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Vernissage e lançamento de livro no IHGSV neste sábado

Prefeitura de São Vicente

Lançamento de livro, exposição artística e, para acompanhar, o tão famoso café da Casa do Barão. Essas serão as atrações do Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente (Rua Frei Gaspar, 280 – Centro), neste sábado (23/fev), a partir das 16h.

A primeira atividade será o lançamento do livro “Alma Persona In Utopia Condicional”, de Adílson Maraucci Pacheco: “No meu livro consta uma variedade de estilos literários, entre eles sonetos, poesias, poemas, pensamentos, prosas, letras de música e até desenhos. Todos com temas diferentes.”

Ele ainda ressalta que seu livro também pode ser classificado como de consciência política, ao escrever os sonetos ‘Sois Vos’ e ‘Os Capacetes de Aço’, que se referem a esse tema. Ao mesmo tempo, os visitantes podem conferir o vernissage do artista plástico Paulo Bernardes. A exibição segue até 27/fev, e conta com a exposição de quadros, tapetes e objetos de decoração.

Para acompanhar essas atrações, os visitantes poderão também desfrutar do café do Barão, com quatro opções diferentes: aromatizados de baunilha com nozes, creme brulee, chocolate e de amêndoas. Além da receita tradicional do cappuccino, que é servido quente, com chantilly, ou frio, e com uma bola de sorvete.

 

Márcio Barreto lança sua nova obra durante Sarau Caiçara nesta sexta

Por Márcio Barreto

O livro ‘A Desmemória e seus outros nomes’ será lançado durante nova edição do Sarau Caiçara nesta sexta-feira (15/fev), das 19h às 22h, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). A publicação de Márcio Barreto (Ed. Imaginário Coletivo) tem o valor de R$ 40.

O lançamento contará com a Feira Imaginária (feira de livros) e participação do aniversariante Flávio Viegas Amoreira, do grupo Percutindo Mundos, além de: Mc Dany, Douglas Drez, Nytria, Orpheu, Martin. Entre escritores, Madô Martins e Regina Alonso têm presenças confirmadas. No dia, haverá homenagem póstuma à jornalista Helle Alves com mostra fotográfica de Myriam D’Almeida.

Em ‘A Desmemória e seus outros nomes’, o autor reúne os seus quatro últimos livros ‘O novo em Folha’, ‘Nietszhe: ou do que é feito o arco do violino’, ‘Mundocorpo’ e ‘Macunaímabladerunner’, poemas inéditos e entrevistas que marcaram sua produção literária de 2010 a 2018.

Com prefácio de Ademir Demarchi, Flávio Viegas Amoreira, Manoel Herzog, Laercio Silva, Madô Martins, Maria José Goldschmidt, Oscar Dambrosio e Carlos Pessoa Rosa, o livro é um monumento móbile às memórias e desmemórias que nos formam.

Nascido em Santos, Barreto é pesquisador da cultura caiçara e utiliza diversas linguagens para expressar suas questões como a literatura, edição de livros, música, cinema, dança, arte-educação, educação social. Já publicou sete livros entre eles ‘Ácidos Trópicos’, ‘Wisnikianas’ e ‘Mar Selvagem’, este como organizador.

Atualmente, trabalha na edição de seu romance ‘Totem’. É também compositor e líder do coletivo Percutindo Mundos que criou profundos laços com a música de Gilberto Mendes, ao qual é dedicado o livro, tendo encerrado o último Festival Música Nova, na USP em Ribeirão Preto.

Aos 40 anos, Grupo Picaré de Literatura e Artes terá nova coletânea em junho

Por Lincoln Spada | Foto: Wilson Melo

A fim de celebrar os 40 anos da criação do Grupo Picaré de literatura e artes de Santos, está previsto lançamento de uma coletânea de poesias, contos, crônicas, desenhos e fotografias para o próximo junho. O coletivo foi iniciado no mesmo mês de 1979, pelos poetas Rafael Antonio Marques Ferreira e Raul Christiano Sanchez nos corredores da Faculdade de Comunicação da Católica UniSantos, logo atraindo outros escritores.

Já nos anos 80, foram reconhecidos pelos seus manifestos, passeatas e publicação de literatura alternativa e marginal. Em prol da vanguarda e arte humanística, o grupo batizado pelo nome de rede de arrasto para pesca era contrário à elitização cultural. No manifesto Picarismo, o grupo defendia uma ação artística “direta, clara, sem o formalismo que impõe normas para a criação”.

Impressos inicialmente em mimeógrafos, os boletins poéticos organizados pelo grupo aos sábados na escadaria da universidade, eram distribuídos pelas faculdades, portas de teatro, bares e cinemas. Mais tarde, o Centro Cultural Patrícia Galvão seria a sede de uma das principais atividades do Picaré, a Feira de Literatura Independente, concluída com uma passeata poética pelo Gonzaga.

Décadas depois, o grupo irá ser revisto na futura coletânea, sob a coordenação de Raul, que se articula com editoras da Baixada Santista e da Capital para concretizar a obra comemorativa. A obra deve reunir fotos da trajetória do grupo, imagens das capas das publicações de seus autores, depoimentos, contexto histórico do movimento literário dos anos 70 e 80, além dos trabalhos de cada um dos artistas envolvidos.

A nova publicação do Grupo Picaré contará com: Alex Sakai, Antonio Do Pinho Miguel Alves, Cesar Bargo Perez, Cissa Peralta (in memoriam), Denize Gomes Gonsalves, Douglas Martins de Souza, Dudu Morato (Edwiges Morato), Edilza Lira S. Fernandes, Fausto José Barbosa, Flavio Calazans, Gil Menin, Inês Bari, Jaime Antonio Filho, José Cândido, Leopoldo Pontes, Liliam Fernandes, Luiz Antonio Canuto Dos Santos, Marilia Marques, Marisa Murta, Orlando Moreno, Orleyd Faya Corrêa, Osvaldo DaCosta, Rafael Antonio Marques Ferreira, Raul Christiano, Roberto Massoni, Rosana Limeres, Sérgio Gonçalves Pinto, Sergio Lemos, Sidney Sanctus, Valdeli Silva, Valdir Alvarenga, Vieira Vivo, Wallach e Wilson Melo.

Ainda, estão previstos os depoimentos da professora Mariângela Duarte, Sergio Trombelli, Gil Nuno Vaz, José Luiz Tahan, Márcio Barreto, Flávio Viegas Amoreira, Madeleine Alves, Sylvia Bittencourt, Julinho Bittencourt, Ricardo Soares, Thereza Rocque da Motta, Claudio Willer, Luis Avelima, Leila Míccolis, Maurilio Campos dentre outros. Mais informações, via e-mail: raul.christiano@gmail.com.

Está de volta o minifestival de literatura latino-americana Tortiletras

Por Alessandro Atanes

Está de volta o Tortiletras. O minifestival de literatura latino-americana ocorre até março no ateliê La Casita (R. Guaibê, 104/Santos) em parceria com o jornalista Alessandro Atanes, com duas novas atrações no cardápio: “Borges, O guia cego da literatura argentina” e “La Boca e Macuco: Cores e letras dos bairros portuários”.

O Tortiletras é uma conversa sobre livros e obras de arte da América Latina tendo por acompanhamento uma tortilha e uma cerveja ou vinho, uma aposta na fome das pessoas por conhecimento. Os encontros ocorrem aos domingos. Para participar, é necessário reservar os lugares em mensagem para lacasitatelie@gmail.com ou alessandroatanes@gmail.com. O investimento é de R$ 200 individual ou R$ 750 para quatro pessoas.

O ateliê La Casita é mantido pelos dos Nice Lopes e Gabriel Montenegro, e reúne trabalhos também de outros criadores. Atanes é mestre em História Social (USP, 2008) e tem realizado desde 2010 traduções e cursos sobre literatura latino-americana. Cada conversa do Tortiletras é dividida em duas partes. Na primeira, a degustação: enquanto o apresentador prepara a tortilha na cozinha, os participantes poderão ler, folhear e levantar questões sobre o tema; na segunda, o prato principal, com as tortilhas e bebidas servidas, Atanes parte da pauta levantada na degustação e inicia o bate-papo.

> Borges: O guia cego da literatura argentina | Cego como Homero, Jorge Luis Borges, além de autor, tornou-se também uma referência para se ler a literatura argentina. Suas poesias, contos, entrevistas e prefácios estão recheados de referências a autores e autoras de seu país, promovendo assim um verdadeiro “quem é quem” das letras portenhas.

> La Boca & Macuco: Cores e letras dos bairros portuários | Os portos são parecidos entre si como gente da mesma família. Para conversar sobre esse “parentesco” entre os bairros portuários, essa edição do Tortiletras apresentará pinturas das décadas de 1920 e 1930 de Benito Quinquela Martín sobre o porto de Buenos Aires e a semelhança com as cenas de Navios Iluminados, de 1937, de, sobre a vida dos trabalhadores do porto de Santos. Para completar essa ideia de parentesco, serão apresentadas cenas portuárias dos filmes Sindicato de Ladrões (1954), de Elia Kazan, e Marnie: Confissões de uma ladra (1964), de Alfred Hitchcock.

> Degustando o Detetive Selvagem | Um passeio pela obra de Roberto Bolaño (1953-2003), autor do aclamado Os detetives selvagens (1998), e os grandes temas que permeiam a obra do chileno: a violência e as ditaduras na América Latina, em especial a violência contra as mulheres, o valor da poesia, o exílio e a própria Literatura, que aparecem também em obras como Noturno no Chile ou 2666, além de uma introdução a sua obra ainda inédita em português, como as biografias fictícias de La literatura nazi en América e seus livros de poemas Los perros románticos, Tres e La Universidad Desconocida, entre outros.

> Livros do Peru | De Vargas Llosa a autores inéditos em português, essa edição do mini-festival de literatura latino-americana apresenta o tema “¡Livros do Peru!”. No cardápio, uma palestra sobre escritores e escritoras peruanas e as traduções realizadas no projeto Tabatinga, que reúne autores de Santos e Lima.

 

No Braz Cubas, 8º Facult é tema de tira-dúvidas nesta quinta

Por Lincoln Spada

Novos segmentos artísticos devem compor o Conselho de Cultura de Santos (Concult), no biênio 2019-2021. É que em janeiro, a atual gestão do órgão endossou indicações à Prefeitura para alterações das representatividades da sociedade civil já a partir do primeiro trimestre.

Assim, estão previstas as vagas exclusivas para Artes Urbanas (hip hop, artistas de rua, festas urbanas, etc.) e Cultura da Diversidade (expressões artísticas relacionadas a questões de diversidade sexual, identidade racial, etc.). As eleições dos representantes ocorrem na 10ª Conferência Municipal de Cultura, no dia 16/mar.

Os outros segmentos representados no Concult serão: Música; Audiovisual e Multimeios; Literatura; Teatro e Circo; Artes Visuais; Dança e Movimento; Patrimônio Cultural; Carnaval e Cultura Popular; Produção Cultural. Tanto o conselho quanto a 10ª Conferência pautam o ‘Painel: Facult + Políticas Culturais’.

O painel

A iniciativa realizada pelo Concult e pela Prefeitura via Secult também será um tira-dúvidas sobre o regulamento do 8º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos, o Facult. O evento será nesta quinta-feira (dia 7), às 19 horas, no Teatro Braz Cubas (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). Não há inscrições prévias para o painel com entrada franca.

Historiadora lançará livro ‘Ariú’ no Museu Conceição de Itanhaém neste sábado

Por Prefeitura de Itanhaém

Neste sábado (26/jan), o Museu Conceição de Itanhaém sediará o lançamento de uma obra para lá de caiçara, que revela a identidade e o início da colonização da nossa região. Trata-se de “Ariú”, uma lenda peruibense adaptada em livro pela historiadora Fátima Cristina Pires, também de Peruíbe. A iniciativa faz parte da exposição “Caiçara e Seu Cotidiano” e será acompanhada por uma mostra de livros regionais. Os autógrafos acontecerão a partir das 17h, e a feira será das 11h às 20h, na Praça Narciso de Andrade (Centro).

Ariú conta a história de uma indiazinha que morava em um aldeamento em Peruíbe e encontrou Leonardo Nunes, o primeiro jesuíta a pisar na capitania de São Vicente. A adaptação busca de forma lúdica mostrar a importância da história regional e revelar os personagens de uma lenda tradicionalmente conhecida por diversas gerações. Leonardo Nunes foi quem construiu as primeiras instituições de ensino para os nativos, órfãos indígenas e depois portugueses. A lenda foi escrita aproximadamente na década de 70, do século XX.

A história faz parte da emancipação do município de Peruíbe que aparece no contexto por meio do sítio arqueológico “Ruínas do Abarebebê”, local que foi pesquisado arqueologicamente entre os anos 1989 e 1991, no qual foram retirados vestígios arqueológicos que poderão comprovar diversas questões sobre a época. A autora e historiadora Fátima Cristina Pires conta que a adaptação resgata a identidade e a origem da colonização da nossa região.

O livro é infantojuvenil, publicado em 2016 e conta com ilustrações de Léa Camargo, que também é de Peruíbe. Pires é pós-graduada em Patrimônio Cultural e Mestre em Educação, ministra aulas em faculdades do Vale do Ribeira e da Baixada Santista, é curadora de exposições de artes com cunho histórico, além de dar palestras sobre história regional e patrimonial.

 

Conheça a cidade de Santos por meio do curso Rota Literária

Por Alessandro Atanes

Conhecer a cidade de Santos por meio do que escreveram poetas, autoras e autores é o objetivo do curso Rota Literária – Conheça Santos por meio da Literatura, que será realizado em três módulos na Associação Cultural José Martí da Baixada Santista (Rua Joaquim Távora, 217/Santos) pelo jornalista e mestre em História Social Alessandro Atanes. O primeiro módulo, com o tema A cidade e o porto, acontece em fevereiro, aos sábados (dias 2, 9, 16 e 23), das 17h às 18h30. O valor do curso é R$ 80, com a opção de R$ 25 por aula.

Entre as obras estudadas, estão poemas e romances de nomes como Jorge Luis Borges, Elizabeth Bishop, Pablo Neruda, Mario Vargas Llosa, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Rui Ribeiro Couto e Roldão Mendes Rosa, além de contemporâneos como Madô Martins, Flávio Viegas Amoreira, Ademir Demarchi, Lídia Maria de Melo e Alberto Martins, entre outros. O objetivo é mostrar como as obras literárias, mais do que ilustrar os fatos reais, são elas mesmas fontes para a pesquisa histórica e a compreensão da sociedade.

Atanes é mestre em História Social pela Universidade de São Paulo com a dissertação História e Literatura no porto de Santos: o romance de identidade portuária “Navios Iluminados” (2008), em que explora esse romance de 1937, de Ranulpho Prata, como um documento histórico e como ele se relaciona com textos de outros autoras e autores sobre o porto de Santos.

Suas pesquisas levaram à publicação do livro Esquinas do Mundo: Ensaios sobre História e Literatura a partir do Porto de Santos (Facult/Dobra Universitário, 2013), no qual ampliou sua pesquisa. Possui especialização em História e Historiografia e graduação em Comunicação Social pela Universidade Católica de Santos (1995). Mantém na própria José Martí o SUR -Clube de Leitura de Literatura Latino-americana, que realiza encontros quinzenais.

Programação do primeiro módulo do Rota Literária, ‘A Cidade e o Porto’:

> 1ª Aula – ‘As histórias que os portos contam’
Funções narrativas dos portos: fronteira, local de partida, promessa de aventura; o conto Emma Zunz, de Jorge Luis Borges, e os portos como locais perigosos; Uma esquina do mundo, Santos como nó das relações internacionais: a passagem do cônsul Richard Burton na cidade no conto O Aleph, de Borges; seu substituto no consulado, Roger Casement, no romance O Sonho do Celta, de Mario Vargas Llosa; e o contrabando de armas no romance Trópico enamorado, de Augusto Céspedes.

> 2ª Aula – ‘O ciclo da literatura portuária’
O porto de Santos em uma série de obras literárias publicados ao longo dos últimos 80 anos, um verdadeiro painel fictício que tem início com a publicação em 1937 do romance Navios Iluminados, de Ranulfo Prata, pela editora José Olympio, até sua mais recente reedição em 2015 pela Edusp, passando por Cais de Santos (1939), de Alberto Leal, Agonia na noite (1956), de Jorge Amado, Querô: uma reportagem maldita (1976), de Plínio Marcos, Os viralatas da madrugada (1980) e Barcelona Brasileira (2003),
ambos de Adelto Gonçalves, e Lívia e o cemitério africano (2013), de Alberto Martins.

> 3ª Aula – ‘Os poemas de chegada’
A perspectiva de poetas que chegaram à cidade pelo mar: Contrabando, de Oswald de Andrade, que fecha o livro Pau Brasil (1925); Chegada a Santos (1924), de Blaise Cendrars, que veio visitar os modernistas brasileiros, em uma tradução de Patrícia Galvão; Chegada em Santos (1951), de Elizabeth Bishop, e Santos revisitado (1927-1967) (1967), de Pablo Neruda.

> 4ª Aula – ‘E aqueles que ficam, narram o quê?’
O porto da nostalgia: a memória da imigração e o cais dos adeuses: Santos (1933), de Rui Ribeiro Couto, Porto (s/d), de Roldão Mendes Rosa, e Cais (1959), de Narciso de Andrade; o porto da desolação nos poemas contemporâneos de Madô Martins, Alberto Martins, Flávio Viegas Amoreira e Ademir Demarchi; poesia em Estado de
Exceção nos poemas de Lídia Maria de Melo sobre o navio-presídio Raul Soares.