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Nesta sexta, livros, show e cinema se somam em ‘Cabeças da Arte’

Via Amanda Marx e Cláudia Brino

O espaço cultural Burako’s recebe nesta sexta-feira (22/fev), às 21h, o evento ‘Cabeças na Arte: Música – Poesia – Cinema’. Com entrada franca, a iniciativa editada por autores da ‘geração mimeógrafo’, que teve seu surgimento entre os anos 70 e 80. O local fica na Rua Marquês de Herval, 11/13, Valongo/Santos.

Em Santos, o movimento surgiu em 1978, com um grupo de poetas e artistas da periferia que se movimentavam através da Jogo-Duro Editora. De forma artesanal, rústica e com ilustrações psicodélicas os livros eram mimeografados ou xerocopiados e vendidos em feiras hippies, shows de rock ou barzinhos da noite Santista.

Para comemorar o início dessa atividade literária marginal na cidade, serão relançados três livros do lendário catálogo da Jogo-Duro Editora: ‘Um Pouco’ de Gastão Gomes, ‘Universo feito fruto’ de Antonio do Pinho e ‘Sopa de Letras’ de Vieira Vivo. Durante o evento, será exibido o minidocumentário ‘Pescadores de Palavras – a Jogo Duro Editora’, de Madeleine Alves (Signos Possíveis), que conta a história desta atividade underground.

Também será realizada a apresentação do Grupo Pau a Pique, que conta, ainda hoje, com integrantes remanescentes daquelas noitadas libertárias de poesia e música autoral, e que se fez presente nos meandros culturais daquela época.

 

Aos 40 anos, Grupo Picaré de Literatura e Artes terá nova coletânea em junho

Por Lincoln Spada | Foto: Wilson Melo

A fim de celebrar os 40 anos da criação do Grupo Picaré de literatura e artes de Santos, está previsto lançamento de uma coletânea de poesias, contos, crônicas, desenhos e fotografias para o próximo junho. O coletivo foi iniciado no mesmo mês de 1979, pelos poetas Rafael Antonio Marques Ferreira e Raul Christiano Sanchez nos corredores da Faculdade de Comunicação da Católica UniSantos, logo atraindo outros escritores.

Já nos anos 80, foram reconhecidos pelos seus manifestos, passeatas e publicação de literatura alternativa e marginal. Em prol da vanguarda e arte humanística, o grupo batizado pelo nome de rede de arrasto para pesca era contrário à elitização cultural. No manifesto Picarismo, o grupo defendia uma ação artística “direta, clara, sem o formalismo que impõe normas para a criação”.

Impressos inicialmente em mimeógrafos, os boletins poéticos organizados pelo grupo aos sábados na escadaria da universidade, eram distribuídos pelas faculdades, portas de teatro, bares e cinemas. Mais tarde, o Centro Cultural Patrícia Galvão seria a sede de uma das principais atividades do Picaré, a Feira de Literatura Independente, concluída com uma passeata poética pelo Gonzaga.

Décadas depois, o grupo irá ser revisto na futura coletânea, sob a coordenação de Raul, que se articula com editoras da Baixada Santista e da Capital para concretizar a obra comemorativa. A obra deve reunir fotos da trajetória do grupo, imagens das capas das publicações de seus autores, depoimentos, contexto histórico do movimento literário dos anos 70 e 80, além dos trabalhos de cada um dos artistas envolvidos.

A nova publicação do Grupo Picaré contará com: Alex Sakai, Antonio Do Pinho Miguel Alves, Cesar Bargo Perez, Cissa Peralta (in memoriam), Denize Gomes Gonsalves, Douglas Martins de Souza, Dudu Morato (Edwiges Morato), Edilza Lira S. Fernandes, Fausto José Barbosa, Flavio Calazans, Gil Menin, Inês Bari, Jaime Antonio Filho, José Cândido, Leopoldo Pontes, Liliam Fernandes, Luiz Antonio Canuto Dos Santos, Marilia Marques, Marisa Murta, Orlando Moreno, Orleyd Faya Corrêa, Osvaldo DaCosta, Rafael Antonio Marques Ferreira, Raul Christiano, Roberto Massoni, Rosana Limeres, Sérgio Gonçalves Pinto, Sergio Lemos, Sidney Sanctus, Valdeli Silva, Valdir Alvarenga, Vieira Vivo, Wallach e Wilson Melo.

Ainda, estão previstos os depoimentos da professora Mariângela Duarte, Sergio Trombelli, Gil Nuno Vaz, José Luiz Tahan, Márcio Barreto, Flávio Viegas Amoreira, Madeleine Alves, Sylvia Bittencourt, Julinho Bittencourt, Ricardo Soares, Thereza Rocque da Motta, Claudio Willer, Luis Avelima, Leila Míccolis, Maurilio Campos dentre outros. Mais informações, via e-mail: raul.christiano@gmail.com.

Curso promove laboratório de desenvolvimento de projetos para 8º Facult

Por Madeleine Alves

Muitos têm ideias para trabalhos culturais. Contudo, ao se deparar com um edital em suas letras frias, desanimam de tentar concorrer a um incentivo público. Foi para desmistificar essa sensação e trazer mais bons projetos à vida que surgiu o Curso ‘Facult: do Edital ao Envio’. Ministrado pela realizadora audiovisual e produtora cultural Madeleine Alves, com produção da Amanda Marx Produções, este laboratório visa ensinar ao participante como transformar uma ideia em um Projeto Cultural, com o intuito especifico de participar da seleção do 8º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos que serão premiados pelo Fundo de Assistência à Cultura – FACULT.

Serão 4 (quatro) dias, cada um com 3 horas/aula por dia, em um total de 12 horas/aula, todas realizadas de forma prática e presencial. Nas aulas, os participantes vão estudar o regulamento do 8º FACULT, a fim de que entendam todas as etapas de desenvolvimento do projeto, desde a organização dos documentos necessários até a formatação, aprendendo a elaborar textos que demonstrem os objetivos do projeto, contrapartida, cronograma, planilha orçamentária, entre outros elementos que possam fornecer condições de realizar sua elaboração completa, finalizando com a inscrição.

Durante o curso, teremos também a palestra ‘Experiências na realização de projetos culturais’, com o diretor teatral Platão Capurro Filho, que irá relatar suas experiências na elaboração de projetos, realizados com as mais diversas formas de incentivos. O 8º FACULT é uma ótima oportunidade para profissionais de qualquer segmento artístico que tenham alguma ideia que gostariam de executar e estejam iniciando sua participação em projetos culturais, pois exige uma elaboração mais simples do que as existentes em outros projetos, tais como ProAC e Lei Rouanet.

Vale lembrar que a próxima edição do Facult selecionará 30 projetos e cada projeto selecionado receberá o valor de R$ 15 mil, conforme regulamento. O curso em si será ministrado de 18 a 21/mar, das 19h30 às 22h30, no Espaço Naradeva (R. Siqueira Campos, 618/Santos). O investimento até 22/fev será R$ 100 à vista ou R$ 60 em 2x no cheque ou em até 18x no cartão de crédito, sem incluir juros da operadora. A partir do dia 23/fev, o curso terá o valor de R$ 120 à vista, R$ 70 em 2x no cheque ou ema té 18x no cartão de crédito, sem incluir juros de operadora. Informações: (13) 98151-4979 ou projetofacult2019@gmail.com.

 

Tributo a Vicente de Carvalho, antologia ‘Mar Selvagem’ é lançada dia 6

Por Márcio Barreto

‘Mar Selvagem’ é uma antologia em homenagem ao poeta Vicente de Carvalho. Reconhecido por nomes como Euclides da Cunha, Fernando Pessoa e José Lino Grunewald, seus sonetos permanecem entre os mais perfeitos da lírica em língua portuguesa. O lançamento será neste sábado, a partir das 19h, na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340/Santos). Publicado pela Imaginário Coletivo e Secult de Santos via Facult 2016, o livro tem o valor de R$ 30.

O livro reúne escritores, editores, músicos, compositores, bailarinos, atores e artistas visuais inspirados na obra do Poeta do Mar. Desde poemas inéditos de Walter Smetak(1913 – 1984), compositor suíço-baiano, à poesia de atores consagrados como Anselmo Vasconcelos (Globo) e à poética de escritores como Flávio Viegas Amoreira, Marcelo Ariel, entre outros que participam pela primeira vez de uma antologia nacional, Mar Selvagem traça um panorama da poesia de todos os tempos, uma ligação importante entre nosso passado, o presente e o imaginário caiçara alimentado pelo mar.

Segundo comenta Regina Carvalho (bisneta de Vicente) no prefácio, “Mar Selvagem oferece ao leitor a oportunidade de viajar pelos poemas de Vicente de Carvalho e de embarcar em várias canoas por mares poéticos e nos deslumbrar com a modernidade, contemporaneidade de estilos e por amantes das palavras. Os poemas revelam a nós mesmos, não nos matam a fome, mas alimentam nossa alma! Este livro é instigante e reacende a chama da versificação, abre caminhos para a valorização da nossa história e da poesia”.

Vicente Augusto de Carvalho nasceu e morreu em Santos (5/04/1866 – 22/04/1922). Publicou diversos livros, entre eles Ardentias (1885), Rosa, Rosa de Amor (1902) e Poemas e Canções (1908). Além de escritor, foi jornalista, político, jurista e abolicionista, tendo ajudado escravos fugitivos a se esconderem no Quilombo do Jabaquara, em Santos. A presente obra, organizada por Márcio Barreto, une poetas de diferentes regiões do Brasil em torno do principal tema de sua obra: o mar! Assim, poetas de Santos, São Vicente, Cubatão, Jundiaí, Itararé, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Recife (PE), Brasília (DF) e Maringá (PR) navegam em sua poética. Todos marujos e argonautas resistindo pelo encanto da linguagem solta, úmida, verbo de brisa, bruma e maresia!

São eles: Ademir Demarchi, Alessio Forté, Anselmo Vasconcelos, Antonio Eduardo Santos, Barbara Muglia-Rodrigues, Barney Days, Caio Cardoso Tardelli, Carlos Emilio C. Lima, Carlos Pessoa Rosa, Christina Amorim, Clara Sznifer, Claudia Brino, Claudia Marczak, Ernani Fraga, Flavio Meyer, Flávio Viegas Amoreira, Joceani Stein, José Geraldo Neres, Laert Falci, Luís Sansevero, Luis Serguilha, Madeleine Alves, Madô Martins, Marcelo Ariel, Marcelo Ignacio, Márcio Barreto, Maria José F. Goldschimidt, Mauricio Adinolfi, Natalia Barros, Orleyd Faya, Plinio Augusto Soares, Raul Christiano, Regina Alonso, Reynaldo Damazio, Rodrigo Savazoni, Roberta Tostes Daniel, Silas Correa Leite, Tamara Castro, Valerio Oliveira, Vieira Vivo, Walter Smetak (1913 – 1984), Vinicius Faria Zinn e Yuri Pospichil.

O prefácio é assinado por Regina Carvalho, bisneta de Vicente. Desde Homero, imemorial, o Mar é o elemento literário por natureza: todo homem que nasce a beira mar tem tendência a ser um sábio. Esse telurismo diante do infindo contamina virtuosisticamente nossa linguagem, fortalece mirada ampla ao horizonte e aprofunda por contiguidade nosso sentimento atlântico do mundo! Walt Whitman, Fernando Pessoa, Kaváfis! Ao lado desses mestres oceânicos o Brasil tem em Vicente de Carvalho o seu avatar literário marítimo maior!

O mar vai além do cais, localidade, baía, golfo. É atmosfera do espírito: poetas, somos faróis da humanidade ao longo e ao largo do mistério… É sabido que 90% da população humana vive até 100km dos mares: mar é útero, espelho, aconchego com o divino estelar que reflete. A Editora Imaginário Coletivo, com este livro, ergue uma ponte entre o passado e o presente, ponte que precisa ser mantida, pois sem ela, jamais alcançaremos o rio que desemboca no grande mar do Poema.

 

Perfilado em crowdfunding, Elver Savietto faz palestra virtual sobre cerâmica dia 12

Texto e foto: Madeleine Alves

Nesta quarta-feira (dia 12), às 20 horas, o versátil artista plástica Elver Savietto dará sua primeira palestra online sobre cerâmica em ‘Cerâmica: Quando a Química dos Elementos Cria Arte’. A atividade formativa estará sendo realizada no blog Signos Possíveis: http://www.facebook.com/SignosPossiveis

Em 40 minutos, Elver falará sobre os tipos de argila, queimas e esmaltação, dando dicas básicas e respondendo dúvidas para todos que se interessem pela Cerâmica e as chamadas “artes do fogo”, respondendo a dúvidas no final da palestra.

Esta é uma ação fruto da vaquinha digital para finalizar o documentário “Sem Título Técnica Mista”, de Madeleine Alves, cuja campanha ainda está ativa! O filme está em processo de produção e, assim, a equipe audiovisual promove uma campanha de financiamento coletivo neste trimestre para sua realização. O crowdfunding está em: https://www.catarse.me/sttm-elversavietto

Autora vicentina vence Mapa Cultural Paulista no último sábado

Com o poema ‘Não Há’, a autora vicentina Madeleine Alves foi uma das vencedoras na área de literatura do Mapa Cultural Paulista. O anúncio foi realizado no último sábado (dia 18), no Parque Villa-Lobos, na capital. Além do troféu, o seu poema será publicado em uma antologia, prevista para o próximo ano. Na edição de 2013/2014, os seus versos também foram selecionados.

“Pensa numa alegria sem tamanho e multiplica por dez”, emociona-se a escritora de 30 anos, que atua na área audiovisual e de produção cultural. São Vicente também concorre em outros dois segmentos na etapa final do Mapa Cultural: música instrumental com o grupo Aqui Tem Choro e audiovisual com o Noise Coletivo.

O Mapa Cultural é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura, realizado pela Abaçaí Cultura e Arte – Organização Social de Cultura, que objetiva identificar, valorizar e promover o intercâmbio da produção artística no estado.

‘Curtas Metragens – Lugares de Experimentação’, hoje em Santos

Hoje às 14h30, a cineasta e produtora cultural Madeleine Alves vai participar do projeto Cine Letras na Associação Mantenedora dos Beneficiários da Petros (Av. Ana Costa, 259, cj. 53) com sessão de ‘curtas-metragens – Lugares de Experimentação’. Por lá, os encontros são nas primeiras e terceiras quintas-feiras do mês com coordenação de Regina Alonso e apoio de Teresa Teixeira e Fátima Curado.

Neste ano, a literatura será o foco e a base de todos os encontros, que se diversificam nas inúmeras vertentes da arte: cinema, música… Os participantes serão provocados a refletir uns com os outros e aceitar ideias diferentes de suas criações. Os textos integrarão uma antologia do Café Com Letras.

Curtas-metragens – Lugares de Experimentação

Mas não foi a nota ou a exigência acadêmica o principal objetivo deste estudo. Foram, antes, a oportunidade de criar uma semente que pudesse frutificar a longo prazo, que permitisse uma reflexão de linguagem e que, de algum modo indicasse um norte para além das barreiras acadêmicas e se transformasse ainda em outra expressão, em outro incentivo. Com o convite da AMBEP-Santos para participar de um dos encontros do já culturalmente tradicional “Café com Letras”, a monografia transformou-se em “Curtas-Metragens – lugares de experimentação”: uma oportunidade de bater um papo, de modo despojado do academicismo, sobre o surgimento e a história dos curtas-metragens e a breve análise de dois curtas-metragens, a ficção ‘A Espera’, de Fernanda Teixeira, e o documentário ‘Vai Indo que Eu já Vou’, de Rubem Barros e Marcelo Perez.

Madeleine Alves

Madeleine Alves é produtora cultural e realizadora audiovisual, atuando em muitos projetos de literatura, artes visuais, audiovisual, eventos culturais e colaborações escritas para sites e blogs relacionados a cultura. Formada em Letras na Universidade Católica de Santos e com Habilitação em Artes Visuais oferecida pelo Departamento de Formação e Pesquisa Cultural da Secretaria Municipal de Cultura de Santos, foi selecionada nos últimos 2 biênios para representar o município de São Vicente no Mapa Cultural Paulista – Categoria Literatura.

‘Ilusionismo’, primeiro curta-metragem ficcional com sua direção, foi vencedor do Voto Popular do 9º Curta Santos – Festival Santista de Curtas-Metragens, com mais de 3200 votos. Ocupou a cadeira de Conselheira do Segmento Audiovisual no Conselho Municipal de Políticas Culturais de São Vicente de 2012 a 2014. Em produção audiovisual, já desempenhou as mais diversas funções em curtas-metragens e videoclipes: produtora, continuísta, fotógrafa still, assistente de direção de arte, diretora de arte e roteirista. Ainda assim, arranja tempo para observar a insustentável leveza do mundo e registrá-la em seu blog, o Signos Possíveis.

*Madeleine Alves