Arquivo da tag: mongagua

Seis municípios da BS terão Circuito SESC de Artes 2019; acesse programação completa

Por Sesc SP

Uma caravana com 490 artistas de diversos lugares do Brasil e do mundo, divididos em 14 roteiros, se prepara para viajar pelo estado de São Paulo no 11º Circuito SESC de Artes. Com atividades de artes visuais, circo, cinema, dança, música, teatro, literatura e tecnologia e artes, o circuito acontece de 29/mar a 14/abr, das 16h às 21h30 em 121 cidades.

Na Baixada Santista, foram contemplados os municípios: Mongaguá (29/mar), Guarujá (30/mar), São Vicente (31/mar), Cubatão (12/abr), Bertioga (13/abr) e Peruíbe (14/abr). De atmosferas poéticas a explosões de cenas, de performances solo a grandes grupos, de trabalhos manuais a realidade virtual, o Circuito envolve 100 programações culturais em mais de mil apresentações artísticas em espaços públicos, sempre com atrações gratuitas para todas as pessoas.

Realizado desde 2008, o circuito tem como objetivo estimular a circulação e a difusão de trabalhos artísticos, inspirar diversos usos para os espaços públicos e ampliar as possibilidades de convivência. “A importância do projeto está, sobretudo, ligada ao caráter democrático das ações, pensadas para aproximar o público das mais diversas formas de expressão da arte e de seus conteúdos. Ao levar as atividades para as praças, o Circuito cria pontes significativas entre as pessoas, os artistas e o próprio espaço”, explica Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo.

Para a realização do Circuito SESC de Artes o Sesc São Paulo conta com a parceria das prefeituras municipais e sindicatos do comércio locais. A coordenação dos trabalhos envolve equipes de diversas unidades do Sesc em todo o estado. O site do Circuito será diariamente atualizado com produções exclusivas, registrando histórias curiosas, destaques da programação e personalidades de cada cidade que recebe a caravana. Basta acessar sescsp.org.br/circuitosescdeartes e conferir estes conteúdos.

> Mongaguá | Sexta-feira, 29/mar | 16h às 21h30 | Praça Fernando Arens (Centro)
> Guarujá | Sábado, 30/mar | 16h às 21h30 | Praça dos Expedicionários (Praia de Pitangueiras)
> São Vicente | Domingo, 31/mar | 16h às 21h30 | Praça 22 de Janeiro (Centro)
Programação nestes municípios: Espetáculo de dança ‘Varal de Nuvens’, com Lagartixa na Janela (SP); Teatro ‘Menu Del Giorno’, com Companhia Bella Vita (Itália); show de Forró na Caixa (PE) e Cremosa Vinil (SP); Cinema em realidade virtual em parceria com a Mostra Internacional de Cinema de SP; mostra ‘Bordadinhos Fantásticos’, com Ímã Cósmico (SP); atividade literária ‘Universo HQ’, com mediação do Grupo Êba (SP); e pilotagem de minidrone, com Lucas Schlosinski e Natasha Colombo Praga (SP).

> Cubatão | Sexta-feira, 12/abr | 16h às 21h30 | Praça da Independência (Casqueiro)
> Bertioga | Sábado, 13/abr | 16h às 21h30 | Parque dos Tupiniquins (Centro)
> Peruíbe | Domingo, 14/abr | 16h às 21h30 | Praça da Igreja Matriz (Centro)
Programação nestes municípios: Oficina ‘Pipa Gravura’, com Silvia Ruiz (SP); teatro ‘Os Cavaleiros da Triste Figura’, com Grupo Boca de Cena (SE); espetáculo circense ‘Roda’, com Rapha Santacruz (PE); show de Mutrib (SP) e DJ Mary G (SP); espetáculo de dança ‘(Com) Fluencia’, dos Discípulos do Ritmo e convidados (SP); cinema em realidade virtual; e mostra ‘Jandig – Arte em realidade aumentada’, com Memelab (SP).

 

Itanhaém realiza 1º Circuito Rock neste sábado; conheça as bandas

Prefeitura de Itanhaém

Um movimento cultural que pretende levar a cena do rock para diversos bairros da Cidade. Este é o 1º Circuito Rock de Itanhaém que iniciará neste sábado (2/fev), com a apresentação de quatro bandas regionais e uma de São Paulo. Os grupos Tripska, Soulzera, Rocksing, Garagem Sem Teto e Age Nor Defields vão se apresentar no palco da Praça Ernesto Zwarg (Ladeira), no Centro Histórico, a partir das 19h. A iniciativa abriga ainda o Festival Música Autoral e comemora os cinco anos da Banda Garagem Sem Teto, que se prepara para a gravação do seu próximo álbum.

A primeira a se apresentar será a banda Tripska, às 19h. Composta por Filipe Garbeloto (contrabaixo), Leonardo Dominiscki (vocal/guitarra), Mauro Oliveira (bateria) e Carol Lins (backing vocal). Formada em Itanhaém, a Tripska iniciou sua trajetória com projetos covers misturando rock, pop e reggae, o que mudou quando os integrantes começaram a produzir músicas autorais que resultaram no single “O que fica no ar!”, música de maior sucesso lançada em 2018.

A banda Soulzera será a segunda banda a se apresentar, às 19h50. Vinda do ABC Paulista, formada em 2006, composta por Well Soulzera (voz/guitarra), Wesley Sixx (guitarra), Caio Silva (baixo) e Mike Neves (bateria), a banda tem a proposta de fazer um rock and roll cantado em português com influência de Metallica, Zakk Wylde (Pride & Glory/BLS/solo), Black Stone Cherry, Titãs, Cascadura e Blackberry Smoke.

Às 20h40, a banda Rocksing entrará no palco com um Rock’n’roll de alta tensão e apresentando novas versões de clássicos do rock. Formada por Fabrício de Angelo (voz/guitarra), Otávio Bambans (voz/baixo) e Leandro Souza, a banda recentemente criada foi nomeada rock sing em homenagem a Itanhaém, sua cidade natal, que em tupi itá-nha’ẽ: significa pedra que canta. Com a entrada de um novo ano os integrantes se preparam para lançar o primeiro single “Novos Ares”.

Comemorando os cinco anos de carreira, às 21h30 será a vez da banda Garagem Sem Teto. Criada em fevereiro de 2014 com a proposta de diferenciar o meio musical da Cidade, os integrantes são quem produzem os próprios sons, o que já resultou no EP “Bichos Irracionais” lançado em 2017. O nome Garagem Sem Teto tem como origem o local de ensaio, uma garagem situada no bairro Savoy. A banda conta com Lucas Zoba (vocalista e guitarrista), Fernando Andrade (guitarrista), Renan Henrique (baixista) e Rafael Antunes (baterista).

Para encerrar a noite, às 22h30 a banda Age Nor Defields subirá ao palco cantando músicas autorais e clássicos do rock. Oriunda de Mongaguá, a Age Nor Defields deu início a sua trajetória fazendo sons de protestos. Hoje, a banda conta com um single intitulado “Trabalho faz enobrecer” e lançará um álbum de estreia no primeiro semestre deste ano.

 

Mostra Ecofalante inicia circulação de ‘Triste Oceano’ pela Baixada Santista

Por Mostra Ecofalante

O documentário australiano ‘Triste Oceano’ será exibido no próximo sábado (26/jan), às 20h, no Parque Anilinas (Centro/Cubatão), antes de circular por São Vicente, Praia Grande, Mongaguá e Guarujá. Destaque na 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, o longa-metragem será exibido gratuitamente pelos municípios do litoral paulista.

A sessão integra o projeto estadual Verão no Clima 2019. A campanha tem como foco estimular o cuidado com a geração e o descarte de lixo nas praias durante as férias de verão. Além das exibições do filme, a programação conta com mutirões de limpeza, corridas e caminhadas, assim como ações de conscientização nas redes sociais e meios de comunicação.

Escrito, dirigido e coproduzido por Karina Holden, o filme é um alerta sobre o fato de que metade da toda a vida marinha já foi perdida nestes 40 anos. Trata-se de uma viagem provocativa ao reino dos oceanos, com filmagens realizadas na Austrália, Havaí, Indonésia e Filipinas. Participam da obra especialistas que alertam sobre a necessidade da preservação dos oceanos, entre eles, Madison Stewart, Jennifer Lavers, Mark Dia e Lucas Handley.

 

37ª Encenação de São Vicente segue até dia 22; conheça o elenco principal

Por Prefeitura de São Vicente

Chegou o momento de concentrar as atenções para não perder nenhum detalhe. Diariamente até terça-feira (22/jan), data do aniversário da Cidade, acontece sempre a partir das 20h30 a temporada da 37ª Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, em frente à Praça Tom Jobim. Confira aqui os pontos de troca de 1 Kg de alimento não-perecível pelos ingressos deste principal espetáculo da Região.

> Acesse aqui a galeria oficial de fotos da 37ª Encenação

A direção do espetáculo é dividida pelas premiadas coreógrafas Geyssa Alencar e Sabrina Olímpio e do ator e diretor teatral Lucas Magalhães. Em cena, mais de 700 atores e 1 mil pessoas que colaboram na confecção desta obra. No elenco, destaque para Marcos Frota interpretando a Loucura: “Contar essa história é valorizar um momento marcante para o nosso País. É uma proposta diferente. Um grande desafio. Vou viver muito mais do que uma personagem. Vou representar um sentimento. E o desafio é promover essa grande celebração”.

Também estão os atores Duda Nagle (Martim Afonso), Marissol Dias (Índia Jacy ou Deusa Lua); Fernanda Pontes (Anna Pimentel); Carol Nakamura (Índia Bartira); Rick Moreno (Índio Tibiriçá); Alexandre Romero (Conselheiro) e Guilherme Leonel (João Ramalho). O pároco da Igreja Matriz de São Vicente, padre Renan Fonseca e Censi, interpreta Gonçalo Monteiro, primeiro padre a rezar uma missa na Primeira Cidade do Brasil. Já o ator local Gustavo Roemer dará vida ao Bacharel de Cananeia.

Vale o sacrifício

Se estar na 37ª Encenação de Fundação da Vila de São Vicente é especial para quem tem experiência nos palcos e atrás das câmeras, para quem vem da comunidade será um momento único e que permite qualquer sacrifício. Em alguns casos, até mesmo percorrer 200 quilômetros (ida e volta), de segunda a sexta-feira, entre Itariri, no Vale do Ribeira, e São Vicente. Foi o que fez a jovem Júlia Marina Olímpia Menezes Clementino, de 17 anos, que passou os últimos três meses em viagens de ida e volta entre as duas cidades, para realizar o sonho de participar da Encenação.

“Estou ansiosa. Esta é minha primeira encenação. Participo de eventos em Itariri, onde moro. Agora, estar na Encenação de São Vicente é um sonho que será realizado. Quero me dedicar ao teatro”. Ela está no núcleo dos índios. Para ensaiar, Júlia era acompanhada pelos pais, que deram total apoio ao sonho da filha em participar do evento, considerado o maior do gênero em todo o Mundo. “Fiz a inscrição da milha filha, pois este sempre foi um sonho para ela. Estivemos em todos os ensaios. Não foi fácil, tivemos de percorrer cerca de 200 quilômetros, para vir e voltar. Em alguns dias, com o trânsito, ficamos até quatro horas na estrada”, lembra a professora Ireni da Silva Menezes, 41 anos, mãe de Júlia.

A estrada também fez parte da rotina do doceiro Everton Alves, 56 anos, e de Silvana Alves de Souza, 42 anos. Moradores em Mongaguá, eles são veteranos na Encenação. “Em 2014 vim assistir ao espetáculo e fiquei encantado. Então, decidi me inscrever. Neste ano estou indo para a minha terceira participação”, conta Everton. “Estou aqui na Arena desde 2010, participando como atriz da comunidade. Não tenho palavras para descrever este momento único”, completa a manicure Silvana. Os dois estão no núcleo da Loucura.

Em sua 7ª participação, a praia-grandense Maria Celsa Santos Pupo, 64 anos, dispensa qualquer compromisso para fazer parte do evento. “Quando chega o período de inscrição, venho imediatamente garantir presença na Encenação. Cancelo qualquer compromisso para estar aqui”, afirma. Ela será porta-bandeira no núcleo da Corte. Moradora em Santos, Maria de Fátima Larsson, 54 anos, amplia o quadro de atores que vêm de outras cidades. “Será a minha primeira vez como atriz. Sempre quis participar do evento. Neste ano estou realizando o meu sonho”, comemora.

 

Amanda Moraes e Guto Borelli embalam canções em Mongaguá

Por Amanda Moraes

A dupla Amanda Moraes e Guto Borelli realizam apresentação musical de Rock, Pop Rock e MPB nesta quinta-feira (2/nov), a partir das 21h30, no Restaurante e Pizzaria Bidulas, na Av. São Paulo, 2360/Mongaguá.

O par já percorre bares e festivais se apresentando na cena cultural da Baixada Santista. Confira um pouco do som deles:

‘Casa depois me conta’ está em cartaz no Centro Cultural Raul Cortez dia 14

Por Proscenium Cultural

Neste próximo sábado, Roberto Bento e Amanda Blanco encenam o teatro ‘Casa depois me conta’. Com direção e dramaturgia do próprio Roberto Bento, a comédia será apresentada neste sábado (dia 14), às 21h, no Centro Cultural Raul Cortez (Av. São Paulo, 3465, Mongaguá). Os ingressos custam de R$ 20 a R$ 40.

No enredo, uma empregada divertida e sonhadora que acredita no casamento, uma assistente de palco bem perua, um apresentador de um talk show de quinta categoria, um taxista endinheirado, ignorante, apaixonado e desconfiado de sua mulher, uma esposa dedicada e um advogado machão abandonado pela mulher, traumatizado pelo casamento. Faz dessa desordem uma ordem, ou será o contrário?

Uma comédia sem pudor, divertida, atemporal e verdadeira, que traz um cotidiano comum a qualquer espectador. Interpretada por um ator e uma atriz em seis personagens, este espetáculo traz em seu enredo universo diferente, classes, vontades e desejos também opostos, e que mostra que a condição social nem sempre traz a solução para os problemas diários.

Com um retrato atual da sociedade, o espetáculo busca externar, de forma divertida e sem apelos constrangedores, os sentimentos e comportamentos mais adversos com, é claro, uma enorme e generosa pitada de bom humor. A comédia está há três anos em cartaz no Rio de Janeiro e São Paulo, já tendo sido assistida por mais de 100 mil espectadores.

 

Análise: Baixada Santista investe menos de 1% em cultura; menos que noutros anos

Em tempo de crise econômica nacional, os governos investem ainda menos na cultura. Em reportagem de Rafaella Martinez no Diário do Litoral (acesse aqui), todos os municípios da Baixada Santista, com exceção de Santos e Cubatão, os orçamentos previstos são menores de 1%. Três variáveis mostram ainda mais a redução de investimentos no setor.

O primeiro é que o índice no orçamento para a cultura sempre foi em torno de 1% nos municípios da Região – o que não é exceção em relação à maioria das outras cidades brasileiras, Governo Estadual e Federal. Ou seja, não houve aumento na participação das receitas do setor nos últimos anos.

A segunda variável é que as prefeituras como um todo tiveram déficit de receita em relação aos anos anteriores; enquanto a inflação nacional aumenta anualmente – em 2015, foi de 10%. Ou seja, se o orçamento de um município for igual ao do ano anterior, o poder de investimento é naturalmente menor, já que há aumento de salários dos servidores, nas despesas de manutenção, cachês, etc. Se cai o valor, é ainda mais potencializado esse baixo poder.

Entre os exemplos citados pelo Diário do Litoral, Guarujá teve queda de R$ 7 para R$ 6,5 milhões entre 2015 e 2016 (para manter o mesmo potencial de investimento em relação a 2015, seriam necessários R$ 7,7 milhões); Praia Grande, Cubatão e Bertioga também tiveram reduções.

Já os municípios que cresceram o orçamento, não foram acompanhados com a inflação. Santos em 2015 investiu R$ 32 milhões, em 2016 foi R$ 33,7 milhões – apesar de ser uma verba maior, para manter o mesmo potencial do ano anterior, deveria subir para R$ 35 milhões. A situação se repete em Mongaguá, Itanhaém e São Vicente. Peruíbe foi a única cidade que não informou ao jornal sobre o orçamento cultural.

A terceira variável é sobre os orçamentos de fato aplicados. Já que as leis de receitas e despesas de 2016 são apresentadas a partir de agosto do ano anterior, se há queda de arrecadação municipal, os valores devem ser ainda menores. Estas variáveis não significam de quem é a responsabilidade financeira, já que os municípios seguem à regra do Poder Público como um todo no país neste ano, mas indicam que é necessária uma sensibilidade e criatividade dos gestores municipais para atender cada vez mais um setor visto como essencial e estratégico para políticas públicas.

Como reflete a jornalista, “os poucos investimentos dificultam os programas para a profissionalização dos artistas e o fomento às produções independentes, além de formação de público com a descentralização e manutenção de teatros, museus e espaços alternativos”. Tornam-se cada vez mais essenciais parcerias e espaços de discussão junto à comunidade para aumento destas verbas – via Governo Federal, Estadual ou emendas parlamentares.

*Lincoln Spada