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‘Morte em Veneza’ abre Cine Letras de 2019; confira agenda de cinemas públicos

Por Secult Santos

Considerada uma adaptação com precisão e originalidade do livro de Thomas Mann, o filme ‘Morte em Veneza’, de Luchino Visconti, abre a programação de 2019 do projeto Cine Letras. A exibição ocorre no dia 13/mar, às 19h, no Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS, Av. Pinheiro Machado, 48/Santos). Com direito a pipoca e refrigerante, a sessão gratuita tem participação do projeto Leia Santos – Um Incentivo à Leitura, com distribuição gratuita de livros temáticos e bate-papo comandado pelo servidor público e filósofo Rodrigo Lucheta. Apoio da Vídeo Paradiso.

O drama ítalo-francês de 1971 se passa no início do século 20 e apresenta Gustav von Aschenbach (Dirk Bogarde), um compositor austríaco que vai para Veneza buscando repouso após um período de estresse artístico e pessoal. Lá ele não encontra a paz desejada, pois logo desenvolve uma paixão pelo jovem Tadzio (Björn Andrésen), que está em férias com sua família. Tadzio incorpora o ideal de beleza que von Aschenbach sempre imaginou. O compositor cogita ir embora antes de cometer um ato impensado, mas sua bagagem foi para outra cidade, o que o obrigando a permanecer ali. Além disso, a cólera asiática chega à cidade.

Cine Arte Posto 4

No longa ‘Você Nunca Realmente Esteve Aqui’, Joaquin Phoenix é Joe, um veterano de guerra traumatizado que ganha a vida resgatando jovens desaparecidas. Quando um trabalho fica fora de controle, seus pesadelos afloram e uma conspiração é
descoberta, levando a uma viagem que pode conduzir à sua morte ou ao despertar. O suspense entra em cartaz no Cine Arte Posto 4 – Sala Rubens Ewald Filho (orla do Gonzaga, próximo ao Canal 3) entre 7/mar e 13/mar, com sessões às 16h, 18h30 e 21h. Ingressos de R$ 1,50 a R$ 3. Direção de Lynne Ramsay, atuações de Judith Roberts, Ekaterina Samsonov e John Doman, entre outros. Classificação: 16 anos.

Vilas Criativas

O drama-fantasia ‘Mogli – O Menino Lobo’ conta a lenda de um garoto criado por lobos que, após ter sua vida ameaçada por um temível tigre, deixa seu lar na selva e parte em uma viagem de autodescoberta, guiado por uma pantera austera e por um urso alegre e independente. O longa-metragem tem sessões na Vila Criativa da Vl. Progresso (R. Moisés, s/nº) na sexta (8/mar), às 18h30 e 20h30. Já na Vila Criativa do Morro da Penha (R. Brig. Newton Braga, 39) as exibições ocorrem no sábado (9), às 15h e 17h.

Oscar no MISS

Dando continuidade ao ciclo em homenagem a Hitchcock, o Oscar no MISS exibe ‘Interlúdio’. No filme, Alicia Huberman (Ingrid Bergman) é uma alemã naturalizada norte-americana convocada pelo agente secreto americano Devlin (Cary Grant) para uma missão no Rio. Como espiã, Alicia terá que se infiltrar numa organização nazista que vem atuando no Brasil e, para isso, deverá se casar com Alex Sebastian (Claude Rains), líder da organização e seu antigo noivo. O Oscar no Miss tem curadoria dos críticos de cinema Marcelo Pestana e Carlos Cirne. A sessão gratuita ocorre na terça (12/mar), às 18h30, no MISS.

 

Mostra fotográfica marca o Dia Internacional da Mulher no MISS

Por Secult Santos

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, nesta sexta-feira (8/mar), as artistas Petyta Reis e Bia Silva unem exposições fotográficas gratuitas no Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS, Av. Pinheiro Machado, 48, térreo/Santos). As imagens, que abordam temas como a violência contra a mulher e depressão, podem ser conferidas a partir da abertura das 19h desta sexta-feira até 5/abr. Visitação de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h. A mostra ainda traz uma vídeoinstalação.

A educadora e estudante de audiovisual Petyta apresenta ‘Pedaços que Ninguém Vê’, projeto fotográfico realizado 2016, que relata, por meio da fotografia, a depressão. Já Bia lançou seu olhar para a cotidiana agressão contra a mulher em ‘Laésio’, uma derivação do latim laesio, que significa lesão. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão afeta mais de 350 milhões de pessoas e, mesmo com números tão altos, ainda há muito preconceito por parte da sociedade.

Nascida no final dos anos 1980 na pequena cidade de Itororó (BA), a pedagoga Rosi Reis, a Petyta, se expressa artisticamente por meio de múltiplas linguagens. Confecciona roupas, bolsas e acessórios pela marca SoulFrida. Também produz desfiles e é maquiadora. As fotos da exposição são frutos da aula de Fotografia do curso de Cinema da Faculdade São Judas, onde Petyta estuda. O audiovisual também é uma paixão na qual já teve a oportunidade de dirigir o clipe da cantora Mariana Degani, na música Corta Brisa, que será lançado em breve.

Com 23 anos de idade, Bia Silva nasceu em São Vicente. Professora de pintura, fotógrafa amadora e estudante de Arquitetura e Urbanismo, ela constantemente está envolvida em produções artísticas voltadas para o universo feminino. Além de desenvolver trabalhos para este mesmo público.

 

MISS realiza sessões com filmes contemplados pelo Facult

Por Prefeitura de Santos

Localizado no Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias), o Museu da Imagem e do Som de Santos – Miss é um dos equipamentos culturais da Cidade que recebe trabalhos de produtores audiovisuais da região.

Nos próximos dias, a Sala de Projeção Chico Botelho, no Miss, recebe as projeções de três produções contempladas pelo 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes do Munícipio de Santos, o Facult.

A agenda tem início nesta sexta-feira (8/fev), às 19h, com a obra ‘Ofício: Estudo 9/1’, de Juliana França. O trabalho une as linguagens de dança e vídeo, registrando as reações e opiniões de nove profissionais de diferentes áreas enquanto assistem uma coreografia.

Já na próxima quinta-feira (14/fev), a partir das 18h30, é a vez de duas grandes histórias santistas ganharem projeção nas estreias dos documentários ‘The Pink Panther Boite’, dirigido por Kauê Nunes Melo, e ‘Dudu do Gonzaga’, com direção de Nildo Ferreira.

O primeiro filme traz depoimentos de personagens que frequentaram a singular boate dos anos 1980, localizada em frente à Praia do José Menino. Considerado por muitos a joia do entretenimento adulto na Cidade, o ambiente era visitado por casais, famílias que iam jantar e assistir espetáculos musicais, stripteases e shows eróticos. Além disso, o palco da boate abriu espaço para várias estrelas transexuais da época, como Gretta Star e Roberta Close.

A segunda produção fala sobre a vida de Luiz Eduardo D’Agrella Teixeira, o Dudu do Gonzaga. Um dos personagens mais famosos da Cidade nas décadas de 70 e 80. Homossexual assumido, ele enfrentou preconceito e fez história pelo seu comportamento extravagante e inusitado. Pessoas que conviveram com Dudu revelam suas histórias e fotos. O documentário ainda lança um questionamento sobre a sua morte.

 

Ator formado pela EAC Wilson Geraldo se destaca no mundo artístico

Prefeitura de Santos

Mais um talento de Santos está ganhando destaque nos palcos e nas telas do cinema. Com apenas 21 anos, o ator Tales Ordakji está em cartaz com a peça ‘A Terceira Cena do Baixo no Club Noir’, na Capital. O artista tem formação na Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo, da Secretaria de Cultura de Santos (Secult), que está com inscrições abertas até o próximo dia 7.

Formado como ator há somente dois anos, o jovem já acumula outros trabalhos no teatro e no cinema, entre eles o premiado longa-metragem ‘Sócrates’, que deve entrar no circuito nacional em março. “Fiz o teste para o filme quando ainda estava estudando na EAC. O trabalho está recebendo muitos elogios e prêmios. É uma grande satisfação fazer parte disso”, conta Ordakji, que atualmente está gravando uma série para o canal por assinatura Universal TV.

A curta e exitosa trajetória no mundo no teatro começou em 2015, quando tinha 17 anos e chegou acompanhado pela mãe à EAC. “Não havia imaginado que poderia ganhar a vida atuando. Mas a minha mãe foi fundamental nesse processo, pois sempre acreditou que eu poderia vencer trabalhando com arte”. Também por influência da mãe, o jovem escolheu um trecho de ‘A Balada de Um Palhaço’, de Plínio Marcos, para o dia do teste.

Das lembranças dos tempos de aluno, duas coisas marcam Ordakji: a paixão dos professores e o Teatro Guarany. “Todo mundo lá é apaixonado pelo o que faz, e você sente isso logo de cara. Era um privilégio ter contato com o Guarany todos os dias. Viver o ambiente do teatro diariamente faz muita diferença na formação do ator”. Perguntado sobre o que um candidato ao curso da EAC deve ter, o jovem ator vai direto ao ponto: foco.

Inscrições na EAC

Para se inscrever na EAC, é necessário ter no mínimo 16 anos e comparecer ao Museu da Imagem e Som de Santos – Miss (Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, na Vila Mathias – piso térreo) até 7/fev, das 14h às 19h30. É necessário levar o documento de identidade original, comprovante de residência atual e uma foto 3×4. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável legal.

 

MISS seleciona trabalhos fotográficos e instalações audiovisuais

Por Secult Santos

O Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss) abriu o processo seletivo para exposições. Os interessados em apresentar seus projetos (já prontos) de mostras fotográficas ou instalações audiovisuais devem enviar o material para a curadoria do local pelo e-mail daviribeiro@santos.sp.gov.br. O Miss fica no piso térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão, na Av. Sen. Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias.

O ano de 2018 foi marcado pela produção artística das mulheres no Miss. O espaço abrigou 14 exposições, todas realizadas por fotógrafas. Muitas artistas tiveram, pela primeira vez, a oportunidade de expor suas obras. Algumas delas com temas ligados à violência contra a mulher, preconceito e invisibilidade da mulher negra.

Mais de 60% das mostras foram de criadores da região, o restante foi dividido entre SP e Rio. A média de visitantes variou entre 200 a 300 por mês. Uma das exposições recebidas foi ‘Nós Madalenas – Uma Palavra pelo Feminismo’, da fotógrafa Maria Ribeiro, premiada pela ONU Mulheres, em Nova York, com o Prêmio Ivone Herberts, honraria que reconhece a excelência e relevância do projeto para o empoderamento feminino.

 

Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo abre processo seletivo até dia 7

Informações de Renata Zhaneta/Foto de Luy Paini

Até o dia 7 de fevereiro estão abertas as inscrições para o processo seletivo do curso de formação de atores da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo. O curso totalmente gratuito é oferecido pela Secretaria de Cultura de Santos e ocorre no Teatro Guarany, no entanto, as inscrições são de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h30 no MISS – Museu da Imagem e do Som de Santos (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos).

Para se inscrever, é necessário ter, no mínimo, 16 anos, e levar o documento de identidade original, comprovante de residência atual e duas fotos 3×4. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um responsável legal. Ao término das inscrições, serão realizados testes de apresentação de cena.

No decorrer do curso de três anos, os alunos terão várias disciplinas, como Interpretação, Expressão Corporal, Expressão Vocal, História de Teatro, Canto, Dança, e Cenário e Figurino. Ao concluírem as atividades, receberão o DRT, registro para o exercício da profissão, resultado da parceria entre a Prefeitura e o sindicato de artistas (Sated).

 

Exposição fotográfica ‘Relicário’ segue em última semana no IHGSV

Prefeitura de São Vicente

Da fotógrafa Sibylla Ventura, a exposição ‘Relicário’ segue até esta semana no Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente (R. Frei Gaspar, 280, Centro). A mostra gratuita continua aberta a visitação das 8h às 17h até 17/jan (quinta-feira). A ação tem o apoio da Prefeitura via Secult.

A origem da exposição começou em 2016, quando a artista visitava o Orquidário de Santos com os avós que completavam 60 anos de casados. Com uma câmera em mãos, decidiu registrar o afeto do par: o resultado foi um ensaio virtual despertando o interesse e a admiração de muitos.

Após o falecimento do avô, Sibylla decidiu perpetuar por meio de cliques a essência e beleza dos idosos do Lar Vicentino. Ali, as imagens elevam a autoestima dos idosos, com caracterização, maquiagem e cenografia, além de possuir fotos documentais, que esboçam a realidade e o dia-a-dia dos idosos no Lar.

A fotógrafa divide os ensaios em dois dias para se adequar aos horários de lanche dos moradores. Muitos dos modelos possuem mal de Alzheimer ou limitações físicas, por isso o cenário é cuidadosamente planejado para pessoas em cadeiras de rodas e usuários de andador, para que todos sejam incluídos.

Nos dias de fotografar existe toda uma ambientação para deixá-los confortáveis, playlists com músicas são elaboradas, que remetem ao tema das fotos e a época dos idosos. Eles se surpreendem com as fotos impressas e mostram comoção com o resultado: “Durante os dois anos de projeto tive que aprender a lidar com a perda de alguns deles, a cada ensaio já não temos a presença de alguns dos anteriores. Enfim, é um aprendizado constante”.