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Flávio Viegas Amoreira ministra oficina literária nesta sexta

Por Lincoln Spada

A última edição da oficina literária ‘Como se tornar um escritor’ será realizada nesta sexta-feira (7/dez), das 19h30 às 20h30, pelo autor santista Flávio Viegas Amoreira na Associação Cultural José Martí (Rua Joaquim Távora, 217, Vl. Mathias/Santos). A oficina custa R$ 20. Informações: (13) 3307-1494.

O autor de diversas obras (‘Pessoa Doutra Margem’, ‘Maralto’, entre outros) ministrará uma atividade formativa será baseada em reflexões das seguintes questões: quais contos e poemas são essenciais para um literato? Quais as perspectivas editorias contemporâneas? Qual o futuro do romance na pós-modernidade?

Poeta, contista e crítico literário, Flávio é uma das mais inventivas vozes da literatura nacional contemporânea, na ‘Geração 00’. O escritor utiliza forte experimentação formal e inovação de conteúdos, alternando gêneros em sintaxe fragmentada, apontado como uma das vozes da pós-modernidade literária brasileira em pesquisas de universidades norte-americanas e europeias.

Concerto da Banda Sinfônica de Cubatão celebra Afonso Schmidt

A principal atividade artística da Semana Afonso Schmidt expressou, por meio de notas musicais, a celebração à literatura. O concerto “Música e Literatura” da Banda Sinfônica de Cubatão aconteceu no último fim de semana e homenageou o escritor santista Flávio Viegas Amoreira.

A apresentação contou com o jornalista e escritor Alessandro Atanes como mestre de cerimônias. De maneira descontraída, ele apresentou as peças musicais, composições inspiradas em grandes obras da literatura mundial criadas por autores como Voltaire e Shakespeare.

02O programa trouxe “Music for Hamlet”, de Alfred Reed, obra que recontou o drama literário de William Shakespeare; “Candide Suite”, de Leonard Bernstein, composição baseada na novela Cândido, de Voltaire; “Sinfonia nº1 – O Senhor dos Anéis”, do holandês Johan de Meij, inspirada na saga literária “Senhor dos Anéis”, de R. R. Tolkien.
“O aprendiz de feiticeiro”, do francês Paul Dukas, baseado na balada de Goëthe, também foi destaque na noite musical. Revezaram-se na regência o regente-interino da Sinfônica Ulysses Damacena, o regente-assistente Leonardo Corassari e o coordenador dos Grupos Artísticos, Roberto Farias.

O Zanzalá também participou, executando três canções para Schmidt, que são poemas musicados do escritor cubatense: “Caras sujas”, “Cubatão” e “Simpatia”, com regência da maestrina Nailse Cruz e acompanhamento de piano.

03O escritor Flávio Viegas, homenageado da noite, recebeu uma placa comemorativa ressaltando a sua colaboração para o mundo literário. Poeta, contista e crítico literário, Flávio é aficcionado pela obra de Schmidt e uma das mais inventivas vozes da Nova Literatura Brasileira surgida na virada do século XX: a ‘’Geração 00’’. Utiliza forte experimentação formal e inovação de conteúdos, alternando gêneros diversos em sintaxe fragmentada.

O escritor vem sendo estudado como uma das vozes da pós-modernidade literária brasileira em universidades norteamericanas e europeias. É autor dos livros: Maralto, A Biblioteca Submergida, Contogramas, Escorbuto, Cantos da Costa, Desaforismos, Geração Zero Zero, Edoardo, Sampoema e Mar por Perto. Sempre fala sobre as relações entre música e literatura e os diversos gêneros.

O maestro Roberto Farias destacou que o concerto musical encerrou as comemorações da Semana Afonso Schmidt, filho nobre de Cubatão. Lamentou a plateia reduzida mas comemorou a qualidade do concerto. “Nos conforta uma frase de Villa-Lobos, o mais brasileiro dos compositores. Ele dizia que a obra dele é uma carta aberta à posteridade, da qual ele não esperava resposta”, disse o maestro.

*Morgana Monteiro