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Concult planeja centro cultural com moradia social para mais vulneráveis

Por Lincoln Spada

Cerca de 150 imóveis em Santos podem vir a sediar a luta mais ousada do Conselho de Cultura da Cidade (Concult). O plano é de que seja revitalizado um espaço público ocioso que abrigue artistas em situação de vulnerabilidade, em contrapartida, a realização de ações formativas e gratuitas para a população. De preferência, na região Central.

A mescla de diretrizes de ocupação pública, Retiro dos Artistas e Pontos de Cultura já é citada no Plano Municipal de Cultura, sancionado em julho de 2017. Desde o mês seguinte, a pauta é retomada nas reuniões do conselho e ganha novos contornos. Uma comissão interna do Concult foi criada para monitorar a demanda da classe artística e o mapeamento de futuros espaços.

Cedido ao Município até 2023, o prédio federal que era o antigo Ambulatório de Especialidades (Ambesp) na Rua Gonçalves Dias se tornou numa das preferências dos conselheiros. Para o Diário do Litoral, o presidente do conselho, Júnior Brassalotti, ressalta: “É um espaço imenso e que, atualmente, está ocioso. Em um espaço como aquele, seríamos capazes de receber não só um centro de acolhimento para pessoas LGBT+, como também para artistas em trânsito na cidade, um hotel solidário”.

Com 2,8 mil m², o imóvel de sete andares necessita de uma ampla reforma. Lá, além de servir de moradia social para fazedores de arte em situação de vulnerabilidade, a mesma possibilidade poderia ser aplicada para pessoas que, pela diversidade sexual, foram vítimas de violência, expulsas de casa ou em situação de rua. O acolhimento seguiria aos moldes da Casa 1 – Centro de Cultura e Acolhimento LGBT.

Cinema e Hip Hop

Noutros pavimentos, os artistas estudam desde residência artística até uma Escola Pública de Cinema e a Casa de Hip Hop. Em nota, a Prefeitura informou ao G1 que, junto ao Concult, “foram iniciadas conversas para que seja realizado mapeamento de possíveis imóveis que tenham condições de receber o abrigo para os artistas. Após esta fase, ainda será necessária a elaboração de um projeto que atenda tal finalidade”.

 

5º Cinemão recebe itinerância do festival internacional

Por Secult Santos e Sanatório Geral
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Com o objetivo de conscientizar a população para um olhar de respeito ao outro por meio do audiovisual, promovendo a equidade de gênero, a cultura e a cidadania da população LGBT, a 5ª edição do Cinemão – Mostra dxs Bi, das Gay, dxs Trans e das Sapatão será realizada gratuitamente nesta sexta-feira (27/out), às 21h, no Cine Arte Posto 4 (Orla do Gonzaga/Santos).
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Desta vez, a mostra leva filmes do ‘Digo – Festival Internacional de Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás’, com curadoria de Cristiano Sousa. Às 22h30, haverá uma programação musical na Casa Velha (Bulevar Othon Feliciano, 10/Santos). A mostra é uma ação do Coletivo Sanatório Geral e Casa Velha.
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>> ‘Duas Vezes Senzala’
Dir Gustavo Pozzati | 25’ | Documentarío| Goiânia GO | 2017
Duas Vezes Senzala retrata a vida de pessoas LGBT’s negras, suas vivências e suas experiências ao se assumirem. O documentário percorre entre entrevistas que explanam a vida dessas pessoas crescendo em uma sociedade LGBTfóbica e racista.
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>> ‘Aspirina para Dor de Cabeça’
Dir Philippe Bastos | 18’| Suspense/ Terror | Rio de Janeiro, RJ | 2016
Envolvido pelo clima sombrio e impactante do último capítulo de uma radionovela, Alberto Limonta tenta descobrir os mistérios por trás da morte de sua esposa.
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>> ‘Diamante, o Bailarina’
Pedro Jorge | 22’ | Drama | São Paulo SP | 2017
Voe com uma borboleta, ferroe como uma abelha.

Curta ‘Nome Provisório’ debate a expectativa familiar sobre os filhos

Por Secult Santos
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Produzido com verba do 5º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos, da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), o curta-metragem de ficção ‘Nome Provisório’, dirigido e roteirizado por Bruno Arrivabene e Victor Allencar, narra a breve passagem na qual Renata (Glamour Garcia), em meio à espera de sua amiga em um restaurante, se depara com uma família em festa pela gravidez de Márcia e seu marido.
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 A descoberta do sexo do bebê traz à tona uma importante reflexão. A trama retrata a expectativa familiar sobre um individuo e suas consequências. A produção, toda realizada em Santos, teve envolvimento de cerca de 30 profissionais, além de apoiadores como Unimonte, Madalena Brigadeiros e Black Jaw. Após o período de exibições, o curta-metragem segue em circulação por festivais nacionais e internacionais, cineclubes, casas de apoio e ONGs voltadas à comunidade LGBTT.
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Terá 50 cópias entregues aos órgãos de cultura e educação do munícipio. O projeto também promove workshop com os realizadores do filme sobre o tema ‘Narrativas Necessárias’. Quarta-feira (11). 19h. Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss). Piso térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão. Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias. Outras informações na página www.facebook.com/doispontosfilmes.

Mostra Cinemão aborda a diversidade sexual nas telonas; inscreva seu filme

Informações de Betinho Neto

O dia 24 de fevereiro é quando estreia a Mostra Cinemão de curtas-metragens, que terá caráter bimestral e gratuito, no Cine Arte Posto 4. O evento tem como objetivo estimular e promover a conscientização do público em geral para um olhar de respeito ao outro, promovendo a equidade de gênero, a cultura e a cidadania da população LGBT, através do audiovisual na difusão de informações importantes à comunidade sobre as questões relativas aos gêneros e às sexualidades.

A ação é uma realização do Coletivo Sanatório Geral e da produtora Fabiana Conway, envolvendo-se na seleção dos filmes. “Queremos poder fazer sessões no QG Sanatório (no Casarão Santa Cruz) para a seleção dos filmes, convidando pessoas do movimento LGBT para também participarem ativamente nas escolhas”, conta Betinho Neto. A Fabi é peça essencial para que o Cinemão aconteça, pois é uma grande produtora de cinema em Santos!”

A mostra elegerá as produções que contemplem aspectos relacionados a temática da diversidade sexual como ela é de todo o mundo, qualquer pessoa pode se escrever na Mostra durante o ano todo! As obras inscritas deverão ser enviadas através de link de compartilhamento para download ou por link de visualização (plataformas como Vimeo, Dropbox, GoogleDrive, YouTube ou similar), sendo que o link enviado deverá ficar disponível até 20 de novembro de 2017. Os curtas-metragens passarão a incorporar o acervo da Mostra, sob o compromisso de não serem divulgados e/ou utilizados para fins comerciais. Saiba mais aqui.

 

Documentário ‘Vestidas de Noiva’ é exibido nesta segunda no MISS

No próximo dia 29 (segunda-feira), às 20 horas, acontece no Miss – Museu da Imagem e do Som de Santos (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos) a exibição do documentário ‘Vestidas de Noiva’. A sessão gratuita faz parte do Dia de Visibilidade Lésbica (29 de agosto), da Comissão Municipal de Diversidade Sexual e a Seção de Apoio à Diversidade Sexual.

‘Vestidas de Noiva’

“Vestidas de Noiva” é um documentário sobre o casamento homoafetivo no Brasil. O projeto é apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo- Secretaria de Cultura, pois foi ganhador do edital PROAC 30/2014 para manifestações culturais com temática LGBT. “Vestidas de Noiva” é produzido e dirigido por Gabi Torrezani e Fabia Fuzeti, que são casadas. O filme mistura cenas do processo de casamento de Gabi e Fabia e entrevistas com pessoas relevantes para o casamento civil igualitário.

Dia da Visibilidade Lésbica

1É fundamental lutarmos todos os dias contra o machismo, racismo e homofobia, como já diz o grito de ordem de diversas marchas. Mas a importância do 29 de Agosto vai além. A homofobia não comporta as mulheres lésbicas e enquanto isso a LESBOFOBIA continua agredindo e matando mulheres lésbicas por todo o Brasil. O 29 de Agosto é importante não apenas pelo seu dia em si, mas por toda a organização realizadas pelas mulheres envolvidas. Por toda a busca de mais informações e por toda a confusão dentro das organizações para realizar um evento, de qualquer tipo que for.
O 29 de Agosto é mais um dia de luta, mais um dia de expor indignações, ocupação de espaço e exigência de direitos.

E as lésbicas negras? A visibilidade da mulher negra tem tido sua real preocupação dentro dos coletivos há pouco tempo, depois de terem surgido coletivos de mulheres negras, sites e páginas de discussão. As lésbicas negras se mostraram presentes e, assim, foram introduzidas nos espaços de organização. De início, o estranhamento e a divergência de opiniões geram atritos, mas posteriormente, o reconhecimento dos privilégios e a paciência em ouvir, reduz a distância entre mulheres e soma na luta diária contra a lesbofobia.

E as lésbicas da periferia? Com particularidades de cada mulher, sendo ela periférica ou não, os coletivos que integram a realização dos eventos para o Dia Nacional Da Visibilidade Lésbica estão cada vez mais enegrecidos e cada vez mais atentxs às questões das mulheres periféricas. Uma coisa é ser lésbica. Outra coisa é ser uma lésbica periférica. A possibilidade de uma mulher lésbica ser espancada por mostrar seu amor à sua companheira é muito maior quando na periferia. Os espaços que nos são de direito são reduzidos enquanto periferia e é isto o que é debatido, conversado e exigido em encontros.

*Coletivo Contra Maré

 

Sansex leva ‘SP em Hi-Fi’ e novo livro de Lufe Steffen ao MISS

De 1º a 3 de Julho, a Sansex – Mostra da Diversidade Sexual e o MISS – Museu da Imagem e do Som trazem o cineasta e escritor Lufe Steffen para exibições do documentário ‘SP em Hi-Fi’ e o lançamento do livro ‘O Cinema que ousa dizer seu nome’ em Santos. O filme terá sessões gratuitas no MISS (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos) na sexta-feira (às 20h), no sábado (às 18 e 20h) e no domingo (às 18h).

Com roteiro, direção e produção de Lufe Steffen, o documentário histórico resgata a era de ouro da noite gay paulistana, fazendo uma viagem pelas décadas de 1960, 70 e 80 – a bordo das lembranças de testemunhas do período, trazendo à tona as casas noturnas que marcaram época, as estrelas, as transformistas, os heróis, e até os vilões: a ditadura militar e a explosão da aids.

Lançamento do livro

Por sua vez, no sábado (dia 2), às 17 horas, acontecerá o lançamento do livro ‘O Cinema que ousa dizer seu nome’. Trata-se de uma coletânea de entrevistas com 24 cineastas brasileiros que produzem filmes que abordam o universo LGBT.

*Luiz Fernando Almeida

 

Conheça ‘Descobertas’, novo livro de autora santista pela hoo editora

Você conhece o novo livro da hoo editora? A publicação ‘Descobertas’ foi lançada no final de maio na livraria Realejo. O título de Nyna Simões, conta a história de Ana, personagem controversa que resolve viajar com sua companheira Júlia, em uma tentativa de resgatar o casamento já desgastado. Lá, acabam conhecendo um casal heterossexual que vive um relacionamento aberto, e essa convivência será suficiente para tumultuar ainda mais a relação delas. Adquira aqui o seu livro: http://www.hooeditora.com.br/produto/descobertas/

Com escrita leve, bem-humorada e sarcástica, Nyna, 27 anos, é formada em comunicação social e atualmente trabalha como gerente de projetos em uma agência de publicidade. A vontade de escrever começou ainda na infância, quando imaginava histórias e as transformava em poemas, roteiros e contos. “Gosto de coisas verdadeiras, não sou chegada em enrolação e mocinhos e vilões, a vida não é assim. Quis mostrar como vivem ou sobrevivem alguns relacionamentos que estão longe de ser perfeitos e escolhi duas mulheres, porque quis falar de algo que entendo e vivo. Relacionamentos de um casal gay em nada diferem de um casal heterossexual: há problemas, ciúmes, brigas, separações, toda a parte ruim também”, explica a escritora.

Nyna conta que a construção de Ana foi bastante difícil. A personagem principal é forte, ainda em processo de descoberta de si mesma e, por isso, cheia de defeitos. O machismo é o principal deles, mesmo que isso pareça extremamente distante do relacionamento homoafetivo que ela vive. “Quis mostrar a Ana como protagonista dela mesma. A história é sobre ela, sobre o relacionamento dela, seus pensamentos, atitudes, seu modo de falar, seus aprendizados, amadurecimento. Essa é a história de uma mulher lésbica, que reproduz o machismo sem entendê-lo”, explica a autora.

Descobertas é título e conteúdo. Para Nyna, enquanto estamos respirando, estamos aprendendo, e é assim que a personagem Ana vai despertar e se transformar. “O livro mostra o exercício daquilo que se aprende como uma forma de mudar o presente e até mesmo os desejos, porque cada coisa que é construída dentro de si, te modifica. Um coração que aprende a amar, uma cabeça que aprende a pensar, os olhos que veem o que realmente interessam e a maneira como você escolhe as palavras e como dizê-las mudam radicalmente uma pessoa”, conta.

A nova obra da hoo está longe de ser o romance ideal, como a própria autora assume. O grande objetivo é que os leitores se identifiquem com as falas, pensamentos e atitudes de Ana. “Na maioria dos romances existe o casal perfeito, com as pessoas perfeitas que depois de passarem por mil coisas, vivem suas vidas juntas perfeitas. Nada disso! As pessoas são todas erradas, vivendo várias coisas erradas, e tudo permanece errado sempre porque essa é a vida. A graça está em você não se julgar, em viver, aprender e curtir suas experiências junto das pessoas que você escolhe”, finaliza.

A hoo editora é especializada em literatura LGBT e aposta na temática como forma de combate ao preconceito e contribuição para a conscientização das pessoas sobre a diversidade. “Acreditamos no renascimento de boas histórias, em dar voz às pessoas, sem limitá-las à orientação sexual, e em retratar a vida como ela é, sem preconceitos nem vernizes sociais”, completa Juliana Albuquerque, publisher da hoo.

*Thaís Marques – LF Assessoria