton, Wendell Medeiros.
>> 17h30 | Praça dos Andradas | ‘De Repente Thiago’
Esquadrilha Marginalia de Teatro de Rua | Dramaturgia coletiva | Direção: Sander Newton. | Elenco: Luiz Guilherme, Lucas Pereira e Michel do Carmo.
>> 18h | Vila do Teatro | ‘Nó Cego’
Teatro Genoma | Direção: Rodrigo Marcondes | Com Juliana Vicma.
>> 19h | Praça dos Andradas | ‘Tentativa Zucco’
Usina Utópica | Texto: Paulo de Tarso | Encenação: Douglas Lima | Elenco: Lucas Pereira, Julia Alves, Letícia Cascardi, Luana Albeniz, Mayara Andrade | Convidados: Natanael Gomes, Myller Oliveira, Vanessa Souza, Juliana Souza, Rafael Almeida, Rodrigo Alves, Patrick Gois, Udson Santos, Vinicius Ziani.
>> 20h | Vila do Teatro | ‘A Lenda dos Jovens Detentos’
Cia Muninja | Texto: Leo Lama | Direção: Diego Andrade | Elenco: Bruno Galdino e Letícia Tavares.
>> 21h | Praça dos Andradas | ‘Liberdade Prisioneira’
Cia Carcarah Voador | Texto: Cícero Gilmar Lopes | Direção: Vidah Santos | Elenco: Juan Pablo Garcia e Cícera Carmo.
>> 21h | Vila do Teatro | ‘Elogio ao maluco, Beleza?’
Cia Teatral Art e Manha | Texto: Natan de Alencar e Ricardo Oliveira | Direção: Lúcia Oliver | Elenco: Ricardo Oliveira, Natan de Alencar, Katia Lira, Mariana Nunes, Alisson Araújo.
>> 22h | Vila do Teatro | ‘Já que sou, o jeito é ser’
Cia 5 | Texto: Eduardo Ferreira | Direção: Eduardo Ferreira e Angélica Evangelista | Atores-bailarinos: Angélica Evangelista, Eduardo Ferreira, Gisele Prudêncio, Lucas Onofre e Rodrigo Santana.
>> 22h | Praça dos Andradas | ‘Terror e Miséria no Terceiro Reich’
Cia Amoriódio | Texto: Bertolt Brecht | Direção e adaptação: Diego Andrade | Elenco: Beatriz Gonçalves, Caroline Salles, Fellipe Tavares, Luccas Afonso, Nevily Alves e Teco Cheganças.
>> 22h30 | Praça dos Andradas | ‘De Volta ao Luto’
Cia Lorena | Texto e Direção: Diego Saraiva | Elenco: Natalia Marcelo, Vanderlei Abrelli, Paola Borges, Eliana Tavares, Arthur Cordeiro, Wilson Gois.
>> 0h | Catraias da Praça Iguatemi Martins | ‘Zona!’
O Coletivo | Direção: Kadu Veríssimo | Elenco: Caio Martinez Pacheco, Junior Brassalotti, Kadu Veríssimo, Léo Bacarini, Malvina Costa, Mario Arcenjo, Priscila Ribeiro, Raquel Rollo, Renata Carvalho e Thays Bratz. Após o espetáculo, festa com DJ Cigano.

Casa3deArtes estreia infantil ‘A Filha do Lobo’ com Raissa Chaddad no Guarany

A nova produção da Casa3deArtes, ‘A Filha do Lobo’ tem sessão única neste da 24/jul, às 19h, no Teatro Guarany. A protagonista é a atriz Raissa Chaddad, a Bia de ‘Chiquititas’. O texto, direção e figurino são de Kadu Veríssimo, a iluminação de Marcelo Wallez e no elenco, Raissa ao lado de Thalita Nascimento e Renan Seehagen. Os ingressos são de R$ 30 a R$ 60. Ingressos em: www.compreingressos.com.

‘A Filha do Lobo’, nova produção do Grupo Casa3, aborda o tema da diferença entre personagens considerados “rivais”, um porco e uma loba, mostrando ser aceitável e normal a amizade entre eles, provando através do pensamento e da linguagem utilizada pelos jovens de hoje, que o amor entre uma avó e sua neta, pode superar o conflito entre gerações.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Margareth (Raissa Chaddad), é a filha do Lobo. Tudo seria tranquilo, se ela não fosse vegetariana e seu amigo Jorge (Renan Seehagen), um porco. Para aumentar a confusão, sua avó Lobélia (Thalita Nascimento), prestes a completar 100 anos, chega de viagem sedenta pela comemoração, onde o exige que o banquete principal seja o seu melhor amigo. Com um ritmo frenético e abordando temas atuais, a montagem diverte e emociona.

*Marcelo Wallez

 

Oficina Pagu abre 1 mil vagas gratuitas para cursos a partir do dia 19

A Oficina Cultural Pagu, a partir do dia 19 (terça feira) abrirá inscrições para os seus novos cursos, são mais de 1 mil vagas disponíveis para Santos e cidades da baixada santista, são eles: fotografia, teatro para adolescentes e adultos, escrita criativa, criação de flyer virtual, figurino, artes visuais, patrimônio e literatura. Os destaques ficam por conta da apresentação do espetáculo de dança Okinosmóv – Um Balet Nada Russo do Núcleo Luz do Projeto Fábricas de Cultura de São Paulo e da Palestra com o escritor Ignácio de Loyola Brandão.

Toda a programação é gratuita e está disponível no site: http://www.oficinasculturais.org.br. Os interessados poderão inscrever-se pelo próprio site ou pelo email: pagu@oficinasculturais.org.br, nos locais indicados nas cidades ou pessoalmente no endereço da sede: Rua Espírito Santo, 17/Santos; de terça à sexta-feira das 14 às 20 horas. Maiores informações pelos telefones: 3219-2036 / 3219-1741. Em breve, encaminhamos a programação completa.

ARTES CÊNICAS

OFICINA: TRAJE DE CENA | Coordenação: Bruna Pereira
24/5 a 28/6 – terça(s)-feira(s) | 18h45 às 21h45 | 25 vagas
Seleção: Solicitar ficha de inscrição pelo: pagu@oficinasculturais.org.br
Local: Oficina Cultural Pagu – Rua Espírito Santo, 17 – Campo Grande – Santos/SP
O projeto visa ampliar o interesse sobre trajes de cena e o número de profissionais capacitados para criação de figurinos. Graduada em Gestão Empresarial de Moda e Design de Moda. Possui cursos complementares em Traje de Cena para figurino e teatro,pesquisa de Moda, Desenho digital de Moda,Mercado do Vestuário,Modelagem,Corte e Costura Industrial e Desenho de Moda.

OFICINA DE FIGURINO PARA TEATRO | Coordenação: Karen Cruz
30/4 a 25/6– sábado(s) | 15h às 17h | 30 vagas
Seleção: Por ordem de Inscrição
Local: Palácio da Artes – Av. Presidente Costa e Silva , 1.600 – Boqueirão – Praia Grande/SP
Estimular o interesse por novas áreas de atuação de pessoas que tenham afinidades com as artes cênicas, mais precisamente pelo profissional que atua através de pesquisa, elaboração, criação, estudos de cores e harmonia que possam contribuir, melhorar a apresentação ou a performance cênica desenvolvimento de figurinos para o teatro.

Estilista, professora, fotógrafa, figurinista e produtora de moda. Possui Graduação em Moda pela Faculdade Santa Marcelina (1998), Pós-graduação em Criação Visual e Multimídia pela Universidade São Judas Tadeu (2005), especialização em Criação Visual no Teatro pela ECA – Escola de Comunicação e Artes Universidade de São Paulo (2006), e A Moda no Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu.

2OFICINA: PROCESSO COLABORATIVO NO FAZER TEATRAL E A INTERAÇÃO COM O PÚBLICO NO ESPAÇO URBANO | Coordenação: Platão Capurro Filho
9/5 a 6/6– segundas-feira(s) | quinta(s)-feira(s) | 19h às 21h | 30 vagas
Local: Oficina Cultural Pagu – Rua Espírito Santo, 17 – Campo Grande – Santos/SP
O programa da oficina pretende introduzir os participantes no processo colaborativo do fazer teatral com interação direta do público no espaço urbano. Ator, diretor, arte educador e pesquisador teatral. Diretor artístico do grupo Teatro Widia. http://www.widiacultural.wordpress.com

OFICINA DE INICIAÇÃO CÊNICA E CORPORAL PARA TEATRO | Coordenação: Ricardo Menezes
3/5 a 14/6 – terça(s) e quinta(s)-feira(s) | 14h30 às 17h30 | 25 vagas
Local: : Oficina Cultural Pagu – Rua Espírito Santo, 17 – Campo Grande – Santos/SP
Por meio de jogos e dinâmicas, apresentar algumas técnicas e princípios fundamentais da improvisação verbal e não verbal para o desenvolvimento das habilidades de disponibilidade, imaginação e prontidão cênica. Ator profissional, diretor, roteirista, fotógrafo, dramaturgo e produtor de eventos na áreas de artes cênicas, dança e audiovisual desde 1991.
https://www.facebook.com/ricmenezes2?fref=ts

OFICINA DE DRAMATURGIA: PRODUÇÃO DE TEXTO PARA TEATRO | Coordenação: Luiz De Assis Monteiro
4/5 a 1/6 – quarta(s)-feira(s) | 19h30 às 22h30 | 20 vagas
Teatro Procópio Ferreira – Avenida Dom Pedro I, 350 – Jardim Tejereba – Guarujá/SP
Conceitos,técnicas e ferramentas necessárias à construção de um texto teatral, análise da estrutura da obra teatral, leituras de obras, e ainda, a produção de um texto. Ator, diretor, dramaturgo e professor de teatro, é licenciado em Artes Cênicas, pela Universidade de São Paulo. É fundador e diretor artístico da Companhia Teatral Confraria da Paixão, de São Paulo. Em 2016, está completando 40 anos de teatro, tendo participado da montagem de 113 espetáculos: 43 como ator e 70 como diretor. Como dramaturgo já escreveu 51 obras, em sua maioria, já encenadas. Há 35 anos vem se dedicando à pesquisa e ao ensino do teatro, em inúmeras disciplinas.
http://www.confrariadapaixao.com.br/p/cordeis-publicados.html

OFICINA DE INICIAÇÃO TEATRAL | Coordenação: Fernando Rino
2/5 a 30/5– segundas-feira(s) | quinta(s)-feira(s) – 14h30 às 16h30 | 30 vagas
Associação dos Moradores do Humaitá End. Rua José Singer, 553, Humaitá – São Vicente
Introdução aos preceitos básicos da arte de atuar: sensibilização e preparação do corpo e da voz por meio de jogos cênicos. https://www.facebook.com/fernando.rino.3

WORKSHOP DE DANÇA: ÚLTIMO DIA | Coordenação: Henrique Lima
02/05 – segunda feira | 13h às 15h | 30 vagas
Centro Cultural Raul Cortez – Avenida São Paulo , 3465 – Vera Cruz – Mongaguá/SP
Henrique Lima, agrega toda sua experiência como bailarino, apresentando aos participantes, possibilidades técnicas através da soma de diferentes linguagens. Capoeira, danças populares brasileiras, o balé clássico e a dança contemporânea fazem parte desta oficina, onde os participantes vão experimentar também a improvisação como processo para a criação artística. Nesta etapa, Henrique Lima, utiliza do seu processo de criação para o espetáculo “O Último Dia”.

Henrique Lima é bailarino, coreógrafo e pesquisador. Natural de Recife (PE) , onde iniciou seus estudos de dança em 1991. Fez parte de importantes companhias do cenário nacional e internacional como Balé Popular do Recife, Compassos Cia de Dança, Vias da Dança, Cisne Negro Cia de Dança, Balé Da Cidade De São Paulo, Quasar Cia De Dança, J.Gar.Cia, Companhia Portuguesa De Bailado Contemporâneo (Lisboa), Grua–Corpos de Passagem, Omstrab, Pultz Teatro coreográfico entre outras.

Trabalhou com importantes coreógrafos da cena contemporânea Henrique Rodovalho, Rui Moreira, André Mesquita, Mario Nascimento, Jorge Garcia, Patrick Delcroix, ItzikGalili, Nina Botkay. Como Coreógrafo atuou na Companhia de bailado De Ourinhos (STAC e UNTAR), Balé da Cidade de São Paulo (No Toque) Vias da Dança-PE( Só Pó) J.Gar.Cia (Cantinho De Nóis), Cisne Negro( Vem Dançar). Além de trabalhos com artistas independentes apresentou nas principais capitais do Brasil e em países como Alemanha, França, Portugal, Paris, Espanha, África, Chile, Peru, Argentina, Chile, Bolívia entre outros. Saiba mais em https://goo.gl/zl1t2g

ESPETÁCULO DE DANÇA: ÚLTIMO DIA | Coordenação: Henrique Lima
02/05 – segunda-feira – 17h | 03/05 – terça-feira – 19h
Centro Cultural Raul Cortez – Avenida São Paulo , 3465 – Vera Cruz – Mongaguá/SP
Henrique Lima, agrega toda sua experiência como bailarino, apresentando aos participantes, possibilidades técnicas através da soma de diferentes linguagens. Capoeira, danças populares brasileiras, o balé clássico e a dança contemporânea fazem parte desta oficina, onde os participantes vão experimentar também a improvisação como processo para a criação artística. Nesta etapa, Henrique Lima, utiliza do seu processo de criação para o espetáculo “O Último Dia”.

Henrique Lima é bailarino, coreógrafo e pesquisador. Natural de Recife (PE) , onde iniciou seus estudos de dança em 1991. Fez parte de importantes companhias do cenário nacional e internacional como Balé Popular do Recife, Compassos Cia de Dança, Vias da Dança, Cisne Negro Cia de Dança, Balé Da Cidade De São Paulo, Quasar Cia De Dança, J.Gar.Cia, Companhia Portuguesa De Bailado Contemporâneo (Lisboa), Grua–Corpos de Passagem, Omstrab, Pultz Teatro coreográfico entre outras.

Trabalhou com importantes coreógrafos da cena contemporânea Henrique Rodovalho, Rui Moreira, André Mesquita, Mario Nascimento, Jorge Garcia, Patrick Delcroix ,ItzikGalili, Nina Botkay. Como Coreógrafo atuou na Companhia de bailado De Ourinhos (STAC e UNTAR), Balé da Cidade de São Paulo (No Toque) Vias da Dança-PE (Só Pó) J.Gar.Cia (Cantinho De Nóis), Cisne Negro (Vem Dançar). Além de trabalhos com artistas independentes apresentou nas principais capitais do Brasil e em países como Alemanha, França, Portugal, Paris, Espanha, África, Chile, Peru, Argentina, Chile, Bolívia entre outros. Saiba mais em https://goo.gl/zl1t2g

ESPETÁCULO “OKINOSMÓV” – UM BALET NADA RUSSO | Grupo: Núcleo Luz | Coordenação: Renata Montesanti
25/5 – quarta-feira – 20h às 21h
Teatro Municipal Brás Cubas – Avenida Senador Pinheiro Machado , 48 – Vila Matias – Santos/SP
Entre a necessidade e o desejo estão infinitas variáveis. O que nos movimenta e o que nos paralisa? O amor, a paixão, o medo… Essas e outras inquietações tão profundamente humanas estão contidas na construção da dramaturgia do espetáculo “Okinosmóv – Um ballet nada russo”, que orienta seu sentido no risco e na incerteza que acompanha aquilo que nos move, tendo como principal instrumento de comunicação a linguagem da dança contemporânea.

O Núcleo Luz é um projeto artístico criado em 2007, que integra o Programa Fábricas de Cultura – da Secretaria de Estado da Cultura – executado pela Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura). Com o objetivo de ampliar o universo cultural de jovens entre 14 e 26 anos através da vivência na linguagem da dança integrada a conteúdos educativos, o projeto oferece dois programas de formação gratuitos, disponibilizando aos aprendizes uma ajuda de custo mensal.

LITERATURA

8UM DEDO DE PROSA COM LOYOLA BRANDÃO | Coordenação: Loyola Brandão
4/6 – sábado – 15h30 | 30 vagas
Oficina Cultural Pagu – Rua Espírito Santo, 17 – Campo Grande – Santos/SP
Loyola Brandão ,um dos maiores nomes da literatura contemporânea , falará sobre sua trajetória como romancista,contista, cronista e jornalista em conversa instigante sobre o prazer de escrever. Jornalista, trabalhou no jornal Ultima Hora, depois nas revistas Claudia, Realidade, Setenta, Planeta, Ciência e Vida, Lui e terminou a carreira em Vogue. Publicou até o momento 37 livros. Em 2008 ganhou o prêmio Jabuti, como Menino que Vendia Palavras.

3WORKSHOP DE CRIAÇÃO POÉTICA: COMO SONHAR O REAL | Coordenação: Marcelo Ariel
10/5 – terça-feira – 19h às 21h30 | 30 vagas
Secretaria de Cultura – Avenida Nove de Abril , 2795 – Centro – Cubatão/SP
O uso da intuição e, dos símbolos e da imagética na construção do Poema, o processo de criação poética e a realidade com a referencia das obras escritas por Marcelo Ariel.

Marcelo Ariel é poeta e performer, autor dos livros Tratado dos Anjos Afogados (Caraguatatuba: Letra Selvagem, 2008), Me enterrem com a minha AR-15(São Paulo: Dulcineia Catadora, 2009), Retornaremos das cinzas para sonhar com o silêncio (São Paulo: Patuá, 2014), Diário Ontológico (São Paulo: Pharmakon, 2014), entre outros. Coordena cursos livres de criação literária e vive em Cubatão (SP).

6OFICINA “JOGOS DE ESCRITA: A REINVENÇÃO DA NARRATIVA” | Coordenação: Lu Menezes
3/5 a 19/5 – terça(s)-feira(s) e quinta(s)-feira(s) – 18h30 às 21h | 25 vagas
Pinacoteca Benedicto Calixto – Avenida Bartolomeu de Gusmão , 15 – Boqueirão – Santos/SP
Técnicas de escrita criativa, onde a prática de jogos e exercícios de escrita ajudam a destravar e amplificar o fluxo narrativo dos participantes. Auxiliando na estruturação de histórias assertivas e surpreendentes, capazes de sensibilizar o leitor. Publicitária e autora, Lu Menezes escreveu o livro de crônicas “Baião de Três”. Realizou oficinas de escrita criativa e de contação de histórias nos estados de Santa Catarina e São Paulo.

ARTES VISUAIS – FOTOGRAFIA

EXPOSIÇÃO: ENSAIO SOBRE MULHERES | Coordenação: Karen Ritchie
Terças as sextas feiras – 14h às 20h; sábados – 14h as 17h
Oficina Cultural Pagu – Rua Espírito Santo, 17 – Campo Grande – Santos/SP
Transmitir novas percepções sobre a mulher registrando o universo feminino, misturando emoção e as técnicas fotográficas. Karen é publicitária, formada em comunicação e fotografa com experiência de mais de 15 anos na área. Foi editora de imagens da TV Mar e em produtora de comerciais. Atua na área da fotografia social, com formação em estúdio e produção foto jornalística.

10WORKSHOP: TÉCNICAS E TRUQUES DA FOTOGRAFIA | Coordenação: Flavio Meyer
6/5 – sexta-feira – 18h45 às 21h45
7/5 – sábado – 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00
Seleção: Carta de interesse | 25 vagas
Oficina Cultural Pagu – Rua Espírito Santo, 17 – Campo Grande – Santos/SP
Explorar todas as questões vitais à construção imagética e desvenda os segredos da fotografia profissional. Pós-Graduado em Comunicação Visual pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, atuando no mercado publicitário, iniciou sua carreira de fotógrafo em 2011 com a exposição “Gigantes em Miniatura”, em 2014 publicou o seu primeiro livro de imagens “Poesia Fotografada”, e em 2015 foi convocado para o Prêmio Paraty em Foco. http://www.flaviomeyer.com.br.

COMUNICAÇÃO E NOVAS MÍDIAS

OFICINA: CRIE SEU BANNER VIRTUAL | Coordenação: Carlos Cirne
2/6 a 23/6 – quinta(s)-feira(s) – 19h30 às 21h30 | 20 vagas
Seleção: Carta de interesse | Oficina Cultural Pagu – Rua Espírito Santo, 17 – Campo Grande – Santos/SP
Apresentar ferramentas e softwares de composição e preparação de imagens para promoção rápida em redes. Carlos é designer, assessor de imprensa, cobrindo as várias áreas do entretenimento: teatro, cinema e TV. Co-editor da newsletter online Colunas & Notas, periódico sobre artes e lazer; responsável pelo design dos volumes da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Na área de cinema, atuou como jurado em duas edições do Curta Santos – Festival de curtas-metragens da cidade de Santos / SP, assim como orientador de debates, entre outros.

MÚSICA

CONCERTO DE CANTO CORAL: MULHERES – A VEZ E A VOZ | Coordenação: Coral Zanzalá
8/5 – domingo – 19h | 200 vagas
Concha Acústica – Canal 3 , Santos/SP
Este concerto traz um repertório que aborda o universo feminino, com canções que valorizam a mulher, seu papel fundamental na sociedade, suas lutas e ambições. O Coral Zanzalá foi criado pelo maestro Rodrigo Augusto Tavares em 1978, no antigo Conservatório Musical de Cubatão. Hoje é considerado um dos corais mais importantes do Estado de São Paulo. Em 2014 apresentou-se no Lincoln Center, em Nova York

5LUIZINHO E A ARTE DO VIOLÃO 7 CORDAS | Coordenação: Luizinho 7 Cordas
22/4– sexta-feira – 10h às 13h | 30 vagas
Clube do Choro – R. Quinze de Novembro, 68 – Centro – Santos/SP
A oficina musical irá decifrar a utilização da sétima corda do violão para apresentações do Choro, dando um panorama histórico do violão 7 Cordas, principais músicos, a linguagem, algumas ideias de Baixarias de Condução e das diversas tonalidades deste instrumento musical.

Um dos maiores violonistas de sete cordas do Brasil, Luiz Araújo Amorim, o Luizinho 7 cordas, nasceu em Marília SP.Violonista premiado, hoje com 70 anos é considerado um dos maiores violonistas do Brasil. Em 2011 a parceria entre o Clube do Choro de Santos e a Prefeitura criou a Escola de Choro Luizinho 7 Cordas O curso tem duração de três anos e é aberto a crianças e adolescentes de nove a 17 anos, preferencialmente moradores do entorno do Mercado e do Centro Histórico, áreas de grande vulnerabilidade social.

ARTES VISUAIS

WORKSHOP: EU E FRIDA – CRIAÇÕES ARTÍSTICAS A PARTIR DA OBRA DA PINTORA FRIDA KAHLO | Coordenação: Kadu Veríssimo
3/5 a 24/5 – terça(s)-feira(s) – 19h às 22h | 20 vagas
Casa da Cultura – Av. Tomé de Souza , 130 – Centro – Bertioga/SP
Sequência de criações artísticas estimuladas pela obra da pintora mexicana Frida Kahlo em busca de um objeto artístico genuíno e pessoal , partindo de suas vivências para a construção de expressões artísticas , como desenho, gravura, pintura, escultura, dança, performance, etc.

Ator,autor, diretor e artista plástico, licenciado em Artes Visuais pela Unisanta (Santos-SP). Como artista plástico foi o ilustrador responsável pelas obras do projeto visual do décimo segundo curta santos (festival de cinema de Santos) ,exposição ArteCidade no MISS (Museu da Imagem e do Som de Santos) e expôs seus trabalhos nos projetos Viva Pagu na Casa das Rosas (São Paulo-SP) e Entre Fronteiras em Lima, no Peru. Atualmente desenvolve seus trabalhos na companhia Casa3 na cidade de Guarujá-SP, e o Coletivo em Santos–SP.

PATRIMÔNIO

OFICINA “O PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARQUEOLÓGICO DE PERUÍBE” – OLHARES, PERCEPÇÕES E MEMÓRIA NA TERRA INDÍGENA PIAÇAGUERA | Coordenação: Fátima Pires
4/5 a 25/5 – quarta(s)-feira(s) – 13h30 às 15h30 | 20 vagas
Escola Indígena da Aldeia Piaçaguera – Estrada do Telégrafo, Peruíbe/SP
Apresentar o Patrimônio Histórico e Arqueológico de Peruíbe aos indígenas da Terra Indígena Piaçaguera, promovendo um amplo debate sobre os sítios arqueológicos existentes na Terra Indígena Piaçaguera e sobre o passado dos indígenas no local, fazendo-os refletir sobre suas origens e ligações com o local. Professora, historiadora e mestra em educação indígena pela Unisantos. Atualmente é a restauradora da instalações do arquivo histórico de Peruíbe.

*Mônica Tranjan

 

Opinião: O teatro documental ‘Marulhos’ como um reduto de um litoral inteiro

“Para mim, acabei de assistir a um documentário no palco”, enfatizava o produtor cultural Ricardo Vasconcellos após a sessão de ‘Marulhos’. E cada sílaba de Vasconcellos tem razão. O espetáculo da companhia homônima garante um litoral inteiro em uma peça teatral de uma hora de duração. Para a sua criação, a peça teve apoio da Secretaria de Estado da Cultura por meio do ProAC.

3É possível se entremear em cada cena construída com recursos simples assinados por Gilson de Melo Barros, como os mais ou menos trinta pilares coloridos que preenchem bem qualquer palco. Todos de tom anil e com pequenas faixas coloridas como as fitas das festas religiosas dos caiçaras conseguem se transformar de rio fechado a bar aberto, de um memorial de mártires a um guichê burocrático para tempos de defeso.

Mas lógico que tudo isso é fruto da boa relação que os artistas-criadores Ernani Sequinel e Fabíola Moraes levam da vida fora da ribalta até os holofotes. Sem precisar de muitas luzes, carregam todo o teatro com as mãos em rabeca e violão, do calçados enquanto percussão e dos olhares a dois em pausas combinados para drama e risos. Com direito a um leve beijo.

4Falando assim, mal dá para perceber o enredo da peça, que é de num entrosamento desigual do par para ressoar as vozes dos caiçaras remanescentes no litoral norte de São Paulo. Por lá, ainda é viva a tradição do caiçara, ‘o homem do mar’, da pesca artesanal tão típica dos índios sincronizada com a piedade popular de Bons Jesus e Nossas Senhoras dos europeus. E ainda as influências dos africanos que povoaram o País durante os tempos de escravidão.

Há o relato da gastronomia local. Há o causo da esposa do pescador que se lança no mar a desbravar. Há o descaso dos idosos, tão sábios, quando sofrem diretamente o efeito colateral da urbanização. Para cada ponto (sem nó), a dupla muda trejeitos, vozes, sem perder o sotaque característico dos moradores do lado de lá. Os figurinos de Kadu Veríssimo já denunciam a boa sintonia que nos remete à tal cultura.

5Além da vivacidade na direção musical e preparação vocal de Carol Bezerra, que se estende pelos cantos populares e dos tupinambás que permeiam todo o espetáculo, este lirismo não se desfaz na estética nos momentos mais incisivos. São as cenas que tratam dos dilemas dos caiçaras, desde a construção da Rio-Santos e os efeitos da modernização no ecossistema, até a violência e os assassinatos contra a comunidade intrinsecamente ambientalista.

Ainda há tempo para a crítica das condições de sobrevivência dos caiçaras quando a pesca artesanal é reduzida a míseras indenizações em tempos de ‘defeso’, ja que a maior parte dos peixes caem na rede dos grandes navios comerciais. Todos os apontamentos e relatos herdeiros direto da larga pesquisa científica e, principalmente, local que Ernani e Fabíola, como artistas-criadores, tiveram a sensibilidade de registrar em cena ao entrevistarem e visitarem os redutos caiçaras.

*Lincoln Spada