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Com Renata Sorrah no elenco, espetáculo ‘Preto’ retorna a Santos

Por Prefeitura de Santos

Com direção de Marcio Abreu e atuações de Renata Sorrah, Cássia Damasceno, Felipe Soares, Grace Passô, Nadja Naira e Rodrigo Bolzan, além da participação do músico Felipe Storino, que executa a trilha sonora ao vivo, o espetáculo ‘Preto’, que participou do último Mirada – Festival Ibero Americano de Artes Cênicas de Santos, retorna à Cidade para duas sessões no Teatro Municipal Braz Cubas (2º andar do Centro de Cultura Patrícia Galvão – Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias).

Montada pela Companhia Brasileira de Teatro, a peça mergulha na investigação e na reflexão em torno das diferenças. As apresentações ocorrem nos dias 2/fev, às 21h, e 3/fev, às 20h. Os ingressos custam R$ 15,00 e R$ 30,00. Informações e vendas no site Ingresso Digital https://goo.gl/UpFgrb.

O drama tem início a partir da fala pública de uma mulher negra, em uma espécie de conferência sobre questões que incluem racismo, a realidade dos negros no Brasil de hoje, o afeto e o diálogo, a maneira como lidamos com as diferenças e como cada um se vê numa sociedade marcada pela desigualdade. A dramaturgia, assinada por Marcio em parceria com Grace Passô e Nadja Naira, começou a ser montada em 2015, durante residências artísticas no Brasil e na Alemanha.

Entre as referências básicas que alimentaram o processo de criação estão a obra de Joaquim Nabuco, intelectual e político abolicionista brasileiro que viveu no século XIX entre o Brasil e a Europa; o livro contemporâneo A Crítica da Razão Negra, do professor e cientista político camaronês Achille Mbembe, os escritos de Frantz Fanon, a literatura de Ana Maria Gonçalves e a da poeta e professora Leda Maria Martins, entre outros pensadores.

 

Entrevista: ‘Sim, o Mirada está consolidado’, diz curador em balanço do festival

Por Lincoln Spada

Com 65 mil espectadores, o 4º Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas foi o evento cultural de maior público este ano em Santos e Região. Com edições bienais desde 2010, o evento realizado pelo Sesc São Paulo reúne outros números expressivos durante os seus 11 dias de eventos (8 a 18 de setembro).

Ao todo, mais de cem atividades artísticas, incluindo desde laboratórios criativos e palestras até leituras dramáticas, mobilizando 417 artistas e 68 nomes ligados ao teatro convidados. Com caráter de mostra, o Mirada concentrou 43 espetáculos, geralmente com duplas sessões, sendo 28 peças internacionais, somando 12 países – América Latina, Portugal e Espanha, sendo este o país homenageado da atual edição.

Como nas vezes anteriores, o festival abrangeu outros municípios da Baixada Santista, como Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente. Toda a repercussão desse intercâmbio permitido pelo Sesc através do Mirada é abordado em uma entrevista virtual com Luiz Fernando Silva, membro da curadoria e produção do Mirada.

a6Com a quarta edição, o Mirada completa seu sétimo ano, tendo boa parte da sua bilheteria já reservada antes do festival. Pode-se entender que o evento está de vez consolidado e acolhido pela Baixada Santista?

Sim. É importante considerar que esta consolidação, com um público expressivo da região, soma-se a participação dos artistas que apresentam seus trabalhos e também acompanham outras companhias, técnicos de outras unidades do Sesc e programadores convidados de importantes festivais do Brasil e da rede iberoamericana.

a7A crise econômica nacional reduziu de alguma forma o orçamento, a bilheteria ou o público do festival? Como equilibrar o investimento e a qualidade dos espetáculos?

Na quarta edição do Mirada, mesmo sendo realizada em um cenário econômico delicado, foi possível manter a qualidade da programação e praticamente o mesmo volume de ações de 2014, em razão de parcerias com parte dos grupos internacionais convidados e demais fornecedores.

Este ano, a estreia do Mirada apresentou uma peça espanhola que produziu o choque cultural com parte do público, gerando boicotes e uma multa municipal no uso de animais no palco. Como o Sesc lida com essa questão e até que ponto observa que a sessão possa vir a afastar o público da instituição e dos teatros na região?

A curadoria do festival atua como um radar, trazendo para a programação reflexões sobre temas presentes no debate global – refugiados, consumismo, gênero, feminismo, entre outros temas que estiveram presentes na programação. Faz parte da ação do Sesc ampliar as possibilidades de interação e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.

a5Neste sentido, sentimos falta de um debate crítico sobre o conteúdo apresentado, pois não temos a pretensão de agradar a todos, mas sim provocar um debate saudável sobre os caminhos escolhidos pelas artes cênicas contemporâneas. Sobre a utilização de animais no palco, o Sesc estava amparado por orientações de dispositivos estaduais além de garantir todos os cuidados necessários.

Entendemos que o estranhamento faz parte de algumas propostas apresentadas e não deveria chocar e sim trazer para o debate e reflexão os assuntos abordados e o pensamento de quais rumos desejamos seguir na sociedade.

Mais de uma dezena de países foram representados por diferentes companhias no festival. Como que o Sesc se vê como epicentro desta efervescência internacional? Desde o primeiro festival, que frutos percebem ser colhidos a partir desse intercâmbio artístico?

a1O Mirada a cada edição procura ampliar o intercâmbio com diversas instituições vinculadas à ação sociocultural. Entre as edições do festival, o Sesc realiza visitas a festivais e demais instituições por meio da assessoria internacional, que articula a agenda de assistentes do Sesc SP em artes cênicas no mapeamento de grupos e possíveis parcerias.

A escolha do país homenageado acaba sendo uma estratégia, não só para apresentar uma cena pungente com um panorama de grupos em destaque, como também fortalecer vínculos para além do festival. Um exemplo nesta edição é uma coprodução do espetáculo ‘Dínamo’ da Cia Timbre 4 da Argentina, país homenageado na primeira edição.

O festival também funciona como vitrine aos programadores convidados de outros festivais que analisam e circulam com os trabalhos. Em 2012 a Cia Antigua y Barbuda convidada pelo Mirada apresentou seu trabalho em 2013 no Festival Santiago a Mil no Chile em razão deste intercâmbio.

No início, muito se comentou que a criação do Mirada era uma alternativa à futura saída da Bienal Sesc de Dança, que migrou em 2015 para Campinas. É comum essa descentralização de eventos de grande porte pelas unidades do Sesc? E como hoje o Sesc lida com o cenário dos grupos de dança de Santos e região?

a1A decisão de descentralização é resultado de estudos da instituição no mapeamento estratégico de ações no Estado de São Paulo. Entendemos que a Bienal de Dança, um projeto que nasceu na unidade Santos atingiu sua maioridade, tornando-se um projeto do Regional.

O Sesc Santos nos últimos anos, investiu em projetos de formação e pesquisa em Dança Contemporânea com destaques para os projetos: De Improviso, Ocupação 32, Olhar a Dança, Corpo Sub Corpo, Escambo, entre outras ações. O resultado dessas ações foi o protagonismo de parte dos artistas da região envolvidos nos projetos citados em ações dentro e fora do Sesc. E com base nestas experiências acreditamos que seja um caminho interessante para seguir.

Principal evento cultural da Baixada Santista, o Mirada já alcança espaços alternativos em Santos e se espraiou por outras cidades. Mas não houve nesta edição qualquer itinerância nas áreas de maior vulnerabilidade em Santos – morros e Zona Noroeste. A que se deve essa razão e se pretende nas próximas edições voltar a abranger estas regiões?

a3A ocupação de espaços é analisada a cada edição com base em alguns contextos: curadoria, questões técnicas e operacionais. Na impossibilidade de realização nestas áreas, procuramos concentrar as ações em espaços democráticos como a “Orla da Praia” e “Centro” no caso da extensão do Festival.

Análise: Mirada, Marcos Frota e impacto do teatro de abertura

A TV aberta brasileira do milênio passado gratuitamente nos brindava com ‘Cocktail’ de nudes entre novelas, programas infantis com apresentadoras-fetiches, top models esbanjando peles de animais e uma banheira de estereótipos ensaboados nas tardes de domingo, abraçando um cinema de pornochanchadas e um circo de animais adestrados. A época de ouro dessas mídias é a mais rechaçada por nós em 2016, com exceção da anárquica e hollywoodiana MTV nacional que viralizava com comerciais desconexos e críticos.

4Mas ela está bem ali, em nossa memória afetiva afetada pelo grupo espanhol La Carnicería Teatro, de Rodrigo García, no teatro-videoclipe ‘4’ ao fragmentar cenas de galos imóveis com tênis por debaixo das calças do elenco, um par em carícias íntimas num sabonete gigante, duas crianças convidadas para serem erotizadas como adultas com drinques (sem álcool) no palco que simultaneamente aparece na tela o elenco numa ‘festa da nuvem’. Não só pelas nuvens, mas por estarem nus convidando o público para outras esquetes.

O teatro pós-dramático ainda guarda a carcaça de um lobo que serve numa performance como xamã, um drone inspirado como disco voador, a ampliação progressiva de ‘A Origem do Mundo’ enquanto um ator raqueta a tela, uma entrevista sobre posições sexuais com espectador e muita indução ao sexo. Ora com o ritmo de zíperes simulando masturbações, ora com genitais tocados noutro momento, ora com o conto sobre uma criança desvirginada pela tia e até o prazer de plantas carnívoras comendo minhocas.

2De fato, a peça enquanto arte conclui o seu objetivo: causar desconforto contínuo ao público. É uma clara banalização do consumismo, da hipersexualização e do hedonismo a partir de excessos. Como o grupo sugere em frases no telão, “a implosão por dinamite é o tic-tac do coração de Deus”.

Mas ao ser o que é a partir do exagero, em uma estética diferenciada de reflexões, resta a dúvida ao espectador brasileiro: se era necessário pagar os ingressos para participar de um espetáculo estrangeiro que revive tudo o que já descartamos noutro milênio para tentarmos ser mais politicamente corretos no século 21?

4º Mirada

Recentemente as redes sociais rotulam como a ‘Mirada dos Galos’ ou o ‘Sesc Santos patrocina a crueldade dos animais’, justamente porque La Carnicería representa o país homenageado – a Espanha – na abertura do 4º Mirada – Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos, que segue até dia 18 na Cidade.

Realizado pelo relevante septuagenário do mês, o Sesc, esse é um dos festivais mais importantes do segmento para a Baixada Santista e de curadoria que busca as mais diversas expressões com mais de uma centena de atividades, entre 43 espetáculos – 28 deles vindos de países da América Latina, mais Portugal e Espanha.

0Mas a peça ‘4’ ovacionada de pé por boa parte das autoridades, do público e da mídia na estreia é a mesma sinônimo na sessão seguinte de multa de uma lei municipal de R$ 2 mil por colocar aves vivas na ribalta. Críticas essas apontadas pelas convicções por grupos veganos e de defesa da vida animal. E como pólvora, qualquer resquício dramatúrgico nestes dias já causa queixas e boicotes nas redes sociais, como uma leitura cênica sobre misoginia no Centro Espanhol no último fim de semana.

Dois retratos

A polêmica que agora pauta o telejornal regional, portanto, gera no mínimo dois retratos de choque cultural. O primeiro é de qual é a Espanha transmitida além dos oceanos? No país conhecido pela touradas que geram R$ 15 bi anuais e por ilhas de topless, as obras de García são premiadas e reverenciadas por festivais, e não impactam negativamente as plateias.

3Lá, ele é um dos principais expoentes no país, sempre numa pesquisa sobre animalizar artistas nus em várias posições ou humanizar animais como cães, caracóis e baratas acima do palco. Nessa trajetória, as exceções foram em duas peças: quando uma tartaruga tentava sair de um tambor-aquário e quando uma lagosta era morta e empratada em cena. O autor repreendia: “Se no mundo morrem cem mil lagostas por dia nas mesas dos restaurantes (e casas também), a nossa é a única que faz isso por uma causa poética”.

Entretanto, o segundo retrato é de como a ilha caiçara em que vivemos considera o que é arte. Duvido muito que qualquer artista local seria tão prestigiado por ousar tão explicitamente estes temas no palco. Mas entre o incesto, a erotização infantil e o consumismo evidenciado com galos calçados, é importante ressaltar que a maior queixa dos santistas foi em relação às aves. Não à toa, Santos foi tão querida há menos de um ano pelo Marcos Frota (defensor da extinção de animais nos circos brasileiros), interessado na época em permanecer sua companhia em companhia com a cidade.

*Lincoln Spada

 

Espanha é o país homenageado no Mirada 2016

Desde 2010, a cada dois anos, a cidade de Santos recebe o Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos, que aporta na cidade entre os dias 8 e 18 de setembro com cerca de quarenta espetáculos, oferecendo um panorama da produção contemporânea de mais de 10 países da América Latina e da península ibérica. Em 2016, o festival homenageia a Espanha, que vai apresentar espetáculos da Catalunha, do País Basco, de Andaluzia e de Madrid em um quadro diversificado de propostas e linguagens. Na programação, novos artistas estão ao lado de companhias de longa trajetória, já consolidadas em seu contexto de realização.

O festival oferece teatro de rua, peças itinerantes, dança, teatro de animação, espetáculos infantis, além de um amplo leque de possibilidades para o teatro adulto contemporâneo, incluindo uma visada sobre a diversidade da produção teatral nacional. Em todas as edições, as atividades formativas deram grande contribuição à produção de conhecimento sobre as artes cênicas desse continente cultural unido pela história e pelas culturas entrelaçadas, bem como pelas línguas irmãs.

A cada edição, um país recebe atenção especial. Em 2010, a Argentina foi homenageada. 2012 foi o ano dos mexicanos marcarem presença. Já em 2014 foi a vez do Chile. Nas três primeiras edições, passaram pelo Mirada grupos de grande relevância no cenário internacional. Entre os artistas brasileiros, estiveram Antunes Filho, Enrique Diaz, Clowns de Shakespeare, Companhia Brasileira de Teatro, Lia Rodrigues, Grupo Galpão, Ói Nóis Aqui Traveiz, Os Fofos Encenam, Teatro Oficina e muitos outros.

Também estiveram na cidade alguns grupos e criadores de grande relevância no teatro latino-americano, como o Mapa Teatro, da Colômbia; o longevo Malayerba, do Equador, bem como o Grupo Cultural Yuyachkani, do Peru, que também tem décadas de história na bagagem; o Teatro de Ciertos Habitantes, do México; a companhia chilena La Resentida e a encenadora Trinidad Gonzáles; os dramaturgos-encenadores contemporâneos da região rio-platense, como os portenhos Daniel Veronese, Emilio Garcia Wehbi e o grupo Timbre 4, além da Cia Complot, de Montevidéu.

Dos países europeus, o festival já trouxe peças dos grupos O Bando e Artistas Unidos, de Lisboa, além de Falação D’Os Lusíadas de Antônio Fonseca. Da programação da Espanha, vieram diretores como Andrés Lima e Albert Boadella, dramaturgos como Celso Giménez, Itsaso Arana, Pablo Fidalgo, Violeta Gil e Abel Gonzáles Melo, o grupo Insectotròpics e a companhia Antigua y Barbuda, além da coreógrafa Maria Pagés. E, em 2016, a lista de artistas espanhóis que já passaram por Santos no contexto do Mirada vai aumentar, incluindo a presença de realizadores de grande destaque no cenário internacional. Dez dias de muitas atividades, para reservar na agenda. Santos é o lugar para se estar em setembro de 2016.

*Sesc Santos

 

#CentroCulturalCadeiaVelha reinicia atividades em 1º de agosto

A Cadeia Velha de Santos deve ser reaberta como centro cultural no dia 1º de agosto. Será nesta data que o patrimônio histórico voltará a ser a sede administrativa da Oficina Cultural Pagu, no primeiro andar. Durante o período de reforma do equipamento centenário, a OC Pagu funcionou no Marapé e atualmente está instalada na casa alugada da Rua Espírito Santo, 19, no Campo Grande.

A reinauguração do prédio enquanto centro cultural de artes integradas e espaço museológico é fruto de uma campanha da classe artística de Santos e Região nos últimos anos – #CentroCulturalCadeiaVelha -, mobilizando mais de 50 entidades entre grupos artísticos e coletivos da Baixada Santista em audiências públicas, intervenções urbanas e rodas de debate.

Na sua nova fase, a Cadeia Velha já será palco de três eventos no mês de setembro: FESTA 58 – Festival Santista de Teatro, 14º Curta Santos – Festival de Cinema de Santos e Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos. As apresentações devem ocorrer em diferentes ambientes, como o novo auditório do térreo.

No mesmo piso, as atividades culturais da OC Pagu no próximo trimestre contemplarão uma sala de cultura digital e multimeios, outras duas salas para artes cênicas (dança, teatro e circo) e uma sala enquanto ateliê para artes plásticas. Haverá ainda galeria para artes visuais. A programação deve contar também com parceria da Secretaria da Cultura de Santos via Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo.

No primeiro andar, além da sala administrativa, haverá ambientes para realização de workshops, seminários e outras ações formativas. As Oficinas Culturais devem tratar tanto da segurança permanente e limpeza do edifício, enquanto a Prefeitura de Santos cuidará da Praça dos Andradas e paisagismo.

Gestão compartilhada

A OC Pagu é uma das unidades das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, programa da Secretaria de Estado da Cultura gerido pela Poiesis – Organização Social de Cultura. A gestão do centro cultural contará com um conselho a ser criado provavelmente após a nomeação de quem assumir a Secretaria de Estado da Cultura. Logo após definidos os oito representantes, o conselho criará um regimento de uso do espaço, entendendo sua vocação como um local de livre criação artística e de integração de múltiplas linguagens.

Ele será composto por representantes da Secretaria da Cultura do Estado e Secretaria Municipal de Cultura de Santos; pelo diretor do programa Oficinas Culturais; por representantes do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), do Conselho Municipal de Cultura de Santos (Concult), além de um representante da área cultural santista indicado pelo Concult; um representante da área cultural da Baixada Santista indicado pela Câmara Temática de Cultura do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) e um representante da Câmara Setorial de Instituições de Ensino da Associação Comercial de Santos.

Mais mudanças

Após sua reabertura, o centro cultural contará com outras mudanças gradativamente. Será o caso da aquisição de novos equipamentos no auditório do térreo, da licitação de uma cafeteria e livraria no mesmo piso e também da Sala Plínio Marcos, no andar superior. O ambiente que era um antigo auditório, por recomendações dos órgãos de defesa do patrimônio, tornará-se num salão de exposições. Equipamentos multimídia e acervo referente à história da Cadeia Velha e de Patrícia Galvão também estão sendo desenvolvidos para estarem disponíveis ao público.

*Lincoln Spada

 

Iatã Cannabrava realiza Valongo – Festival Internacional da Imagem em outubro

O mês de outubro será marcado pelo ‘Valongo – Festival Internacional da Imagem’. O evento será realizado por Iatã Cannabrava, que esteve a frente de nove das 11 edições de um dos principais festivais fotográficos do país, o Paraty em Foco. No ano passado, ele rompeu com a organização do evento carioca e já anunciava a realização de uma edição semelhante em Santos.

A programação está definida para 12 e 16 de outubro deste ano e deve ocorrer no Centro Histórico da Cidade, com previsão de atender 10 mil espectadores. Em entrevista ao BoqNews, disse, “O festival não tem um novo olhar, o que ele tem é um olhar mais amplo. É como se trocássemos uma lente normal por uma grande angular. O que é fotografia? É roteiro. É edição. É click. É Arquivo”.

Por esta razão, pretende durante o evento, levar os roteiristas de ‘House of Cards’ e ‘Breaking Bad. A escolha do município segundo o produtor do Estúdio Madalena é em decorrência do centro revitalizado e da relevância do Porto de Santos. “Santos tem se tornado um importante polo cultural nos últimos anos, e terá um acontecimento não só de grande porte, mas moderno, intermedial, plugado, acessível e mantendo características das atividades anteriores em Paraty”, ele disse na última quinta-feira, no salão nobre da Prefeitura.

Tal perspectiva sobre a cidade é em decorrência de outro evento realizado pelo seu estúdio. Em 2014, esteve a frente do Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos, co-realizado com o Sesc durante o festival Mirada. Com uma instalação com contâineres, montou uma cidade imagética no Parque Roberto Santini. Em 2015, voltou para Santos com a exposição ‘Moderna para Sempre’, na Pinacoteca Benedicto Calixto.

Na última quinta-feira, na Prefeitura, firmou parceria com o Poder Público e também com a Secretaria de Estado da Cultura com o Programa Oficinas Culturais (gerido pela Poiesis). “Representei o secretário de Estado, Marcelo Araujo, destacando que esse apoio, da ordem de R$ 200 mil, disponibilizará mais de 600 vagas gratuitas para workshops e oficinas na área da fotografia”, descreve o coordenador das oficinas, Raul Christiano.

*Lincoln Spada