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Em temporada gratuita, Teatro do Kaos encena ‘Vocifera’

Por Lincoln Spada

Livremente inspirado em obra de Ibsen, ‘Vocifera’ entra em cartaz até o próximo dia 16/dez, com sessões gratuitas de quinta-feira a domingo, às 20h, no Teatro do Kaos (Largo do Sapo, Sítio Cafezal/Cubatão). A peça da companhia teatral comemora os 20 anos do coletivo e tem classificação indicativa de 16 anos.

A montagem trata dos (des)caminhos da conjuntura política atual e das razões que exigem a decisão entre direitos básicos da comunidade, como cultura e saúde. Na sinopse, a alusão do antigo teatro da Cidade que se tornará em um centro oncológico. Assim, a peça lança mão de questões aparentemente locais e corriqueiras para uma análise crítica sobre o pensamento conservador pautado no discurso do medo e na violência sistêmica.

Com base em ‘O Inimigo do Povo’, a peça tem dramaturgia de Victor Nóvoa, direção de Marcos Felipe e Lucas Beda, direção musical de Gustavo Sarzi e elenco formado por Fabiano Di Melo, Levi Tavares e Lourimar Vieira. A temporada é uma realização do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet com patrocínio do Grupo EcoRodovias e apoio cultural da Prefeitura.

 

Neste dia 27, última sessão de ‘Janelas Solitárias’ no Teatro do Kaos

Por Teatro do Kaos e Prefeitura de Cubatão

Chegou a hora dos participantes do Projeto Ação Cênica mostrarem resultados. A peça ‘Janelas Solitárias’ será apresentada gratuitamente (classificação: 16 anos) neste domingo (dia 27), no Teatro do Kaos, às 20 horas, e no próximo ano será levada a outras quatro cidades (Santos, Guarujá, Praia Grande e Mongaguá). O Teatro do Kaos fica na Praça Coronel Joaquim Montenegro, 34 (Largo do Sapo).

Durante todo o ano de 2016, 230 alunos participaram do Projeto Ação Cênica. Agora, a turma da Qualificação Profissional (que recebe a Certificação Profissional do Sated/SP, comdireito a DRT), apresentará a peça Janelas solitárias, texto de João Fábio Cabral e direção de Níveo Diegues. “Antes de subir ao palco, eles ralaram muito”, afirma Lourimar Vieira, idealizador e gestor do projeto, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão.

A peça tem no elenco: Aline Pinheiro, Beatriz Maria, Bianca Souza, Caio Werneck, Carolina Martins, Cristiane Ramos, Fabio Faustino, JP de Castro, João Vítor, Júlia Alves, Layla Lauane, Luciana Adrielle, Luiz Guilherme, Maíra Alves, Nicca Oliveira, Rafael Almeida, Rayane Santana, Udson Santos, Vanessa Ramos e William Gois. Mostra a ealidade de jovens numa metrópole, que buscam sua identidade e seu espaço na sociedade e têm necessidade e urgência de expressão num mundo cada vez mais imediatista e consumista.

O espetáculo critica a cegueira da sociedade moderna aos anseios destas “tribos”, colocando em foco as separações, medos, sexualidade exacerbada, uso de drogas, desespero. E desafia o público a assistir sem julgar, abrindo sua mente para uma reflexão sobre a real situação dos jovens que vivem nas janelas solitárias da cidade. Os alunos tiveram aulas de: História do Teatro (Orleyd Faya); Interpretação (Marcos Felipe e Níveo Diegues); Expressão Corporal (Fabiano di Melo); Expressão Vocal (Douglas Lima); Jogos Teatrais (Sander Newton); Maquiagem (Levi Tavares) e Produção (Lourimar Vieira).

 

No Kaos, vá ao teatro e pague o quanto puder

Já pensou em ir ao teatro, assistir um belo espetáculo e pagar quanto puder? Nos dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de junho, a partir das 20 horas, você terá a oportunidade de assistir à peça ‘Os sapatos que deixei pelo caminho’ e pagar o quanto puder.

Esse sistema de popularização do teatro já existe em várias cidades, segundo o ator e diretor do Teatro do Kaos, Lourimar Vieira. “O público vê a peça e decide quanto vai pagar. É uma maneira de proporcionar cultura à população e deixar que ela se sinta à vontade para pagar quanto puder”, esclarece Lourimar.

O espetáculo já participou de vários festivais, inclusive em Portugal, onde foi muito aplaudido. Escrita por Cícero Lopes e dirigida por Marcos Felipe, a peça ‘Os sapatos que deixei pelo caminho’ traz uma reflexão sobre os desafios e as barreiras que encontramos na vida. É um drama que une cinema, música, artes visuais, dança e teatro de bonecos.

A peça será apresentada no Teatro do Kaos, situado na Praça Coronel Joaquim Montenegro, s/nº (Largo do Sapo). A classificação etária é de 16 anos. O espetáculo tem apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão.

*Christiane Castanheira

 

Nordestinos-cubatenses são homenageados no Danado de Bom nesta quinta

Um empresário. Uma cozinheira de mão cheia. Um vendedor de água de coco. Um artista que se encontrou nos palcos. Um dançarino que conquistou seu espaço ensinando forró fora do Brasil. E uma comerciante que se revelou uma verdadeira líder comunitária. Cinco deles saíram do Nordeste na juventude e chegaram a Cubatão imbuídos do sonho de vencer. Um descobriu fora do Brasil a magia da cultura nordestina e hoje a dissemina por toda a Europa por meio da dança.

São essas seis pessoas que ajudaram a Cidade a crescer e que também contribuíram para o seu desenvolvimento e seu reconhecimento que este ano serão homenageadas durante o Festival da Cultura Nordestina Cubatão Danado de Bom. O evento será realizado de 7 a 10 de abril, no Kartódromo Municipal. Desta vez, os homenageados serão o cearense Adriano de Souza Taveira, o cubatense André Serapião, a pernambucana Maria Francisca da Silva Lima – carinhosamente chamada de Dona Pequena -, o baiano João de Deus Santana – conhecido como João do Coco -, o piauiense Lourimar Vieira e a pernambucana Josinete Lica da Silva – a Neta do Bolsão 8. Todos serão recebidos pela prefeita Marcia Rosa para uma solenidade no gabinete da Prefeitura nesta quinta-feira, às 15 horas.

Adriano Sanfoneiro

1Adriano de Souza Taveira chegou a Cubatão aos 18 anos, em 1987. Nascido em Morada Nova, Ceará, o jovem tinha um objetivo claro em mente: trabalhar, juntar dinheiro e voltar para a terra natal para comprar uma sanfona. Inicialmente, a ideia era ficar um ano em Cubatão. Mas os planos mudaram e lá se vão quase três décadas vivendo na Cidade. Esse cearense que será homenageado no Cubatão Danado de Bom tem uma história de vida bem sucedida: depois de trabalhar em várias indústrias do polo petroquímico, como Usiminas e Petrobras, Adriano montou o próprio negócio e hoje é dono de uma das maiores firmas de locação de andaimes do Município.

Nesse tempo de muito trabalho, constituiu família, tornou-se pai de seis filhos e, como faz questão de ressaltar, nunca abandonou a música. Nesses quase 30 anos, criou o Trio Asa Branca e Forró Sanfonado, bandas de grande sucesso em toda a Baixada Santista. As lembranças do jovem Adriano que levava seu forró de raiz às festas tradicionais nas imediações de Morada Nova sobrevivem no homem que hoje participa de importantes festas em Cubatão e região, com sua sanfona, ao lado do filho, Adrianinho do Acordeom, a quem ensinou o ofício musical.

André Serapião

0Nascido em Cubatão, Carlos André Serapião de Souza, hoje com 40 anos, passou a infância na Cidade. Em 1998, aos 22 anos, viajou para a Europa, onde acabou se apaixonando pela cultura nordestina por meio da música e da dança. “Comecei a dançar forró desde novo, em São Paulo, na época do forró universitário, em 1996”, conta André. “Porém, já conhecia o ritmo, pois meu avô tocava sanfona e meu pai sempre ouviu de tudo. Forró e samba estavam presentes na minha vida”. Os avós paternos, nascidos na Bahia, foram os responsáveis pelo contato inicial de André com a cultura nordestina. Mas a ligação com a música e a dança daquela região do País se intensificou com a ida para a Europa. “Depois de sair do Brasil, entrei em contato com vários ritmos, como maracatu, capoeira cavalo marinho e frevo”.

André se mudou para Londres – onde reside até hoje – e em 2005 começou a dar aulas de forró. Atualmente, o cubatense ministra aulas em Londres e Oxford e é organizador do Festival de Forró de Londres, que atrai mais de 600 dançarinos e músicos de todo o mundo durante quatro dias, com workshops para todos os níveis de dançarinos. André também realiza oficinas de forró na Alemanha, Noruega, França e Rússia. Além de disseminar a cultura nordestina em outros países, André também usa a dança e o forró em projetos sociais voltados para crianças e adolescentes que vivem em áreas de vulnerabilidade social, desenvolvendo o projeto em sua cidade natal.

Dona Pequena

5Maria Francisca da Silva Lima, ou Dona Pequena, como é carinhosamente chamada, nasceu na cidade de Bezerros, em Pernambuco, município famoso por seu carnaval e os papangus mascarados que desfilam nos dias de folia. Desde criança, trabalhou na roça, carpindo, fazendo carvão e cuidando das criações. Aos 23 anos de idade, dona Pequena embarcou com o marido em uma Brasília amarela com destino a Cubatão. “Foram três dias de estrada, dormindo no banco do carro”, lembra a pernambucana. “Mas foi uma viagem que valeu a pena”.

Ao chegar ao Município, dona Pequena e o marido moraram na Rua Espanha, no Jardim Casqueiro. Pouco tempo depois, mudaram-se para o Pinheiro do Miranda, onde vivem até hoje. E já são 32 anos em Cubatão. Seu marido, Severino, trabalhou por algum tempo nas indústrias do polo industrial e decidiu, ao mesmo tempo, montar um bar que se tornou um ponto de referência do Pinheiro do Miranda. E foi ali que Dona Pequena se descobriu uma exímia cozinheira. Ao preparar as refeições inspiradas na culinária nordestina, conseguiu fregueses fiéis que se deslocam de bairros distantes só para saborear receitas especiais, como o feijão de corda e a farofa de tanajura ou farofa de içá, feita com a formiga. A cozinheira, que adora trabalhar, afirma que nunca tirou férias. “Encontrei em Cubatão o lugar de acolhimento e que valorizou meu trabalho”.

João do Coco

4João de Deus Santana, conhecido como João do Coco, é um dos vendedores ambulantes mais antigos de Cubatão. Seu ganha-pão fica em frente à Igreja Matriz há 42 anos. Começou trabalhando vendendo pipoca, mas, depois, “para diversificar o negócio”, como costuma dizer, decidiu vender coco gelado. O tino para o comércio vem de menino. Natural da cidade de Cipó, na Bahia, João trabalhava na lavoura e aos 16 anos decidiu deixar a casa dos pais. “Vim para Cubatão, em 1969, procurar emprego e encontrar o irmão mais velho que já estava no Município há algum tempo”.

Ao chegar, foi servente da Santa Casa de Santos e trabalhou em algumas indústrias do polo industrial de Cubatão, mas não se adaptou. Aos 20 anos, já vendia pipoca no mesmo local onde está o carrinho de coco. “Atendia uma boa clientela no local, já que, na época, a Prefeitura ainda funcionava onde hoje é o prédio da Biblioteca Municipal”, lembra João. Aos 63 anos de idade, grande parte dos quais dedicada ao trabalho, o sonho de João do Coco ainda é voltar para a terra natal e lá comprar uma casinha.

Lourimar Vieira

3Natural de Oeiras, Piauí, Lourimar mudou-se para Cubatão aos 13 anos de idade, em 1979. Conheceu o teatro ainda adolescente, na escola, quando se encantou pela arte e descobriu que este seria seu ofício de coração. No início dos anos 80, participou de sua primeira peça teatral, a Encenação da Paixão de Cristo. Na época, o ator lembra que Cubatão não tinha companhia de teatro, somente o Cotac, que realizava esse espetáculo anual. Depois, especializou-se, fez cursos na área e em 1984 estreou a primeira obra, Aurora da minha vida. Mas foi um ano depois que tudo mudou. Ao participar da montagem Bailei na curva, Lourimar despontou para o mundo do teatro. Ganhou inúmeros festivais pelo seu desempenho e viajou com a peça por três anos. “Foi a melhor escola que pude ter”.

No retorno para Cubatão, ajudou a criar a primeira companhia teatral do Município, Magia da Cidade, que durou até 1996. No ano seguinte, fundou o Teatro do Kaos, no Largo do Sapo (1997). Em 2004, restaurou o local. Em 2005, colocou uma lona de circo no espaço que serviu por algum tempo como o único espaço teatral do Município. E, em 2008, deu início ao projeto de construção do teatro que, aos poucos, foi ganhando plateia e palco.

Lourimar é o idealizador do espetáculo Caminhos da Independência, que reconta a passagem de Dom Pedro I por Cubatão pouco antes de proclamar a Independência às margens do Rio Ipiranga. Para a encenação, trouxe atores do calibre de Alexandre Borges, Gabriel Braga Nunes, Carlos Casagrande, Alexandre Barillari, Daniel Saulo, Marco Antonio Gimenez, Gustavo Leão, Júlio Rocha, Vitor Branco. O artista também é responsável pela criação de projetos socioculturais de formação em teatro, como o “Superação”, patrocinado pela Petrobras, que formou 30 jovens, e agora, o Ação Cênica, em parceria com a Prefeitura, pelo qual mais de 100 jovens receberão formação em teatro.

Neta do Bolsão 8

2Josinete Lica da Silva. A pernambucana da cidade de Prazeres chegou a Cubatão em 1980 para viver com o pai que já era morador do Município. Veio sozinha, aos 18 anos, para tentar uma vida melhor, como milhares de outros imigrantes nordestinos que adotaram Cubatão como cidade do coração. Trabalhou nas empresas do polo industrial por muitos anos. Casou-se em 1982 e se mudou da Vila Parisi, onde vivia, para o Jardim Nova República.

Em 1986, Neta decidiu construir um pequeno comércio na frente de sua casa, na Rua Lourenço Batista de Araújo, conhecida como Rua 6, onde vendia doces. Algum tempo depois, o negócio passou a oferecer outros atrativos, como cerveja, salgados e petiscos, tornando-se referência no bairro. Dona de grande poder de relacionamento com a comunidade, Neta ajudou a construir a ideia da quermesse junina no bairro, há 20 anos. Desde então, a comunidade se mobiliza e realiza em conjunto com os comerciantes locais a festa, que une música e gastronomia.

*Prefeitura de Cubatão

 

Teatro Municipal de Cubatão deve retornar às mãos da Cultura

O prédio do Teatro Municipal de Cubatão vai continuar sendo um espaço à disposição da Cultura. Para isso, o Município decidiu alterar o projeto do Quarteirão da Saúde que previa a implantação da policlínica no Teatro. O anúncio foi divulgado ontem (3) pela prefeita Marcia Rosa durante a oficialização do projeto Arte Cênica, de aulas de teatro, apoiado pela Prefeitura que contou com a participação de diversas lideranças artísticas da cidade.

Durante o evento, o Governo Municipal também informou que enviará nos próximos dias à Câmara Municipal um projeto de lei de permissão de uso do teatro, atendendo uma reivindicação da comunidade cultural. Após a sua aprovação, o projeto permitirá que a Prefeitura ceda o espaço para que uma entidade possa angariar recursos, reformar e administrar o lugar.

“Alteramos a proposta de transformar o teatro em policlínica. Estamos adequando o projeto aos recursos que recebemos do Governo Federal, menor que o necessário para a obra que pensávamos. Com isso aquele prédio continuará sendo um equipamento cultura. E atendemos um pedido dos nossos artistas e de grande parte da comunidade cubatense”, afirmou a prefeita Marcia Rosa.

A alternativa surgiu após diversos apelos da classe artística, em especial do fundador do Teatro do Kaos, Lourimar Vieira, e do diretor de teatro Tanah Corrêa. Na verdade, houve uma mudança de planos, “e pra melhor”, conforme destacou Lourimar Vieira.

A ideia anterior seria integrar o prédio do teatro, hoje desativado, ao chamado “Quarteirão da Saúde”, abrigando uma policlínica. Porém, o Ministério da Saúde liberou apenas parte da verba prevista, no valor de R$ 2,5 milhões, o que obrigou o redimensionamento do projeto. Além disso, os recursos são destinados para a construção de um prédio novo, dentro dos parâmetros do Ministério da Saúde. “A reforma de uma edificação antiga não seria permitida”, esclareceu Marcia. “Mas continuamos com o conceito do Quarteirão, porque iremos edificar o prédio no terreno da Avenida Martins Fontes, ligado aos demais equipamentos de saúde”.

O projeto para cessão do teatro para que ele seja administrado por uma entidade é um pleito de representantes do setor que acreditam que essa medida é importante para agilizar a reforma o prédio. “Esperamos o apoio de toda a classe artística nesse momento tão importante. É uma vitória pra Cultura da cidade e da região”, afirmou Tanah Corrêa, um dos mais significativos diretores de teatro do País.

Projeto Ação Cênica

Durante a reunião, também foi oficializada a parceria entre a Prefeitura e o Teatro do Kaos, para realização do projeto Ação Cênica, que vai formar 160 jovens em curso de teatro: 140 no módulo “Oficina de Teatro”, para alunos de 12 a 18 anos, e outras 20 oportunidades para o módulo profissionalizante, com direito a registro na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), destinadas a jovens de 16 a 18 anos. Os interessados precisam estar matriculados no ensino regular ou ter concluído o Ensino Médio.

Inspirado no antigo projeto Superação, o Ação Cênica foi abraçado pela Administração Municipal. A ideia é qualificar profissionalmente os jovens com aulas de Interpretação, História do Teatro, Expressão Corporal e Vocal, Maquiagem, Produção Teatral e Montagens Teatrais. Ao final do curso, que vai durar um ano, será encenado um espetáculo pelos participantes que vai circular por cinco cidades da Baixada Santista. “Acreditamos que é possível viver de arte no Brasil e enxergamos nesta região grande potencial para que isto aconteça”, afirmou Lourimar Vieira, idealizador da proposta e fundador do Kaos.

*Morgana Monteiro

Artistas pedem para que Teatro de Cubatão volte às mãos da Cultura

Em reunião com a prefeita Marcia Rosa, Lourimar Vieira, fundador do Teatro Kaos, e o diretor de teatro Tanah Corrêa fizeram um apelo à chefe do Executivo para a retomada das obras do teatro municipal. A ideia foi dialogar alternativas para que o local volte às mãos da Cultura, já que uma ideia para ocupar o espaço, hoje desativado, seria integrar o chamado Quarteirão da Saúde, abrigando uma policlínica.

“Queremos muito que o prédio se torne, efetivamente, um local para as artes da cidade. Tenho certeza de que encontraremos uma alternativa viável”, completou Lourimar, apoiado por Tanah, um dos nomes mais importantes do teatro no Brasil.

A prefeita explicou que avalia mudanças no projeto de transformar o teatro num equipamento da saúde: “Estamos trabalhando na remodelação do Projeto do Quarteirão da Saúde, ajustando a obra aos recursos que recebemos do Governo Federal. Assim, estou pedindo aos técnicos que avaliem a possibilidade de que o prédio continue sendo um equipamento da cultura. Tenho certeza de que a presença do Tanah pode nos ajudar a encontrar uma solução para que o teatro seja finalmente entregue à população”, comentou Marcia.

*Morgana Monteiro

 

Alunos do Teatro do Kaos encenam em Guarujá de olho em tour

Após a temporada em Cubatão, os alunos do Projeto Superação II, do Teatro do Kaos que conta com o patrocínio da Petrobras, iniciaram a agenda de apresentações na região e se preparam para levar o espetáculo para as principais cidades e capitais brasileiras. Até 15 de julho os jovens atores cumprem uma maratona de exibições na Baixada Santista e Vale do Ribeira.

As apresentações que acontecem sempre nos finais de semana servem como preparação para a temporada nacional, que se inicia em 18 de julho, na capital de São Paulo, e termina no dia 11 de outubro, em Porto Alegre.

Neste sábado e domingo, 30 e 31, a peça poderá ser vista na Praça dos Expedicionários, em Pitangueiras, no Guarujá, a partir das 20 horas. A entrada é franca e a classificação etária livre. No último final de semana (23 e 24), Hamlet foi assistida por centenas de pessoas que lotaram a Praça Tom Jobim, em São Vicente.

Para a aluna Gabriela Araújo, 19 anos, que interpreta uma das Ofélias, a experiência está sendo maravilhosa. “Tanto pelo fato de ter um contato direto com o público, quanto por ter saído da zona de conforto, que é o palco”, explica a moradora de Cubatão que vivência as artes cênicas pela primeira vez.

Outro novato no teatro, Jones Ferreira, que dá vida ao personagem Cláudio, considera as apresentações desafiadoras. “O público se comporta de maneira diferente em cada apresentação, é como se estivéssemos sempre estreando. E como nos apresentamos em praças, em cada exibição precisamos nos adaptar ao espaço, e isso é um grande desafio”, explica.

Hamlet Futebol Clube

Ser ou não ser, eis a questão? A famosa frase de Hamlet- personagem da obra homônima de William Shakespeare- ganha uma nova roupagem e é apresentada para o público nos dias de hoje. Uma apresentação explosiva, de misturas e fôlego tanto do elenco, que desenvolve toda a estória em uma partida de futebol, quanto do público, que reconhecerá em cada personagem uma tragédia da vida real, seja no jogo de interesses por aqueles que querem o poder a qualquer preço, ou na corrupção, que leva os menos favorecidos à beira do precipício. E em meio a tudo isso, o futebol, que não pode parar.

Com direção de Marcos Felipe (responsável pela releitura) e inspirada na obra de William Shakespeare, Hamlet Futebol Clube marca a conclusão dos alunos do Projeto Superação II, do Teatro do Kaos, que tem o patrocínio da Petrobras. O projeto, com duração de dois anos e composto por aulas teóricas e práticas, tem por objetivo qualificar profissionalmente 30 jovens com idade entre 18 e 29 anos em Artes Cênicas, e ministrar uma Oficina de Iniciação Teatral para 880 crianças e adolescentes da rede pública e privada de ensino.

*Elisangela Bezerra