Arquivo da tag: marcos felipe

Em temporada gratuita, Teatro do Kaos encena ‘Vocifera’

Por Lincoln Spada

Livremente inspirado em obra de Ibsen, ‘Vocifera’ entra em cartaz até o próximo dia 16/dez, com sessões gratuitas de quinta-feira a domingo, às 20h, no Teatro do Kaos (Largo do Sapo, Sítio Cafezal/Cubatão). A peça da companhia teatral comemora os 20 anos do coletivo e tem classificação indicativa de 16 anos.

A montagem trata dos (des)caminhos da conjuntura política atual e das razões que exigem a decisão entre direitos básicos da comunidade, como cultura e saúde. Na sinopse, a alusão do antigo teatro da Cidade que se tornará em um centro oncológico. Assim, a peça lança mão de questões aparentemente locais e corriqueiras para uma análise crítica sobre o pensamento conservador pautado no discurso do medo e na violência sistêmica.

Com base em ‘O Inimigo do Povo’, a peça tem dramaturgia de Victor Nóvoa, direção de Marcos Felipe e Lucas Beda, direção musical de Gustavo Sarzi e elenco formado por Fabiano Di Melo, Levi Tavares e Lourimar Vieira. A temporada é uma realização do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet com patrocínio do Grupo EcoRodovias e apoio cultural da Prefeitura.

 

No Kaos, vá ao teatro e pague o quanto puder

Já pensou em ir ao teatro, assistir um belo espetáculo e pagar quanto puder? Nos dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26 de junho, a partir das 20 horas, você terá a oportunidade de assistir à peça ‘Os sapatos que deixei pelo caminho’ e pagar o quanto puder.

Esse sistema de popularização do teatro já existe em várias cidades, segundo o ator e diretor do Teatro do Kaos, Lourimar Vieira. “O público vê a peça e decide quanto vai pagar. É uma maneira de proporcionar cultura à população e deixar que ela se sinta à vontade para pagar quanto puder”, esclarece Lourimar.

O espetáculo já participou de vários festivais, inclusive em Portugal, onde foi muito aplaudido. Escrita por Cícero Lopes e dirigida por Marcos Felipe, a peça ‘Os sapatos que deixei pelo caminho’ traz uma reflexão sobre os desafios e as barreiras que encontramos na vida. É um drama que une cinema, música, artes visuais, dança e teatro de bonecos.

A peça será apresentada no Teatro do Kaos, situado na Praça Coronel Joaquim Montenegro, s/nº (Largo do Sapo). A classificação etária é de 16 anos. O espetáculo tem apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão.

*Christiane Castanheira

 

Opinião: O placar de reviravoltas em ‘Hamlet Futebol Clube’

Sábio ou burro, Dunga foi certeiro ao não escalar Neymar para a Copa de 2010. Com 18 anos, ainda iniciava como profissional, não tinha Libertadores, Bruna Marquezine, panicats, contrato antecipado com o Barcelona e personagem-título de gibi do Maurício de Sousa. Por maior que seja o talento, depositar a confiança em jovens promessas é um risco. Nos gramados e nos palcos.

O Teatro do Kaos vai na contramão do técnico da Seleção. Escalou um time de jovens – a se profissionalizarem – para enfrentarem um placar de reviravoltas. De todos os palcos, encenar em plena rua é tão ousado quanto ir a um mundial. Numa releitura da montagem-símbolo do consagrado Shakespeare cheira a uma final. E querer que os atores interpretem uma pelada permanente é levar os ânimos aos pênaltis. O elenco, portanto, precisa estar tão preparado para ‘Hamlet Futebol Clube’ ou para a disputa da taça em 94.

03Na trama célebre de ‘ser ou não ser’, o grupo com direção e adaptação de Marcos Felipe se divide em três núcleos. O central é formado por homens que deixam a bola rolar, em times capitaneados pelo príncipe dinarmaquês Hamlet e pelo seu tio, o rei Cláudio. Laertes e Polônio confabulam com o monarca, enquanto o coveiro e o Horácio jogam com a camisa do herdeiro, entre gols de tabela, chão de giz e lousas como marcador.

Ao longe, o fantasma do pai de Hamlet e um trio gracioso de mocinhas entre espelhos fazem coro por toda a trama. Embaladas numa trilha envolvente de rock e MPB, ora declamam versos no microfone, ora perpassam os cenários com suas coroas de flores enfeitando as faces claras. E claream o público, graças também, à liberdade dada a elas para improvisar as personagens. Para conversar e convidar o público para as cenas seguintes.

02Mesmo do outro lado da praça, ganham olhares da plateia com exceção da trupe que invade periodicamente a peça. Nesta metalinguagem, uma caravana de mambembes circulam à carroça em torno dos espectadores. No meio do campo, lançam confetes, atrevem-se no corpo a corpo, ironizam o teatro e a cidade natal de Cubatão e satirizam o embate e as loucuras da família real. Mais que um respiro cômico, o quinteto por vezes salva a compreensão geral da peça.

Sim, pelo menos duas das três vezes que sentei na arquibancada do teatro que hoje percorre em itinerância pelo Brasil. Se toda a estreia é estranha, a versão que vi dois meses depois estava mais compacta e gostosa. Desde o início da temporada, o cuidado com a cenografia e o figurino se complementam tanto como o texto e as canções. As críticas em relação ao machismo estão ali, vão do despir até depoimentos sobre Ofélias no mundo real. Como se o Brasil de hoje não fosse tão diferente às situações de violência da Europa medieval. Grande acerto da companhia.

01O entrosamento do coro e dos mambembes já garantem a entrada. A minha mais grata surpresa na terceira vez que vi os jovens foi um diálogo mais fluído entre Hamlet, Cláudio e companhia em jogo. Ora com as traições e os devaneios, ora com os duelos por causa do… Nem tem razão de contar os segredos de um clássico, mas torço para que o Teatro do Kaos emplaque mais vitórias noutras sessões.

Projeto Superação

Com direção de Marcos Felipe (responsável pela releitura), ‘Hamlet Futebol Clube’ marca a conclusão do curso de qualificação dos alunos do Projeto Superação II, do Teatro do Kaos, que tem o patrocínio da Petrobras. Tal projeto tem por objetivo qualificar profissionalmente 30 jovens e ministrar oficinas de iniciação cênica para 880 crianças e adolescentes da rede pública e privada de ensino. Em temporada, a companhia visitará 15 cidades, entre elas: São Paulo; Vitória; Fortaleza; Porto Alegre e Distrito Federal.

*Lincoln Spada

 

Agenda cultural: Santos tem lançamento da Mirante e muito mais

Lançamento da edição nº 89 da Mirante – Revista Literária Santista, coordenada pelo poeta e servidor público Valdir Alvarenga. Em suas páginas, traz os centenários de Batista Cepelos (poeta natural de Cotia – 1872 – 1915), Saul Bellow (escritor canadense – 1915 – 2005) e do cineasta Orson Welles (EUA – 1915/ 1985). A poesia, por sua vez, será representada por escritores do litoral, da capital paulista e também de outros estados, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Nesta edição, a Mirante dá destaque à poesia contemporânea da atriz, jornalista e bailarina Dóris Giesse; do poeta português Herberto Helder; e do cubatense Afonso Schmidt. Sexta-feira (26), às 20h, no foyer do Teatro Municipal Braz Cubas (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias), com apresentação musical do Quarteto de Cordas Martins Fontes. Entrada franca.

Museu da Imagem e do Som de Santos

01Coprodução entre Estados Unidos e Itália, com direção de Barry Levinson, o filme ‘O Último Ato’ é a próxima atração no Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss), enquanto o Cine Arte passa por reforma. Com grande elenco, que inclui nomes como Al Pacino, Greta Gerwig e Nina Arianda, o longa narra a história de Simon Axler, um ator consagrado que, aos 65 anos, sente que perdeu a capacidade de interpretar. Em crise, ele se interna em uma clínica de repouso e, ao deixar o local, reencontra Pegeen Stapleford, a filha de um grande amigo que não via desde quando ela era criança. Pegeen sempre nutriu uma paixão por Simon, mas há 16 anos se assumiu homossexual. Classificação: 14 anos. O Miss fica no térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). Ingressos: R$ 3,00. Sessões diárias às 16h, 18h e 20h. Em cartaz desta quinta-feira (25) até 1º de julho. Informações: tel. 3226-8000

Cinemateca

O Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri e a Cinemateca de Santos apresentam o encontro ‘Como Gerir Espaços Autônomos?’. Na ocasião será exibido o documentário ‘Casa da Lagartixa Preta Malagueña Salerosa: 10 Anos de Experiências Anarquistas’. Na sequência haverá debate com o Coletivo Ativismo ABC, que mantém a Casa da Lagartixa Preta há mais de 10 anos, em Santo André (SP). A Cinemateca fica na Rua Ministro Xavier de Toledo, 42, Campo Grande. Neste sábado (27), a partir das 19h. Informações: tel. 3251-1613.

Cine Comunidade

Nesta semana, o projeto ‘Cine Comunidade’ vai à Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes com a animação japonesa ‘Vidas ao Vento’, do celebrado cineasta Hayao Miyazaki. No filme, Jiro Horikoshi vive em uma cidade do interior do Japão. Um dia ele sonha estar voando em um avião com formato de pássaro. A partir daí, decide construir um avião e colocá-lo no ar. Durante a busca pelo seu sonho, ele conhece Naoko, uma jovem encantadora por quem se apaixona. No entanto, Naoko fica profundamente doente, sem saber se sobreviverá. Depois da sessão ocorre bate-papo com o crítico de cinema André Azenha. Realização: Secretaria de Cultura de Santos e Vídeo Paradiso. Sábado (27), às 14h. A Gibiteca fica na orla do Boqueirão (Posto 5).

Cine ZN

93‘Trash – A Esperança Vem do Lixo’ é o filme que pode ser visto gratuitamente neste fim de semana, na Zona Noroeste. Na trama, Gardo (Eduardo Luís) e Raphael (Rickson Tevez) são garotos que vivem em um lixão, no Rio de janeiro, sempre em busca de algo valioso entre os restos despejados no local. Um dia, Raphael encontra uma carteira com uma boa quantia em dinheiro e a divide com o amigo. Entretanto, logo surge o policial Frederico (Selton Mello), que está justamente procurando a tal carteira a mando de um candidato a prefeito. Cine ZN – Sala Toninho Dantas, no 2º piso do Centro Cultural da Zona Noroeste (Av. Afonso Schmidt, s/nº, Areia Branca). Grátis. Sábado (27) e domingo (28), às 15h, 17h e 19h.

Concha Acústica I

‘Festa da Música Francesa’. Traz apresentação de Alice Mesquita e grupo El Encuentro, os músicos Adinah Moraes, Bira Guitarra e participações especiais de David dos Santos Silva e Leandro Gomes. Concha Acústica Vicente de Carvalho (orla do Gonzaga, ao lado do Canal 3), no sábado (27), às 19h. Livre.

Grupo Animelan

Mais um encontro para homenagear os desenhos animados japoneses de mistério e tramas policiais é realizado pelo grupo Animelan, em parceria com a Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes. Além da exibição de animes, a tarde promete muita agitação com o Sword Play do clã ‘Alvorada Noturna’, uma mesa com RPG maker e outra de maid café, com bolos e guloseimas. O destaque da programação vai para a série Detetive Conan, além dos tradicionais games de cards, animekê, sorteios de brindes e gincanas. A coordenação fica a cargo de Alexandre Pamplona, o Shinji. Domingo (28), às 14h30. Entrada franca. A Gibiteca fica no Posto 5 (orla da Praia do Boqueirão). Informações: tel. 3288-1300.

Projeto Bispo

O ‘Projeto Bispo – Tratados como bicho, comportam-se como um’ segue sua temporada na Cidade. A produção percorre as ruas do Centro para mostrar os dramas de quem não se enquadra no padrão social da vida moderna. Direção: Kadu Veríssimo. Saída da Praça Mauá e término na Casa da Frontaria Azulejada (Rua do Comércio, 96). Classificação: 18 anos. Ingresso: uma lata de leite em pó ou um quilo de alimento não-perecível. Todas as segundas-feiras de junho e julho, às 20h.

Hamlet

02O térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão recebe o espetáculo ‘Hamlet Futebol Clube’, interpretado pelo Teatro do Kaos (Cubatão). Dirigida por Marcos Felipe, que também é responsável pela releitura, a peça é inspirada no clássico de William Shakespeare, cuja passagem mais marcante da obra é a frase “ser ou não ser”. No térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). Livre e gratuito. Sábado (27) e domingo (28), às 18h.

Baile na Praia

Com repertório dançante e variado, a banda Flex Power anima o projeto Baile na Praia. O show apresenta sambas, boleros e forró, além de hits internacionais. Fonte do Sapo (orla da Aparecida). Livre. Domingo (28), das 18h às 22h. Em caso de chuva, é cancelado. Realização: Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Cultura (Secult).

Lançamento e bate-papo

04A Gibiteca Municipal Marcel Rodrigues Paes recebe lançamento e bate-papo com autores de quadrinhos independentes. Participam DW Ribatski e Guilherme Infante. DW Ribatski é artista plástico de Curitiba e já colaborou em diversas publicações, como a revista Superinteressante, Folha de S.Paulo e o site Nébula. Guilherme Infante é um dos mais novos talentos da HQ nacional, criador do ‘Capirotinho’, um diabinho de olhões esbugalhados. Sábado (27), a partir das 17h30. A Gibiteca fica no Posto 5 (orla do Boqueirão). Informações: tel. 3288-1300.

40 anos da obra de Moacir Torres

03Exposição intitulada ‘40 anos da Turma do Gabi’, em homenagem aos personagens criados pelo quadrinista e ilustrador Moacir Torres. Feita em parceria com o Estúdio Moacir Torres (EMT), traz mais de 30 peças do próprio artista, além de outros nomes: Bira Dantas, Laudo Ferreira, Spacca, Tenório, Luke Ross, JAL, Mario Cau e a argentina Pat Menghi. Criada em 1975, a Turma do Gabi foi lançada como tirinha de jornal na região do Grande ABC, no interior de São Paulo. Até hoje os personagens de Moacir Torres são usados em livros didáticos, campanhas educativas e quadrinhos para crianças. Abertura sábado (27), às 17h, na Gibiteca (Posto 5 – orla do Boqueirão). Entrada franca. Informações: tel. 3288-1300.

Pinturas

‘Campos de Flores’ é nome da exposição individual da artista plástica Velf Weingrill. São 27 pinturas em óleo sobre tela, numa profusão de cores que remetem ao ambiente campestre. Galeria Nelson Penteado de Andrade (Praça dos Expedicionários, 10, Gonzaga – prédio da Prodesan). Livre. De sexta-feira (26) ao próximo dia 10. Visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h.

‘#Bike Cultura’

‘#Bike Cultura’ é o nome da mostra com bicicletas customizadas do colecionar Pedro Costa. São cerca de 20 veículos, que datam de 1940 e 2009. Shopping Parque Balneário (Avenida Ana Costa, 549, Gonzaga). Livre. Entrada franca. Visitação de segunda a sábado, 10h às 22h, e domingo e feriado, 12h às 22h. Realização: Secretaria de Cultura de Santos (Secult).

*Prefeitura de Santos

 

‘Os sapatos que deixei pelo caminho’ retorna ao palco do Teatro do Kaos

A montagem que já emocionou a platéia da região, da capital e de Portugal retorna a Cubatão com sessões gratuitas. Com o apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão e do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, quem ainda não conheceu a história de Poim poderá embarcar nessa aventura nos dias 10, 11 e 18 e descobrir que tudo é possível. As apresentações acontecem às 20h, no Teatro do Kaos (Praça Coronel Joaquim Montenegro, 34/Cubatão). A classificação etária é de 16 anos e a entrada é gratuita.

> Confira a opinião de Lincoln sobre a peça

Escrita por Cícero Lopes e dirigida por Marcos Felipe, a peça ‘Os sapatos que deixei pelo caminho’ leva o público a uma viagem profunda sobre os desafios impostos pela vida. Preconceito, determinação, sonho, amor, luta e superação são alguns dos temas tratados pela montagem, que une cinema, música, artes visuais, dança e teatro de bonecos.

Levando o público a refletir sobre a seguinte questão: “o que você faria diante do abismo?”, a montagem apresenta o universo de Poim, um migrante nordestino que vem para São Paulo em busca de seus sonhos. Através de suas recordações, o personagem vai reconstruindo a vida e criando novos pontos de vista e percepções para problemas comuns do mundo contemporâneo.

*Elizangela Bezerra

 

Alunos do Teatro do Kaos encenam em Guarujá de olho em tour

Após a temporada em Cubatão, os alunos do Projeto Superação II, do Teatro do Kaos que conta com o patrocínio da Petrobras, iniciaram a agenda de apresentações na região e se preparam para levar o espetáculo para as principais cidades e capitais brasileiras. Até 15 de julho os jovens atores cumprem uma maratona de exibições na Baixada Santista e Vale do Ribeira.

As apresentações que acontecem sempre nos finais de semana servem como preparação para a temporada nacional, que se inicia em 18 de julho, na capital de São Paulo, e termina no dia 11 de outubro, em Porto Alegre.

Neste sábado e domingo, 30 e 31, a peça poderá ser vista na Praça dos Expedicionários, em Pitangueiras, no Guarujá, a partir das 20 horas. A entrada é franca e a classificação etária livre. No último final de semana (23 e 24), Hamlet foi assistida por centenas de pessoas que lotaram a Praça Tom Jobim, em São Vicente.

Para a aluna Gabriela Araújo, 19 anos, que interpreta uma das Ofélias, a experiência está sendo maravilhosa. “Tanto pelo fato de ter um contato direto com o público, quanto por ter saído da zona de conforto, que é o palco”, explica a moradora de Cubatão que vivência as artes cênicas pela primeira vez.

Outro novato no teatro, Jones Ferreira, que dá vida ao personagem Cláudio, considera as apresentações desafiadoras. “O público se comporta de maneira diferente em cada apresentação, é como se estivéssemos sempre estreando. E como nos apresentamos em praças, em cada exibição precisamos nos adaptar ao espaço, e isso é um grande desafio”, explica.

Hamlet Futebol Clube

Ser ou não ser, eis a questão? A famosa frase de Hamlet- personagem da obra homônima de William Shakespeare- ganha uma nova roupagem e é apresentada para o público nos dias de hoje. Uma apresentação explosiva, de misturas e fôlego tanto do elenco, que desenvolve toda a estória em uma partida de futebol, quanto do público, que reconhecerá em cada personagem uma tragédia da vida real, seja no jogo de interesses por aqueles que querem o poder a qualquer preço, ou na corrupção, que leva os menos favorecidos à beira do precipício. E em meio a tudo isso, o futebol, que não pode parar.

Com direção de Marcos Felipe (responsável pela releitura) e inspirada na obra de William Shakespeare, Hamlet Futebol Clube marca a conclusão dos alunos do Projeto Superação II, do Teatro do Kaos, que tem o patrocínio da Petrobras. O projeto, com duração de dois anos e composto por aulas teóricas e práticas, tem por objetivo qualificar profissionalmente 30 jovens com idade entre 18 e 29 anos em Artes Cênicas, e ministrar uma Oficina de Iniciação Teatral para 880 crianças e adolescentes da rede pública e privada de ensino.

*Elisangela Bezerra

 

Tragédia Shakespeariana será encenada em meio ao futebol de praia em SV

“Ser ou não ser, eis a questão?” A famosa dúvida de Hamlet ganha nova roupagem no espetáculo de rua Hamlet Futebol Clube, do Teatro do Kaos. A peça estará em curta temporada gratuita neste sábado e domingo (dias 23 e 24), às 20 horas, na Praça Tom Jobim em São Vicente. As sessões têm apoio da Secretaria Municipal da Cultura.

Na releitura do clássico de Shakespeare, em meio a um jogo de futebol, Hamlet procura saber quem é o assassino de seu pai. E entre o desejo de vingança, a dor da perda e a dissimulação da loucura, ele desvenda as forças humanas e todo o jogo que envolve a sociedade, passando da traição à vingança, sem esquecer o moralismo e a corrupção.

Uma apresentação explosiva, de misturas e fôlego tanto do elenco, que desenvolve toda a estória em uma partida de futebol, quanto do público, que reconhecerá em cada personagem uma tragédia da vida real, seja no jogo de interesses por aqueles que querem o poder a qualquer preço, ou na corrupção, que leva os menos favorecidos à beira do precipício. E em meio a tudo isso, o futebol, que não pode parar.

Com direção e releitura de Marcos Felipe, a montagem marca a conclusão do curso de qualificação dos alunos do Projeto Superação II, do Teatro do Kaos, que tem o patrocínio da Petrobras. A iniciativa com duração de dois anos tem o objetivo de qualificar profissionalmente 30 jovens com idade entre 18 e 29 anos em Artes Cênicas e, consecutivamente, ministrar oficinas de iniciação teatral para 880 alunos da rede pública e privada de ensino.

*Prefeitura de São Vicente